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quinta-feira, 19 de junho de 2014

#CBE Carta Vieja Prestige Chardonnay 2009


Novamente com atraso, posto o vinho do mês passado para a Confraria Brasileira de Enoblogs, cujo tema desta vez foi "Branco Barricado". Incrivelmente consegui comprar um Albariño e um Viognier que pensei equivocadamente terem curto estágio em barricas. Vinhos incríveis (que depois postarei por aqui), mas que não tiveram o tal estágio, por isso não se aplicavam à degustação.

Só para constar e participar, acabei caindo um clichê e comprando um Chardonnay. Sem muitas expectativas. E até certo receio, afinal é de safra 2009. O danado passa 12 meses em barrica de carvalho e o estou degustando neste exato momento. Vejamos o que acho:

Visual: Amarelo intenso e brilhante, quase ouro. Mostra que já tem certa idade.

Olfativo: Aroma intenso que evidencia a longa passagem por barris de Carvalho: coco, baunilha, pão torrado e algo amanteigado. Ao fundo o velho abacaxi em calda. Incrivelmente pareceu inteiro, apesar dos 5 anos.

Gustativo: Corpo médio. O álcool se faz notar, conferindo maciez e um certo calor. A acidez ou já esmaeceu um pouco ou é naturalmente moderada neste vinho, mas ainda se mostra bem viva. Algum amargor no final de boca. Persistência longa, com retro-olfato confirmando as notas de fruta madura/compota e tostados. 

Opinião: Paguei R$ 43 reais neste vinho e não tinha absolutamente NENHUMA expectativa positiva em relação a ele. Comprei só para participar da degustação mesmo. Mas me surpreendeu muito positivamente! Em primeiro lugar, para um branco (desta faixa de preço, especialmente) ele sobreviveu muito bem aos seus 5 anos. Para quem gosta de vinho branco BEM barricado, é um ótimo exemplar. Eu, particularmente, acho que um pouco menos de barrica faria bem a ele. Mas pelo preço, pode comprar na boa. Beber de imediato!


Carta Vieja Prestige Chardonnay 2009
Região: Vale de Casablanca - Chile
Produtor:
 Viña Carta Vieja
Importador: 
Carballo Faro
Teor alcoólico: 
13,5% 
Casta(s): 
Chardonnay

Preço: R$ 43,00


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Universo Austral Chardonnay 2009


Este é um exemplar bem bacana de Chardonnay barricado. Para quem gosta daquele estilo com mais corpo e untuosidade, aromas tostados e de baunilha, mas não está disposto a gastar uma fortuna, ele ótima pedida para ter sempre em casa. 

Elaborado na região de Neuquén (Patagônia), uma das mais favoráveis da Argentina para se fazer bons vinhos brancos.

Degustação
Amarelo-palha intenso, naquela transição para ouro (como dá pra ver na foto) e brilhante.

Aroma intenso, com abacaxi e pêssego em calda, algo de manga. Baunilha muito perceptível também e fundo de mel. Confirmando o visual, mostra uma transição entre fruta e frescor e a evolução, levando a fruta mais para calda do que fresco e o mel. Não achei ficha técnica do vinho na internet, mas a baunilha sugere estágio em barricas.

Pela cor e aromas achei que estivesse meio evoluído, mas a acidez ainda está bem boa (não cortante, mas ainda bem correta), álcool no lugar. Corpo médio, com persistência também média, em 8 segundos, evocando aromas de fruta e leve tostado. Ligeiro amargor no final, que não chega a incomodar.

Chardonnay barricado padrão, mas bem feito. Fruta mais tostado. Honesto (sei que tem gente que odeia o adjetivo em vinhos), preço competitivo. Gostoso na boca, aromas agradáveis para quem curte o estilo. Boa compra para dia-a-dia.

Mais vinhos deste produtor:
Universo Austral Malbec 2008
Universo Austral Pinot Noir Reserva 2008

Universo Austral Chardonnay 2009
Região: Neuquén (Patagônia) - Argentina
Produtor: Bodegas Universo Austral
Importador:Casa dos Vinhos - BA 
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Chardonnay
Preço: R$ 34,90

quinta-feira, 29 de março de 2012

Santa Helena Selección del Directorio Chardonnay 2010


Exemplar de Chardonnay chileno do Vale de Casablanca que vale a pena provar. 50% do vinho passa por barricas durante 6 meses e a influência disso no resultado final é bem perceptível, tanto em boca quanto nos aromas. Em resumo, para quem gosta de Chardonnay barricado e não quer gastar tanto, é uma festa!

Degustação:
Amarelo-palha claro e brilhante, com reflexos verdes.

Tem média intensidade aromática, mostrando frutas brancas e aromas bem evidentes que sugerem o estágio em barricas: baunilha, pão torrado.

Na boca o corpo é médio com uma boa sensação de maciez. Álcool potente, mas sem desequilíbrio. Acidez moderada, mas adequada. Persistência em 8 segundos, que confirma os aromas.

Achei um ótimo exemplo deste perfil moderno de Chardonnay barricadão. Para o que se propõe e o quanto custa é um bom vinho...ok, podia custar um pouquinho mais barato. Mas como qualquer vinho no Brasil é vendido por um preço acima do justo, na média ele fica bom.

Santa Helena Selección del Directorio Chardonnay 2010
Região: Vale de Colchágua - Chile
Produtor:
 Viña Santa Helena
Importador: 
Interfood
Teor alcoólico: 
14% 
Casta(s): 
Chardonnay
Preço: 
Entre R$ 35,00 e R$ 40,00

quinta-feira, 15 de março de 2012

Salton Intenso


Outro dia finalmente tive a oportunidade de provar o tal do Salton Intenso, um vinho branco fortificado da gigante Salton. O vinho é feito com uvas Chardonnay fermentadas parcialmente em barricas de carvalho e fortificado com álcool vínico. Permanece sur lies durante um ano antes de ser engarrafado.

Degustação:
Amarelo ouro escuro, tendendo ao âmbar, brilhante.

Tal como o nome, é intenso no nariz, com notas de frutas em calda, floral, mel.

Mais uma vez, intenso! Textura encorpada devido ao açúcar. Chega a ser xaroposo. Acidez poderia ser maior para contrabalancear. Muito doce. Na boca revela uma nota tostada, que deve vir de estágio em barricas. Persistente na boca, lembrando fruta em calda. A persistência se dá em muito pelo açúcar. Parece uma mistura de colheita tardia com porto branco.

Não é ruim, mas acaba ficando enjoativo pelo excesso de açúcar e falta de acidez. Talvez eu tenha bebido o meu exemplar um pouco mais velho do que devia (não faço ideia de quanto tempo ele ficou na gôndola ou no armazém e o vinho não é safrado ainda por cima). Enfim, o conceito é interessante, mas carece de ajustes, acho.

Salton Intenso
Região: Serra Gaúcha (Tuiuty - Bento Gonçalves) - Brasil
Produtor: Vinícola Salton
Importador: -
Teor alcoólico: 15%
Casta(s): Chardonnay
Preço: entre R$ 30,00 e R$ 35,00

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

#CBE: Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay 2009


O tema proposto para a degustação deste mês na Confraria Brasileira de Enoblogs foi "um vinho branco brasileiro de até R$ 80,00", escolha do Marcelo Di Morais. Na falta de alguma novidade no mercado soteropolitano - aqui parece que tudo chega com certo atraso em termos de vinho - decidi ir em algo que já conheço.

O vinho escolhido foi o Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay 2009, um dos melhores, senão o melhor vinho branco nacional que conheço.  Ele passa por todos aqueles cuidados de elaboração, como seleção dos cachos, maceração e fermentação alcoólica em baixas temperaturas. O final da fermentação já é feito nas barricas francesas e romenas, onde o vinho estagia por 6 meses.

Degustação:

Cor amarelo-palha médio, brilhante.

Intensidade aromática média, com fruta em calda (abacaxi), toque lácteo bem amanteigado e com aroma também a pão tostado. Baunilha. Leve mel ao fundo. Tudo bem harmônico e discreto, sem aromas sobressaindo uns aos outros.

Untuoso, com alguma sensação de dulçor. Acidez correta, e álcool potente. Persistência longa (8+), com retro-olfato retomando as notas lácteas e tostadas. Leve amargor acompanha o final de boca, mas sem chegar a atrapalhar ou constituir defeito.

Como já comentei no começo do post, é um dos melhores, senão o melhor branco nacional que conheço: Talvez empate com mais um Chardonnay nacional de mesma proposta (mais estruturado), e  uns outros dois rótulos de propostas diferentes (frescor e juventude). 

Para quem gosta de Chardonnay parrudo, untuoso, cheio de notas de fruta bem madura mescladas aos aromas de carvalho e fermentação maloláctica, é uma festa!

Pelo preço de 55 reais compete tranquilamente com opções de Chardonnay chileno e argentinos do mesmo preço, o que é uma virtude! Mais caro que isso, no entanto, já dá pra ver opções gringas mais em conta.

Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay 2009
Região: Bento Gonçalves (Vale dos Vinhedos) - Brasil
Produtor: Casa Valduga
Importador: -
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Chardonnay
Preço: R$ 55,00

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pizzato Reserva Chardonnay 2010


Quem acompanha o Notas Etílicas ou conhece meu gosto para vinhos sabe que eu sou louco por Chardonnay! Este exemplar eu já conhecia de eventos como a Expovinis, mas nunca consegui degustar e escrever uma nota...até agora!

O exemplar da Pizzato tem cor amarelo-palha médio, com reflexos verdes, brilhante.

No nariz, média intensidade, com abacaxi, pêssego, um leve toque tostado que me fez pensar em estágio em carvalho, além de um amanteigado da maloláctica. O curioso é que o site diz que o vinho não estagia em barricas. 

É surpreendentemente seco (pelo nariz, achei que fosse se mostrar com algum dulçor, maciez), com acidez muitíssimo viva. Álcool bem integrado, corpo leve a médio. Persistência média, com o tostado e amanteigado predominando em 7 segundos. Leve amargor no final de boca.

Gostoso, mui fresco. Aromas agradáveis. Bela acidez. Esperava só um pouco mais de estrutura e untuosidade, talvez pelo que ele mostrou no nariz. Ainda assim, é um dos bons exemplares de Chardonnay nacional. Se destaca pelo equilíbrio.

Pizzato Reserva Chardonnay 2010
Região: Vale dos Vinhedos - Brasil
Produtor: Vinícola Pizzato
Importador: -
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): Chardonnay
Preço: 
R$ 35,00

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Ventisquero Clássico Chardonnay 2010

 
Vinho branco honestinho, da linha de entrada da Viña Ventisquero. Os vinhos da marca Clássico não constam no site do produtor, de forma que foi impossível levantar dados sobre a elaboração. Me arrisco a dizer que não passa por madeira.

Degustação:
Amarelo-palha claro com reflexos verdes, límpido e brilhante.

Intenso no nariz, com aroma predominante a fruta, com maçã verde, fruta branca e cítrico. Fresco.

Dulçor acentuado, boa acidez, corpo leve, álcool integrado. Sem amargor. Persistência média (7s). Retro-olfato confirma. 

Vinho gostoso, simples. Bem feito. Muito fresco. Preço razoável. Bom para o dia-a-dia no verão.

Ventisquero Clássico Chardonnay 2010
Região:
Vale Central - Chile

Produtor: Viña Ventisquero
Importador:
Cantu
Teor alcoólico: 13%
Casta(s):
Chardonnay

Preço:
aprox. R$ 25,00

terça-feira, 28 de junho de 2011

Alfredo Roca Chardonnay 2010


Chardonnay argentino da região de San Rafael, em Mendoza. Infelizmente no site do produtor não há grandes informações a respeito da elaboração. Já tinha ouvido falar da vinícola como produtora de excelentes custo-benefício. De fato, o vinho me custou 20 reais em um mercado da rede Makro.

Degustação:
Amarelo-palha de média intensidade, límpido e brilhante.

Intensidade média, com fruta branca (pêssego) e leve cítrico.

Corpo leve, boa acidez, algum dulçor perceptível. álcool equilibrado. Sem amargor. Persistência ligeira/média (6-7 segundos), confirmando o nariz.

Vinho simples, mas muito bem feito e vendido a preço justo. Difícil achar um chardonnay bem feitinho assim a esse preço. Bebo de novo fácil, é daqueles vinhos pra comprar de monte e ter para beber a qualquer hora, ou para receber amigos. Muito fresco e equilibrado, e com aromas agradáveis. 

Alfredo Roca Chardonnay 2010
Região: San Rafael (Mendoza) - Argentina
Produtor:
Alfredo Roca
Importador: 
Casa Flora
Teor alcoólico:
12,5%
Casta(s):
Chardonnay
Preço:
R$ 20,00

sábado, 25 de junho de 2011

Tuniche Reserva Chardonnay 2006


Exemplar de Chardonnay do Vale de Cachapoal, fermentado em barricas. Não tenho dados precisos sobre elaboração. Degustado esta semana, surpreendeu pela vivacidade frente aos 5 anos de vida, coisa rara para um vinho branco mais simples.

Degustação:
Amarelo-palha intenso, límpido e brilhante. Animador, nenhum sinal "dourado" aqui.

Média intensidade, com abacaxi em calda, pão tostado, amanteigado. O que se espera de um Chardonnay barricado.

Boa acidez, surpreendendo novamente, com álcool um pouco forte, corpo médio. Persistência longa, passando dos 10 segundos, com a nota tostada permanecendo até o fim. Infelizmente, apresenta um amargor chato.

O amargor meio que mata a experiência que seria interessante. Acho que pesaram a mão na madeira também. Fora isso, é surpreendente encontrar um vinho branco de 5 anos tão vivo, sem apresentar sinais de "cansaço".

Tuniche Reserva Chardonnay 2006
Região: Vale de Cachapoal - Chile
Produtor:
Tuniche Winery
Importador: 
Ana Import
Teor alcoólico:
13,2%
Casta(s):
Chardonnay
Preço:
aprox. R$ 40,00

terça-feira, 17 de maio de 2011

Tamaya Chardonnay 2008


Ando em débito comigo mesmo e com os que eventualmente lêem o Notas, faz mais ou menos um mês que não posto, e tem muitos vinhos na fila para postar! Tentarei atualizar a coisa por estes dias.

Mais uma vez, se trata de um vinho do frio Vale de Limarí, localizado no extremo norte chileno. Uma região bastante favorável ao cultivo de uvas brancas, portanto. 

Degustação:
Tem cor amarelo-palha de média intensidade, límpido e brilhante. 
No nariz, apresenta média intensidade aromática, lembrando abacaxi, e com mineralidade bem presente e leve nota láctea. 

Seco, de médio corpo, acidez bem viva, equilibrando bem o álcool. Alguma maciez também. Leve amargor no fim de boca. Persistência boa (8-9 segundos), com mineralidade boa.

É um vinho que, com seus três anos de vida, consegue equilibrar bem o frescor e mineralidade com um pouquinho de estrutura e maciez. Ainda assim, um vinho leve e despretensioso, com muita qualidade e tipicidade dos brancos do Limarí. Pelo preço, vale a pena!

Do mesmo produtor, também vale provar o Tamaya Reserva Syrah 2007.

Tamaya Chardonnay 2008
Região: Vale de Limarí - Chile
Produtor:
Viña Casa Tamaya
Importador: 
Del Maipo Comércio e Representações
Teor alcoólico:
13,5%
Casta(s):
Chardonnay
Preço:
aprox. R$ 35,00

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Fleur du Cap Bergkelder Selection Chardonnay 2009

 
Mantendo padrão das últimas degustações, aqui vai mais um vinho cuja ficha técnica não consegui encontrar, resultando novamente em uma nota bem rapidinha. Fica aqui um apelo aos produtores/representantes/importadores: é importante disponibilizar dados técnicos acurados ao cliente, que cada vez mais tem interesse em saber exatamente o que está consumindo.

Degustação: 
Tem cor amarelo-palha clara, límpida e brilhante, com reflexos verdes. Lágrimas rápidas, finas e abundantes.

Possui média intensidade no nariz, com aromas frutados lembrando algo de fruta branca e nítido cítrico, acompanhado por leve tostado/amanteigado, muito bem integrado e que cresce um pouco com tempo em taça.

Corpo médio, com dulçor acentuado, boa acidez, álcool equilibrado (apesar dos 13,5%), e leve amargor. Fresco, apesar da madeira perceptível. Persistência média, em 7-8 segundos, com retro-olfato lembrando pêssego em calda e mel, e trazendo novamente o aroma tostado.

Gostei do bom equilíbrio entre a presença da madeira, que trouxe alguns aromas interessantes e maciez na boca, sem, no entanto, fazer com que o vinho perdesse o frescor tão valorizado em vinhos brancos. Repetiria a compra!

Da Fleur du Cap também degustei, pela confraria brasileira de enobologs, o Fleur du Cap Bergkelder Selection Sauvignon Blanc 2008. Confira lá!

Fleur du Cap Bergkelder Selection Chardonnay 2009
Região: Stellenbosch - África do Sul
Produtor: Bergkelder - Distell
Importador:
Companhia Brasileira de Distribuição (Pão de Açúcar)
Teor alcoólico:
13,5%
Casta(s):
Chardonnay
Preço:
R$ 32,00

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Leyda Single Vineyard Chardonnay 2007


Este foi o vinho branco bebido no natal aqui em casa, que tive a sorte de adquirir em uma promoção da loja que representava a Grand Cru aqui em Salvador. Um exemplar de Chardonnay com frescor surpreendente, mesclado com boa estrutura.

É o primeiro vinho da Leyda que posto aqui, o que é incrível pois sou fã da vinícola, dos vinhos mais simples aos mais elaborados!

Elaboração:
Este Chardonnay é feito no Vale de Leyda, situado a 12 km do Oceano Pacífico (e recebendo a influência de seus ventos frios), e uma das regiões do Chile propícias à produção de ótimos vinhos brancos.

Elaborado em vinhedos com rendimentos entre 6 e 7 toneladas por hectare, este Chardonnay passou por colheita manual nas duas primeiras semanas de Abril, com concentração de acúcar de 24 graus brix. 

O mosto foi fermentado a baixa temperatura em barricas de carvalho francês (25% delas novas). Foram tomados cuidados para evitar a ocorrência da maloláctica neste vinho, que passou por estágio de 8 meses em barricas, com 2 batonnages semanais.

Degustação:
O vinho mostra uma cor amarelo-palha com reflexos ouro bem intensa, límpida e brilhante. Nota-se a transição da cor do vinho de palha para ouro. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes.

No nariz é intenso, com aroma levemente evoluído. Fruta já não tão fresca, puxando mais para as cristalizadas e abacaxi em calda. Também estão presentes aromas derivados da madeira e batonnage, como baunilha, coco e um amanteigado. Por fim, algo lembrando castanhas ou nozes.

Encorpado, com boa estrutura. Bela acidez, álcool integrado apesar dos 14%. Macio e aveludado, sem perder o frescor e ficar chato. Persistência boa, em 9-10 segundos, com retro-olfato confirmando as impressões do nariz. Apresenta leve amargor.

Confesso que pelo nariz imaginei que o vinho seria mais potente na boca, com mais volume, e ao beber isso me desapontou um pouco. Ao ler hoje a ficha técnica e constatar que a maloláctica foi evitada de propósito para manter a acidez, mudei um pouco minha forma de ver o vinho, pois o propósito do enólogo de unir untuosidade e estrutura ao frescor e acidez foi bem sucedido.

E no fim das contas, o resultado foi delicioso mesmo, só não foi exatamente o que eu esperei...o que não significa pior!

É um vinho que eu quero beber novamente, sem dúvida!

Outro Chardonnay Chileno de perfil semelhante, mas mais untuoso é o William Cole Columbine Chardonnay 2009

Leyda Single Vineyard Chardonnay 2007
Região: Vale de Leyda - Chile
Produtor: Leyda
Importador: Grand Cru
Teor alcoólico: 14%
Casta(s): Chardonnay
Preço: aprox. R$ 75,00

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

William Cole Mirador Selection Chardonnay 2009


Sou um entusiasta dos vinhos da William Cole, uma vinícola cujos vinhos são ao menos corretos - e muitas vezes excelentes - da linha básica às mais elaboradas. Por se localizar no Vale de Casablanca, destacam-se os vinhos brancos e o Pinot Noir deles. Entre os brancos, a menina dos olhos é o Sauvignon Blanc, que já provei algumas vezes e é realmente excelente. Desta vez quis variar e provar o Chardonnay deles.

O vinho recebe colheita manual, e é fermentado por 15 dias em tanques de inox, sem contato algum com madeira. O resultado é um vinho amarelo-palha claro com reflexos verdes, límpido e brilhante. Tem formação de lágrimas rápidas, finas e abundantes.

No nariz mostra média intensidade, com aromas a frutas como maracujá, e também leve herbáceo. É perceptível uma leve nota amanteigada de fundo. Curiosamente, se não fosse ela eu confundiria com um Sauvignon Blanc, a julgar pelo maracujá e herbáceo.

Tem corpo leve/médio, com acidez forte, álcool no lugar, alguma maciez. Leve amargor, persistência em 7 segundos, com retro-olfato mostrando leve tostado e amanteigado, denunciando o Chardonnay.

Achei inusitado, pois os descritores do nariz, exceto o amanteigado, batem muito mais com a minha idéia de Sauvignon Blanc chileno do que de Chardonnay (abacaxi em calda, fruta branca). Gostoso, mas estranho! 

Outros vinhos da William Cole:
Mirador Selection Sauvignon Blanc 2009 - Vinho premiado, menina dos olhos entre os vinhos da linha básica. É tudo o que um apreciador de SB chileno precisa para ser feliz!
Alto Vuelo Pinot Noir 2009 - Pinot leve, fresco, gostoso. Os 12 meses de barrica me passaram batidos. Acho difícil achar um vinho de pinot noir bom a este preço!
Columbine Chardonnay 2009 - Aqui já é uma linha mais séria da William Cole. Chardonnay untuoso, persistente, com os 12 meses de barrica bem perceptíveis. Totalmente diferente deste aqui.

William Cole Mirador Selection Chardonnay 2009
Região: Vale de Casablanca - Chile
Produtor: William Cole
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 13,6%
Casta(s): Chardonnay
Preço: R$ 45,00

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Famiglia Bianchi Chardonnay 2008

 
Acho que todo mundo que acompanha o blog já percebeu que Chardonnay é a minha praia, não é? Pois bem, cá estou eu postando mais um exemplar desta uva, desta vez um argentino produzido em San Rafael, Mendoza, em vinhedos localizados a 750 metros acima do nível do mar.

As uvas Chardonnay deste Famiglia Bianchi são colhidas manualmente e prensadas em prensa pneumática. Os resíduos sólidos são separados por decantação a frio, e fermentação em barricas de carvalho francês (30% novos e o restante de 1o e 2o uso), seguido de estágio de 10 meses sur lies.

O vinho é de cor amarelo-palha com reflexos verdes, límpido e brilhante. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes.

No nariz fica claro o estágio em barricas com contato prolongado com as leveduras: Destacam-se os aromas de pão tostado, manteiga e baunilha. Algo de fruta branca (um pêssego em calda, talvez) é levemente perceptível, escondido atrás dos aromas descritos anteriormente. Mas esse frutado é bem fugaz.

Ao provar, mostra corpo médio, com certo dulçor e untuosidade. A acidez é boa, mas o álcool atrapalha a degustação com algum desequilíbrio (são 13,7%). A persistência é de cerca de 8 segundos, com retro-olfato confirmando o nariz. Um leve amargor também incomoda um pouco na boca.

É um vinho um pouco pesado, e com alguns defeitos na boca. No nariz, vai agradar quem gosta deste perfil de Chardonnay com madeira bem perceptível. Apesar dos defeitos, acho um vinho justo pelos 22 reais que me custou. Dificilmente se acha um branco melhor por este preço.

Famiglia Bianchi Chardonnay 2008

Região:
San Rafael (Mendoza) - Argentina
Produtor: Valentín Bianchi S.A
Importador: Carballo Faro - BA
Teor alcoólico:
13,7%
Casta(s):
Chardonnay
Preço:
R$ 22,00

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Oak Leaf Chardonnay


Isso é que é entrar no mundo dos vinhos estadunidenses pela porta dos fundos: Um exemplar de Chardonnay que, além de sequer ser safrado, custava a bagatela de 12 reais no Sam's Club! Não consegui resistir, precisava saber qual era a deste vinho!

Este exemplar da Califórnia é elaborado pela Oak Leaf Vineyards, cujo slogan no website é "A fine wine at a great price". Já aprecio a honestidade da vinícola, em usar um adjetivo modesto para o vinho, ao invés de tentar vender grandiosidade onde não existe.

Infelizmente o website da vinícola se encontra em reformulação, e não tenho maiores informações sobre a elaboração do vinho.

É um Chardonnay de cor amarelo-palha leve/média, límpido e brilhante, com formação de poucas lágrimas rápidas e finas.

No nariz é de média intensidade, com aromas já conhecidos de abacaxi em calda, leve lácteo, meio amanteigado, e algo que sinceramente me lembrou sabão de coco. Algum mel no final.

Ao provar, mostra algum dulçor, com boa acidez, álcool equilibrado (12,5%), leve amargor final. Persistência curta (uns 5, 6 segundos forçando), com retro-olfato confirmando o nariz, e trazendo um leve defumado.

É um vinho que nos EUA não deve custar mais do que duas doletas. Aqui custou 12 reais. É...honesto. Não tem nenhuma virtude especial, não mesmo. Mas tem poucos defeitos. Pelos 12 reais que ele custa eu não acho nenhum branco brasileiro à altura. Não que isso diga muito, mas...

Oak Leaf Chardonnay
Região: Califórnia - EUA
Produtor: Oak Leaf Vineyards
Importador: Wal Mart Brasil
Teor alcoólico: 12,5%
Casta(s): Chardonnay
Preço: R$ 12,00

domingo, 24 de outubro de 2010

Yauquen Chardonnay 2008

O dito cujo, com meu pai ao fundo

Produzido pela Bodega Ruca Malen este Chardonnay argentino que bebi ontem de noite é elaborado com uvas provenientes do Vale do Uco, em Mendoza. 

As uvas passam por seleção manual de cachos, com prensagem do cacho inteiro, sem desengace, seguida de decantação a 10 graus. Em seguida o vinho passa pela fermentação em temperatura controlada de 14 a 17 graus, em tanques de inox, sem passar por maloláctica. Por fim, passa 2 meses armazenado antes de ir para o mercado, com produção de 30 mil garrafas.

O resultado é um vinho amarelo-palha claro, com reflexos verdes e lágrimas rápidas, finas e muito abundantes.

No nariz tem intensidade aromática média e aromas a maracujá, cítrico e leve floral. Bem fresco, simples, e frutado à ausência de estágio em barricas e maloláctica.

Ao provar, confirma a impressão do nariz: corpo leve, leve dulçor e grande acidez. Álcool equilibrado e um leve amargor, talvez devido à prensagem dos cachos. Persistência em 7 segundos e retro-olfato confirmando o nariz, e trazendo leve mel no final.
É um vinho bonzinho, mas confesso que não me saltou aos olhos. Com este perfil de Chardonnay não barricado, leve e frutado, eu já bebi outras coisas mais interessantes ao mesmo preço.

Outro Chardonnay argentino (agora de Luján de Cuyo - Mendoza), do mesmo ano, com o mesmo perfil leve, é o Penedo Borges Chardonnay 2008.

Yauquen Chardonnay 2008
Região:
Vale do Uco (Mendoza) - Argentina
Produtor: Ruca Malen
Importador: Hannover
Teor alcoólico:
13,6%
Casta(s):
Chardonnay
Preço:
aprox. R$ 40,00
 

domingo, 10 de outubro de 2010

Lídio Carraro Dádivas Chardonnay 2009


Este eu bebi ontem em jantar familiar na Cantina Cortile, para abrir os trabalhos da noite. Já estava curioso por este rótulo específico, já que nunca havia provado um branco da Lídio Carraro, e gostei muito do espumante.

Como não disponho de dados técnicos sobre os vinhos, vou direto à degustação:
Amarelo-palha claro com reflexos verdes e lágrimas rápidas, finas de abundantes.
No nariz, apresenta intensidade média, com aromas frutados predominando: cítricos, frutas brancas (pêssego), e maçã verde. Também é perceptível um leve amanteigado, mas que em nada prejudica o frescor do vinho.

Na boca, é macio apesar do corpo leve. Tem algum dulçor, boa acidez, e um problema: álcool muito perceptível em boca (14%), mostrando algum desequilíbrio. Logo após aberta a garrafa, mostra leve sensação frisante, que some em taça. Persistência média (7s), com retro-olfato ampliando a maçã verde, e apresentando leves notas florais.

Gostei do vinho, é um bom aperitivo, e tem uma paleta aromática (e retro-olfativa) bem interessante, alinhada com a proposta da Lídio Carraro de mostrar toda a expressão frutada de um vinho. Sobre o álcool, só eu achei desequilibrado, todas as minhas companhias (as três mulheres de minha vida) acharam o álcool no lugar. Então ficam elas por elas, pois confio na opinião de minhas garotas. 

Vale a pena! Experimentem!
Da linha Dádivas, da Lídio Carrarro, também provem:
** Destaque pra os espumantes. São excelentes!

Lídio Carraro Dádivas Chardonnay 2009
Região: RS - Brasil
Produtor:
Lídio Carraro
Importador:
-
Teor alcoólico:
14%
Casta(s):
Chardonnay
Preço: R$ 35,00 - R$ 40,00

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Viña Tarapacá Gran Reserva Chardonnay 2008


A vinícola dispensa apresentações. A Tarapacá é uma das gigantes chilenas do vinho, e está presente com suas linhas - da mais básica às mais elaboradas - em diversas lojas de vinhos e gôndolas de supermercados.

Apesar de ser tão conhecida, este é o primeiro rótulo da linha Gran Reserva que provo. Seguindo a minha atual predileção pelos brancos, a escolha acabou recaindo pelo Chardonnay (fico devendo o Sauvignon Blanc).

A ficha técnica não entra em muitos detalhes a respeito do vinho, e apenas diz o óbvio que é possível notar na degustação: o vinho passa por barricas de carvalho, sur lies. Outro detalhe interessante, é que apesar de o rótulo indicar a procedência como Vale do Maipo, os vinhedos estão em processo gradual de transferência para o Vale de Leyda. A safra 2008 conta com 62% das uvas procedentes do Maipo, e 38% de Leyda.

É um vinho de cor amarelo-palha médio, com reflexos ouro. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, e o vinho é límpido e brilhante.

No nariz é intenso, com aromas clássicos de abacaxi em calda e fruta branca (pêssego). Notas amanteigadas bem perceptíveis, e um leve tostado, bem integrado. No fundo da taça, um aroma agradável de caramelo.
Na boca mostra corpo médio (confesso que pensei que seria mais encorpado, mas não foi de forma alguma uma decepção), com boa acidez, e uma ponta de álcool sobrando (impressionantes 14,5%), que só não virou um desequilíbrio grande porque o vinho tem estrutura para aguentar. Boa maciez e untuosidade, persistência em 9 segundos, com retro-olfato confirmando a fruta, mas ressaltando mais o tostado e o amanteigado.

É um branco relativamente gordo, com boa estrutura, capaz de aguentar molhos brancos mais untuosos, ou peixes gordurosos, como um bacalhau. Sou suspeito para falar porque adoro Chardonnay, tanto em um estilo mais leve, quanto estes mais pesadões. Gostei bastante!

Minha sugestão de leitura alternativa hoje é de um Chardonnay argentino, que postei aqui há algum tempo, e me encantou demais. O Pulenta Estate VIII Chardonnay 2007.

Viña Tarapacá Gran Reserva Chardonnay 2008
Região: 62% Vale do Maipo - 38% Vale de Leyda
Produtor: Viña Tarapacá
Importador: Épice
Teor alcoólico: 14,5%
Casta(s): Chardonnay
Preço: R$ 50,00

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Camino Real Chardonnay 2008


Este foi um Chardonnay que degustei no Wine Bahia e fiz questão de comprar novamente, para beber com mais calma. Exemplar chileno do Vale do Cachapoal, é uma boa pedida para quem gosta de brancos mais encorpados, e com traços de estágio em barricas bem evidentes.
As uvas são colhidas manualmente e 80% do mosto é fermentado em tanques de inox a temperaturas controladas (15ºC a 18ºC), enquanto os outros 20% passam por carvalho francês.

O vinho é amarelo-palha com reflexos dourados, de uma cor bem bonita. Lágrimas rápidas, espessas e abundantes.

No nariz, mostra boa intensidade aromática, com de tostado, manteiga e baunilha dominando o conjunto, e algo de abacaxi em calda aparecendo de forma bem secundária.

Tem corpo médio/forte, com muita maciez, leve dulçor, acidez boa (moderada, mas coerente), álcool bem forte (14,3%), mas sem atrapalhar. Persistência em 8 segundos, com retro-olfato a pão torrado.

É o estilo de vinho que tem seus fãs, e aqueles que detestam. Algo meio "ame ou odeie". Não é algo que eu goste de beber sempre, esse tipo de Chardonnay bombadão, mas confesso que de vez em quando acho uma delícia! E para o que se propõe (e pelo preço), achei este vinho imbatível!

Outros Chardonnay chilenos com este toque perceptível de estágio em barricas, mas um pouco mais acessíveis:

Camino Real Chardonnay 2008
Região: Vale de Cachapoal - Chile
Produtor:
Viña Camino Real
Importador:
Giava Perini do Brasil
Teor alcoólico:
14,3%
Casta(s):
Chardonnay
Preço:
R$ 38,00

sábado, 18 de setembro de 2010

Almadén Chardonnay 2010


Mais uma aventura minha pela linha Almadén produzida sob nova direção! Este Chardonnay veio confirmar o que para mim era uma quase certeza: Os brancos desta linha são muito superiores aos tintos!

Elaborado com uvas de vinhedos próprios da Almadén e colhidas manualmente, este Chardonnay é fermentado em tanques de inox durante cerca de 21 dias, com bâtonnage.

O vinho tem cor amarelo-palha quase incolor, com lágrimas rápidas, finas e abundantes.

Tem intensidade aromática média, e bem simples: fruta branca (talvez pêssego) leve, maçã verde. Juro que senti um leve amanteigado, mas achei estranho, pois na ficha técnica não consta nem estágio em barricas, nem malolática. Imagino que seja o bâtonnage, ou coisa da minha cabeça mesmo.

Na boca é um pouco adocicado (provavelmente o nível máximo de açúcar permitido para que um vinho ainda seja chamado de "seco"), mas com dulçor compensado por uma boa acidez. O álcool está bem colocado, sem ressaltar. Corpo levíssimo, persistência em 6 segundos e retro-olfato confirmando as impressões do nariz. 

Para o preço que custa, e aquilo a que se propõe, é um excelente vinho. O açúcar residual alto foi colocado deliberadamente para não agredir paladares "não iniciados", creio eu. Não é um vinho para quem já bebe vinho, e sim para quem quer começar a beber. E para este público, é uma excelente opção em vinho branco!

O problema de muitas pessoas ao avaliar o Almadén é justamente não entender a proposta desta linha.

Aliás, quem quiser ler os posts dos demais vinhos da Almadén, é só acessar:

Almadén Chardonnay 2010
Região: Santana do Livramento (Campanha Gaúcha) - Brasil
Produtor:
Vinícola Almadén - Miolo Wine Group
Importador:
-
Teor alcoólico:
12,5%
Casta(s):
Chardonnay
Preço:
aprox. R$ 13,00