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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Casa de Santa Vitória Touriga Nacional 2009



Já havia provado este Touriga Nacional outras vezes - mas de safras anteriores - em eventos de degustação aqui em Salvador e São Paulo, no entanto esta foi a primeira vez que tive uma garrafa "para chamar de minha" e realmente beber o vinho com mais calma e atenção. E claro, depois da degustação técnica, beber o restante da garrafa em família! 

Pra dar uma (explicação) rapidinha, a Casa de Santa Vitória é o braço vitivinícola do grupo Vila Galé, mais conhecido por sua atuação no setor hoteleiro. Os vinhedos ficam na região do Alentejo, onde a empresa também produz azeites de qualidade.

Este exemplar foi eleito em sua safra 2008 como o melhor vinho tinto do Velho Mundo na Expovinis 2012. A safra 2009, que degustei, faturou uma medalha de prata no Decanter World Wine Awards 2013.

Para produzir este vinho as uvas são colhidas manualmente e selecionadas. O mosto passa por maceração a frio durante 2 dias e depois é fermentado a 26 graus em lagares. Passa por fermentação maloláctica em barricas novas de carvalho francês, nas quais estagia por 14 meses.


Visual:  Vermelho violáceo muito intenso e brilhante.

Olfativo: Inicia já muito intenso, com notas de fruta vermelha bem madura, floral, folhas de chá, baunilha e especiarias.

Gustativo: Se mostra jovem, a afinar. Muito robusto, com taninos bem presentes e adstringentes, mas com qualidade, daqueles que ficarão bem elegantes. Bela acidez, viva, mas integrada ao conjunto. Álcool um pouco ressaltado, mas dá pra notar que está a par do conjunto. Macio. Parrudo. Sem amargores exagerados no final de boca, bem maneirinho. Persistência muito grande, com suculência, fruta. Taninos marcam o final. Persiste na boca por mais de 15 segundos.

Opinião: Um vinho jovem e já excelente para ser bebido, mas que com certeza se beneficiará muito de guarda, para quem gosta de vinhos evoluídos. Para os que gostam de um perfil opulento, gordo e com muita exuberância de fruta, está perfeito para consumo imediato.

Casa de Santa Vitória Touriga Nacional 2009
Região: Vinho Regional Alentejano - Portugal
Produtor: Casa de Santa Vitória
Importador: Adega Tio Sam
Teor alcoólico: 14%
Casta(s): Touriga Nacional
Preço: R$ 117,60 (Adega Tio Sam)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Cartuxa Branco 2008


Ok, ok, mesmo sendo tarde para falar do que eu comi e bebi na Semana Santa, vou fazê-lo! O vinho escolhido para acompanhar o bacalhau foi este Cartuxa Branco, marca icônica da alentejana Fundação Eugênio de Almeida, comprado pela metade do preço de loja, o que deixa a brincadeira ainda melhor!

O vinho é elaborado com as castas Arinto, Roupeiro e Antão Vaz (proporções não fornecidas na ficha técnica), com fermentação a temperaturas de 16 graus em cubas de inox e posterior estágio de 10 meses sobre as borras, com bâtonnage.

Degustação:
Amarelo-palha de intensidade média, brilhante. Animador para um branco de 4 anos.

Tem média intensidade aromática, mostrando frutas brancas e cítrico. O conjunto fecha com um leve amanteigado e aroma de baunilha, provavelmente devido ao tempo sur lies.

O corpo também é médio, com certa maciez e untuosidade. Boa acidez, surpreendentemente jovem para seus 4 anos. Álcool equilibrado e persistência em 8 segundos, com leves aromas tostados no retro-olfato.

Um vinho bem feito e muito equilibrado. Parece ainda ter tempo pela frente e não ter esmorecido em 4 anos, o que é uma virtude para vinhos brancos. Tem ótimo balanço entre maciez e frescor.


Ah, a harmonização...
Usei ele para casar com um bacalhau ao forno bem simples, feito com batatas, dentes de alho inteiros, brócolis e cebolas. Tudo regado com muito azeite e acompanhado por arroz branco.

Ficou perfeito! O sabor marcante do bacalhau e a untuosidade do azeite casaram perfeitamente com a textura aveludada do vinho. O fato de o vinho ter um bom frescor contribuiu também para manter o palado limpo, depois de garfadas de bacalhau cheias de azeite. Casamento ótimo!


Cartuxa Branco 2008
Região: Évora (Alentejo DOC) - Portugal
Produtor: Fundação Eugênio de Almeida
Importador: Adega Alentejana
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): Arinto - Roupeiro - Antão Vaz
Preço: entre R$ 65,00 e R$ 80,00

quinta-feira, 8 de março de 2012

Duas Quintas Reserva Tinto 2008


Tentando começar a cumprir promessa de início de ano que fiz a mim mesmo de voltar a atualizar o Notas mais frequentemente, falo hoje de um vinho que degustei nos últimos tempos. Abrimos ele, mesmo cientes do infanticídio, para comemorar a entrega da tese de doutorado de minha irmã.

Exemplar duriense produzido a partir das uvas cultivadas nas Quintas da Ervamoira e do Bons Ares, este tinto é elaborado com as castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca vinificadas separadamente. Após fermentação maloláctica passa por um estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês novo e de um ano, e mais um ano em garrafa antes de ser liberado no mercado.

Degustação:
Vermelho-violáceo muito intenso, fechado, brilhante.

Aroma intenso, elegante. Fruta madura (geléia de amora e ameixa). Leve floral. Tostado bem integrado (que define para café). Abre nota que lembra eucalipto. Álcool ainda perceptível no olfato, mesmo após 1h de aberto. 

Potente, encorpado, macio. Boa acidez, taninos finos, de ótima qualidade. Álcool um tanto perceptível ainda, mas tranquilo para os seus 15%, sem desequilíbrios. Impressiona pela suculência (dá aquela impressão de morder uma fruta). Persistência de cerca de 15 segundos, com o retro-olfato trazendo novamente fruta (apesar de as notas tostadas serem perceptíveis, a fruta domina).

Muito novo ainda e com muito tempo pela frente. Mostra potencial e já é bem saboroso e agradável no nariz, mas ainda não demonstra grande complexidade. Está na fase da potência e fruta. Acho que resiste tranquilamente uns 8-10 anos. Penso que em uns cinco já mostrará bons ganhos em qualidade. Tudo leva a crer num grande potencial de guarda: Taninos, álcool, acidez, corpo e muita fruta.

Para quem é de notas, esta safra levou para casa 91 pontos do avaliador de Portugal do Robert Parker.

Duas Quintas Reserva Tinto 2008
Região: Douro DOC - Portugal
Produtor: Adriano Ramos Pinto
Importador: Épice
Teor alcoólico: 15%
Casta(s): 70% Touriga Nacional - 25% Touriga Franca - 5% Tinta Barroca
Preço: R$ 206,00

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

DFE Clássico Branco 2008 #CBE



Este vinho foi degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs, cujo tema da vez foi Vinho Português de até R$ 150,00. Escolhi este duriense da Douro Family Estates, cujas uvas foram fermentadas por 6 meses em carvalho francês. A perspectiva de guarda dada pelo produtor é de 6 anos.

Degustação:
Amarelo-palha claro, com reflexos verdes, brilhante. Cor surpreendentemente jovem para a idade do vinho.

Média intensidade, com impressão de frescor. Aromas cítricos e fundo mineral. Algo de fruta branca. Levíssimo amanteigado.

Corpo leve, grande acidez, surpreendente para a idade. Álcool equilibrado. Persistência média/ligeira (6/7), com retro-olfato mostrando notas cítricas e aquele amanteigado do nariz. Sem amargor.

Agradável, fresco e ainda pode aguentar algum tempo. Não é notável, mas é um bom vinho, que vale a pena ser bebido.

DFE Clássico Branco 2008
Região: 
Douro DOC (Douro) - Portugal

Produtor: Douro Family Estates
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): Castas típicas do Douro não reveladas pelo produtor.
Preço: Aprox. R$ 60,00

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Trilho 2007: Um grande branco do Douro!


Sabe aquele dia em que você se depara com uma oferta irresistível pelo preço, mas com um alto risco estatístico de ser uma furada? Pois foi neste dilema que comprei este branco duriense, produzido por António Alfredo Lamas, da Quinta das Bajancas, e trazido ao Brasil pela Ana Import. 

O vinho custa aproximadamente duzentos reais em seu valor integral, mas estava em promoção por módicas cinquenta pratas! O porém? Estamos em 2011, e o vinho data de 2007, tempo suficiente para a maioria dos brancos já ter dobrado o Cabo da Boa Esperança!

Degustação:
A ansiedade ao abrir o vinho se desvaneceu um pouco ao notar uma cor amarelo-palha de média intensidade, ainda com reflexos verdes, bem límpida e brilhante. Já me tranquilizou! (Note a foto!)

Na prova definitiva do olfato, surpreendeu! Intenso no nariz, com aromas a frutas brancas (pêssego em calda), abacaxi em calda, e algo amanteigado e tostado, bem integrado ao conjunto, evidenciando estágio em madeira. Fechando o conjunto uma bela mineralidade ao fundo. Complexo e sedutor. Atiça a curiosidade e convida a beber!

Na boca, mostrou igual força: Encorpado, com acidez moderada, mas ainda adequada (de se esperar depois dos quatro anos). Tem 13,5% de álcool muito bem integrados, sem sobras. É um vinho gordo, com aquela leve sensação de dulçor, que deixa o vinho um veludo na boca. Grande intensidade no retro-olfato, confirmando os aromas do nariz em uma ótima persistência, que passa dos 10 segundos.

Delicioso! Nariz sedutor, convidativo e intenso. Na boca, dá vontade de beber em grandes goles. Soa doce e amanteigado, mas a qualidade da fruta e a mineralidade fazem com que não fique cansativo. Boa complexidade, no nariz, e a boca confirma a qualidade. A vivacidade dele depois de 4 anos surpreendeu, mas a acidez e álcool já atenuados me fazem crer que não deve esperar mais.

Um dos melhores brancos portugueses que já bebi. Está entre os tops do ano.  Uma pena ele ser tão caro aqui. Senti pena de não ter sido mais corajoso, e só ter comprado uma garrafa...

Trilho 2007
Região: Douro DOC - Portugal
Produtor: António Alfredo Lamas (Quinta das Bajancas) - Douro Family Estates
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s):  Rabigato, Gouveio, Códega
Preço: R$ 200,00

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sandeman Porto Ruby


Porto Ruby básico da Sandeman, um dos grandes produtores deste tipo de vinho. Foi aberto há cerca de duas semanas, e degustado em diversos momentos, sendo que as impressões variam de acordo com o tempo. Em linhas gerais, parte dos vinhos do Porto - e este é o caso - conseguem manter certo frescor por até um mês, se conservados na geladeira. Tenho tomado o cuidado de usar a bomba de vácuo sempre que bebo uma taça.

Degustação:
Vermelho violáceo intenso, límpido e brilhante. 

Intenso, bem intenso. Na primeira vez que abri, parecia um vinho não fortificado, tamanho o frescor dos aromas, que lembravam muito frutas vermelhas, ameixa. Também mostrou especiarias. Depois de duas semanas, os aromas evoluíram para uma fruta mais passada, como uvas passas, licor (uvas e cereja), e a especiaria se acentuou e definiu para pimenta do reino. Manteve a intensidade, aquela sensação de "nariz cheio".

Encorpado, untuoso, com boa acidez, dulçor acentuado mas sem se mostrar enjoativo. Sem sensação de taninos. Álcool no lugar (19,5%). Persistência longa (10+). Muito sedoso, daqueles que dá vontade de beber em goles grandes. O retro-olfato acompanhou a evolução do vinho.

Tenho pouca experiência com Porto em geral, mas creio que seja o melhor, ou um dos melhores portos Ruby básicos que já provei. Muito bom mesmo!

Sandeman Porto Ruby
Região: Vinho do Porto (Douro) - Portugal
Produtor: Sandeman
Importador: -
Teor alcoólico: 19,5%
Casta(s): -
Preço: aprox. R$ 95,00

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Esporão Vinha da Defesa Rosé 2008

 
Após algum tempo sem beber um rosé, provei este alentejano da Herdade do Esporão, que se mostrou um vinho interessante, de bom custo x benefício. É um corte de Syrah e Aragonês proveniente de vinhas com cerca de 8 anos.

Degustação:
Rosa avermelhado, meio cereja, intenso. Límpido e brilhante.

Aroma intenso a fruta vermelha, meio fresca, meio em geléia. Algo que lembrou cítrico também. 

Acidez boa, apesar dos três anos. Corpo médio, mas sem pesar, devido à boa acidez. 13,5% de álcool bem integrados. Persistência média, em 7 segundos, limpando bem o palato. Retro-olfato confirma a fruta vermelha e amplia o cítrico.  

Gostoso, equilibrado. Consegue ser estruturado sem ser pesado, ao contrário de muitos rosés sul-americanos. Bela acidez. Aguentou bem os 3 anos. Custa R$ 52,00 na Qualimpor, preço que achei um pouco caro. Na Perini (importação da Carballo Faro), me custou R$ 32,00, preço mais do que justo.

Prove também desta linha da Esporão o Vinha da Defesa Tinto 2007

Esporão Vinha da Defesa Rosé 2008
Região: Vinho Regional Alentejano - Portugal
Produtor: Herdade do Esporão
Importador: Carballo Faro - Qualimpor
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Syrah - Aragonês
Preço: R$ 32,00 - R$ 52,00

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Villa Romanu Tinto 2008


Um Vinho Regional Alentejano da linha mais básica da Herdade do Perdigão, em corte de Aragones, Trincadeira e a intrusa Cabernet Sauvignon. O vinho é fermentado em cubas de inox por cerca de 10 dias, e após a fermentação maloláctica estagia também em inox, por pelo menos 6 meses antes de ser engarrafado.

Degustação:
Vermelho rubi com reflexos violáceos, intenso, límpido e brilhante.

Intenso, com fruta bem exuberante, e uma pegada vegetal um tanto rústica. Leve defumado.

Corpo leve/médio, com grande acidez, taninos bem leves, álcool sobressaindo um pouco, mas que deve arrefecer em taça. Persistência média (7 segundos), com retro-olfato novamente com muita fruta vermelha. Leve amargor no final de boca.

Agradável, mas não é redondo. Pelo contrário, rústico, pelo excesso de acidez. Mas esta acidez, por outro lado, torna o vinho gastronômico. É um vinho simples, foi comprado por um ótimo preço (20 reais), mas pelo seu valor normal (cerca de 40 reais) dá pra achar outros exemplares melhores no Alentejo. É um bom vinho de dia-a-dia, mas penso que está fora de sua faixa correta de preço.

Villa Romanu Tinto 2008
Região: Vinho Regional Alentejano - Portugal
Produtor: Herdade do Perdigão
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Aragonez/Trincadeira/Cabernet Sauvignon
Preço: R$ 40,00

quarta-feira, 1 de junho de 2011

#cbe Herdade do Esporão Late Harvest 2008

 
Vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs, anunciado, comprado, degustado e postado a toque de caixa. A proposta desta vez era de um "vinho branco de sobremesa de valor até 100 reais", que muito me interessou, uma vez que já andava com saudade de um bom late harvest.

Este exemplar é um Alentejano da DOC de Reguengos, feito com a uva Sémillon. As uvas colhidas tardiamente foram refrigeradas e prensadas para a fermentação à temperaturas controladas em cubas de inox. O vinho não passa por carvalho.

Degustação:
Amarelo-ouro intenso, límpido e brilhante.

Nariz mostrou média intensidade aromática, mas elegante. Aromas minerais bem evidentes. Fruta seca, e leve cítrico. Fundo de taça de mel e fruta cristalizada.

Dulçor bem contrabalanceado por uma boa acidez, evitando que o vinho seja enjoativo. Bela untuosidade, persistência grande, passando dos 10 segundos, e retro-olfato no qual primeiro sobressai o mineral, e em seguida um aroma de frutas como damasco seco.

Me valeu cada centavo. Tinha o que eu espero de um bom colheita tardia: bela acidez, dulçor sem enjoar, untuosidade, persistência. Os aromas, embora mais discretos que outros exemplares que já provei, são muito elegantes, com destaque para a ótima mineralidade, presente no nariz e na boca!

Herdade do Esporão Late Harvest 2008
Região: Reguengos DOC (Alentejo) - Portugal
Produtor: Herdade do Esporão
Importador: Carballo Faro - Qualimpor
Teor alcoólico: 14,5%
Casta(s): Sémillon

Preço:
R$ 49,90 em Salvador / R$ 79,50 no site da Qualimpor

terça-feira, 24 de maio de 2011

Chaminé Branco 2009


Este branco alentejano é elaborado pela conhecida - e excelente, diga-se de passagem - vinícola Cortes de Cima, do dinamarquês Hans Kristian Jorgensen, enólogo e viticultor da empresa.

O vinho segue uma linha muito vista no Alentejo, de mistura de castas autóctones com estrangeiras, geralmente francesas. No caso, se trata de um corte de 38% de Antão Vaz, 27% de Viognier, 18% Verdelho e 17 Sémillon. Estagiou 6 meses sur lies em tanques de inox, e não teve estágio em carvalho, para preservar o frescor. 

Degustação:
Tem cor amarelo-palha de média intensidade, límpida e brilhante.

No nariz, intensidade média, com aromas a fruta cítrica, algo herbáceo e leve mineral. Remete a muito frescor.

Seco. Corpo leve, com ótima acidez. Álcool bem integrado. Persistência curta, em cerca de 5-6 segundos, com retro-olfato trazendo novamente a fruta e o mineral, um pouco mais intenso desta vez.

Muito leve e fresco, tanto nos aromas quanto na boca, com a ótima acidez e mineralidade. Limpa muito bem o palato. Um excelente vinho de verão, que em Portugal deve ter um custo x benefício quase imbatível, eu imagino.

Chaminé Branco 2009
Região: Vinho Regional Alentejano - Portugal
Produtor: Cortes de Cima
Importador: Adega Alentejana
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): 38% Antão Vaz - 27% Viognier - 18% Verdelho - 17% Sémillon
Preço: aprox. R$ 40,00

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Aliança Clássico Tinta Roriz 2005

 
O que me chamou a atenção neste vinho foi a dificuldade em achar exemplares monovarietais de castas portuguesas aqui em Salvador, aliada ao preço convidativo deste exemplar, que custou aproximadamente 25 reais no supermercado Extra.

Não tenho dados sobre a elaboração deste tinto, exceto que é um vinho regional de Beiras, monovarietal de Tinta Roriz (forma como se chama a Tempranillo em algumas regiões de Portugal), e que, segundo o contra-rótulo, estagia em barricas de carvalho (sem especificar tempo).

Degustação:
Vermelho-rubi muito intenso. Lágrimas rápidas, finas e abundantes, com muita cor, a despeito da idade.

No nariz é intenso, com aromas de fruta vermelha em geléia, bem integrada à madeira. Depois de algum tempo em taça surge um aroma que lembra chá preto.

Encorpado, tem certo dulçor, com acidez já moderada pelo tempo, álcool um pouco forte, a princípio, taninos finos, bem sedosos e macios. Persistência de 9 segundos, com retro-olfato de fruta cristalizada, framboesa, cereja.

A despeito do leve desequilíbrio no álcool, é um vinho que entrega muito mais do que os 25 reais cobrados nele, e apesar de já mostrar certa evolução, ainda estava bem inteiro.

Aliança Clássico Tinta Roriz 2005
Região:  Vinho Regional de Beiras - Portugal
Produtor:
Vinícola Aliança
Importador:
Companhia Brasileira de Distribuição (Pão de Açúcar)
Teor alcoólico:
14%
Casta(s):
Tinta Roriz (Tempranillo)
Preço:
aprox. R$ 25,00

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Aliança Clássico Reserva Touriga Nacional 2007


Curiosamente não achei esta linha no site da gigante portuguesa Aliança. Foi comprado no Extra, da rede Pão de Açúcar, por um preço (R$ 29,00) pelo qual raramente se encontra um monovarietal de Touriga Nacional, razão pela qual fiquei muito intrigado para provar este exemplar.

Elaboração:
Infelizmente, como não havia informações sobre o vinho no site da empresa produtora, não tive como acessar dados sobre sua elaboração. O contra-rótulo do vinho, que é elaborado na região de Beiras, diz que ele estagia durante 12 meses em barricas de carvalho francês.

Degustação:
É um vinho de coloração vermelho-rubi com reflexos violáceos muito intensa, bem opaca mesmo, parecendo negro. Lágrimas rápidas, finas e abundantes, com muita cor.

Tem boa intensidade aromática, com muita fruta (lembra ameixa), bem integrada à madeira e leve especiaria. Depois de algum tempo fica exuberante, abrindo um floral típico da Touriga.

Encorpado, com álcool potente, acidez adequada, taninos muito intensos, amarrando a boca e ainda precisando afinar, mas de boa qualidade. Persistência passa dos 10 segundos com taninos marcando a boca durante todo o tempo, retro-olfato destaca a madeira.  

Ainda carece de um par de anos guardado para afinar, mas trata-se de um bom vinho, sobretudo levando em consideração o preço cobrado, pelo qual nunca pensei em comprar um Touriga Nacional. 

Levando em consideração o preço, também me surpreende a capacidade de sobreviver aos anos, e potencialmente melhorar! Se conseguir encontrar, compre uma garrafa para beber agora, e outras duas ou três, para beber a cada ano e acompanhar a evolução!

Aliança Clássico Reserva Touriga Nacional 2007
Região:  Vinho Regional de Beiras - Portugal
Produtor:
Vinícola Aliança
Importador:
Companhia Brasileira de Distribuição (Pão de Açúcar)
Teor alcoólico:
14%
Casta(s):
Touriga Nacional
Preço:
R$ 29,00

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Porto Burmester LBV 2005

Esse foi a estrela da noite no jantar enogastronômico harmonizado com vinhos do porto que fui na semana passada. Acompanhou a sobremesa, um bolo denso à base de chocolate, com chantilly de pimenta.

Ao contrário dos Tawnies, esse LBV mostrou uma cor vermelho rubi muito intensa, com reflexos violáceos. O vinho era opaco, impenetrável, ao contrário dos outros, translúcidos e brilhantes. As lágrimas são lentas, grossas e abundantes, cheias de cor.
No nariz, muito, muito, MUITO intenso. Aroma a frutas escuras, algo de cereja, especiarias, leve menta, floral muito nítido. Aqui os aromas não são de frutas e folhas secas, pelo contrário, tudo tem muito frescor.

Na boca é menos doce do que eu imaginei que seria, mas muito untuoso e vigoroso. Acidez bem alta (talvez por isso a sensação baixa de dulçor), álcool equilibrado, e persistência passando do 15 e continuando. Retro-olfato mostra leves notas tostadas, confirma o nariz definindo mais ainda as notas florais.

É um vinho muito fresco tanto nos aromas, quanto na boca, apesar de ser extremamente concentrado e opulento, característica de sua juventude. Eu prefiro não adjetivar demais o vinho, pois perderia o encanto...

PS: Não tirei fotos no evento, e a melhor foto que eu achei na internet é de um LBV 1996.

Porto Burmester LBV 2005
Região: Vinho do Porto (Douro) - Portugal
Produtor: Burmester
Importador: -
Teor alcoólico: 20%
Casta(s): Tinta Barroca - Touriga Franca
Preço: -

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Porto Adriano Reserva


Terceiro vinho do servido no jantar enogastronômico harmonizado com vinhos do porto, acompanhado de um filé mignon au poivre (um molho poivre bem espesso, por sinal) e farofa de castanha do Pará. 

Antes de mais nada digo, a harmonização foi perfeita, e o vinho do porto casou melhor do que seria com um vinho seco, devido à pimenta, que chocaria com os taninos.

Este é um tawny de corte com média de seis anos em cascos, já mais velho e evoluído que o Porto Ramos Pinto Tawny.
O vinho tem cor vermelho granada intensa, porém translúcida e brilhante, com lágrimas rápidas, espessas e abundantes.

No nariz é intenso, com aromas de frutas em calda e secas (ameixa em compota, figo seco, doce de figo), ervas aromáticas secas, leve floral, especiarias, e algo tostado que me lembrou café, e que foi ampliado pelo prato.
Ao provar, se mostrou menos doce que o Tawny anterior, com acidez muito equilibrada, muita untuosidade, álcool no lugar, persistência passando dos 15 segundos e retro-olfato confirmando o nariz, e adicionando leves notas de oxidação, e definindo a erva para um mentolado leve.

Um porto delicioso! Equilibradíssimo em todas as suas características e nem um pouco enjoado, para os que tem esse tipo de receio com vinhos do porto!
Porto Adriano Reserva
Região: Vinho do Porto (Douro) - Portugal
Produtor: Adriano Ramos Pinto
Importador: -
Teor alcoólico: 19,5%
Casta(s): Tinta Roriz - Tinto Cão - Touriga Franca
Preço: -

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Porto Ramos Pinto Tawny

Este foi o segundo vinho degustado no jantar enogastronômico harmonizado com vinhos do porto. Trata-se de um Tawny básico e jovem da Ramos Pinto, um blend de vinhos com idade entre 3 e 5 anos de envelhecimento em cascos.

O vinho tem cor entre rubi e granada, translúcido, brilhante e com lágrimas espessas, lentas e abundantes.

No nariz é intenso, com aromas a frutas secas, como passas e ameixas, além de leve especiaria, lembrando cravo, e folhas secas de chá.

Tem certa untuosidade e corpo, com grande dulçor, equilibrado pela boa acidez, álcool meio quente, mas coerente com a estrutura da bebida. Persistência passa dos 10 segundos, com retro-olfato lembrando novamente a fruta passa.

Mesma opinião que tive sobre o Porto Burmester White: Um vinho do porto básico para o seu estilo,  simples mas gostoso, se bebido sem maiores pretensões.

Porto Ramos Pinto Tawny
Região: Vinho do Porto (Douro) - Portugal
Produtor: Ramos Pinto
Importador: -
Teor alcoólico: 19,5%
Casta(s): Tinta Roriz - Tinto Cão
Preço: -

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Porto Burmester White


Este vinho foi servido com a entrada no jantar enogastronômico harmonizado com vinho do porto (veja como foi).

Tem cor amarela intensa, quase ouro, com média intensidade. Lágrimas lentas e pesadas, em baixa quantidade.

No nariz, aroma de média intensidade, lembrando amêndoa, alguma fruta branca (damasco seco), e leve floral.

Na boca mostrou boa acidez, balanceada com o dulçor e o álcool. Alguma untuosidade, persistência média, em 8 segundos, e retro-olfato lembrando novamente fruta seca e em calda, e floral.

Um porto branco simples, mas gostoso. Dá um bom aperitivo!

Outros vinhos do porto brancos já degustados aqui são:
Porto Ramos Pinto Dry White - Um porto mais leve e seco.
Porto Lágrima Ramos Pinto - Um porto branco mais untuoso, e dulcíssimo.
Porto Burmester White
Região: Vinho do Porto (Douro) - Portugal
Produtor: Burmester
Importador: -
Teor alcoólico: 20%
Casta(s): Codega - Esgana Cão - Malvásia
Preço: -

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Herdade do Esporão Monocastas Verdelho 2008


Em primeiro lugar, é com felicidade que acabo de constatar que esta é a postagem de número 200 do Notas Etílicas!

Neste marco do meu blog, postarei sobre um branco alentejano da Herdade do Esporão, elaborado com a casta Verdelho. Como não achei dados sobre a elaboração da safra 2008 (o site conta apenas com as mais recentes), me limitarei à nota de degustação.

É um vinho de cor amarelo-palha médio, com leves reflexos verdes. Lágrimas finas, lentas e abundantes. 

No nariz é intenso, com aroma de abacaxi em compota, e um leve  cítrico. Mineral muito, muito leve no nariz.

Corpo médio, com alguma estrutura e untuosidade devida a algum açucar residual, que deixa leve dulçor também. A acidez é boa, equilibrando o dulçor, e o álcool está bem presente (até com leve desequilibrio). Um amargor bem acentuado atrapalha o final de boca, que mostra uma persistência longa (9 segundos), com retro-olfato confirmando o abacaxi, e trazendo notas de maracujá, um leve floral e mel no final.

Gostei da paleta aromática do vinho, e dos aromas trazidos no retro-olfato. Mas o amargor e o álcool atrapalharam a prova em boca. Também acho que o vinho faria mais sentido se fosse mais leve. Mas não é ruim, de forma alguma: Vale a experiência!


Outros vinhos da linha monocastas, desta vez tintos. Todos são excelentes:
Herdade do Esporão Monocastas Alicante Bouschet 2004
Herdade do Esporão Monocastas Aragonês 2004
Herdade do Esporão Monocastas Touriga Nacional 2005

Herdade do Esporão Monocastas Verdelho 2008
Região: Vinho Regional Alentejano - Portugal
Produtor: Herdade do Esporão
Importador: Carballo Faro ou Qualimpor
Teor alcoólico: 14%
Casta(s): Verdelho
Preço: aprox. R$ 65,00

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Catedral Dão DOC 2005


Um belo Dão DOC de bom custo benefício que estou degustando enquanto posto hoje!

Como por enquanto não tenho dados sobre sua elaboração, exceto que é um assemblage de Alfrocheiro, Tinta Roriz e Touriga Nacional, vou direto à nota de degustação.

O vinho tem cor vermelho violácea intensa, límpida e brilhante, com lágrimas rápidas, finas e abundantes, de cor também intensa.

No nariz, é intenso e tem aromas de fruta escura madura e em compota (ameixas), floral e leve tostado, bem integrado ao conjunto.

Ao provar se mostra seco, com médio corpo, boa acidez, álcool integrado e taninos médios. Persistência média (8 segundos), com retro-olfato trazendo notas de pimenta do reino e leve pimentão verde, além da fruta e notas tostadas do olfato.

Um vinho bem gostoso, daqueles para ter sempre em casa uma ou algumas garrafas!

Catedral Dão DOC 2005

Região: Dão DOC - Portugal
Produtor: Cavipor
Importador: Domno do Brasil
Teor alcoólico: 12,5%
Casta(s): Alfrocheiro - Tinta Roriz - Touriga Nacional
Preço: -

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Vinhas Altas 2009


Para mim é sempre um prazer degustar um exemplar de vinho verde, principalmente com o calor chegando aqui em Salvador. Neste final de semana tive a oportunidade de beber o Vinhas Altas 2009 na tarde de domingo, um branco muito fresco de belo custo x benefício.

Trata-se de um corte de 40% Arinto, 30% Loureiro e 30% Trajadura, três castas clássicas da região de Vinhos Verdes.

O vinho apresenta cor amarelo-palha quase incolor, com poucas lágrimas rápidas e finas.

No nariz, média intensidade aromática, com aromas a flores, algo lembrando uma fruta mais exótica (lichia) e algum aroma mineral também.

Na boca, se destaca pela grande acidez, balanceada por um leve dulçor. Corpo levíssimo, álcool quase imperceptível (10%), sem amargor nenhum. Mostra leve agulha, contribuindo para a leveza e frescor. Persistência média (6-7 segundos), com retro-olfato confirmando o nariz.

Um vinho alegre, bem fácil de beber, daqueles que num dia quente você bebe uma garrafa sem nem perceber. Se destaca pela qualidade dos aromas também.

Vinhas Altas 2009
Região: Vinhos Verdes (Minho) - Portugal
Produtor: Cavipor
Importador: Domno do Brasil
Teor alcoólico: 10%
Casta(s): 40% Arinto, 30% Trajadura, 30% Loureiro
Preço: -

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Herdade do Pinheiro Branco 2008


Finalmente voltando de forma decente ao blog!

Confesso que andei meio relapso, por conta de umas demandas de trabalho. Mas hoje resolvi tomar vergonha na cara - bebendo um vinho - e postar com mais calma.

Estou aqui a beber um Herdade do Pinheiro Branco 2008, vinho até baratinho (R$ 27,90) comprado na Perini. Trata-se de um regional alentejano elaborado com parcelas iguais de Antão Vaz e Roupeiro. No site da Herdade do Pinheiro não há muitas informações sobre a elaboração do vinho, exceto que passou por decantação de 48 horas após a fermentação alcoólica a 17ºC, durante 10 dias, e na seguida estágio de 3 meses em garrafa.

O vinho é amarelo-palha com reflexos ouro, límpido e brilhante, de lágrimas rápidas, finas em média quantidade.

Tem boa intensidade, com aromas predominantes de abacaxi e lácteo (meio amanteigado), o que me faz crer que passou por maloláctica. Um leve cítrico secundário também e perceptível, e um aroma mineral de pedra molhada fecha o conjunto.

Na boca tem corpo médio, com boa untuosidade. Álcool bem perceptível (13,5%), mas até integrado ao conjunto. A acidez é boa, não deixando a untuosidade ficar chata. Boa persistência (8-9 segundos), com retro-olfato reforçando as notas lácteas e de abacaxi, e o final de boca mineral. O único problema foi um amargor meio chato.
A despeito do defeito em boca, é um bom vinho. Principalmente se levarmos em conta o preço dele. Recomendo!

Herdade do Pinheiro Branco 2008
Região:
Vinho Regional Alentejano - Portugal
Produtor: Herdade do Pinheiro
Importador: Carballo Faro - BA
Teor alcoólico:
13,5%
Casta(s):
50% Antão Vaz - 50% Roupeiro
Preço:
R$ 27,90