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quinta-feira, 19 de junho de 2014

#CBE Carta Vieja Prestige Chardonnay 2009


Novamente com atraso, posto o vinho do mês passado para a Confraria Brasileira de Enoblogs, cujo tema desta vez foi "Branco Barricado". Incrivelmente consegui comprar um Albariño e um Viognier que pensei equivocadamente terem curto estágio em barricas. Vinhos incríveis (que depois postarei por aqui), mas que não tiveram o tal estágio, por isso não se aplicavam à degustação.

Só para constar e participar, acabei caindo um clichê e comprando um Chardonnay. Sem muitas expectativas. E até certo receio, afinal é de safra 2009. O danado passa 12 meses em barrica de carvalho e o estou degustando neste exato momento. Vejamos o que acho:

Visual: Amarelo intenso e brilhante, quase ouro. Mostra que já tem certa idade.

Olfativo: Aroma intenso que evidencia a longa passagem por barris de Carvalho: coco, baunilha, pão torrado e algo amanteigado. Ao fundo o velho abacaxi em calda. Incrivelmente pareceu inteiro, apesar dos 5 anos.

Gustativo: Corpo médio. O álcool se faz notar, conferindo maciez e um certo calor. A acidez ou já esmaeceu um pouco ou é naturalmente moderada neste vinho, mas ainda se mostra bem viva. Algum amargor no final de boca. Persistência longa, com retro-olfato confirmando as notas de fruta madura/compota e tostados. 

Opinião: Paguei R$ 43 reais neste vinho e não tinha absolutamente NENHUMA expectativa positiva em relação a ele. Comprei só para participar da degustação mesmo. Mas me surpreendeu muito positivamente! Em primeiro lugar, para um branco (desta faixa de preço, especialmente) ele sobreviveu muito bem aos seus 5 anos. Para quem gosta de vinho branco BEM barricado, é um ótimo exemplar. Eu, particularmente, acho que um pouco menos de barrica faria bem a ele. Mas pelo preço, pode comprar na boa. Beber de imediato!


Carta Vieja Prestige Chardonnay 2009
Região: Vale de Casablanca - Chile
Produtor:
 Viña Carta Vieja
Importador: 
Carballo Faro
Teor alcoólico: 
13,5% 
Casta(s): 
Chardonnay

Preço: R$ 43,00


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Daimon White Barrel Fermented 2011


Vinho importado pela Adega Tio Sam e que já era meu conhecido. Resolvi comprar uma garrafa essa semana e estou degustando neste exato momento...sabe aquela sensação de "poxa, eu tinha esquecido como esse vinho é bom!"? Pois é, estou vivenciando ela!

Como o nome mesmo diz, trata-se de um branco fermentado em barricas e estagiado por 3 meses. É produzido na região espanhola da Rioja com as uvas Viúra (60%), Malvásia (30%) e Tempranillo Blanco (10%).

Visual: Tem um amarelo-palha de intensidade média, ainda com reflexos esverdeados, apesar da idade.

Olfativo: Média intensidade, evidenciando de cara notas que "denunciam" a fermentação em barricas: um tostado com amanteigado, bem pão com manteiga; baunilha e um fundo de fruta bem madura, como abacaxi em calda ou cristalizado.

Gustativo: Corpo médio, bem macio, com certa sensação de dulçor. Álcool bem equilibrado e acidez moderada. Tem um leve amargor, mas que não atrapalha a prova. Persistência média/alta, confirmando os aromas no retro-olfato e acrescentando uma leve notinha cítrica no fim de boca.

Opinião: Geralmente esse vinho saía por uns R$ 40 na Adega Tio Sam. Comprei ele por R$ 23 (acho que uma promo). Vale tranquilamente os R$ 40 e ainda dá pra achar que fez uma pechincha na boa. Interessante nos aromas e quase sedutor na boca. Tem certa potência e encara bem pratos mais estruturados como um bacalhau na nata ou um molho branco. Se você gosta de vinho branco mesmo no frio, também é ótima pedida! Vá na fé que é muito bom!

Daimon White Barrel Fermented 2011
Região: Rioja - Espanha
Produtor: Bodegas Tobía
Importador: Adega Tio Sam
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): 60% Viúra - 30% Malvásia - 10% Tempranillo Blanco 
Preço: R$ 40 (Adega Tio Sam - Salvador Shopping)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Adobe Reserva Sauvignon Blanc 2011


Apesar do clima aqui em Salvador até favorecer um tinto, resolvi começar a aproveitar essa sexta-feira com um bom Sauvignon Blanc mesmo. É feito pela Viña Emiliana, muito conhecida por sua produção de vinhos orgânicos, a exemplo deste Adobe. As uvas vêm do frio Vale de Casablanca, localizado ao norte do Chile, um terroir ideal para a produção de vinhos brancos.

Visual: Apresenta coloração amarelo-palha bem clarinha, com reflexos verdes.

Olfativo: Aroma não tão pungente como muitos Sauvignon Blanc chilenos. Em minha avaliação predominaram as notas herbáceas, acompanhadas de aromas cítricos, como zest de limão. 

Gustativo: Na boca a acidez se destaca de forma cortante, creio que devido ao baixo teor alcoólico e corpo leve deste vinho. Também não se nota nenhum dulçor residual no vinho, cuja secura aumenta ainda mais a sensação de acidez. Na boca, apresenta retro-olfato que confirma as notas do nariz e acrescenta um maracujá, sem exageros e com persistência média.

Opinião: É um vinho bem razoável, mais leve e ácido e menos aromático do que os Sauvignon Blanc chilenos que costumo experimentar. Apesar da acidez extrema, não avalio  como desequilibrado. Pelo contrário, é uma ótima chance de adicionar aquela "gotinha de limão" na hora de harmonizar com um filé/posta de peixe grelhado acompanhado de aspargos.

Adobe Reserva Sauvignon Blanc 2011
Região: Vale de Casablanca, Chile
Produtor:  Viña Emiliana
Importador: Razac International Trade
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): Sauvignon Blanc
Preço: R$ 35,00 (Sam's Club Salvador)

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Nieto Senetiner Reserva Torrontés 2012


Depois de um longo e tenebroso inverno - quase um ano, vi agora - voltei! 

Confesso que a "obrigação" de escrever diariamente que às vezes a gente se impõe acabou me enjoando de fazer o blog. Passada a ressaca e, depois de namorar algum tempo a ideia, acabei por voltar!

E volto com um Torrontés que se mostrou um ótimo custo x benefício, comprado lá no Sam's Club: o Nieto Senetiner Reserva Torrontés 2012. Elaborado no Vale de Cafayatte, norte da Argentina (província de Salta), terroir ideal para a produção de brancos com esta uva.

É aquele vinho bom pro Happy Hour de meio de semana dos amantes de vinho branco, como eu: simples, correto e com grande tipicidade. Nada melhor do que algo assim, para retomar o blog de forma singela...não sou fã de retornos pomposos! ;)  

Vamos ao vinho, que me surpreendeu por ser um dos poucos exemplares que eu conheço cuja nota de degustação do contra-rótulo correspondeu de forma precisa à realidade:

Visual: Amarelo-palha bem clarinho, com reflexos verdes. Bem 2012.

Olfativo: Traz de cara uma boa intensidade, sem ser nem mediano nem excessivamente pungente, como muitos Torrontés por aí. Um floral com alguma exuberância, mas elegante. De forma secundária, notas de fruta branca (pêssego) e cítricas. Bem agradável, sem ser over.

Gustativo: Acidez correta, mas de intensidade moderada. Corpo leve, pero no mucho. Perfuma a boca com aquele mesmo floral do nariz. Tem persistência média, deixando a boca com o retro-olfato floral e um leve amargor final, que não chega a atrapalhar a prova.

Opinião: Como eu disse no início do post, é um bom custo x benefício para quem gosta de Torrontés. Traz basicamente aquilo que se espera de um varietal desta uva: aromas florais e pungentes, mas sem exageros. Tem o bônus de ser agradável na boca, ponto no qual muitos vinhos desta cepa acabam pecando, em minha opinião. Vale o que pesa.

Nieto Senetiner Reserva Torrontés 2012
Região: Vale de Cafayatte (Salta) - Argentina
Produtor:  Bodegas Nieto Senetiner
Importador: Casa Flora
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): Torrontés
Preço: aprox. R$ 33,00 (Sam's Club Salvador)



sexta-feira, 1 de junho de 2012

#CBE Kasaura Montepulciano d'Abruzzo DOC 2009



Vinho degustado pela Confraria Brasileira de Enoblogs este mês, com a proposta "Montepulciano d'Abruzzo de qualquer faixa de preço", sugerida pelo confrade Cristiano Orlandi, do blog Vivendo Vinhos. Para mim, salvo uma ou outra exceção o Montepulciano d' Abruzzo sempre foi um vinho com perfil mais leve e despretensioso, de aromas bem frutados. Então já fui esperando isso.

Minha escolha foi um tanto aleatória devido à falta de tempo para procurar. Peguei um exemplar de supermercado mesmo, o Kasaura 2009, elaborado pela Fattoria Zaccagnini e trazido para o Brasil pela Ravin. Passa por fermentação durante 10 dias e subsequente estágio em tanques de inox durante 6 meses, além de mais um mês em garrafa antes de ser liberado para o mercado.

Degustação:
Visual: Vermelho-rubi intenso, com lágrimas já sem cor.

Olfativo: Média intensidade, com fruta vermelha: framboesa e cereja. Fora isso, uma leve especiaria.

Gustativo: Corpo leve, com acidez já moderada, sensação de dulçor que confere certa maciez. Álcool e taninos quase imperceptíveis. Persistência curta, em 6 segundos. Sem amargor. Retro-olfato lembra cereja.

Opinião: Um vinho franco e até honesto em qualidade, mas sem maiores atrativos. Aromas ok. Acho que poderia ter uma acidez maior. Por quarenta reais não achei uma boa compra.

Kasaura Montepulciano d'Abruzzo DOC 2009 
Região: Montepulciano d' Abruzzo DOC - Itália
Produtor:  Fattoria Zaccagnini 
Importador: Ravin
Teor alcoólico: 12,5%
Casta(s): Montepulciano
Preço: R$ 40,00 - R$ 50,00

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Rio Sol Winemaker Selection Touriga Nacional 2009



Tinto produzido no Vale do São Francisco, do lado pernambucano pela Rio Sol (ViniBrasil). Elaborado com a portuguesa Touriga Nacional, o vinho passa por esmagamento com desengace total dos frutos e fermentação em inox com temperaturas entre 28 e 30 graus. 

Passa por maceração durante 2 semanas com remontagem para extração de cor. Em seguida, fermentação maloláctica e estágio de 8 meses em barricas francesas de segundo uso.

Degustação:
Visual: Vermelho violáceo intenso, opaco, com lágrimas abundantes e cheias de cor.

Olfativo: Intenso. No nariz se evidenciam notas de frutas vermelhas, pimenta e o floral característico da Touriga Nacional. Algo de café ao fundo. 

Gustativo: Corpo médio, com acidez correta, álcool equilibrado. Taninos médios, mas com alguma qualidade, sem serem muito rascantes ou trazerem amargor. Tem certa maciez. Persistência em 7 segundos, confirmando o nariz e trazendo leve nota vegetal, típica dos tintos do VSF.

Opinião: O melhor tinto do Rio São Francisco que já provei até agora. Equilibrado na boca, aromas agradáveis, não traz aqueles taninos desagradáveis da maioria dos tintos do VSF. Se destaca também pelo álcool mais correto.

Rio Sol Winemaker Selection Touriga Nacional 2009
Região: Vale do São Francisco - Brasil
Produtor:
 ViniBrasil - Dão Sul
Importador: 
-
Teor alcoólico: 
13%
Casta(s): 
Touriga Nacional
Preço: aprox. R$ 35,00

quinta-feira, 17 de maio de 2012

#CBE Adobe Reserva Gewurztraminer 2011


Bem, o planejado para a Confraria Brasileira de Enoblogs era degustar o Coyam, um tinto top da vinícola chilena Emiliana, conhecida por produzir vinhos orgânicos e biodinâmicos. O vinho acabou sendo guardado para uma ocasião futura e eu, sem opção. Até ontem, quando vi este Adobe Gewurztraminer 2011, do mesmo produtor. Então, como quem não tem cão caça com gato, aí vai!

O vinho é elaborado com uvas do Vale de Rapel e apesar de ser um varietal segundo a legislação chilena, tem 15% de Sauvignon Blanc. Passa por um estágio de 4 meses em tanques de inox após a fermentação.

Degustação:
Amarelo-palha claro, com reflexos verdes.

Média intensidade, com aromas predominantemente florais e um leve quê cítrico. Simples.

Corpo leve, com alguma maciez, talvez devido ao álcool (14%), que se faz bem percptível. Acidez correta, refrescante. Persistência ligeira, com leve impressão floral em 5, 6 segundos. Deixa sensação de palato limpo.

Leve e fresco. Ao contrário da maioria dos brancos aromáticos não "perfuma" tanto a boca, sendo mais marcado por refrescância do que permanência em boca. Exceto pelo álcool que sobra um pouco é um vinho correto.

Adobe Reserva Gewurztraminer 2011
Região: Vale de Rapel 
Produtor: Emiliana
Importador: Trop Comércio Exterior LTDA
Teor alcoólico: 14,1%
Casta(s): 85% Gewurztraminer - 15% Sauvignon Blanc
Preço: R$ 35,00

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Pericó Taipa Rosé 2010



Mais um vinho da Serra Catarinense elaborado pela Vinícola Pericó comentado aqui, desta vez um rosé composto de 60% Cabernet Sauvignon e 40% Merlot, que passa 30 dias sur lies e mais cerca de um mês em barricas de carvalho francês. 

Degustação:
Rosa-alaranjado de média intensidade, brilhante.

Média intensidade, com bastante fruta, mas lembrando algo mais tropical e não berries. Uma pegada de acerola, pitanga. Leve vegetal. Uma baunilha como pano de fundo. Interessante.

Corpo leve, com grande acidez, álcool no lugar. Intensidade aromática na boca boa, com a nota de baunilha predominando e persistência boa, em 7 ou 8 segundos. O problema aqui fica por conta de um amargor chato a ponto de prejudicar a prova.

Aromas interessantes, bela acidez, que confere frescor ao vinho. Infelizmente, o amargor consegue estragar a experiência. Bateu na trave, mas desta vez não foi gol.

Pericó Taipa Rosé 2010
Região: São Joaquim (Serra Catarinense) - Brasil
Produtor: Vinícola Pericó
Importador: -
Teor alcoólico: 12,5%
Casta(s): 60% Cabernet Sauvignon - 40% Merlot
Preço: R$ 40,00 - R$ 60,00

terça-feira, 1 de maio de 2012

Cave Pericó Rosé Demi-Sec 2010



Este é o espumante rosé da vinícola Pericó, elaborado com o mesmo corte do rosé brut (60% Cabernet Sauvignon e 40% Merlot) e refermentado em autoclaves (método Charmat), com 2 meses de estágio sur lies.

Me surpreendeu muito, provando que os espumantes da Serra Catarinense têm muito o que oferecer em termos de qualidade.

Degustação
Cor rosa intensa levemente puxada para um alaranjado. Perlage média em quantidade e tamanho das bolhas.

Intenso. Aromas de frutas vermelhas, vegetal e algo que lembrou acerola e goiaba. Lembra algo de tinto no nariz.

Corpo médio, com bela espuma na boca. Ótima acidez, álcool equilibrado. Persistência média (6-7), sem amargor. Dulçor muito bem equilibrado à acidez, sem ser enjoativo.

Aromas diferentes, instigante. O frutado remete a elementos mais conhecidos de nós brasileiros do que as tradicionais berries. Na boca tem ótimo equilíbrio, boa espuma, sem defeitos e não é enjoativo. Boa opção!

Cave Pericó Rosé Demi-Sec 2010
Região: São Joaquim (Serra Catarinense) - Brasil
Produtor: Vinícola Pericó
Importador: -
Teor alcoólico: 12,6%
Casta(s): 60% Cabernet Sauvignon - 40% Merlot
Preço: R$ 30,00 a R$ 40,00

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Cave Pericó Rosé Brut 2010



Um bom espumante de Santa Catarina que tive a oportunidade de degustar outro dia, no início do feriado de Semana Santa e achei que vale falar sobre. É elaborado na Serra Catarinense, a uma altitude de 1.300 metros com um corte interessante: 60% Cabernet Sauvignon e 40% Merlot. 

O Cave Pericó Brut Rosé é elaborado através do método Charmat, com a segunda fermentação em autoclaves, à temperatura controlada de 12 graus. Fica 2 meses em contato com as leveduras para apurar textura e aromas. 

Degustação:
Tem uma cor rosa bonita, com leve alaranjado claro. Ao servir, forma uma coroa fina e surpreendentemente persistente. Perlage bastante abundante.

No nariz a fruta vermelha é bem evidente e fresca, lembrando morango. Traz também uma leve nota vegetal, que deve incomodar muita gente, mas me agradou.

Ao provar, mostrou perlage abundante e cremoso. A acidez é muito viva e o álcool bem equilibrado. Grande presença aromática na boca, com fruta vermelha, pimenta e pimentão verde. Persistência em 7 segundos, sem amargor. No final, uma pontinha do aroma lembra café.

Adorei este espumante! Ele incrivelmente preserva muitas das características aromáticas varietais do Cabernet Sauvignon, mas com muita leveza, frescor e equilíbrio. É certamente um espumante diferente do que você está acostumado a beber e vale a pena provar.

Cave Pericó Rosé Brut 2010
Região: São Joaquim (Serra Catarinense) - Brasil
Produtor: Vinícola Pericó
Importador: -
Teor alcoólico: 12,5%
Casta(s): 60% Cabernet Sauvignon - 40% Merlot
Preço: R$ 30,00 a R$ 40,00

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ramón Roqueta Garnacha Crianza 2007

Vinho tinto espanhol da região da Catalunha, elaborado com a casta Garnacha (Grenache), com estágio de 6 meses em barricas de carvalho americano. Sem maiores detalhes a respeito dos métodos de produção.

Degustação
Vermelho-rubi com reflexos violáceos, intenso e brilhante.

Intensidade média, algo de fruta escura. Cânfora, especiaria. Leve chocolate.

Corpo médio, com álcool potente, mas no lugar. Grande acidez, taninos com bastante adstringência. A nota de chocolate amplia na boca, bem como um gosto de ameixa. Persistência em 8 segundos.

Vinho gostoso. Vale os  quase 40 reais que teria custado. Ainda rende mais tempo, apesar dos 5 anos que já tem. Raçudo. Pode parecer "difícil" na boca. 

Ramón Roqueta Garnacha Crianza 2007
Região: Catalunya D.O. - Espanha
Produtor: Ramon Roqueta
Importador: Decanter
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s):  Garnacha (Grenache)
Preço: R$ 30,00 a R$ 40,00

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Universo Austral Chardonnay 2009


Este é um exemplar bem bacana de Chardonnay barricado. Para quem gosta daquele estilo com mais corpo e untuosidade, aromas tostados e de baunilha, mas não está disposto a gastar uma fortuna, ele ótima pedida para ter sempre em casa. 

Elaborado na região de Neuquén (Patagônia), uma das mais favoráveis da Argentina para se fazer bons vinhos brancos.

Degustação
Amarelo-palha intenso, naquela transição para ouro (como dá pra ver na foto) e brilhante.

Aroma intenso, com abacaxi e pêssego em calda, algo de manga. Baunilha muito perceptível também e fundo de mel. Confirmando o visual, mostra uma transição entre fruta e frescor e a evolução, levando a fruta mais para calda do que fresco e o mel. Não achei ficha técnica do vinho na internet, mas a baunilha sugere estágio em barricas.

Pela cor e aromas achei que estivesse meio evoluído, mas a acidez ainda está bem boa (não cortante, mas ainda bem correta), álcool no lugar. Corpo médio, com persistência também média, em 8 segundos, evocando aromas de fruta e leve tostado. Ligeiro amargor no final, que não chega a incomodar.

Chardonnay barricado padrão, mas bem feito. Fruta mais tostado. Honesto (sei que tem gente que odeia o adjetivo em vinhos), preço competitivo. Gostoso na boca, aromas agradáveis para quem curte o estilo. Boa compra para dia-a-dia.

Mais vinhos deste produtor:
Universo Austral Malbec 2008
Universo Austral Pinot Noir Reserva 2008

Universo Austral Chardonnay 2009
Região: Neuquén (Patagônia) - Argentina
Produtor: Bodegas Universo Austral
Importador:Casa dos Vinhos - BA 
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Chardonnay
Preço: R$ 34,90

quinta-feira, 29 de março de 2012

Santa Helena Selección del Directorio Chardonnay 2010


Exemplar de Chardonnay chileno do Vale de Casablanca que vale a pena provar. 50% do vinho passa por barricas durante 6 meses e a influência disso no resultado final é bem perceptível, tanto em boca quanto nos aromas. Em resumo, para quem gosta de Chardonnay barricado e não quer gastar tanto, é uma festa!

Degustação:
Amarelo-palha claro e brilhante, com reflexos verdes.

Tem média intensidade aromática, mostrando frutas brancas e aromas bem evidentes que sugerem o estágio em barricas: baunilha, pão torrado.

Na boca o corpo é médio com uma boa sensação de maciez. Álcool potente, mas sem desequilíbrio. Acidez moderada, mas adequada. Persistência em 8 segundos, que confirma os aromas.

Achei um ótimo exemplo deste perfil moderno de Chardonnay barricadão. Para o que se propõe e o quanto custa é um bom vinho...ok, podia custar um pouquinho mais barato. Mas como qualquer vinho no Brasil é vendido por um preço acima do justo, na média ele fica bom.

Santa Helena Selección del Directorio Chardonnay 2010
Região: Vale de Colchágua - Chile
Produtor:
 Viña Santa Helena
Importador: 
Interfood
Teor alcoólico: 
14% 
Casta(s): 
Chardonnay
Preço: 
Entre R$ 35,00 e R$ 40,00

quarta-feira, 28 de março de 2012

Miolo Cuvée Tradition Brut Rosé 2010


Espumante simples de coração mas até gostosinho, feito pela Miolo. A depender do preço vale muito a pena, como foi o meu caso, que paguei RS 25. Infelizmente chegam a cobrar até uns R$ 40 por ele, preço abusivo.

Feito através do método champenoise com as uvas Chardonnay e Pinot Noir no Vale dos Vinhedos. Curiosamente, apesar das descrições técnicas metódicas no site da Miolo, este produto tem uma informação truncada: Na mesma ficha técnica é dito que ele passa 6 meses nas caves da vinícola e depois dizem que o tempo de envelhecimento na garrafa na verdade foi de um ano. Vai entender.

Degustação:
Tem uma coloração rosa intensa, até escura. Perlage médio na quantidade e no tamanho das bolhas.

No nariz é discreto, com aromas a morango e algo que me lembrou acerola.

Tem corpo leve, espuma média. Equilibrado na acidez e no álcool e, uma grande virtude pela falta de defeito: sem amargor! Persistência ligeira.

Acho que faltou intensidade aromática e espuma, mas é agradável. Para uma faixa até R$ 30 está de bom tamanho. Pelos mais de R$ 40 que andam cobrando por aí, fica aquém. 

Miolo Cuvée Tradition Brut Rosé 2010
Região: Bento Gonçalves (Vale dos Vinhedos) - Brasil
Produtor: Miolo Wine Group
Importador: -
Teor alcoólico: 11,5%
Casta(s): Pinot Noir - Chardonnay
Preço: Em média R$ 35,00.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Perpetuum Premium Torrontés 2011

Grata surpresa este Torrontés. Mostra que a casta produz sim bons resultados fora de Salta. Este exemplar é feito com uvas da região de La Rioja. 

Degustação:

Amarelo-palha claro com reflexos verdes, brilhante.

Intenso, exuberante mas elegante. Floral, casca de laranja. Fruta branca, lembra pêssego.


Corpo leve, boa acidez, mas sem exagero. Álcool equilibrado. Perfuma a boca, sem ser enjoativo. Leve amargor final que não chega a atrapalhar, persistência média (7s). Retro-olfato floral.


Está no ápice do frescor da juventude. Bons aromas, agradável na boca. Excelente custo x benefício.


Perpetuum Premium Torrontés 2011 

Região: La Rioja - Argentina
Produtor: Gimenez Riili
Importador: Adega Tio Sam
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Torrontés
Preço: entre R$ 30,00 e R$ 35,00

quinta-feira, 15 de março de 2012

Salton Intenso


Outro dia finalmente tive a oportunidade de provar o tal do Salton Intenso, um vinho branco fortificado da gigante Salton. O vinho é feito com uvas Chardonnay fermentadas parcialmente em barricas de carvalho e fortificado com álcool vínico. Permanece sur lies durante um ano antes de ser engarrafado.

Degustação:
Amarelo ouro escuro, tendendo ao âmbar, brilhante.

Tal como o nome, é intenso no nariz, com notas de frutas em calda, floral, mel.

Mais uma vez, intenso! Textura encorpada devido ao açúcar. Chega a ser xaroposo. Acidez poderia ser maior para contrabalancear. Muito doce. Na boca revela uma nota tostada, que deve vir de estágio em barricas. Persistente na boca, lembrando fruta em calda. A persistência se dá em muito pelo açúcar. Parece uma mistura de colheita tardia com porto branco.

Não é ruim, mas acaba ficando enjoativo pelo excesso de açúcar e falta de acidez. Talvez eu tenha bebido o meu exemplar um pouco mais velho do que devia (não faço ideia de quanto tempo ele ficou na gôndola ou no armazém e o vinho não é safrado ainda por cima). Enfim, o conceito é interessante, mas carece de ajustes, acho.

Salton Intenso
Região: Serra Gaúcha (Tuiuty - Bento Gonçalves) - Brasil
Produtor: Vinícola Salton
Importador: -
Teor alcoólico: 15%
Casta(s): Chardonnay
Preço: entre R$ 30,00 e R$ 35,00

quarta-feira, 14 de março de 2012

Leyda Reserva Sauvignon Blanc 2011


Sou fã dos vinhos brancos elaborados no Vale de Leyda e os produtos deste produtor homônimo certamente estão entre o que se faz de melhor na região! 

Este exemplar é da linha mais simples da vinícola. Parte do mosto passou por maceração a frio antes da fermentação, que ocorreu a baixas temperaturas (12 a 13 graus Celsius) por um tempo entre 20 e 22 dias. Tudo em tanques de inox, para garantir o frescor. O vinho passa por 5 meses sur lies para dar uma arredondada.

Degustação:
Amarelo-palha quase incolor, límpido, com reflexos verdes.

Intenso, com pegada vegetal intensa, lembrando pimentão verde, pimenta. Fundo cítrico, lembrando casca de limão. 

Seco, com excelente acidez. Álcool perceptível, mas no lugar. Corpo leve. Persistência boa em 9 segundos, enchendo a boca com os aromas de pimenta verde e cítrico. Sem amargor.

Sauvignon Blanc muito fresco e bem feito! Aromas herbáceos e cítricos bem integrados, intensos sem serem enjoativos. Na boca é super refrescante, tem ótima acidez e boa persistência. Nenhum defeito. Vale cada centavo e acho que compete até com alguns SB mais caros!

Leyda Reserva Sauvignon Blanc 2011Região: Vale de Leyda - Chile
Produtor: Leyda
Importador: 
Grand Cru
Teor alcoólico: 
13,5%

Casta(s): Sauvignon Blanc 
Preço: 
R$ 45,00

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Finca La Linda Viognier 2010


Este vinho até foi cogitado para a última postagem da Confraria Brasileira de Enoblogs, mas acabei optando por um Chenin Blanc sul-africano. No entanto, trata-se de um belo branco, que vale um postagem. 

É um Viognier da linha de entrada da argentina Luigi Bosca, elaborado em vinhedos de cerca de 30 anos de idade, localizados em Maipú (Mendoza), a uma altitude de 800 metros acima do nível do mar. Infelizmente nem no site do produtor nem da importadora há mais dados sobre a elaboração. 

Acho também válido fazer uma ressalva: o preço praticado  pelas lojas em Salvador é abusivo para um vinho de entrada, m
esmo se tratando de um produto de boa qualidade.  

Degustação:
Amarelo-palha brilhante, de média intensidade, com reflexos verdes.

Média intensidade aromática, delicado, com aromas a fruta branca lembrando pêssego. Também tem um presente aroma de baunilha.

Corpo médio, com acidez moderada, típica da casta, mas sem deixar o vinho "chato". Álcool no lugar. Na boca surgem aromas florais, em uma persistência média, de uns 7 segundos. Sem amargor.

Em linhas gerais é um vinho bem feito. Foge ao padrão Chardonnay/Sauvignon Blanc, o que sempre é interessante para dar uma variada. Agradável no nariz e na boca. Poderia apenas ter mais estrutura, o que talvez seja expectativa gerada pela análise olfativa.

Finca La Linda Viognier 2010
Região: 
Maipú (Mendoza) - Argentina

Produtor: Bodega Luigi Bosca
Importador: Decanter
Teor alcoólico: 14%
Casta(s): Viognier
Preço: R$ 32,40 (importadora) - R$ 40,00 (lojas Salvador)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Casa Valduga Reserva Brut 2009


Foi com este espumante que brindamos na ceia de natal aqui em casa. Velho conhecido, mas que não provava há muitas safras. Está com rótulo novo, elegante e que agrega o conceito de mostrar o tempo de estágio na garrafa, que neste caso foi de 25 meses.

O espumante é elaborado no Vale dos Vinhedos com um corte de 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir, através do método champenoise. Como dito anteriormente, após a segunda fermentação o vinho passou 25 meses em contato com as leveduras, o que agregou complexidade e estrutura.

Degustação:
Amarelo-palha intenso, com perlage fino e abundante.

Aromas a abacaxi em calda, leve lácteo e fermento, pão tostado.

Médio corpo, boa acidez, álcool equilibrado. Leve amargor. Perlage bastante abundante, dando boa cremosidade ao conjunto. Retro-olfato remete à fruta cristalizada e leve fermento.

Gostoso, desempenho melhor em boca do que no nariz, que é muito discreto. Boa textura e espuma. Só o amargor atrapalha um pouquinho no final. Vale a pena provar, embora ache um pouco caro.

PS: Talvez devido à alegria do natal e da reunião familiar, me esqueci de tirar foto. Infelizmente desta vez vai ser de divulgação mesmo.

Casa Valduga Reserva Brut 2009
Região: Bento Gonçalves (Vale dos Vinhedos) - Brasil
Produtor: Casa Valduga
Importador: -
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): 70% Chardonnay
 - 30% Pinot Noir
Preço: 
aprox. R$ 45,00

sábado, 7 de janeiro de 2012

Alamos Torrontés 2010


Mais um Torrontés aqui no Notas Etílicas. Também elaborado na região de Salta, é um produto de linha de entrada da Catena.

Degustação

Amarelo pálido de intensidade média, com reflexos verdes. Límpido.

Intensidade média, com floral e uma fruta exótica, lembrando lichia. Tudo bem integrado. Aparece mais algo de cítrico, que remete a casca de limão.

Corpo leve, com acidez correta, álcool no lugar. Na boca confirma os aromas, e traz um aroma no retro-olfato que lembrou de leve capim-santo. Leve amargor, que começa a me parecer comum em vinhos desta casta, e, sinceramente, não atrapalha tanto. Persistência boa (8 segundos), perfuma levemente a boca, sem ser invasivo, excessivamente exuberante.

Mais um bom exemplar de Torrontés. É o tipo da uva que não tem meio termo: Ou é terrível, ou dá ótimos vinhos. E não é o vinho que você vai querer beber sempre, mas de vez em quando é uma delicia. Deve-se beber com intervalos suficientes para sentir saudade. Desta vez, mostrou aromas um pouco diferentes e não tem aquele caráter que faz o exemplar desta casta parecer tantas vezes enjoativo. Vale a pena!

Alamos Torrontés 2010
Região: Vale de Cafayate (Salta) - Argentina
Produtor: Bodega Catena Zapata
Importador: Mistral
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Torrontés
Preço: R$ 30 - 35