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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Giuseppe Garibaldi Brut e as maravilhas do charmat longo!



Quinta feira, dia de beber um bom espumante, sem compromissos, certo....?

É nesses dias que a gente pode ter uma boa surpresa! Comprei este Giuseppe Garibaldi, de rótulo todo espetaculoso, da Vinícola Garibaldi, por uns 30 mangos (acho que 27), para abrir hoje mesmo.

É um brut feito com 85% de chardonnay e 15% de pinot noir, através do método charmat longo....peraí...charmat longo? Sim, uma forma marota de deixar o vinho repousar alguns meses sur lies nos tanques de inox após a segunda fermentação, para ganhar uma complexidade maior sem precisar passar pelo custo de um champenoise.


Trapaça?? De jeito algum! 

É uma forma maravilhosa de conseguir um resultado diferenciado com um ótimo custo x benefício, em minha opinião.

Veja o que achei deste rótulo:


Visual: Amarelo-palha clarinho, com bolhas mais finas e abundantes do que a média dos charmat que vemos por aí (a maioria charmat curto).

Olfativo: Média intensidade aromática. Frutas brancas se mesclam àquelas notas amanteigadas (pipoca do cinema, pão com manteiga) e tostadas, evidenciando uma complexidade um pouco maior.

Gustativo: Corpo médio, bem mais estruturado que os espumantes mais simples do Brasil. Espuma mostra cremosidade razoável. Seco, mas nota-se uma pontinha de açúcar residual bem leve, que ajuda a amaciar o conjunto. Acidez viva, álcool no lugar. Persistência média, com o retro-olfato transitando bem entre fruta e aromas mais complexos. Leve amargor no final, mas que acho que compõe mais o conjunto do que constitui defeito.

Opinião: Fazia tempo que eu não via um espumante apresentar características tão diferenciadas (corpo/estrutura, complexidade aromática, equilíbrio) a um preço competitivo como este. Abençoado seja o charmat longo, e se encontrar com ele, compre logo uma caixa para o dia a dia!

Giuseppe Garibaldi Brut 
Região: Garibaldi (Serra Gaúcha) - Brasil
Produtor: Cooperativa Vinícola Garibaldi
Importador: -
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): 85% Chardonnay - 15% Pinot Noir
Preço: Em média R$ 25 - R$ 30

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Casillero del Diablo Brut Reserva 2010


A linha Casillero del Diablo, da gigante Concha y Toro é velha conhecida do consumidor de vinho brasileiro (aliás, de qualquer canto do mundo). Marcada por rótulos de qualidade honesta e preços acessíveis (já foram mais), ela é uma excelente pedida para quem quer se iniciar no mundo da bebida de Baco e para escolher vinhos para o dia a dia.

Os rótulos mais encontrados no Brasil são definitivamente os tintos e alguns brancos (Chardonnay, Sauvignon Blanc e, vez ou outra, um Gewurz). O espumante, pelo menos aqui em Salvador, vi pela primeira vez esta semana, no Sam's Club, e não hesitei em pegar uma garrafa!

Elaborado no vale do Limarí com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, ele se mostrou uma pedida interessante e espero que continue disponível no mercado local. Confira!

Visual: amarelo palha com bom perlage, fino e abundante.

Olfativo: aromas de média intensidade, onde coexistem bem notas de frutas cítricas àquele tostado que lembra pão com manteiga.

Gustativo: corpo médio, com boa acidez, álcool equilibrado e boa cremosidade! Na boca predominam novamente os aromas tostados, evidenciando certa complexidade. Persistência longa. 

Opinião: pelos R$ 55 reais (aprox.) que eu paguei, achei uma excelente pedida. É para quem gosta de espumantes um pouquinho mais estruturados, mas sem perder o frescor. Bate bem de frente com alguns bons cavas na mesma faixa de preço.

Casillero del Diablo Brut Reserva 2010
Região: Vale de Limarí - Chile
Produtor: Concha y Toro
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): Chardonnay / Pinot Noir
Preço: aprox. R$ 55,00 (Sam's Club - Salvador)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Cave Pericó Rosé Demi-Sec 2010



Este é o espumante rosé da vinícola Pericó, elaborado com o mesmo corte do rosé brut (60% Cabernet Sauvignon e 40% Merlot) e refermentado em autoclaves (método Charmat), com 2 meses de estágio sur lies.

Me surpreendeu muito, provando que os espumantes da Serra Catarinense têm muito o que oferecer em termos de qualidade.

Degustação
Cor rosa intensa levemente puxada para um alaranjado. Perlage média em quantidade e tamanho das bolhas.

Intenso. Aromas de frutas vermelhas, vegetal e algo que lembrou acerola e goiaba. Lembra algo de tinto no nariz.

Corpo médio, com bela espuma na boca. Ótima acidez, álcool equilibrado. Persistência média (6-7), sem amargor. Dulçor muito bem equilibrado à acidez, sem ser enjoativo.

Aromas diferentes, instigante. O frutado remete a elementos mais conhecidos de nós brasileiros do que as tradicionais berries. Na boca tem ótimo equilíbrio, boa espuma, sem defeitos e não é enjoativo. Boa opção!

Cave Pericó Rosé Demi-Sec 2010
Região: São Joaquim (Serra Catarinense) - Brasil
Produtor: Vinícola Pericó
Importador: -
Teor alcoólico: 12,6%
Casta(s): 60% Cabernet Sauvignon - 40% Merlot
Preço: R$ 30,00 a R$ 40,00

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Cave Pericó Rosé Brut 2010



Um bom espumante de Santa Catarina que tive a oportunidade de degustar outro dia, no início do feriado de Semana Santa e achei que vale falar sobre. É elaborado na Serra Catarinense, a uma altitude de 1.300 metros com um corte interessante: 60% Cabernet Sauvignon e 40% Merlot. 

O Cave Pericó Brut Rosé é elaborado através do método Charmat, com a segunda fermentação em autoclaves, à temperatura controlada de 12 graus. Fica 2 meses em contato com as leveduras para apurar textura e aromas. 

Degustação:
Tem uma cor rosa bonita, com leve alaranjado claro. Ao servir, forma uma coroa fina e surpreendentemente persistente. Perlage bastante abundante.

No nariz a fruta vermelha é bem evidente e fresca, lembrando morango. Traz também uma leve nota vegetal, que deve incomodar muita gente, mas me agradou.

Ao provar, mostrou perlage abundante e cremoso. A acidez é muito viva e o álcool bem equilibrado. Grande presença aromática na boca, com fruta vermelha, pimenta e pimentão verde. Persistência em 7 segundos, sem amargor. No final, uma pontinha do aroma lembra café.

Adorei este espumante! Ele incrivelmente preserva muitas das características aromáticas varietais do Cabernet Sauvignon, mas com muita leveza, frescor e equilíbrio. É certamente um espumante diferente do que você está acostumado a beber e vale a pena provar.

Cave Pericó Rosé Brut 2010
Região: São Joaquim (Serra Catarinense) - Brasil
Produtor: Vinícola Pericó
Importador: -
Teor alcoólico: 12,5%
Casta(s): 60% Cabernet Sauvignon - 40% Merlot
Preço: R$ 30,00 a R$ 40,00

quarta-feira, 28 de março de 2012

Miolo Cuvée Tradition Brut Rosé 2010


Espumante simples de coração mas até gostosinho, feito pela Miolo. A depender do preço vale muito a pena, como foi o meu caso, que paguei RS 25. Infelizmente chegam a cobrar até uns R$ 40 por ele, preço abusivo.

Feito através do método champenoise com as uvas Chardonnay e Pinot Noir no Vale dos Vinhedos. Curiosamente, apesar das descrições técnicas metódicas no site da Miolo, este produto tem uma informação truncada: Na mesma ficha técnica é dito que ele passa 6 meses nas caves da vinícola e depois dizem que o tempo de envelhecimento na garrafa na verdade foi de um ano. Vai entender.

Degustação:
Tem uma coloração rosa intensa, até escura. Perlage médio na quantidade e no tamanho das bolhas.

No nariz é discreto, com aromas a morango e algo que me lembrou acerola.

Tem corpo leve, espuma média. Equilibrado na acidez e no álcool e, uma grande virtude pela falta de defeito: sem amargor! Persistência ligeira.

Acho que faltou intensidade aromática e espuma, mas é agradável. Para uma faixa até R$ 30 está de bom tamanho. Pelos mais de R$ 40 que andam cobrando por aí, fica aquém. 

Miolo Cuvée Tradition Brut Rosé 2010
Região: Bento Gonçalves (Vale dos Vinhedos) - Brasil
Produtor: Miolo Wine Group
Importador: -
Teor alcoólico: 11,5%
Casta(s): Pinot Noir - Chardonnay
Preço: Em média R$ 35,00.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Casa Valduga Reserva Brut 2009


Foi com este espumante que brindamos na ceia de natal aqui em casa. Velho conhecido, mas que não provava há muitas safras. Está com rótulo novo, elegante e que agrega o conceito de mostrar o tempo de estágio na garrafa, que neste caso foi de 25 meses.

O espumante é elaborado no Vale dos Vinhedos com um corte de 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir, através do método champenoise. Como dito anteriormente, após a segunda fermentação o vinho passou 25 meses em contato com as leveduras, o que agregou complexidade e estrutura.

Degustação:
Amarelo-palha intenso, com perlage fino e abundante.

Aromas a abacaxi em calda, leve lácteo e fermento, pão tostado.

Médio corpo, boa acidez, álcool equilibrado. Leve amargor. Perlage bastante abundante, dando boa cremosidade ao conjunto. Retro-olfato remete à fruta cristalizada e leve fermento.

Gostoso, desempenho melhor em boca do que no nariz, que é muito discreto. Boa textura e espuma. Só o amargor atrapalha um pouquinho no final. Vale a pena provar, embora ache um pouco caro.

PS: Talvez devido à alegria do natal e da reunião familiar, me esqueci de tirar foto. Infelizmente desta vez vai ser de divulgação mesmo.

Casa Valduga Reserva Brut 2009
Região: Bento Gonçalves (Vale dos Vinhedos) - Brasil
Produtor: Casa Valduga
Importador: -
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): 70% Chardonnay
 - 30% Pinot Noir
Preço: 
aprox. R$ 45,00

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

#cbe Freixenet Cordón Rosado Brut


Este espumante foi escolhido para a degustação de um dos dois temas de encerramento do ano na Confraria Brasileira de Enoblogs. A escolha foi feita pelo André Rossi (Deco) do blog Enodeco, e o tema foi "Espumante rosé elaborado pelo método Champenoise, de qualquer procedência e preço". 

Depois de considerar algumas opções nacionais e me deparar com a limitada oferta do triste mercado de vinhos baiano, minha escolha acabou recaindo sobre este Cava rosado da Freixenet, empresa que é um dos medalhões da região espanhola do Penedès no que diz respeito à produção de espumantes. 

Fica a dica às vinícolas e representantes/distribuidores nacionais: O consumidor baiano está aprendendo rapidamente a beber vinho e fugir do "lugar comum do Cabernet Sauvignon". O verão local é mais do que propício ao consumo de brancos/espumantes/rosés. Arrumem pontos de venda fora dos restaurantes, pois queremos consumir estes vinhos em casa também!

Retornando ao Cava, é elaborado com as variedades Trepat e Garnacha (Grenache) e o tempo da segunda fermentação na garrafa é de 12 a 18 meses.

Degustação:
Rosado intenso com reflexos levemente alaranjados. Cor bonita. Perlage fino, intenso e abundante.

Intensidade média, com aroma a fruta vermelha com muito frescor, mas sem definir para alguma fruta específica. Um tempo depois fica com um quê de bala de fruta vermelha.

Corpo leve, com excelente acidez, álcool equilibrado, sem amargor. Perlage muito intenso, dando cremosidade à bebida na boca. Retro-olfato mais intenso que o nariz, revelando mais fruta vermelha, algo de floral e também uma leve nota láctea, lembrando iogurte. Boa persistência, se levarmos em conta sua estrutura, em 7 segundos.

É um espumante equilibrado, fresco, com nariz agradável e melhor ainda na boca. Ótimo para acompanhar entradinhas e canapês e abrir os trabalhos da noite. 

O preço? Bem, fomos bons meninos em 2011 e merecíamos o presente de comprá-lo mais barato. Mas moramos no Brasil (e, mais especificamente, Salvador)... Papai-Noel e preço justo são conceitos que ainda não chegaram a estas praias. Quem sabe na Lapônia?

Em tempo, veja também as degustações do Freixenet Cordón Negro Brut, e Freixenet Carta Nevada Semi Seco.

Freixenet Cordón Negro Brut
Região: Penedès - Espanha
Produtor: Freixenet
Importador: Preebor Company do Brasil
Teor alcoólico: 12%
Casta(s):  Trepat e Garnacha
Preço: aprox. R$ 50,00

terça-feira, 1 de novembro de 2011

#cbe Pietro Felice Brut Champenoise



A Confraria Brasileira de Enoblogs parece continuar em ritmo de valorização do produto nacional e tendo em vista o verão que vem se anunciando, o tema da vez foi "Espumante brasileiro elaborado pelo método champenoise", escolhido pelo nosso confrade Gustavo Kauffman, do Enoleigos.

A princípio tinha pensado em degustar algum rótulo rosé, mas acabei me deparando com este vinho, cujo produtor nem conhecia. Comprei com receio, claro. O vinho é elaborado pelo método champenoise, mas na ficha técnica não consta o tempo que estagiou na garrafa. O corte não é o clássico: 80% Chardonnay e 20% Riesling Itálico.

Degustação:

Amarelo-palha médio brilhante, de perlage médio em tamanho e número de bolhas. Podia ser mais abundante.

Intensidade média, com abacaxi em calda, floral e leve fermento de pão ao fundo.

Seco, com perlage médio (mais uma vez, podia ter mais bolhinhas), boa acidez. Corpo médio, com alguma sensação tostada no retro-olfato e cítrico, que combinado ao levíssimo amargor final, lembra casca de laranja. Persistência média, entre 6 e 7 segundos.

É gostoso, mas não sei se vale os quase 50 reais que custa. Existem opções nacionais, feitas tanto por método champenoise quanto charmat, que se mostram mais atraentes por um preço semelhante. Ainda assim, vale provar.


Pietro Felice Brut Champenoise
Região: São Marcos/RS - Serra Gaúcha
Produtor: Irmãos Molon
Importador: -
Teor alcoólico: 11,8% 
Casta(s): 80% Chardonnay - 20% Riesling Itálico
Preço: R$ 48,00

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Freixenet Cordón Negro Brut #cbe

 
Vinho da degustação realizada pela Confraria Brasileira de Enoblogs, cujo tema do mês foi "espumante Cava de qualquer preço", proposto pelo Daniel Perches, do blog Vinhos de Corte. Curiosamente, postamos sobre o mesmo vinho, então não deixem de dar um pulo lá e conferir a impressão do confrade! (Eu mesmo vou lá ver, assim que acabar de escrever aqui, para não me deixar influenciar).

O Cordón Negro é elaborado com as três castas tradicionais do Cava, a Parellada, Xarel-lo e Macabeo, sem a interferência da Chardonnay, que volta e meia acontece em alguns espumantes do tipo. A primeira fermentação ocorre em tanques de inox em temperaturas controladas (14 a 16 graus), e depois ocorre a segunda fermentação na garrafa, onde o vinho permanece por período entre 18 e 24 meses.

Degustação:
Visual: Amarelo-palha quase incolor, com reflexo verde. Bolhinhas pequenas e médias em abundância. Não chegou a formar uma coroa lá muito persistente de bolhas.

Média intensidade. Sobressai fruta branca (não consegui distinguir) e um cítrico bem refrescante, lembrando zest de limão. Cheirinho leve de pão (mas nada muito tostado) ao fundo, bem discreto.

Seco, com boa cremosidade, espuma bem agradável e abundante na boca. Bela acidez, álcool bem equilibrado, corpo leve/médio. Se mostra mais intenso aqui do que no nariz, ampliando todas as sensações olfativas, e trazendo também um leve toque herbáceo agradável, e algo de maçã verde também. Mais uma vez o aroma pão/fermento complementa o conjunto. Tem boa persistência, em 7-8 segundos.

Bem fresco e equilibrado. Aromas agradáveis e com boa intensidade na boca, tanto do ponto de vista gustativo quanto retro-olfativo. Não é à toa que é um clássico, quando se fala em Cava.

Freixenet Cordón Negro Brut
Região: Penedès - Espanha
Produtor: Freixenet
Importador: Preebor Company do Brasil
Teor alcoólico: 12%
Casta(s):  40% Parellada - 35% Macabeo - 25% Xarel-lo
Preço: R$ 62,90

sábado, 15 de janeiro de 2011

Freixenet Carta Nevada Semi Seco


Esta é a versão demi-sec da linha básica da Freixenet, uma das marcas mais conhecidas de produtores de Cava, o famoso espumante elaborado na região do Penedès, Espanha. É um espumante simples, mas que vale a pena!

Elaboração:
Este vinho é elaborado no Penedès com as três uvas autóctones tradicionais do Cava em quantidades iguais, a saber, Parellada, Xarel-lo e Macabeo. O vinho passa pela primeira fermentação em tanques de inox durante 10 a 12 dias, e depois é engarrafado, para receber a segunda fermentação pelo método tradicional

O vinho passa entre 12 e 18 meses em fermentação na garrafa. O licor de expedição adicionado ao final do processo é feito com o mesmo vinho do Cava, mas com estágio de 12 meses em barricas de carvalho.

Degustação:
É um Cava amarelo-palha claro, com reflexos verdes, perlage fino e de média intensidade e persistência.

Mostra aromas delicados de fruta cítrica, e florais. Após algum tempo é possível perceber leve fermento.
O açúcar residual é bem perceptível, mas sem se fazer enjoativo devido à boa acidez do Cava. Boa espuma, com cremosidade, persistência média (7-8 segundos) e retro-olfato lembrando levemente coco e abacaxi.

É um espumante bem leve, fresco e despretensioso. Uma boa opção aos que têm algum preconceito com espumantes demi-sec, pois este passa longe de ser enjoativo. Pelo contrário, é um daqueles que você consegue ficar bebendo sem parar.

Freixenet Carta Nevada Semi Seco
Região:
D.O. Cava (Penedès) - Espanha
Produtor: Freixenet
Importador: First S.A. - Preebor Company do Brasil
Teor alcoólico:
12%
Casta(s):
33,3% Macabeo - 33,3% Parellada - 33,3% Xarel-lo
Preço:
aprox. R$ 55,00

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Salton Brut Evidence


Este foi o espumante da nossa ceia de natal aqui em casa. Fazia algum tempo que não bebia um Salton Evidence, e confesso que foi a primeira vez que tomei nota deste que é o espumante top de linha da vinícola Salton.

Elaboração:
O vinho é um corte de 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir, elaborado através do método champenoise, com estágio de 6 meses em barricas de carvalho francês e 12 meses sur lies. As uvas são provenientes do Vale dos Vinhedos.

Degustação:
Visualmente é um espumante de cor amarelo-palha, com perlage fino e bem abundantes, formando uma coroa fina. 

No nariz mostra intensidade média, com aromas a abacaxi, algo de fruta seca ou cristalizada, castanhas, algo de tostado e leve aroma láceto, meio amanteigado.

Ao provar, se mostrou seco, com boa acidez, álcool equilibrado, espuma boa a princípio. Corpo leve, persistência média (8 segundos), com retro-olfato mostrando bom equilíbrio entre a fruta e o tostado. O perlage some mais rápido do que o desejável. Apresenta fundo de taça de manteiga e mel.

É um espumante bem gostoso, leve, despretensioso (mas talvez caro, por isso). Muito bom a princípio, mas perde a graça depois de pouco tempo por causa da pouca persistência do perlage.

Salton Brut Evidence
Região:
Vale dos Vinhedos - Brasil
Produtor: Vinícola Salton
Importador: -
Teor alcoólico:
12%
Casta(s):
70% Chardonnay - 30% Pinot Noir
Preço:
R$ 55,00

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ponto Nero Brut


Um bom exemplo de espumante brasileiro interessante elaborado através do método Charmat, o Ponto Nero (ou .Nero) é produzido pela Domno do Brasil, uma empresa do grupo Famiglia Valduga Co. voltado especialmente para a produção e exportação de espumantes e importação de vinhos.

Este espumante Charmat é elaborado na Serra Gaúcha, no município de Garibaldi, e consiste num corte de 60% Chardonnay, 30% Pinot Noir e 10% Riesling Itálico. O espumante passa por um estágio de 6 meses sur lies antes de ir para a garrafa e o mercado, com a finalidade de conferir cremosidade e alguma complexidade aromática.

O resultado é um espumante de cor amarelo-palha, com perlage surpreendentemente fino e abundante pra um produto feito através do método Charmat.

No nariz apresenta média intensidade aromática, com aromas a abacaxi em calda, e notas tostadas, lembrando pão torrado.

Ao provar, se destacou pela grande acidez, média estrutura e bela cremosidade (mais uma vez surpreendente para um Charmat). O álcool é correto, e a persistência também é boa, chegando a 9-10 segundos. Não apresenta amargor. O retro-olfato confirma o nariz, e traz notas cítricas e de maçã verde.

Um bom espumante, que confirma a vocação nacional para este tipo de vinho!

Ponto Nero Brut
Região: Serra Gaúcha (Garibaldi) - Brasil
Produtor: Domno do Brasil
Importador: -
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): 60% Chardonnay - 30% Pinot Noir - 10% Riesling Itálico
Preço: -

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Lídio Carraro Espumante Dádivas Brut

 
Finalmente tive a oportunidade de saciar minha curiosidade pelos tão falados vinhos da Lídio Carraro. Este espumante foi servido na abertura do coquetel que celebrou a parceria entre a Lídio Carraro e o complexo Villa Gourmet aqui em Salvador, onde os produtos da vinícola começarão a ser comercializados.

Não tenho maiores dados sobre vinificação do produto, pois não há ficha técnica disponível no site e esses dias foram um pouco corridos para mim. Quando estiver com mais tempo, solicito as fichas. 

De qualquer forma, creio ter ouvido que é um corte normal de Chardonnay e Pinot Noir (não lembro as proporções), e tenho quase certeza que foi elaborado por método tradicional. Se estiver errado, alguém por favor me corrija.


Vamos à nota, pois.

É um espumante amarelo bem claro, quase incolor, com reflexos verdes, perlage fino e abundante, formando uma coroa de persistência razoável.

No nariz apresenta intensidade média, com aromas predominantes a frutas. Maçã verde, algo de fruta branca, cítrico. Também havia um leve floral, e de forma muito secundária, quase imperceptível, um fermentozinho. 

Na boca é leve, muito fresco com ótima acidez, espuma bem abundante e cremos, álcool bem integrado. Persistência surpreendentemente alta (8-9 segundos), com retro-olfato confirmando a fruta e trazendo um aroma leve de mel no final. Não tem nenhum amargor.

A primeira coisa que me chamou a atencão foi a absoluta ausência de defeitos, o que num vinho desta faixa de preço é maravilhoso! Além disso, tem virtudes de sobra: Aromas frescos e frutados muito bons, acidez refrescante, perlage bem cremoso (outra coisa rara). 

É um espumante delicioso, cujo único defeito é que você pode ficar bebendo ele horas e horas e horas sem parar, e sem perceber o quanto bebeu! 

Espumante Dádivas Brut
Região: RS (Checar região) - Brasil
Produtor:
Lídio Carraro
Importador:
-
Teor alcoólico:
12%
Casta(s):
Creio que Chardonnay e Pinot Noir (confirmar)
Preço: R$ 35,00 - R$ 40,00

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Miolo Millésime 2006

Foi com este Miolo Millésime, espumante top da Vinícola Miolo, que nós abrimos os trabalhos da última sexta-feira, na comemoração do 55º aniversário de minha mãe.

Elaborado pelo método tradicional de segunda fermentação na garrafa (champenoise),  este vinho proveniente de Bento Gonçalves, no Vale dos vinhedos, é um corte de Chardonnay e Pinot Noir em partes iguais. O espumante, que tem produção bastante limitada (33 mil garrafas), envelhece 18 meses sur lies (sobre as leveduras) nas caves da Miolo antes de ser liberado para o mercado.

Como já havia provado este espumante uma vez e gostado muito, estava bem curioso, esperando que agradasse igualmente à minha família, e principalmente a aniversariante!

Ao servir, mostrou sua cor amarelo palha e uma boa espuma, formando uma coroa de média persistência. O perlage era fino e abundante, com boa persistência também.

No nariz tem média intensidade (confesso que esperava mais, pelo que lembrava da degustação anterior), com aromas a abacaxi em calda, frutas secas e cristalizadas,  algo lembrando amêndoas e algo cítrico.

Seco, com ótima acidez, álcool equilibrado e corpo médio. Boa cremosidade na boca, com persistência média (7-8 segundos) e retro-olfato confirmando o nariz, e com algo lembrando castanha de caju. Nenhum amargor. Fresco, gostoso, leve.

Foi um ótimo espumante para abrir uma noite de comemoração, com certeza. Além de muito gostoso, não tem absolutamente nenhum defeito. Mas talvez por uma questão de expectativa (intimamente ligada ao preço praticado por ele no mercado), eu tenha achado ele meio leve e curto demais, e com um perlage que embora bom, podia ser mais abundante ainda.

Aqui para nós, não acho que ele vale o preço praticado aqui em Salvador, que chega aos 80 reais. Por outro lado, pelo preço que comprei na loja da Miolo na Vinícola Ouro Verde (aprox. 50 reais), é uma excelente escolha!

Miolo Millésime 2006
Região: Bento Gonçalves (Serra Gaúcha) - Brasil
Produtor:
Miolo Wine Group
Importador:
-
Teor alcoólico:
12%
Casta(s):
50% Chardonnay - 50% Pinot Noir
Preço: R$ 55,00 - R$ 80,00

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Terranova Brut Blanc de Blancs

Primeiro dos espumantes degustados na Fazenda Ouro Verde, este Terranova Blanc de Blancs Brut é elaborado pelo método charmat com as castas Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Verdejo, um corte de espumantes que confesso que não conhecia, até então.

Visualmente é amarelo palha claro, com bolhas supreendentemente finas, rápidas e em média quantidade.

No nariz mostrou aroma predominante a frutas - algum cítrico - e floral. Curiosamente, quando o degustei em Salvador, numa oportunidade anterior, achei predominantes os aromas de fermento, que aqui estavam quase imperceptíveis.
Na boca é leve, com perlage meio magro, faltando cremosidade na boca. A acidez é boa, e embora seja um brut, este espumante apresenta algum dulçor. O retro-olfato confirma o nariz com as notas frutadas, e a persistência é de cerca de 7 segundos. Não constatei amargor.
É um espumante razoável. O preço de venda dele oscila um pouco, indo dos R$ 18 aos R$ 26. Por até R$ 20 eu acho ele uma boa compra, já a R$ 25 existem algumas opções mais interessantes, como o Salton Reserva Ouro (também  charmat) e principalmente o Valduga Arte Brut, elaborado pelo método Champenoise. 

Em tempo, degustei também a versão demi-sec. Não dedicarei um post exclusivo a este espumante, pois as características visuais e olfativas são praticamente idênticas. Se diferencia apenas pelo teor de açúcar, evidentemente mais elevado no demi-sec.
Miolo Terranova Brut Blanc de Blancs
Região: Vale do São Francisco - Brasil
Produtor:
Miolo Wine Group
Importador:
-
Teor alcoólico:
12%
Casta(s):
Chenin Blanc - Sauvignon Blanc - Verdelho
Preço: R$ 18,00 - R$ 26,00

domingo, 13 de junho de 2010

Casa Valduga Arte Brut 2008

Acabei de beber mais uma vez este que é o espumante básico da Casa Valduga, e para mim uma ótima opção para beber despretensiosamente. Posto aqui uma nota rápida.

Produzido em Bento Gonçalves, no Vale dos Vinhedos, este espumante é elaborado com 70% de Chardonnay e 30% de Pinot Noir através do tradicional método champenoise (segunda fermentação na garrafa), estagiando na cave por 12 meses.

Tem cor amarelo palha de média intensidade. O perlage é fino, abundante e persistente, o que já representa um bom sinal em um espumante deste preço.

No nariz predominam os aromas tostados e de fermento. Há notas frutadas, como cítrico e algo leve lembrando abacaxi. Boa intensidade aromática.

Ao provar mostra boa espuma, persistente e cremosa na boca. A acidez e o álcool estão bem equilibrados. A única ressalva é uma ponta de amargor, que não incomoda tanto. A persistência é boa (8 segundos) e o retro-olfato confirma o nariz.

É um espumante simples, para beber como eu fiz hoje, num almoço comum de domingo, vendo a copa do mundo ou a fórmula 1. Na faixa de preço dele, é quase imbatível, pela qualidade dos aromas, pela espuma e persistência.

Casa Valduga Arte Brut 2008
Região: Bento Gonçalves (Vale dos Vinhedos) - Brasil
Produtor: Casa Valduga
Importador: -
Teor alcoólico: 11,5%
Casta(s): 70% Chardonnay
- 30% Pinot Noir
Preço:
R$ 26,00

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Cava Cristalino Brut

Um espumante bacana para abrir os trabalhos em um jantar feito em casa, ou receber os amigos para o happy hour de quinta-feira. Simples e despretensioso, mas bem feito e com ótimo custo x benefício. Aqui em Salvador custa R$ 32,00, pela importação própria da Perini.

É um cava de cor amarelo-palha de média intensidade, com perlage fino, lento e em média quantidade.

No nariz, também de intensidade média, são perceptíveis os aromas cítricos, de abacaxi, e também um leve aroma lácteo.

Se mostra seco, com ótima acidez, álcool equilibrado, e não apresenta amargor. A espuma é fina e cremosa, mas podia apresentar mais persistência na boca. O retro-olfato mostra os mesmos aromas do nariz, em uma persistência razoável, de 7 a 8 segundos.

Pelo preço, como eu disse, é das melhores opções em espumantes, para acompanhar alguns acepipes e receber os amigos em casa. É uma alternativa para ter sempre uma ou duas garrafas prontas na geladeira!

Cava Cristalino Brut
Região:
D.O. Cava (Penedès) - Espanha
Produtor: Jaume Serra
Importador: Carballo Faro
Teor alcoólico:
11,5%
Casta(s):
50% Macabeo - 25% Parellada - 25% Xarel-lo
Preço:
R$ 32,00


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Cavalier Rosé

Primeiro espumante da noite de (20/04) no Restaurante Couvert, acompanhou o couvert e a entrada.

Produzida pela Compagnie Française de Grands Vins, empresa líder em produção de espumantes na França, com mais de 80 milhões de garrafas/ano, a linha Cavalier é produzida através do método Charmat. E aí se encontra um ponto muito curioso sobre esta gigante do espumante francês, pois a empresa foi criada em 1909, tendo como um dos fundadores o próprio Eugène Charmat, criador do método de segunda fermentação em tanques de inox que leva o seu sobrenome.

Digam os conservadores o que quiserem sobre o método, mas dá pra fazer espumantes de qualidade com ele, e mais importante, o Charmat foi um passo fundamental na democratização da bebida

Este vinho, especificamente, é um rosé brut elaborado na comuna de Tournan en brie, localizada na região metropolitana de Paris, com as uvas Cabernet Franc, Gamay e Pineau d'Aunis, em proporções não informadas.

Visualmente tem aquela cor rosa salmão de intensidade delicada. Perlage fino, rápido e em média quantidade, com persistência ligeira no flute.

No nariz é discreto, com intensidade média e aromas predominantes a fruta vermelha. Há também uma pontinha de fermento, mas aqui o que predomina é a fruta mesmo.

Ao provar mostra acidez correta e álcool integrado. Não apresenta nenhum amargor, o que é um ponto positivo. A persistência é média (6 segundos), e o retro-olfato traz novamente a fruta vermelha, lembrando morango. O ponto que deixou a desejar aqui foi o perlage, que se mostrou meio magro e pouco persistente na boca, faltando cremosidade.

No geral é um espumante leve, fresco e despretensioso. Um desses para tomar num domingo quente no final da manhã antes do almoço, ou à beira da piscina.

PS: Como não consegui uma foto do espumante no site do produtor, peguei uma da família inteira.

Cavalier Brut Rosé
Região: Tournan en Brie - França
Produtor: Compagnie Française des Grands Vins
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 11,5%
Casta(s): Cabernet Franc - Gamay - Pineau d'Aunis
Preço: R$ 39,90

terça-feira, 6 de abril de 2010

Cava Codorníu Selección Raventós

Esta garrafa foi um presente de aniversário meu para a minha irmã, e também foi bebida no feriado da sexta-feira (02/04), mas já no final da tarde, depois do almoço e de uma bela pausa para um cochilo.

Surpreendentemente o vinho acompanhou um...jogo de banco imobiliário! Sim, resolvemos fazer um começo de noite de diversões em família, acompanhado de vinhos. A princípio fiquei receoso em distribuir as atenções entre jogo e vinho, mas esta cava se mostrou bem adequada a momentos despretensiosos!

Trata-se de um cava com corte menos ortodoxo, no qual 50% de castas autóctones (Xarel-lo e Macabeo) dividem espaço com 50% da francesa Chardonnay.

A cor é amarelo-palha, com perlagem fina, rápida e bem abundante.

No nariz se mostrou intenso, com aromas frutados predominantes, dos quais destaco os cítricos.

Também havia, de forma secundária, aromas tostados como açúcar queimado e de fermento de pão também (dos quais talvez eu esperasse maior intensidade). Ao provar mostrou-se bem seca, com ótima acidez, bom equilíbrio do álcool e nenhum amargor. Corpo médio, com espuma conferindo ótima cremosidade, abundante e persistente. Persistência média (6-7s) e retro-olfato mais puxado pras frutas cítricas do que tostados, reafirmando o perfil de frescor.

Confesso que me surpreendeu, talvez por eu ter esperado um pouco mais de corpo, estrutura. Mas não foi, de forma alguma, uma surpresa negativa. Combinou muito mais com a ocasião na qual foi bebida, e o equilíbrio e frescor desta cava compensaram qualquer outra expectativa que eu tivesse. Acho que dei um bom presente!

Cava Codorníu Selección Raventós
Região:
D.O. Cava (Penedès) - Espanha
Produtor: Codorníu
Importador: Interfood
Teor alcoólico:
11,5%
Casta(s):
50% Macabeo/Xarel-lo - 50% Chardonnay
Preço:
R$ 62,00