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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Ariano Tannat 2007


Este monovarietal de Tannat pertence à linha básica de vinhos da Bodegas Ariano Hermanos, situada na região de Canelones, no Uruguai. Ao que tudo indica o vinho não passa por madeira, e infelizmente o site da vinícola não dispõe de mais informações a respeito de sua elaboração, bem como o da importadora (Santar) se encontra em reformulação.

O vinho mostra uma cor vermelho rubi de média intensidade, translúcida e brilhante, com leves reflexos granada já aparecendo, assim como algum halo aquoso, a despeito de ter apenas 3 anos de idade. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, mas quase sem cor.

No nariz trata-se de um vinho simples, com média intensidade aromática e aromas predominantes de frutas em geléia e secas (vermelhas), e ameixa em calda.

Ao provar, se mostrou bem seco, com acidez acentuada, álcool um pouco quente a princípio, mas que se integra em taça. Corpo médio, com taninos médios, mostrando leve amargor final e média adstringência, um tanto rústico. Retro-olfato confirma a análise olfativa, e a persistência é de 8 segundos, com taninos marcando a boca.

É razoável, mas não me impressionou. Talvez, pela rusticidade, ganhe pontos acompanhando comidas gordurosas, que atenuariam acidez e taninos. Quanto aos aromas, talvez fossem mais exuberantes com o vinho mais jovem (creio ser esta a sua proposta). Por outro lado, talvez os taninos e a acidez estivessem ainda mais acentuados em sua juventude.

Uma dica de um belo Tannat que já bebi, um tanto mais caro, mas bem melhor é o H.Stagnari Tannat Viejo 2006.

Ariano Tannat 2007
Região: Canelones - Uruguai
Produtor: Bodegas Ariano Hermanos
Importador: Santar
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): Tannat
Preço: aprox. R$ 30,00

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Fortaleza do Seival Tannat 2007

Abri esta garrafa depois do Santa Helena Selección del Directorio Cabernet Sauvignon, e na esperança de beber algo interessante ontem de noite, uma vez que o primeiro vinho decepcionou muito.

Este exemplar de Tannat brasileiro é elaborado com uvas da Campanha Gaúcha, região fronteiriça com o Uruguai, país onde esta casta foi alçada a ícone. Segundo a ficha técnica, vinho passa maceração pré-fermentativa à frio por 3 dias, seguida de fermentação e outra maceração pós-fermentativa, que varia de 5 a 10 dias. O objetivo é extrair pigmentos, e substâncias que conferem aroma e estrutura. O vinho não passa por madeira. 

É um vinho ainda violáceo, muito intenso e até opaco; com lágrimas rápidas, finas e abundantes, cheias de cor.

No nariz tem intensidade média, com aromas intensos de café e defumado, o que eu achei estranho, uma vez que o vinho não passa por barricas. Também são perceptíveis aromas de ameixa em calda, frutas vermelhas e algo floral.

Ao provar, é encorpado, seco, com taninos muito presentes conferindo grande adstringência e algum amargor. A acidez é boa, mas o álcool sobra um tanto. A persistência é de cerca de 8 segundos, com o retro-olfato confirmando o nariz, e infelizmente, o álcool marcando a boca.

É um vinho rústico, duro e pesado feito uma bigorna. Mas sinceramente, eu achei interessante, sobretudo porque me custou R$ 22,00 reais, tem estrutura boa, a despeito de certo desequilíbrio, e uma paleta aromática agradável. Degustaria ele de novo sem problemas, mas desta vez acompanhado por uma boa carne, por favor, porque beber ele "a seco" é difícil!
Fortaleza do Seival Tannat 2007
Região: Campanha Gaúcha - Brasil
Produtor:
Miolo Wine Group - Seival Estate
Importador:
-
Teor alcoólico:
13,5%
Casta(s):
Tannat
Preço: R$ 22,00 - R$ 30,00

domingo, 20 de junho de 2010

H. Stagnari Tannat Viejo 2006

Bebido anteontem de noite, este Tannat é o vinho para quem gosta de potência: Vinhos álcoolicos, tânicos, ácidos e intensos.

Tem cor vermelho rubi muito intensa, com reflexos violáceos e lágrimas rápidas, finas e abundantes, ainda muito vermelhas.

No nariz é bem intenso, com fruta tanto vermelha quanto escura (mas não consegui definir nenhuma específica, além de ameixa), aromas da madeira bem definidos, como chocolate e café, e também algo lembrando menta ou eucalipto.

Na boca é que surgem os superlativos. Potente, muito encorpado, com acidez marcante, bastante alcoólico (mas relativamente bem integrado), e taninos muito presentes, mas de boa qualidade. Persistência longa (mais de 10 segundos), com retro-olfato trazendo muita fruta, e algum aroma que me lembrou algo floral.

É um belo vinho, muito estruturado. Mas quem quiser provar deve estar preparado para algo não tão...amigável. Tem um quê de rusticidade, e seu caráter de álcool, acidez e taninos superlativos me faz crer que ele suporta mais guarda, e vai até amaciar e aparar estas arestas.

Mas confesso que gosto dele assim, mais rústico. Deu vontade de ver como ele iria com um corte de churrasco gorduroso, como uma costela. Acho que faria bem para dar uma domada no vinho, uma vez que ele puro é bem pesado. Recomendo!


H. Stagnari Tannat Viejo 2006
Região:
Salto - Uruguai
Produtor: H. Stagnari
Importador:
-
Teor alcoólico:
14%
Casta(s):
Tannat
Preço: R$ 52,90