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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Daimon White Barrel Fermented 2011


Vinho importado pela Adega Tio Sam e que já era meu conhecido. Resolvi comprar uma garrafa essa semana e estou degustando neste exato momento...sabe aquela sensação de "poxa, eu tinha esquecido como esse vinho é bom!"? Pois é, estou vivenciando ela!

Como o nome mesmo diz, trata-se de um branco fermentado em barricas e estagiado por 3 meses. É produzido na região espanhola da Rioja com as uvas Viúra (60%), Malvásia (30%) e Tempranillo Blanco (10%).

Visual: Tem um amarelo-palha de intensidade média, ainda com reflexos esverdeados, apesar da idade.

Olfativo: Média intensidade, evidenciando de cara notas que "denunciam" a fermentação em barricas: um tostado com amanteigado, bem pão com manteiga; baunilha e um fundo de fruta bem madura, como abacaxi em calda ou cristalizado.

Gustativo: Corpo médio, bem macio, com certa sensação de dulçor. Álcool bem equilibrado e acidez moderada. Tem um leve amargor, mas que não atrapalha a prova. Persistência média/alta, confirmando os aromas no retro-olfato e acrescentando uma leve notinha cítrica no fim de boca.

Opinião: Geralmente esse vinho saía por uns R$ 40 na Adega Tio Sam. Comprei ele por R$ 23 (acho que uma promo). Vale tranquilamente os R$ 40 e ainda dá pra achar que fez uma pechincha na boa. Interessante nos aromas e quase sedutor na boca. Tem certa potência e encara bem pratos mais estruturados como um bacalhau na nata ou um molho branco. Se você gosta de vinho branco mesmo no frio, também é ótima pedida! Vá na fé que é muito bom!

Daimon White Barrel Fermented 2011
Região: Rioja - Espanha
Produtor: Bodegas Tobía
Importador: Adega Tio Sam
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): 60% Viúra - 30% Malvásia - 10% Tempranillo Blanco 
Preço: R$ 40 (Adega Tio Sam - Salvador Shopping)

quinta-feira, 20 de março de 2014

#CBE Delas Saint-Espirit Blanc Côtes Du Rhône


Postando atrasado o vinho de fevereiro da Confraria Brasileira de Enoblogs, cujo tema proposto pelo Deco Rossi, do EnoDeco, foi "Pra aproveitar o calor e tentar variar um pouco, vamos com um vinho branco de corte de qualquer faixa de preço".

Em termos de vinhos brancos de corte eu acabo recorrendo muito aos portugueses, sobretudo alentejanos e durienses. Então, pra variar um pouco, resolvi aproveitar e aumentar minha bagagem de brancos franceses com este exemplar do sul do Rhône.

São produzidas anualmente 60 mil garrafas e o vinho é um corte de uvas típicas da região: 70% Grenache Blanc, 10% Bourboulenc, 10% Clairette e 10% Viognier. Segundo o site do produtor o vinho não passa nem por barricas nem por fermentação maloláctica, para manter o frescor.

Visual: Amarelo-palha médio, já tendo adquirido alguma intensidade provavelmente devido ao tempo. Límpido.

Olfativo: Aromas de média intensidade, com pêssego/damasco, leve floral e um quê que lembrou baunilha (a despeito de o vinho não passar por barricas). 

Gustativo: Corpo leve, com acidez já moderada, álcool equilibrado. Persistência média e um quê de maciez, adocicado.

Opinião: É um vinho fácil de beber, com aromas interessantes e ainda vivo apesar de ser 2011. Justamente por isso recomendo consumir imediatamente. Daqui pra frente, creio que ele só deve se manter estável ou perder qualidade.

Delas Saint-Espirit Blanc Côtes Du Rhône
Região: Cotes du Rhône AOC
Produtor: Delas Frères
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): 70% Grenache Blanc, 10% Bourboulenc, 10% Clairette e 10% Viognier
Preço: R$ 75,00 no Mercato Di Vino (Salvador) - R$ 69,00 no site da Grand Cru

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Cartuxa Branco 2008


Ok, ok, mesmo sendo tarde para falar do que eu comi e bebi na Semana Santa, vou fazê-lo! O vinho escolhido para acompanhar o bacalhau foi este Cartuxa Branco, marca icônica da alentejana Fundação Eugênio de Almeida, comprado pela metade do preço de loja, o que deixa a brincadeira ainda melhor!

O vinho é elaborado com as castas Arinto, Roupeiro e Antão Vaz (proporções não fornecidas na ficha técnica), com fermentação a temperaturas de 16 graus em cubas de inox e posterior estágio de 10 meses sobre as borras, com bâtonnage.

Degustação:
Amarelo-palha de intensidade média, brilhante. Animador para um branco de 4 anos.

Tem média intensidade aromática, mostrando frutas brancas e cítrico. O conjunto fecha com um leve amanteigado e aroma de baunilha, provavelmente devido ao tempo sur lies.

O corpo também é médio, com certa maciez e untuosidade. Boa acidez, surpreendentemente jovem para seus 4 anos. Álcool equilibrado e persistência em 8 segundos, com leves aromas tostados no retro-olfato.

Um vinho bem feito e muito equilibrado. Parece ainda ter tempo pela frente e não ter esmorecido em 4 anos, o que é uma virtude para vinhos brancos. Tem ótimo balanço entre maciez e frescor.


Ah, a harmonização...
Usei ele para casar com um bacalhau ao forno bem simples, feito com batatas, dentes de alho inteiros, brócolis e cebolas. Tudo regado com muito azeite e acompanhado por arroz branco.

Ficou perfeito! O sabor marcante do bacalhau e a untuosidade do azeite casaram perfeitamente com a textura aveludada do vinho. O fato de o vinho ter um bom frescor contribuiu também para manter o palado limpo, depois de garfadas de bacalhau cheias de azeite. Casamento ótimo!


Cartuxa Branco 2008
Região: Évora (Alentejo DOC) - Portugal
Produtor: Fundação Eugênio de Almeida
Importador: Adega Alentejana
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): Arinto - Roupeiro - Antão Vaz
Preço: entre R$ 65,00 e R$ 80,00

quinta-feira, 1 de março de 2012

#CBE Château Kefraya La Dame Blanche 2008


Este tema foi um dos mais legais que já vi na Confraria Brasileira de Enoblogs: "Quanto mais diferente, incomum, curioso e pitoresco melhor", só isso! O autor? O Claudio Werneck, do Le Vin au Blog.

Bem, foi um desafio e tanto conseguir achar algo inusitado aqui em Salvador, por isso minha escolha recaiu sobre um vinho que não é nem considerado tão exótico: O château kefraya la dame blanche 2008, produzido no Vale de Bekaa, região vitivinícola mais relevante no Líbano.

O vinho não passa por carvalho e é o produto de entrada da vinícola, feito para ser bebido jovem, o que me rendeu certa preocupação.

Degustação:
O vinho tem uma cor amarelo-palha meio pálida, de média intensidade.

No nariz, média intensidade. Salta um aroma cítrico ligeiro, que logo some, dando lugar a um abacaxi em calda, bem cozidão. Soa evoluído.

Na boca, confirma a evolução: Acidez já bem moderada, álcool quase imperceptível. Persistência ligeira (5-6 segundos). Corpo leve. Retro-olfato traz as mesmas notas do nariz, com menor intensidade.

Enfim, comprei de teimoso. O vinho já deu o que tinha que dar há algum tempo. Não está morto, certamente, mas já começou a fase de declínio. Ainda assim, fiquei curioso por beber uma safra mais recente, 2010 ou mais jovem.
 
Château Kefraya La Dame Blanche 2008
Região:
Vale de Bekaa - Líbano
Produtor: Château Kefraya
Importador: Zahil
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): Sauvignon Blanc, Ugni Blanc, Viognier, Clairette e Muscat
Preço: R$ 67,00 (Salvador)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

DFE Clássico Branco 2008 #CBE



Este vinho foi degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs, cujo tema da vez foi Vinho Português de até R$ 150,00. Escolhi este duriense da Douro Family Estates, cujas uvas foram fermentadas por 6 meses em carvalho francês. A perspectiva de guarda dada pelo produtor é de 6 anos.

Degustação:
Amarelo-palha claro, com reflexos verdes, brilhante. Cor surpreendentemente jovem para a idade do vinho.

Média intensidade, com impressão de frescor. Aromas cítricos e fundo mineral. Algo de fruta branca. Levíssimo amanteigado.

Corpo leve, grande acidez, surpreendente para a idade. Álcool equilibrado. Persistência média/ligeira (6/7), com retro-olfato mostrando notas cítricas e aquele amanteigado do nariz. Sem amargor.

Agradável, fresco e ainda pode aguentar algum tempo. Não é notável, mas é um bom vinho, que vale a pena ser bebido.

DFE Clássico Branco 2008
Região: 
Douro DOC (Douro) - Portugal

Produtor: Douro Family Estates
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): Castas típicas do Douro não reveladas pelo produtor.
Preço: Aprox. R$ 60,00

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Trilho 2007: Um grande branco do Douro!


Sabe aquele dia em que você se depara com uma oferta irresistível pelo preço, mas com um alto risco estatístico de ser uma furada? Pois foi neste dilema que comprei este branco duriense, produzido por António Alfredo Lamas, da Quinta das Bajancas, e trazido ao Brasil pela Ana Import. 

O vinho custa aproximadamente duzentos reais em seu valor integral, mas estava em promoção por módicas cinquenta pratas! O porém? Estamos em 2011, e o vinho data de 2007, tempo suficiente para a maioria dos brancos já ter dobrado o Cabo da Boa Esperança!

Degustação:
A ansiedade ao abrir o vinho se desvaneceu um pouco ao notar uma cor amarelo-palha de média intensidade, ainda com reflexos verdes, bem límpida e brilhante. Já me tranquilizou! (Note a foto!)

Na prova definitiva do olfato, surpreendeu! Intenso no nariz, com aromas a frutas brancas (pêssego em calda), abacaxi em calda, e algo amanteigado e tostado, bem integrado ao conjunto, evidenciando estágio em madeira. Fechando o conjunto uma bela mineralidade ao fundo. Complexo e sedutor. Atiça a curiosidade e convida a beber!

Na boca, mostrou igual força: Encorpado, com acidez moderada, mas ainda adequada (de se esperar depois dos quatro anos). Tem 13,5% de álcool muito bem integrados, sem sobras. É um vinho gordo, com aquela leve sensação de dulçor, que deixa o vinho um veludo na boca. Grande intensidade no retro-olfato, confirmando os aromas do nariz em uma ótima persistência, que passa dos 10 segundos.

Delicioso! Nariz sedutor, convidativo e intenso. Na boca, dá vontade de beber em grandes goles. Soa doce e amanteigado, mas a qualidade da fruta e a mineralidade fazem com que não fique cansativo. Boa complexidade, no nariz, e a boca confirma a qualidade. A vivacidade dele depois de 4 anos surpreendeu, mas a acidez e álcool já atenuados me fazem crer que não deve esperar mais.

Um dos melhores brancos portugueses que já bebi. Está entre os tops do ano.  Uma pena ele ser tão caro aqui. Senti pena de não ter sido mais corajoso, e só ter comprado uma garrafa...

Trilho 2007
Região: Douro DOC - Portugal
Produtor: António Alfredo Lamas (Quinta das Bajancas) - Douro Family Estates
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s):  Rabigato, Gouveio, Códega
Preço: R$ 200,00

terça-feira, 24 de maio de 2011

Chaminé Branco 2009


Este branco alentejano é elaborado pela conhecida - e excelente, diga-se de passagem - vinícola Cortes de Cima, do dinamarquês Hans Kristian Jorgensen, enólogo e viticultor da empresa.

O vinho segue uma linha muito vista no Alentejo, de mistura de castas autóctones com estrangeiras, geralmente francesas. No caso, se trata de um corte de 38% de Antão Vaz, 27% de Viognier, 18% Verdelho e 17 Sémillon. Estagiou 6 meses sur lies em tanques de inox, e não teve estágio em carvalho, para preservar o frescor. 

Degustação:
Tem cor amarelo-palha de média intensidade, límpida e brilhante.

No nariz, intensidade média, com aromas a fruta cítrica, algo herbáceo e leve mineral. Remete a muito frescor.

Seco. Corpo leve, com ótima acidez. Álcool bem integrado. Persistência curta, em cerca de 5-6 segundos, com retro-olfato trazendo novamente a fruta e o mineral, um pouco mais intenso desta vez.

Muito leve e fresco, tanto nos aromas quanto na boca, com a ótima acidez e mineralidade. Limpa muito bem o palato. Um excelente vinho de verão, que em Portugal deve ter um custo x benefício quase imbatível, eu imagino.

Chaminé Branco 2009
Região: Vinho Regional Alentejano - Portugal
Produtor: Cortes de Cima
Importador: Adega Alentejana
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): 38% Antão Vaz - 27% Viognier - 18% Verdelho - 17% Sémillon
Preço: aprox. R$ 40,00

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Miolo Seleção Chardonnay Viognier 2010


Vinho branco da linha de entrada da Miolo, a conhecidíssima "Miolo Seleção", mas agora elaborado na região da Campanha Gaúcha, no projeto Seival Estate. Mais uma vez, peço que provem o vinho, antes de tirar conclusões baseadas em senso comum dos enófilos.

Elaboração:
Elaborado com as castas Chardonnay e Viognier na região da Campanha Gaúcha, este vinho é passa por desengace total dos frutos e maceração peculiar a frio durante 4 horas, seguida de prensagem em prensa pneumática. O mosto é clarificado a frio (8-10 graus Celsius) por 1 a 2 dias. Depois passa por fermentação a temperatura controlada de 13-15 graus, por 14 a 18 dias, sendo conservado em tanques de inox, sem fermentação maloláctica.

Degustação:
Tem cor amarelo-palha clara, com reflexos verdes, límpido e brilhante. Lágrimas rápidas, finas e abundantes.

Aromas de média intensidade, lembrando fruta branca, leve amanteigado, floral delicado. Me surpreendeu ver que este vinho não sofre fermentação maloláctica, devido à presença do amanteigado. Ainda assim, mostra muito frescor no nariz.

Corpo leve, mostra leve sensação frisante no início e algum dulçor. Boa acidez, bem adequada, álcool equilibrado. Sem amargor. Persistência ligeira (6 segundos), com retro-olfato confirmando o nariz.

Exceto o leve frisante, que logo se dissipou, o vinho não mostrou nenhum defeito. Pelo contrário, tem aromas bem agradáveis, e é bem gostoso e fácil de beber, demonstrando que a ida para a Campanha Gaúcha fez muito bem aos vinhos da linha Miolo Seleção! Vale a pena abrir a cabeça e experimentar.

Miolo Seleção Chardonnay Viognier 2010
Região:  Campanha Gaúcha - Brasil
Produtor:
Vinícola Miolo - Seival Estate
Importador:
-
Teor alcoólico:
12%
Casta(s):
Chardonnay - Viognier
Preço:
aprox. R$ 20,00

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Clos de Torribas Blanc de Blancs 2009


Tenho degustado muitos rótulos da espanhola Pinord, localizada na região do Penedès. O último destes vinhos foi o Clos de Torribas Blanc de Blancs 2009, que, a despeito do nome, que a princípio sugere um espumante pelo "blanc de blancs", na verdade é um vinho branco tranquilo. 

O grande pulo do gato aqui - e que talvez meio que explique o nome - é que este vinho branco é justamente elaborado com um blend das três castas conhecidas no Penedès por darem origem ao seu mais famoso produto: o espumante Cava. Sim, estou falando da Macabeo, da Parellada e da Xarel-lo. Como nunca havia bebido um vinho branco elaborado com estas uvas, fiquei muito curioso!

Degustação:
Tem cor amarelo-palha claro, límpido e brilhante, com lágrimas rápidas e finas, em média quantidade.

Média intensidade aromática, com aroma a fruta branca, cítrico e algo mineral também bem presente.

Levíssimo, acidez cortante, álcool quase imperceptível, frescor ótimo, persistência média/ligeira (6 segundos), com retro-olfato ampliando a mineralidade.

Um vinho leve, correto e gostoso. Os aromas remetem a muito frescor, sobretudo a nota mineral, e a acidez ótima, correspondendo às expectativas geradas no exame olfativo. Um vinho de verão simpático por um ótimo preço!

Clos de Torribas Blanc de Blancs 2009
Região:
D.O. Penedès - Espanha
Produtor: Bodegas Pinord
Importador: Companhia Brasileira de Distribuição (Pão de Açúcar)
Teor alcoólico:
11,5%
Casta(s):
Parellada - Macabeo - Xarel-lo
Preço:
aprox. R$ 25,00

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Tsantali Metoxi 2009


Nome estranho, não? Foi um dos presentinhos que minha irmã trouxe de uma viagem para a Grécia. Curiosamente, este exemplar é importado para o Brasil pela LPH Brasil, que traz os vinhos da Tsantali. Infelizmente, não está entre os rótulos da Tsantali encontrados em Salvador, pois é um vinho muito interessante, que eu faria questão de beber novamente!

Elaboração: 
Segundo o site da importadora, as uvas que dão origem a este vinho são cultivadas no convento de Chromitsa, do Mosteiro de São Panteleimon, localizado no Monte Athos, região de Halkidiki. Os vinhedos estão a 250 metros acima do nível do mar.

Se trata de um assemblage de uma uva autóctone, a Assyrtiko, e uma francesa, a conhecidíssima Sauvignon Blanc. A proporção entre as uvas não é informada. A Assyrtiko tem como características sua acidez e mineralidade.

As uvas são vinificadas separadamente, aparentemente sem estágio em madeira, e em baixas temperaturas. O corte é feito posteriormente.
Degustação:
O vinho é amarelo-palha claro, límpido e brilhante, com reflexos verdes.

No nariz tem média intensidade, com aroma cítrico lembrando lima da pérsia, algo remetendo a eucalipto, algum herbáceo e um leve mineral.
O corpo é leve, com acidez forte, mas sem agredir. O álcool é equilibrado e  o vinho não apresenta amargor. Tem persistência relativamente ligeira (6 segundos), com retro-olfato confirmando o nariz.

É totalmente diferente do padrão de vinhos brancos que eu já bebi, e achei muito inusitado! Além da curiosidade, é um vinho bom, com aromas interessantes, e bastante leveza e frescor na boca. Gostaria de ter mais garrafas, e também provar outros rótulos de vinhos brancos da Grécia. Pena que são tão difíceis de achar por aqui...

Tsantali Metoxi 2009
Região: Halkidiki (Monte Athos) - Grécia
Produtor: Tsantali
Importador: LPH Brasil
Teor alcoólico: 12,5%
Casta(s): Sauvignon Blanc - Assyrtiko
Preço: aprox. 10 euros.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Vinhas Altas 2009


Para mim é sempre um prazer degustar um exemplar de vinho verde, principalmente com o calor chegando aqui em Salvador. Neste final de semana tive a oportunidade de beber o Vinhas Altas 2009 na tarde de domingo, um branco muito fresco de belo custo x benefício.

Trata-se de um corte de 40% Arinto, 30% Loureiro e 30% Trajadura, três castas clássicas da região de Vinhos Verdes.

O vinho apresenta cor amarelo-palha quase incolor, com poucas lágrimas rápidas e finas.

No nariz, média intensidade aromática, com aromas a flores, algo lembrando uma fruta mais exótica (lichia) e algum aroma mineral também.

Na boca, se destaca pela grande acidez, balanceada por um leve dulçor. Corpo levíssimo, álcool quase imperceptível (10%), sem amargor nenhum. Mostra leve agulha, contribuindo para a leveza e frescor. Persistência média (6-7 segundos), com retro-olfato confirmando o nariz.

Um vinho alegre, bem fácil de beber, daqueles que num dia quente você bebe uma garrafa sem nem perceber. Se destaca pela qualidade dos aromas também.

Vinhas Altas 2009
Região: Vinhos Verdes (Minho) - Portugal
Produtor: Cavipor
Importador: Domno do Brasil
Teor alcoólico: 10%
Casta(s): 40% Arinto, 30% Trajadura, 30% Loureiro
Preço: -

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Herdade do Pinheiro Branco 2008


Finalmente voltando de forma decente ao blog!

Confesso que andei meio relapso, por conta de umas demandas de trabalho. Mas hoje resolvi tomar vergonha na cara - bebendo um vinho - e postar com mais calma.

Estou aqui a beber um Herdade do Pinheiro Branco 2008, vinho até baratinho (R$ 27,90) comprado na Perini. Trata-se de um regional alentejano elaborado com parcelas iguais de Antão Vaz e Roupeiro. No site da Herdade do Pinheiro não há muitas informações sobre a elaboração do vinho, exceto que passou por decantação de 48 horas após a fermentação alcoólica a 17ºC, durante 10 dias, e na seguida estágio de 3 meses em garrafa.

O vinho é amarelo-palha com reflexos ouro, límpido e brilhante, de lágrimas rápidas, finas em média quantidade.

Tem boa intensidade, com aromas predominantes de abacaxi e lácteo (meio amanteigado), o que me faz crer que passou por maloláctica. Um leve cítrico secundário também e perceptível, e um aroma mineral de pedra molhada fecha o conjunto.

Na boca tem corpo médio, com boa untuosidade. Álcool bem perceptível (13,5%), mas até integrado ao conjunto. A acidez é boa, não deixando a untuosidade ficar chata. Boa persistência (8-9 segundos), com retro-olfato reforçando as notas lácteas e de abacaxi, e o final de boca mineral. O único problema foi um amargor meio chato.
A despeito do defeito em boca, é um bom vinho. Principalmente se levarmos em conta o preço dele. Recomendo!

Herdade do Pinheiro Branco 2008
Região:
Vinho Regional Alentejano - Portugal
Produtor: Herdade do Pinheiro
Importador: Carballo Faro - BA
Teor alcoólico:
13,5%
Casta(s):
50% Antão Vaz - 50% Roupeiro
Preço:
R$ 27,90

sábado, 2 de outubro de 2010

Quinta da Aveleda 2009 #cbe

Depois de um mês sem participar da degustação da Confraria Brasileira de Enoblogs (por não conseguir achar um vinho em tempo hábil), finalmente estou de volta! O tema deste mês, proposto pelo Marcelo Di Morais (blog homônimo), foi vinho branco de qualquer casta (supus que assemblagem valia também) com preço até 40 reais.

Eu decidi procurar na minha mente algo que já conhecia mas ainda não havia postado no blog, e, sobretudo, um vinho que eu achasse emblemático daquilo que se compra de muito bom (e talvez de melhor) a este preço. Lembrei então do Quinta da Aveleda, um belo vinho verde de ótimo custo x benefício da Aveleda, que também produz o famoso Casal Garcia.

O vinho é um corte Trajadura, Loureiro e a celebrada Alvarinho em quantidades não reveladas (e que certamente variam de um ano para o outro). O mosto é extraído através de prensagem a baixa pressão, e passa por fermentação alcoólica a temperaturas controladas. Depois estagia em tanques de inox com as borras em suspensão. Por fim, é filtrado e estabilizado antes de ir para a garrafa.
O vinho tem aquela cor amarelo bem clarinho, com reflexos verdes. As lágrimas são bem espaçadas, de média espessura.

No nariz, apresenta intensidade aromática média, predominando o floral. Também são notáveis os aromas de maçã verde, pêra e um leve cítrico.

Na boca, como era de se esperar de um vinho verde, se destaca a acidez, muito, muito marcante, a ponto de deixar uma pontinha de açúcar residual presente no vinho quase imperceptível. Corpo leve (mas não tanto quanto outros vinhos verdes, pois ganhou alguma estrutura da Alvarinho), não apresenta nenhum amargor. Retro-olfato perfuma a boca por 7-8 segundos. Não percebi a clássica "agulha" (sensação leve de bolhas de gás carbônico), tão comum em alguns vinhos verdes.

Acho um dos melhores custo x benefício em termos de vinho branco, e com certeza o melhor em termos de vinhos verdes que eu conheço! Recomendo aos confrades que ainda não conhecem. Os que conhecem certamente entendem o que estou falando!

Saúde a todos!

Outros vinhos verdes da Aveleda degustados aqui no blog:

Quinta da Aveleda 2009
Região: Vinhos Verdes (Minho) - Portugal
Produtor:
Aveleda
Importador:
Interfood
Teor alcoólico:
11,5%
Casta(s):
Trajadura, Loureiro, Alvarinho
Preço:
R$ 34,90

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Quinta do Vallado Reserva 2007

Entrando na reta final da bateria de notas de degustação do City Tasting ViniPortugal Salvador, escrevo sobre este branco, harmonizado com um bacalhau no jantar.

Elaborado no Douro, este é um corte de Rabigato, Verdelho, Viosinho e Arinto. O vinho passa por 10 meses em carvalho francês, sendo 70% de barricas novas e o restante barricas com 1 ano, recebendo bâtonnage
 
Mostrou cor amarelo palha de média intensidade, com reflexos verdes. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes.
 
No nariz é intenso, com aromas do carvalho bem aparentes, mostrando baunilha e tostado. Também tem um quê amanteigado. A fruta fica por conta de um abacaxi em compota, e fechando o conjunto uma agradável nota mineral.
 
Muito encorpado,  álcool bem potente e certo dulçor, resultando num vinho untuoso e macio que é equilibrado por uma acidez excelente. A persistência é bem longa, passando dos 10 segundos, e no retro-olfato predominam as notas tostadas e amanteigadas.
 
Um vinho muito estruturado, que aguenta bem molhos mais encorpados e peixes gordurosos, como o bacalhau. Também acredito que possa ser guardado por um par de anos sem prejuízos, embora já esteja excelente! Queria ter provado ele sem comida também!
 
Quinta do Vallado Reserva 2007
Região: Douro DOC - Portugal
Produtor: Quinta do Vallado
Importador: Cantu
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Rabigato - Verdelho - Viosinho - Arinto
Preço: R$ 133,00

Casa Miriam Sauvignon Blanc - Sémillon 2009



Interrompendo a bateria de notas dos vinhos degustados no City Tasting ViniPortugal Salvador, posto sobre este branco baratinho que bebi ontem de noite, e até me surpreendeu positivamente!

Infelizmente, acredito que a bodega não tem um website; e a Ana Import, que tra este vinho para o Brasil, não disponibiliza maiores informações no seu site também. Sendo assim, vamos direto à nota de degustação!

Um vinho de cor amarelo palha um pouco mais intensa do que eu esperava pela idade do vinho. Límpido e brilhante, tem lágrimas rápidas, finas e abundantes.

No nariz, mostrou-se mais discreto do que a maioria dos vinhos com Sauvignon Blanc que eu conheço (o que acho uma virtude). A média intensidade aromática mostrou fruta tropical, lembrando goiaba verde, acompanhada por leve cítrico e floral.

Corpo médio, com algum dulçor e álcool perceptível, deixando o vinho bem macio. A maciez é equilibrada por uma acidez altíssima, trazendo bom frescor. A parte chata fica por conta de um amargor, que é típico em vinhos brancos desta faixa de preço. Persistência média/curta (6 segundos) com retro-olfato confirmando o nariz.

Pelos 25 reais que custa, vale a pena sim! Recomendo!

Casa Miriam Sauvignon Blanc Sémillon 2009
Região: Maipu (Mendoza) - Argentina
Produtor: Casa Miriam
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Sauvignon Blanc - Sémillon
Preço: aprox. R$ 25,00

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Guarda Rios Branco 2008

Terceiro vinho degustado no City Tasting ViniPortugal Salvador.

Infelizmente passei meio que "correndo" por este vinho, e fiquei com a impressão de talvez não ter captado exatamente "qual era a dele". Preciso beber de novo para ter uma opinião mais conclusiva.

Produzido ainda sob a antiga indicação geográfica de Vinho Regional do Ribatejo (a denominação mudou em 2009 para Vinho Regional Tejo) pela Vale d'Algares, este branco é importado pela Casa dos Vinhos - BA. 

Trata-se de um corte interessante das francesas Chardonnay e Sauvignon Blanc com as autóctones Alvarinho e Arinto. Não achei dados específicos sobre a elaboração da safra 2008, mas parece ponto comum entre todos os anos que uma parcela entre 25% e 30% do vinho estagia em barricas de carvalho francês durante até 6 meses, com bâtonnage, e fermentação maloláctica de uma parcela entre 25% a 40% do Chardonnay.

O resultado foi um vinho de cor amarelo palha média com reflexos verdes; e lágrimas rápidas, finas e abundantes.
No nariz predominou a Sauvignon Blanc em minha análise, com aromas exuberantes a maracujá e algo herbáceo. Senti falta de perceber características das outras castas, e traços do estágio em madeira, e da maloláctica. Preciso beber ele de novo com mais atenção, para ver se perdi algo, ou se estas características só se fazem notar na boca.

Corpo médio e boa acidez, mas não tão intensa quanto seria um Sauvignon Blanc puro. Aqui provavelmente entra a influência do estágio em barricas e da maloláctica da Chardonnay. Álcool equilibrado, e persistência média (não contei exatamente desta vez). Retro-olfato muito perfumado de maracujá, novamente.

Enfim, achei interessante, e uma pena não ter conseguido dar a devida atenção a este exemplar. Terei de provar novamente, e acho que minhas impressões mudarão em algo. 

Guarda Rios Branco 2008
Região: Vinho Regional do Ribatejo (atual Vinho Regional Tejo) - Portugal
Produtor: Vale d'Algares
Importador: Casa dos Vinhos - BA
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): Chardonnay - Sauvignon Blanc - Alvarinho - Arinto
Preço: R$ 64,00

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Crasto Branco 2009

Primeiro vinho degustado no City Tasting ViniPortugal Salvador.

Elaborado pelo tradicional duriense, a Quinta do Crasto, este é um corte de três castas brancas tradicionais da região; Gouveio, Roupeiro e Rabigato; com vinhedos de até 20 anos de idade.

É um vinho amarelo palha quase incolor, com reflexos verdes, bem límpido e brilhante. As lágrimas são rápidas, grossas e abundantes.

No nariz se mostrou franco, de média intensidade aromática, lembrando fruta cítrica, e algo que lembrou floral.

Seco, com acidez bem elevada e álcool equilibrado, numa combinação de muito frescor. Bela persistência, em 8 segundos, e retro-olfato confirmando o nariz.

Um daqueles vinhos para beber em dias de sol, abrindo um almoço de domingo com uma salada bem fresca, ou apenas como aperitivo. Deve ser ótimo para beber na praia!

Ah, há algum tempo já postei também sobre o Crasto Tinto 2008

Quinta do Crasto Branco 2009
Região: Douro DOC - Portugal
Produtor: Quinta do Crasto
Importador: Qualimpor - Carballo Faro BA
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Gouveio - Roupeiro - Rabigato
Preço: R$ 70,00

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Casal Garcia Branco 2009

Vez ou outra - geralmente uma vez a cada dois anos, pelo menos - eu e minha família partimos em uma pequena aventura de carro de Salvador até Cristalândia, no interior do Tocantins. São aproximadamente 1.6 mil quilômetros que nós fazemos em um dia e meio. 
 
Pois bem, partimos ontem novamente nesta jornada, e paramos para dormir como sempre no município de Luís Eduardo Magalhães, a fronteira final entre Bahia e Tocantins. A cidade é bem arrumadinha, o que se justifica por ser um centro relevante de agronegócios. Lá, ficamos hospedados no Hotel St. Louis, que surpreendentemente tinha uma carta de vinhos, ainda que muito simples.

Para abrir os trabalhos do jantar, e nos recompensarmos por um dia cansativo de viagem, pedimos um Casal Garcia 2009, a melhor opção de vinho branco disponível.
 
O vinho dispensa apresentações. É simplesmente o vinho branco português mais vendido no mundo, e evidentemente, o vinho verde mais popular tambem. Elaborado por uma gigante portuguesa, a Aveleda, o Casal Garcia é um corte de Trajadura, Loureiro, Arinto e Azal.

Sua cor é amarelo palha com reflexos verdes, bem claro.

No nariz, aroma de intensidade média/baixa, com cítrico, maçã verde, algo secundário lembrando mel muito de leve.

Na boca é seco, levíssimo, com muita acidez e muita, mas muita agulha. Persistência curta, em 5 segundos, álcool quase imperceptível e retro-olfato bem leve, quase imperceptível de tão curto.

Bem, é um vinho sem surpresas. Talvez justamente por isso eu goste dele, embora numa avaliação estritamente técnica ele não se saia lá muito brilhante. Baixa intensidade, curto, agulha em abundância mais do que o normal num vinho verde...mas é gostoso, muito refrescante e barato! 

E sinceramente, depois de 12 horas dentro de um carro, eu não preciso de mais do que isso! O vinho estava simplesmente ótimo e me rendeu bons momentos. E vinho é isso, afinal de contas.

Amanhã eu passo aqui na LAN House para postar sobre o 2o vinho da noite, que foi o primeiro vinho PARANAENSE que bebi na vida! Vale a pena conferir!

Casal Garcia Branco 2009
Região: Vinhos Verdes (Minho) - Portugal
Produtor:
Aveleda
Importador:
Interfood
Teor alcoólico:
10%
Casta(s):
Trajadura, Loureiro, Arinto, Azal
Preço:
aprox. R$ 26,00

OBS: Há algum tempo, na postagem do Casal Garcia Rosé 2009, eu fiquei devendo as castas com as quais o vinho é elaborado. Lá vai: Vinhão, Azal Tinto e Borraçal, em quantidades não especificadas!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Terranova Chenin Blanc 2008


Este foi o primeiro vinho degustado em minha visita ao projeto da Miolo no Vale do São Francisco, a Fazenda Ouro Verde.

É um monovarietal Chenin Blanc leve e fresco, de bom custo benefício.

A cor é amarelo palha claro, límpido e brilhante, com reflexos verdes.

No nariz mostrou intensidade média, com aroma de fruta tropical lembrando maracujá, e também notas florais.

Ao provar é seco, com boa acidez e álcool bem equilibrado. Não apresenta amargor, tem persistência média/curta (6 segundos), com retro-olfato confirmando o nariz. O perfil aqui é corpo leve e muito frescor, como citei acima.

Um vinho de dia-a-dia. Opção agradável para quem não quer gastar muito e gosta de prestigiar o produto nacional. Fiquei curioso pelo 2009. 

Ah, e é vendido em versão bag-in-box de 5 litros. Interessante para quem gosta de realmente só tomar uma tacinha por dia! (O que não é o meu caso)

Miolo Terranova Chenin Blanc 2008
Região: Vale do São Francisco - Brasil
Produtor:
Miolo Wine Group
Importador:
-
Teor alcoólico:
11,5%
Casta(s):
Chenin Blanc
Preço: R$ 11,00 - R$ 18,00

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Aveleda Follies Alavrinho Loureiro 2009

Este vinho verde é produzido pela Aveleda, e trata-se corte com 50% de Alvarinho e 50% de Loureiro. Embora a Interfood traga alguns dos rótulos da Aveleda, como o famoso Casal Garcia, ou o Quinta da Aveleda, e até mesmo alguns da linha Follies, este corte ainda não tem importação para o Brasil, o que é uma pena.

É um vinho amarelo muito claro, quase incolor, mostrando reflexos esverdeados. Lágrimas rápidas, finas e abundantes.

No nariz, é intenso, com aromas a maçã verde e flores, sendo perceptível também algo de mel bem secundário. O vinho ganha muito em intensidade aromática com tempo em taça, ficando extremamente fragrante.

Na boca se destaca a ótima acidez, e a ausência da famosa "agulha", aquela sensação frisante dos vinhos verdes. O álcool se mostra bem equilibrado, e este vinho não é tão seco quanto alguns vinhos verdes, apresentando certa maciez. A persistência é de 7-8 segundos, e o retro-olfato confirma o nariz. Não apresenta amargor em nenhum momento da prova.

É um vinho delicioso, que casa muito bem com o clima do nordeste brasileiro. Para quem gosta de vinhos bem aromáticos e frescos, com muita acidez, esta é a pedida!

Aveleda Follies Alavrinho Loureiro 2009
Região: Vinhos Verdes (Minho) - Portugal
Produtor: Aveleda
Importador: -
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): 50% Alvarinho - 50% Loureiro
Preço: entre 6 e 8 euros (pesquisa na internet)

*Classifiquei o preço deste vinho de acordo com a minha projeção de quanto ele custaria aqui, e também baseado no preço de outros produtos da linha Follies no Brasil