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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Finca La Linda Viognier 2010


Este vinho até foi cogitado para a última postagem da Confraria Brasileira de Enoblogs, mas acabei optando por um Chenin Blanc sul-africano. No entanto, trata-se de um belo branco, que vale um postagem. 

É um Viognier da linha de entrada da argentina Luigi Bosca, elaborado em vinhedos de cerca de 30 anos de idade, localizados em Maipú (Mendoza), a uma altitude de 800 metros acima do nível do mar. Infelizmente nem no site do produtor nem da importadora há mais dados sobre a elaboração. 

Acho também válido fazer uma ressalva: o preço praticado  pelas lojas em Salvador é abusivo para um vinho de entrada, m
esmo se tratando de um produto de boa qualidade.  

Degustação:
Amarelo-palha brilhante, de média intensidade, com reflexos verdes.

Média intensidade aromática, delicado, com aromas a fruta branca lembrando pêssego. Também tem um presente aroma de baunilha.

Corpo médio, com acidez moderada, típica da casta, mas sem deixar o vinho "chato". Álcool no lugar. Na boca surgem aromas florais, em uma persistência média, de uns 7 segundos. Sem amargor.

Em linhas gerais é um vinho bem feito. Foge ao padrão Chardonnay/Sauvignon Blanc, o que sempre é interessante para dar uma variada. Agradável no nariz e na boca. Poderia apenas ter mais estrutura, o que talvez seja expectativa gerada pela análise olfativa.

Finca La Linda Viognier 2010
Região: 
Maipú (Mendoza) - Argentina

Produtor: Bodega Luigi Bosca
Importador: Decanter
Teor alcoólico: 14%
Casta(s): Viognier
Preço: R$ 32,40 (importadora) - R$ 40,00 (lojas Salvador)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Lorca Poético Viognier 2008

Segundo vinho da noite de 21/04, este branco Argentino do enólogo Maurício Lorca é elaborado com uma uva não tão conhecida por todos, a Viognier, originária da região do Rhône, e que tem na AOC de Condrieu na França a sua melhor expressão, segundo os especialistas.

As características que marcam esta uva são principalmente o caráter muito aromático, com notas florais, alto teor alcoólico e a baixa acidez, que muitas vezes pode deixar o vinho "chato". Como explicou o sommelier José Carlos Santanita, é um vinho que ganha quem o bebe no olfato perfumado, compensando a falta de acidez.

A análise visual foi complicada, dada a iluminação do Bistrot du Vin, de caráter intimista (leia-se: meia luz). Me pareceu amarelo-palha, sem conseguir distinguir reflexos de outras cores, límpido e brilhante. Lágrimas rápidas, finas e abundantes.

Nariz intenso, com o já esperado floral, e alguma fruta tropical que posso estar enganado, mas me lembrou muito manga. Também é claramente perceptível a presença de notas do estágio em barricas (40% do vinho) que no entanto, não consegui distinguir exatamente.

Ao provar, mostra uma sensação de maciez, untuosidade e até mesmo dulçor. A acidez, como é típico da casta, é baixa, deixando uma ponta de álcool sobressair. Também há um pouco de amargor final, mas sem atrapalhar a degustação. Persistência boa (8 segundos) e retro-olfato com muito floral, e também dando mais espaço às notas da barrica, que eu particularmente, dispensaria neste caso.

É um vinho interessante para quem quer conhecer a uva. Eu preciso aumentar a quilometragem de Viognier, então pretendo prová-lo de novo, em condições mais adequadas à degustação técnica, e também outros. Mas confesso que por ora, embora seja um bom vinho, não faz o meu tipo. Um vinho perfumado demais sem acidez para dar vida na boca fica meio enjoativo. Bom para beber uma taça só.

Lorca Poético Viognier 2008
Região: Vale do Uco (Mendoza) - Argentina
Produtor: Maurício Lorca Winery
Importador: Casa dos Vinhos - BA
Teor alcoólico: 14,5%
Casta(s): Viognier
Preço: R$ 48,90