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quinta-feira, 22 de março de 2012

Corte Alla Flora Loggiato Vino Nobile de Montepulciano DOCG 2002


Este vinho foi uma das surpresas mais agradáveis que bebi este ano! Achei ele em uma liquidação da Ana Import e, como sempre acontece com vinhos desta idade, fiquei no dilema: "arriscar em um vinho que pode estar morto ou não?". O Jason, sommelier da casa, foi muito sincero ao dar seu parecer: "cada garrafa tem sua história. Existe um risco". 

Ainda assim, os 50 reais cobrados pela garrafa (contra aproximadamente 150 de preço original) aliado à possibilidade de comprar um belo vinho já evoluído, no bom sentido, me levaram a comprar.

O vinho é da DOCG de Vino Nobile de Montepulciano (não confundir com o Montepulciano d' Abruzzo), onde os vinhos são elaborados com uma parcela predominante de Prugnolo Gentile, nome dado à Sangiovese . Este exemplar leva 90% da casta autóctone, complementados com 10% das francesas Cabernet Sauvignon e Merlot. Passa por 18 meses em barricas e mais 10 em garrafa antes de ir para o mercado.

Degustação

Vermelho rubi intenso com fortes traços atijolados e halo de evolução.

Muito intenso. Fruta vermelha ainda muito exuberante. Especiarias bem nítidas também, lembrando tanto cravo quanto pimenta do reino. Folhas de chá. Abre notas de café e caramelo depois de uma hora.

Potente, macio, ainda com grande acidez. Álcool equilibrado. Taninos bem presentes, marcando a boca, mas de boa qualidade. Perfuma muito a boca e tem persistência bem longa, passando em muito dos 10 segundos, tanto no retro-olfato quanto na percepção dos taninos.

Um grande vinho! Evoluiu muito, muito bem. Já está desenvolvido, complexo, mas ao mesmo tempo ainda tem lenha para queimar, mesmo com 10 anos. Na dúvida, recomendo beber, mas acho que dá para guardar um par de anos. Acidez alta, taninos ainda pegando. Nariz intenso, gostoso na boca. 

Corte Alla Flora Loggiato Vino Nobile de Montepulciano DOCG 2002 
Região: Vino Nobile de Montepulciano DOCG - Itália 
Produtor: Corte Alla Flora
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): 90% Prugnolo Gentile (Sangiovese) - 10% Cabernet Sauvignon e Merlot
Preço: cerca de R$ 150,00

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Colle Nero Rosso di Montalcino DOC 2006


Minha irmã trouxe este vinho de uma viagem acadêmica a Roma e o escolhemos para compor os trabalhos da noite de Natal. É um vinho proveniente da região da Toscana, mais especificamente no entorno da cidade de Montalcino. 

De acordo com a legislação vitivinícola local, deve ser elaborado totalmente com a uva autóctone Sangiovese assim como seu "primo rico", o Brunello di Montalcino, que geralmente é mais potente e complexo, além de logicamente ter maior potencial de guarda (e preço).

Infelizmente não achei nenhum site do produtor para passar informações técnicas sobre o produto.

Degustação:
Vermelho-rubi de média intensidade com levíssima borda alaranjada. Límpido.

Intenso, achei até complexo. Fruta vermelha, cereja, especiaria (cravo), erva de chá (preto, mate) e um leve eucalipto.

Médio corpo, equilibrado, com boa acidez, álcool no lugar, taninos finos. Persistência média (8s) com retro-olfato confirmando o nariz, e ressaltando o eucalipto.

Não tenho muito parâmetro para este estilo, então nem dá para falar em termos de tipicidade ou coisa assim. Mas no geral achei um vinho bem feito, equilibrado, com aromas agradáveis e certa complexidade. Penso que esteja no momento certo de beber, não acho que ganhe mais com o tempo.

Colle Nero Rosso di Montalcino 2006
Região: Rosso di Montalcino DOC (Montalcino - Toscana) - Brasil
Produtor: Azienda Agricola Campigli Vallone Pierina
Importador: -
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Sangiovese

Preço: -

* A classificação de preço se dá por comparação com o valor aplicado em vinhos do mesmo tipo no Brasil

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Camigliano Chianti Colli Senesi DOCG 2007


Mais uma incursão pelo mundo dos Chianti, desta vez com este Chianti Colli Senesi trazido pela Casa Flora, que foi comprado no Sam's Club daqui. Os vinhos desta denominação são produzidos na província de Siena, e devem ser elaborados sempre com um mínimo de 75% Sangiovese, que pode ser complementado por Canaiolo Nero, Trebbiano e Malvasia.

Neste caso, o vinho é elaborado 100% com uvas Sangiovese, que passam por colheita manual, e fermentação em tanques de inox a temperatura controlada (25-26 graus), com remontagem, por um período de 8-10 dias. Depois, parte do vinho estagia em tanques de inox, e outra em madeira, antes de ser engarrafado.

O vinho é vermelho-rubi, com intensidade média; límpido, brilhante e com certa transparência, já apresentando reflexos granada. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, sem cor.

No nariz, apresenta aromas intensos, predominando a cereja, com um quê meio licoroso, e especiaria, que não consegui definir.

Na boca é seco, com acidez boa, álcool equilibrado, persistência média (8 segundos), taninos médios, mas de boa qualidade, e retro-olfato trazendo de novo cereja, com alguma nota de madeira leve e especiaria novamente.

É um vinho bom, que custa na média de 50 reais e creio que vale o que pesa, pelo menos para o padrão de preço dos vinhos aqui no Brasil. Não é nada de sensacional, mas vale a pena experimentar, e rende bons momentos!

Outro Chianti postado neste blog foi o Renzo Masi Chianti DOCG 2008.

Camigliano Chianti Colli Senesi DOCG 2007
Região:
Chianti Colli Senesi DOCG (Toscana) - Itália
Produtor: Camigliano
Importador: Casa Flora
Teor alcoólico:
13%
Casta(s):
100% Sangiovese
Preço:
aprox. R$ 50,00

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Renzo Masi Chianti DOCG 2008


Este é o primeiro Chianti que posto aqui no blog, e foi bebido como acompanhamento do jantar na Cantina Cortile, que no meu caso, foi um spaghetti com molho de tomate  levemente picante, uns pedações suculentos de tomate e berinjela. Comento minha opinião sobre o casamento no final do post.

Trata-se de um Chianti genérico, cuja composição, segundo o site da importadora Decanter, é de 95% Sangiovese e 5% Colorino. Em outras safras pude constatar o uso de Canaiolo, dividido com a Colorino em pequenas parcelas. Segundo os dados que consegui levantar na internet (em sites de importadores) sobre o vinho, ele passa por malolática completa e não estagia em barricas de carvalho.

É vermelho rubi intenso e brilhante, com reflexos violáceos. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, sem cor.

No nariz, tem intensidade média, com aromas lembrando ameixa, cerejas, especiarias e algo de ervas secas, lembrando folha de chá.

Na boca é seco, com acidez correta, álcool integrado e corpo médio. Os taninos são finos, pouco perceptíveis. A persistência é média, em 8 segundos, com retro-olfato retornando àquela especiaria e às ervas secas.

Gostei do vinho, mas acho que ele ficou meio pesado para o prato, que carecia de mais frescor. O molho de tomate pedia uma acidez mais acentuada, e o caráter picante da pimenta calabresa pedia taninos menos perceptíveis ainda (embora já fossem bem fininhos). Não chegou a atrapalhar, mas ficou longe de um casamento perfeito: O prato e o vinho valem a pena, mas em momentos diferentes.

Renzo Masi Chianti DOCG 2008
Região:
Chianti DOCG (Toscana) - Itália
Produtor: Renzo Masi
Importador: Decanter
Teor alcoólico:
13%
Casta(s):
95% Sangiovese - 5% Colorino
Preço:
aprox. R$ 40,00