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sexta-feira, 23 de maio de 2014

LaFleur Mallet Sauternes 2009


Sauternes por R$ 49,90 não é algo que se encontra todo dia, por isso mesmo eu não pensei duas vezes antes de comprar essa garrafinha em promoção na Adega Tio Sam. Justamente pelo preço - ok, é preconceito, mas tem um fundo de verdade - não fui esperando grande coisa. Por outro lado, sempre há a expectativa de que, pela apelação de origem, o vinho entregue sim alguma qualidade. Veja o que achei:

Visual: amarelo ouro brilhante.

Olfativo: frutas como abacaxi e maracujá bem maduro, mel e floral. 

Gustativo: Corpo médio, com certa untuosidade, ótima acidez equilibrando o dulçor, evitando que o conjunto fique enjoativo. Algum amargor na boca e boa persistência.

Opinião: elegante, com aroma agradável, mas sem tanta pungência tanto no nariz quanto ao beber. Na boca, a acidez ajuda a manter o drinkability, fazendo o vinho ter vivacidade e não ficar enjoativo. É um bom vinho, que vale o que pesa no bolso.

LaFleur Mallet Sauternes 2009
Região: Sauternes AOC (Bordeaux) - França
Produtor: Cheval Quancard
Importador: Adega Tio Sam
Teor alcoólico: -
Casta(s): 50% Sémillon - 30% Muscadelle - 20% Sauvignon Blanc 
Preço: R$ 69,90 por R$ 49,90 (Adega Tio Sam - Salvador Shopping)

quinta-feira, 20 de março de 2014

#CBE Delas Saint-Espirit Blanc Côtes Du Rhône


Postando atrasado o vinho de fevereiro da Confraria Brasileira de Enoblogs, cujo tema proposto pelo Deco Rossi, do EnoDeco, foi "Pra aproveitar o calor e tentar variar um pouco, vamos com um vinho branco de corte de qualquer faixa de preço".

Em termos de vinhos brancos de corte eu acabo recorrendo muito aos portugueses, sobretudo alentejanos e durienses. Então, pra variar um pouco, resolvi aproveitar e aumentar minha bagagem de brancos franceses com este exemplar do sul do Rhône.

São produzidas anualmente 60 mil garrafas e o vinho é um corte de uvas típicas da região: 70% Grenache Blanc, 10% Bourboulenc, 10% Clairette e 10% Viognier. Segundo o site do produtor o vinho não passa nem por barricas nem por fermentação maloláctica, para manter o frescor.

Visual: Amarelo-palha médio, já tendo adquirido alguma intensidade provavelmente devido ao tempo. Límpido.

Olfativo: Aromas de média intensidade, com pêssego/damasco, leve floral e um quê que lembrou baunilha (a despeito de o vinho não passar por barricas). 

Gustativo: Corpo leve, com acidez já moderada, álcool equilibrado. Persistência média e um quê de maciez, adocicado.

Opinião: É um vinho fácil de beber, com aromas interessantes e ainda vivo apesar de ser 2011. Justamente por isso recomendo consumir imediatamente. Daqui pra frente, creio que ele só deve se manter estável ou perder qualidade.

Delas Saint-Espirit Blanc Côtes Du Rhône
Região: Cotes du Rhône AOC
Produtor: Delas Frères
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): 70% Grenache Blanc, 10% Bourboulenc, 10% Clairette e 10% Viognier
Preço: R$ 75,00 no Mercato Di Vino (Salvador) - R$ 69,00 no site da Grand Cru

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Petit Fumé Pouilly Fumé 2009



Vinho da conhecida AOC do Vale do Loire, que elabora vinhos de Sauvignon Blanc conhecidos pela mineralidade e aromas que lembram certo defumado. Confesso que foi meu primeiro exemplar, logo, a prova foi cercada de muita expectativa e animação!

O vinho é elaborado com uvas de vinhedos de 10 a 15 anos e produção entre 5 e 5,5 mil litros por hectare. O mosto passa pela fermentação alcoólica a temperaturas controladas (16 a 18 graus) e posterior estágio em tanques de inox sur lies durante 3 meses.

Degustação:
Amarelo-palha claro e brilhante, com reflexos verdes.

Média intensidade, com a tipicidade do sauvignon blanc, em um leve herbáceo que lembra grama cortada, misturado ao aroma cítrico. Mineralidade muito perceptível, tipo pedra mesmo e também combustível, fluido de isqueiro.

Corpo médio, com bela acidez, algum dulçor. Álcool equilibrado. Na boca é cheio de aromas, vivo, com a mineralidade muito intensa e uma persistência grande, que passa dos 8 segundos.

Não conhecia o estilo, logo não tenho bagagem suficiente para analisar do ponto de vista da tipicidade. Mas achei muito bom e totalmente diferente de qualquer Sauvignon Blanc que já bebi! É um tipo fascinante de vinho.

Petit Fumé Pouilly Fumé 2009
Região: Pouilly Fumé AOC (Vale do Loire) - França
Produtor: Michel Redde et Fils
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): Sauvignon Blanc
Preço:
aprox. R$ 90,00

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Yves Cuilleron Syrah Rosé "Sybel" 2008


Vin de Pays rosé trazido pela Ana Import. Comprei um tanto receoso pela idade. Este exemplar é produzido no norte do Rhône, na comuna de Chavanay, e é classificado como Vin de Pays des Collines Rhodaniennes.

Elaborado totalmente com a Syrah, submetida a leve maceração e sangria. A fermentação alcoólica e maloláctica ocorre em tanques de inox, e depois o vinho passa por estágio de 6 meses, parte em inox e outra em barricas.

Degustação:
Rosé alaranjado, límpido e brilhante, de média intensidade.

Média intensidade, com cítrico predominante, lembrando tangerina. Também tem algo leve de fruta branca. Depois de algum tempo, surge uma nuance de fruta vermelha, mais leve do que o comum. Pecou na persistência dos aromas, que perdem força depois de aberta a  garrafa.

Grande acidez, álcool quase imperceptível. Corpo levíssimo. Confirma a tangerina na boca. Fresco. Persistência curta (5s).

Totalmente diferente dos rosé que costumo beber, por isso é difícil emitir uma opinião mais técnica, isenta (em suma, tudo o que eu disse aqui é pura opinião pessoal). Não tem aquela exuberância em fruta vermelha, nem aquele resquício lácteo, comum nos rosés sul -americanos, nem aquela cor "quase tinto leve".

Achei a paleta aromática inusitada, e embora o vinho seja ligeiro, não penso nisso como defeito. Só penso que esta garrafa talvez já tenha visto melhores dias, embora a previsão de guarda do produtor seja de 3-4 anos. Tenho certeza de que um exemplar novo oferece  mais. 

Paguei cerca de 39 reais em uma promoção, e o preço normal dele é cerca de 68 reais. Neste caso, prefiro não opinar sobre se vale o preço original. 

Yves Cuilleron Syrah Rosé "Sybel" 2008
Região: Vin de Pays des Collines Rhodaniennes - França 
Produtor: Cave Yves Cuilleron
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): Syrah
Preço: R$ 68,00

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Château Canteloup 2007


Bordeaux genérico importado pela Ana Import, e vendido a cerca de 50-60 reais.

Não há informação alguma sobre elaboração ou composição varietal no site. Obviamente é um corte de algumas das variedades bordalesas, mas não dá para saber quais, nem o percentual de cada.

Degustação: 
Vermelho-rubi de média intensidade de cor, límpido e brilhante.

Intensidade média, com fruta seca e em compota. Lembra ameixas e figos secos. Algo terroso. Pimentão, café.

Seco, com acidez moderada. Corpo magro, ralo. Pouca estrutura de taninos. Álcool equilibrado. Persistência média, em 8-9 segundos, confirmando e trazendo alguma nota de carvalho.

Nariz até interessante. Sem graça na boca. Não repetiria.

Château Canteloup 2007
Região: Premières Côtes de Bordeaux AOC (Bordeaux) - França
Produtor:
S.C. des vignobles Latorse La Sauve Gironde
Importador:
Ana Import
Teor alcoólico:
12,5%
Casta(s):
-
Preço: R$ 50,00 - R$ 60,00

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

#CBE Chateau Pey La Tour 2004


Último tema de 2010, ou primeiro de 2011, na Confraria Brasileira de Enoblogs!

Vou fazer um post curtinho, só com a nota de degustação, pois a conexão anda imprevisível aqui, desde um incêndio que ocorreu na companhia de telefonia e internet.

Este foi o tinto que bebemos no natal aqui em casa. Sem pretensões de harmonização (acho um porre harmonizar ceia de natal), simplesmente com o intuito de beber e confraternizar!

Elaboração
Trata-se de um Bordeaux Supérieur AOC (denominação genérica, mas com algumas exigências a mais do que a Bordeaux AOC), elaborado com predominância da Merlot, seguida de Cabernet Sauvignon, Franc e da Petit Verdot. Presumo que as proporções variem um pouco a cada ano, e não consegui achar os dados técnicos da safra 2004, infelizmente.

Degustação
Visualmente apresenta cor vermelho-rubi intensa, com leve reflexo granada começando a aparecer. Lágrimas rápidas, finas e abundantes, com alguma cor. Antes de olhar, achei que fosse mostrar mais evolução.

No nariz mostra boa intensidade aromática, com aromas a fruta, ressaltando mais as escuras, como ameixa em calda ou geléia. Também mostra aroma de especiarias, lembrando cravo, leve couro, e tostado.

Ao provar mostra corpo entre médio e forte, com boa acidez, álcool equilibrado, taninos já domados, bem macios e sedosos, e um levíssimo amargor. A persistência é até longa, nos 10 segundos, com retro-olfato bem frutado, lembrando de novo geléia de ameixa.

Creio que este vinho talvez aguente mais um ou dois anos até, mas sinceramente, acho que abri esta garrafa no momento certo. Os aromas estavam no limite entre alguma evolução e o frescor da fruta, sem pender demais para um ou outro lado, e a prova gustativa mostrou um vinho sem arestas. Além de tudo, muito gostoso e elegante!

O melhor de tudo? A Grand Cru trazia ele a uns 100 reais, e eu comprei a  cerca de 50 em uma ponta de estoque!

Chateau Pey La Tour 2004
Região: Bordeaux Supérieur AOC (França)
Produtor:  Vins e Vignobles Dourthe
Importador: Grand Cru
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Merlot - Cabernet Sauvignon - Cabernet Franc - Petit Verdot
Preço: aprox. R$ 100,00

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Domaine Parigot Bourgogne AOC 2007

 
Não tem muito jeito, a melhor forma - ou mais acessível - de conhecer os Pinot da Borgonha é começando pelos genéricos! E foi o que eu fiz, provando este exemplar da Domaine Parigot Père et Fils trazido pela Nova Fazendinha.

Como não achei o website do produtor, não consegui a ficha técnica com dados sobre a elaboração. Vamos à nota, pois.

É um vinho vermelho rubi de média intensidade, com alguma transparência, e já mostrando algum reflexo granada leve. Algumas lágrimas rápidas, finas e incolores.

No nariz tem intensidade média, predominando a fruta vermelha, e alguma especiaria leve, lembrando pimenta do reino branca.

Na boca é seco, com grande acidez, álcool equilibrado, corpo leve, persistência nos 6 segundos e retro-olfato confirmando o nariz. Taninos quase imperceptíveis na adstringência, mas com algum amargor no final.

Já ouvi e li muito bem sobre este vinho, mas confesso que não me encantou tanto.  Gostaria de tê-lo bebido mais jovem. Um exemplar da Borgonha que me agradou mais foi o Guy Amiot Bourgogne Pinot Noir 2007.

Domaine Parigot Bourgogne AOC 2007
Região: Bourgogne AOC (Borgonha) - França
Produtor: Domaine Parigot Père et Fils
Importador: Nova Fazendinha
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): Pinot Noir
Preço: R$ 55,00

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Château de Campuget Tradition Rouge 2005


Servido no jantar de sábado aqui em casa, acompanhando uma paleta de cordeiro, este Château de Campuget Tradition Rouge foi mais um bom exemplar do Rhône que bebi ultimamente.

Elaborado na AOC Costières de Nîmes, localizada no Sul do Rhône, as vinhas que dão origem a este vinho da Campuget têm média de 25 anos de idade. O vinho é um corte de 65% Syrah, 30% Grenache e 5% Mourvèdre, uma combinação clássica do sul do Rhône. É fermentado em tanques de inox, com maceração que varia de 15 dias a 3 semanas.

O vinho é vermelho rubi com média intensidade, brilhante, com algum halo perceptível. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, já incolores. No final da prova, mostrou algumas particulas (poucas).

No nariz, é franco, com boa intensidade aromática. Fruta vermelha em geléia, especiarias como pimenta do reino branca e noz moscada, e algum aroma animal (lembrando carne, embutido) que some em taça. Depois de algum tempo a fruta define como geléia de framboesa.

Ao provar, mostra algum dulçor e maciez, boa acidez e álcool já equilibrado. Os taninos bem fininhos completam o conjunto de corpo médio, mostrando que o vinho já está no ponto para beber. Retro-olfato traz a fruta e especiaria do nariz, agregando algum aroma floral.

É um vinho que está no estágio perfeito para beber. Já um pouco evoluído, com as arestas aparadas, mas sem ficar chato, ou com cara de decrépito. Muito gostoso tanto para beber puro quanto acompanhar comida. Quem traz é a Enoteca Fasano. Pelo preço, acho que a Nova Fazendinha traz algumas coisas do sul do Rhône tão boas quanto ou melhores, e mais baratas. Mas ainda assim é um vinho que vale a pena provar!
Château de Campuget Tradition Rouge 2005
Região: Costières de Nîmes AOC (Côtes du Rhône) - França
Produtor:
Campuget
Importador:
Enoteca Fasano
Teor alcoólico:
13%
Casta(s):
60% Syrah - 35% Grenache - 5% Mourvèdre
Preço: R$ 69,00

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Victor Berard Beaujolais 2009


Mais um vinho de importação própria da Casa dos Vinhos, aqui de Salvador. Degustado ontem também, este vinho custa R$ 39,00, um preço bem razoável para quem quer conhecer os vinhos de Beaujolais, que apesar de serem bem simples, acabam chegando com um preço elevado ao país, que torna sua compra pouco atrativa.

Não encontrei maiores dados sobre este vinho na internet, de forma que vou passar direto à nota de degustação. 

A cor do vinho é vermelho violácea, com intensidade média; límpido e brilhante. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, também violáceas.

No nariz média intensidade e aromas muito frescos e agradáveis. Destaca-se tutti-frutti e  algum doce de banana com canela. Minha mãe adorou!

Na boca é seco, e o corpo está entre leve e médio (me surpreendeu), com acidez bem viva, álcool no lugar, taninos pouco perceptíveis em adstringência e um amargor mínimo. Persistência média/ligeira (6 segundos).

Simples, direto, muito fresco, aromas deliciosos. Agradável em boca. Não é nada de mais, mas é exatamente tudo o que você precisa para acompanhar uma pizza, ou um aperitivo com embutidos como presunto parma. Gostei demais!

Victor Berard Beaujolais 2009
Região: Beaujolais AOC (Borgonha) - França
Produtor:
Victor Bérard
Importador:
Casa dos Vinhos
Teor alcoólico:
12,5%
Casta(s):
Gamay
Preço:
R$ 39,00

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Château de Maligny Chablis Vieilles Vignes 2008

Este é o primeiro Chablis que posto aqui no Notas Etílicas, e uma das minhas poucas experiências com vinhos desta AOC. Bebi em reunião de colegas da faculdade de gastronomia, na casa de minha amiga Valéria Silveira.

O Chablis é produzido em uma AOC homônima, localizada ao norte da Borgonha. Os vinhos desta AOC são elaborados unicamente com Chardonnay, e a maior parte da produção não passa por carvalho. A região é caracterizada pelo clima frio, que dá origem a vinhos de grande acidez.
Este exemplar é elaborado pela Domaines Jean Durup et Fils, e segundo o site do produtor, é feito com uvas de vinhas realmente velhas (plantadas em 1905, 1926 e 1943), e não passa por madeira.

O vinho tem cor amarelo-palha clarinho, com reflexos verdes, bem límpido e brilhante. As lágrimas pareceram um tanto densas e lentas, em média quantidade. (Achei estranho)

Os aromas são de média intensidade, e predominantemente frutados, lembrando pêssego em calda e maçã verde. Também senti um leve mineral (muito leve mesmo).

Na boca é seco, com muita acidez (bem refrescante), álcool perceptível na medida, corpo leve, e sem amargor. A persistência não é muito longa, em 6-7 segundos, e o retro-olfato confirmou o nariz, sem adicionar nada.

É um vinho bem gostoso e refrescante. Gostaria de beber não só ele novamente (para tirar uma impressão mais acurada) como também outros Chablis. Aproveito aqui para agradecer à minha amiga Valéria por dividir com os amigos este vinho!

Château de Maligny Chablis Vieilles Vignes 2008
Região: Chablis AOC (Borgonha) - França
Produtor:
Domaines Jean Durup et Fils
Importador:
Carballo Faro - BA
Teor alcoólico:
12,5%
Casta(s):
Chardonnay
Preço: R$ 80,00

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Château Haut Terrasson 2007

Bebi este Bordeaux Supérieur ontem no wine bar da Ana Import - Shopping Iguatemi, acompanhado de duas das três mulheres da minha vida: minha irmã e minha mãe. Desta vez a namorada infelizmente estava resfriada.

É um corte de 55% Merlot e 45% Cabernet Sauvignon de vinhas de 16 anos, elaborado na região do Haut Médoc. O vinho passa por barricas de carvalho durante 6 meses e 6 meses em inox.

A cor é vermelho rubi médio/claro, bem transparente e brilhante. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, com coloração leve.

No nariz tem intensidade média/baixa, com aroma a frutas vermelhas, um quê de pimentão, pimenta do reino e tostado (indefinido). Tudo muito, muito sutil.

Ao provar mostra corpo leve, com acidez boa, álcool que começa muito perceptível mas arrefece em taça, taninos finos e quase imperceptíveis. O retro-olfato confirma o nariz, em uma persistência um tanto curta (5 segundos).

Achei sutil demais. Pouca intensidade aromática, curto em boca. Não me empolgou, como o Château L'Escart, que também postei essa semana.

Château Haut Terrasson 2007
Região: Bordeaux Supérieur AOC (Bordeaux) - França
Produtor:
Château Haut Terrasson - Gonfrier Frères
Importador:
Ana Import
Teor alcoólico:
13%
Casta(s):
55% Merlot - 45% Cabernet Sauvignon
Preço: R$ 65,00

terça-feira, 20 de julho de 2010

Domaine d' Andézon 2006

Mais um excelente tinto do sul do Rhône de grande custo x benefício que provei no final de semana! Também é bem pontuado pela crítica, tendo recebido 90 pontos da Wine Advocate nesta safra, e notas semelhantes (88, e 89) nas quatro anteriores. 

Curiosamente, ao contrário da maioria dos vinhos do sul do Rhône, onde predominam  blends  de Grenache, Cinsault, Carignan, Mourvedre e às vezes Syrah em pequenas parcelas; aqui a Syrah aparece em maioria, num corte de 80% com 20% de Grenache. As vinhas  de Syrah e Grenache que dão origem a este vinho são antigas, com 40 e 60 anos, respectivamente.

O vinho é vermelho rubi intenso, já sem reflexos violáceos, mostrando já não ser tão jovem. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, de cor vermelha. Por não ser filtrado, o vinho é um tanto opaco, e apresenta depósitos.

É intenso no nariz, com muita, mas muita especiaria (pimenta do reino e cravo), e fruta em calda e passa, lembrando ameixa e cereja. Mais uma vez, tudo em seu devido lugar, sem "briga" entre os aromas.

Corpo médio/alto, com boa acidez, mas álcool ainda a integrar (o que era esperado, com 14,5%). Os taninos finos, mas bem perceptíveis. Persistência passa dos 10 segundos, com retro-olfato confirmando o nariz e trazendo algum aroma tostado bem leve, lembrando defumado.

Mais potente e menos elegante que o exemplar anterior (o Les Terrasses), mas nem por isso menos saboroso. Imagino que 1 ano bem guardado vá colocar as coisas no lugar. Mas já está bem bom para beber agora, sem prejuízo algum!

O preço? R$ 48,00 pela Nova Fazendinha! Essa é pra quem diz que não se bebe vinho francês bom a menos de R$ 100,00.

Domaine d' Andézon 2006
Região: Côtes du Rhône AOC - França
Produtor:
Les Vignerons d’Estezargues
Importador:
Nova Fazendinha
Teor alcoólico:
14,5%
Casta(s):
80% Syrah - 20% Grenache
Preço: R$48,00 

* A única foto que encontrei foi no site da Nova Fazendinha, da safra 2005, mas o rótulo é igual pelo menos. Acho que vou começar a tirar eu mesmo foto dos vinhos para publicar aqui.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Chateau Pesquié Les Terrasses 2007

Considerado um campeão em custo-benefício, este é um sucesso de crítica: Esta safra recebeu 91 pontos da Wine Advocate (e não do Parker em pessoa!), e desde 1998 este vinho só recebeu uma nota abaixo de 90 desta publicação (um 89 em 2003). Também foi elogiado pela Jancis Robinson (16/20 em 2007). 

O impressionante é que mesmo com esta regularidade de altas pontuações de renomados críticos em safras consecutivas, os produtores mantiveram um preço altamente acessível pelo Les Terrasses, ao contrário de outros que correm para aumentar preços ao menor sinal de uma nota 90.

E sim, acho importante acompanhar o que os críticos especializados têm a dizer, mesmo que seja para discordar. Não ganho nada ignorando eles.

Mas voltando ao vinho, ele custa R$ 42,00 na importadora Nova Fazendinha, mas comprei esta garrafa em uma promoção da Vinhos do Mundo há algum tempo por módicos R$ 27,00. (quem dera fosse todo dia...) Adianto ao leitor que pagaria tranquilamente os R$ 42,00, e na verdade até mais, pelo que o vinho vale!

O Les Terrasses é produzido no sul do Rhône, onde são feitos os vinhos mais acessíveis da região (os do norte são caríssimos). Se você quer começar a beber Côtes du Rhône, ou se dispõe a colocar a mão no bolso para valer, ou invariavelmente vai iniciar com um destes, como eu.

Este exemplar vem da AOC Côtes du Ventoux, criada em 1973 e situada especificamente no sudeste do Rhône. Infelizmente, não consegui encontrar mais dados sobre a regulamentação da produção de vinhos no site oficial da AOC, que parece priorizar a orientação ao turista.

Vamos, então, ao vinho!

É um corte onde a Grenache predomina com 70%, seguida de 30% de Syrah temperada com "traços de Carignan e Cinsault", segundo a ficha técnica. As uvas passam por uma maceração de 15 dias, e após a fermentação, 35% do vinho passa por barricas com idade de 2 a 4 anos, durante 12 meses.

A cor é um vermelho rubi brilhante de intensidade média/alta, ainda com alguns resquícios violáceos. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, com um pouco de cor.

No nariz a festa começa com muita intensidade, aromas remetendo a fruta escura em compota e alguma passa. Senti um aroma leve que me pareceu animal, lembrando embutidos, e bastante especiaria, destacando pimenta do reino. Tudo bem equilibrado, no lugar.

Macio, de médio corpo, boa acidez e álcool sobrando um pouquinho, mas sem incomodar. Taninos médios, de boa qualidade, persistência boa, de 9 a 10 segundos e retro-olfato confirmando o nariz.

Como disse acima, é tranquilamente um dos melhores custo x benefício que eu conheço disponíveis no mercado. Está, junto a outras coisas, entre o melhor que se pode beber com 40 reais, e sinceramente, é muito melhor que muitos vinhos mais caros que eu já bebi!

Em resumo, provem este vinho!
Chateau Pesquié Les Terrasses 2007
Região: Côtes du Ventoux AOC (Côtes du Rhône) - França
Produtor:
Château Pesquié
Importador:
Nova Fazendinha
Teor alcoólico:
14%
Casta(s):
70% Grenache - 30% Syrah (e traços de Cinsault e Carignan)
Preço: R$42,00

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Château L'Escart Cuvée Prestige 2007

Bebi este Bordeaux Supérieur ontem à noite no wine bar da Ana Import, acompanhado por minha irmã Roberta num agradável happy hour. Uma ótima companhia para tomar um  bom vinho, por sinal!

A respeito da elaboração do vinho, no site do Château L'Escart é possível ver que os vinhedos são plantados na proporção de 53% Merlot, 25% Cabernet Sauvignon, 14% Cabernet Franc e 8% Petit Verdot. Logo, possivelmente a Merlot predomina no corte do vinho, com relação às Cabernet, mas é só uma suposição. 

Não há mais informações no site a respeito da proporções exatas das castas no corte deste vinho, ou do processo de vinificação. Tentarei conseguir uma ficha técnica, e fico devendo uma postagem aqui assim que conseguir.

Como já mencionei acima, este vinho é da AOC Bordeaux Supérieur, que nada mais é do que a mesma região da AOC genérica de Bordeaux, mas com regulamentação um pouco mais rígida em alguns pontos da elaboração, como rendimento máximo das vinhas (50hL/ha, contra 55hL/ha da AOC Bordeaux), e a obrigatoriedade de manter o vinho em adega por 12 meses antes de liberar para o mercado. Além disso, as vinhas usadas para produzir um Bordeaux Supérieur são mais antigas, e o vinho às vezes passa por barricas de carvalho.

Este vinho mostrou bonita cor vermelho rubi límpida e brilhante, de média intensidade com relativa transparência. As lágrimas eram rápidas, finas e abundantes, ainda com alguma cor rubi.

No nariz mostra aroma a frutas vermelhas em geléia e algum aroma fresco lembrando menta ou eucalipto (confesso que não fiz uma distinção exata). Começa fechado e melhora muito no decorrer de uma hora, chegando a uma intensidade aromática média, e revelando aromas  discretos e bem integrados de especiaria, como pimenta do reino. O único ponto negativo é que a partir de 1 hora e meia mais ou menos ele começa a perder um pouco de intensidade aromática.
Ao provar o vinho é seco, com corpo médio, boa acidez (acentua um pouco depois de algun tempo, mas não incomoda), álcool integrado apesar dos 13%, taninos firmes com alguma adstringência, mas finos. Persistência média (7-8 segundos), com retro-olfato confirmando a percepção do nariz, e lembrando também ameixa em calda, uvas passas, tudo sem exageros.

Um vinho elegante, com perfil diferente do que estou acostumado a beber. E confesso que quero mesmo é beber mais e mais destes. Não vou discorrer sobre relação custo x benefício deste vinho pois ainda preciso construir uma base de comparação em termos de Bordeaux. Em tempo, o vinho custa R$ 89,00 na Ana Import do Iguatemi, mas paguei R$ 50,00 em uma promoção que ainda deve durar pelos próximos dias. 

Fica a dica para o pessoal de Salvador!
Château L'Escart Cuvée Prestige 2007
Região: Bordeaux Supérieur AOC (Bordeaux) - França
Produtor:
Château L'Escart - Gérard et Damien Laurent
Importador:
Ana Import
Teor alcoólico:
13%
Casta(s):
-
Preço: R$ 89,00

OBS: Só consegui encontrar foto da safra 2002, mas o rótulo continua praticamente igual.

sábado, 19 de junho de 2010

Bourgogne Chardonnay Mommessin La Clé Saint Pierre 2007

Comprei este vinho há algum tempo em uma promoção na Ana Import (importadora dele), e decidi abrir ontem aqui em casa. O vinho é produzido pela Mommessin, que além de fazer vinhos na Borgonha, também elabora fermentados em Beaujolais (que na verdade oficialmente também é Borgonha) e no Rhône.

O vinho é amarelo-palha já com muita intensidade, evoluíndo para ouro, límpido e brilhante. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes.

No nariz tem média intensidade, mas é muito elegante, com fruta lembrando pêssego e abacaxi, além de alguma coisa cítrica. São perceptíveis também aromas tostados muito bem integrados ao conjunto, além de baunilha e algo amanteigado. Tive a impressão de sentir uma leve mineralidade, mas não é algo conclusivo.

É macio na boca, com corpo médio e boa acidez; álcool refrescante, mas equilibrado; nenhum amargor; persistência grande, passando dos 10 segundos; e retro-olfato confirmando a baunilha, a fruta, e trazendo notas de mel no final.

Confesso que não tenho muito parâmetro para avaliar o vinho, uma vez que minha quilometragem com brancos da Borgonha é quase nula. Mas me pareceu muito bem feito. Boa estrutura aliada à elegância e uma persistência grande. Preciso conhecer outros de lá, da mesma faixa de preço.

Bourgogne Chardonnay Mommessin La Clé Saint Pierre 2007
Região: AOC Bourgogne (Borgonha) - França
Produtor: Mommessin
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 12,5%
Casta(s): Chardonnay
Preço: R$ 109,00

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Guy Amiot Bourgogne Pinot Noir 2007

Este vinho foi servido juntamente com Riesling, para uma comparação de harmonizações com o mesmo prato. É do mesmo produtor do Crèmant de Bourgogne bebido no início da noite.

Infelizmente não consegui encontrar nenhuma foto da garrafa na internet, então desta vez vai ser sem, mesmo. Caso eu esbarre com alguma imagem - ou algum colega enófilo encontrar me passar - eu posto aqui.

É um Pinot Noir de cor vermelho rubi límpido, brilhante e bem transparente, dando para ver claramente através do vinho.

No nariz se mostrou intenso, com uma fruta vermelha deliciosa, bem fresca, fugindo ao padrão de compota que estou acostumado, e também me pareceu haver algum floral. Outro aroma que tive a impressão de sentir foi baunilha, mas foi inconclusivo.

Na boca se mostrou delicado, de corpo leve e muito fresco. Seco, com ótima acidez e álcool integrado. Taninos leves mas perceptíveis, e persistência média (7-8 segundos) com aroma ressaltando o frutado, definindo para morangos frescos e algum aroma que me lembrou algo lácteo, mas posso estar enganado.

Definitivamente um vinho destes explica porquê a Borgonha é a terra do Pinot Noir. É um exemplar genérico de borgonha tinto, e ainda assim muito mais elegante e equilibrado do que boa parte dos Pinot Noir que bebi da América do Sul, que se mostram muito "over". Vale a pena provar.

Guy Amiot Bourgogne Pinot Noir 2007
Região: Bourgogne AOC (Borgonha) - França.
Produtor: Domaine Amiot Guy et Fils
Importador: Grand Cru
Teor alcoólico: -
Casta(s): Pinot Noir
Preço: R$ 112,00

Domaine Amiot Guy et Fils Crèmant de Bourgogne Brut Rosé

Para abrir a noite do jantar enogastronômico de quarta-feira (21/04), a escolha do celebrado sommelier português José Carlos Santanita foi por um Crèmant de Bourgogne Rosé.

Criada em 1975, esta AOC abrange os espumantes produzidos ao longo de toda a região da Borgonha, mas sempre seguindo critérios de elaboração obrigatórios como rendimento limitado das uvas, colheita manual dos cachos, elaboração somente através do método tradicional (champenoise). Os espumantes rosé elaborados nesta AOC podem ser produzidos com Pinot Noir somente, ou ela acompanhada de uma pequena quantidade de Gamay.

Este exemplar da Domaine Amiot, feito à base de Pinot Noir na região da Côte-de-Beaune, tem uma bela cor rosa, bem clara e delicada, com perlage fino de média persistência.

No nariz apresenta média intensidade, com aromas abundantes de fruta vermelha, destacando morango, e de forma secundária algum aroma de fermento de pão.

Ao provar é seco, embora apresente uma pequena sensação de dulçor (não o suficiente para chamar de meio-seco). A acidez é boa, e o álcool bem equilibrado. Absolutamente nenhum amargor. Ótima espuma na boca, conferindo boa cremosidade e volume, com persistência entre 7-8 segundos. O retro-olfato mais uma vez traz muita riqueza em fruta.

É o tipo de espumante que você pode ficar bebendo a noite (ou dia, ou manhã, ou tarde) inteira, sem enjoar ou querer saber de outra coisa. Não é algo que vai te gerar epifanias, ou uma experiência para lembrar para o resto da vida. Mas é simplesmente delicioso do mesmo jeito.

Os Crèmant de Bourgogne são considerados boas opções para substituir o Champagne, devido à sua boa qualidade, e preço mais baixo. E uma pena que aqui no Brasil, embora mais baratos que os Champagne, eles não sejam aquilo que podemos chamar de vinho acessível.

A Grand Cru traz este exemplar a R$ 119,00 pelo site, e em Salvador ele custa R$ 140,00.

PS: Para quem tem curiosidade e pelo menos arranha um pouco de francês, segue o site oficial do crèmant de bourgogne. Tem algumas informações bacanas:
http://www.cremantdebourgogne.fr/


Domaine Amiot Guy et Fils Crèmant de Bourgogne Brut Rosé
Região: Crémant de Bourgogne AOC (Borgonha) - França
Produtor: Domaine Amiot Guy et Fils
Importador: Grand Cru
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): Pinot Noir
Preço: R$ 119,00 (Grand Cru) - R$ 140,00 (preço em Salvador)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Andéol Salavert Côtes du Rhône 2008

Escolha que escoltou o prato principal da noite, este Côtes du Rhône é outro vinho direto, simples e sem rodeios. Procedente do sul do Rhône, é elaborado com algumas das castas típicas da região, a saber, Syrah e Grenache em proporções não reveladas.

Visualmente é vermelho rubi translúcido, com baixa intensidade de cor, límpido e brilhante. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, também incolores.

No nariz tem média intensidade, e aromas predominantemente frutados, remetendo a frutas escuras com destaque para ameixas. Simples mas muito agradável. Curiosamente não senti a especiaria típica da Syrah aqui.


Ao provar, é seco, com uma acidez marcante que pede comida, taninos médios, e uma ponta de álcool sobrando. Corpo e persistência médios (7 segundos) e o retro-olfato seguindo a linha do nariz, também frutado.

Como eu disse, é um vinho simples e direto. Com a ressalva de que a acidez pode ser desagradável caso o vinho não esteja acompanhado de comida, preferencialmente com alguma gordura. Para acompanhar uma carne grelhada, com molho não muito pesado, é uma boa escolha.


Andéol Salavert Côtes du Rhône 2008
Região: Côtes du Rhône AOC - França
Produtor: Andéol Salavert
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 14%
Casta(s): Syrah - Grenache
Preço: R$ 55,00

Cavalier Rosé

Primeiro espumante da noite de (20/04) no Restaurante Couvert, acompanhou o couvert e a entrada.

Produzida pela Compagnie Française de Grands Vins, empresa líder em produção de espumantes na França, com mais de 80 milhões de garrafas/ano, a linha Cavalier é produzida através do método Charmat. E aí se encontra um ponto muito curioso sobre esta gigante do espumante francês, pois a empresa foi criada em 1909, tendo como um dos fundadores o próprio Eugène Charmat, criador do método de segunda fermentação em tanques de inox que leva o seu sobrenome.

Digam os conservadores o que quiserem sobre o método, mas dá pra fazer espumantes de qualidade com ele, e mais importante, o Charmat foi um passo fundamental na democratização da bebida

Este vinho, especificamente, é um rosé brut elaborado na comuna de Tournan en brie, localizada na região metropolitana de Paris, com as uvas Cabernet Franc, Gamay e Pineau d'Aunis, em proporções não informadas.

Visualmente tem aquela cor rosa salmão de intensidade delicada. Perlage fino, rápido e em média quantidade, com persistência ligeira no flute.

No nariz é discreto, com intensidade média e aromas predominantes a fruta vermelha. Há também uma pontinha de fermento, mas aqui o que predomina é a fruta mesmo.

Ao provar mostra acidez correta e álcool integrado. Não apresenta nenhum amargor, o que é um ponto positivo. A persistência é média (6 segundos), e o retro-olfato traz novamente a fruta vermelha, lembrando morango. O ponto que deixou a desejar aqui foi o perlage, que se mostrou meio magro e pouco persistente na boca, faltando cremosidade.

No geral é um espumante leve, fresco e despretensioso. Um desses para tomar num domingo quente no final da manhã antes do almoço, ou à beira da piscina.

PS: Como não consegui uma foto do espumante no site do produtor, peguei uma da família inteira.

Cavalier Brut Rosé
Região: Tournan en Brie - França
Produtor: Compagnie Française des Grands Vins
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 11,5%
Casta(s): Cabernet Franc - Gamay - Pineau d'Aunis
Preço: R$ 39,90