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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Osadia Gran Reserva Pinot Noir 2008

 
Este vinho é distribuído pela Makro aqui no Brasil, provavelmente com exclusividade. Embora denominações do tipo Reserva ou Gran Reserva não signifiquem nada no Chile do ponto de vista legal, subentende-se que um "Gran Reserva" chileno seja um vinho com processo de elaboração diferenciado, e consequentemente, um produto mais caro. 

Sendo assim, confesso que tive certa suspeita ao achar este "Gran Reserva" no Makro, a algo entre 25 e 30 reais (não lembro o valor exato). Comprei-o, no entanto, por se tratar de um custo relativamente baixo, e pela procedência do vinho: O Vale de Bio-Bio, uma região ao extremo sul do Chile, cujo frio confere grande vocação para a elaboração de vinhos brancos e Pinot Noir.

Infelizmente não encontrei dados sobre a elaboração do vinho na internet. (Na verdade, não achei referência alguma sobre o rótulo).

Degustação:
Vermelho violáceo bem intenso, límpido e brilhante. Cor mais intensa e fechada do que a maioria dos Pinot com os quais estou acostumado.
 
Começa fechado, mas elegante. Aromas a fruta vermelha e também escura, sem tanta exuberância. Algum traço que me faz crer que o vinho passa por madeira, lembrando levemente café. Bem integrado. 

Corpo médio, com acidez correta, álcool equilibrado, alguma maciez, taninos médios. Persistência em cerca de 8 segundos, com retro-olfato confirmando o nariz. 

É um vinho interessante, especialmente pelo que custa (r$ 25-29). Elegante, discreto, mas agradável no nariz. Na boca, mais estruturado do que a maioria dos Pinots mais básicos. Foge um pouco àquele padrão de exuberância de fruta fresca que é tão comum nos Pinot Noir chilenos.

Osadia Gran Reserva Pinot Noir 2008
Região: Vale de Bio Bio - Chile
Produtor: Bodegas y Viñedos Corpora
Importador: Cotia Vitória Serviços e Comércio (Importador) - Makro (Distribuidor)
Teor alcoólico: 14%
Casta(s): Pinot Noir
Preço: R$ 25,00 - R$ 29,00

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

#cbe Universo Austral Pinot Noir Reserva 2008


Depois de um hiato em minha participação, retorno às atividades da Confraria Brasileira de Enoblogs, cujo tema proposto pelo blog Enodeco, foi "Pinot Noir de até 100 reais". 

Confesso que desta vez foi meio difícil fugir ao clichê aqui em Salvador, sobretudo levando em consideração a oferta de vinhos disponível a este preço (e também o quanto eu pude gastar para a degustação). Inevitavelmente, se eu ficasse no Chile, acabaria optando por um Pinot de Casablanca. Como minha opção foi variar para a Argentina, a escolha óbvia foi um vinho da Patagônia. 

Este Pinot Noir da Bodegas Universo Austral é elaborado com uvas da província de Neuquén, um dos bons lugares (para não dizer melhores) para a produção de Pinot Noir na Argentina. Infelizmente não consegui encontrar dados sobre este produto no site da vinícola, o que me leva a crer que ele é elaborado exclusivamente para exportação. 

É um vinho de cor vermelho-rubi com intensidade média, límpido e brilhante. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, com pouca cor.

No nariz é bem intenso, com aroma fresco de fruta vermelha (morango, framboesa), e um leve tostado secundário que cresce em taça, definindo para café. Após algum tempo aparece também especiaria.

Tem corpo médio, mais estruturado que os Pinot Noir que estou acostumado a beber. Bela acidez, álcool um pouco exagerado, mas ainda cabendo na estrutura, e que arrefecem em taça. Taninos presentes, mas de boa qualidade. Macio, aveludado. Persistência em 8s, retro-olfato confirma nariz, com presença perceptível da madeira, sem prejudicar a fruta.

Recomendo beber um pouco mais resfriado que o normal de tintos, mas não menos de 16 graus, sob pena de perder muito em aromas. Achei um vinho interessante, que me surpreendeu pela estrutura, suficiente para aguentar carnes com molhos mais elaborados, eu acho.

Universo Austral Pinot Noir Reserva 2008
Região: Neuquén (Patagônia) - Argentina
Produtor: Bodegas Universo Austral
Importador:Casa dos Vinhos - BA
Teor alcoólico: 14%
Casta(s): Pinot Noir
Preço: R$ 54,90

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Miolo Reserva Pinot Noir 2009

Uma notinha rápida sobre outro vinho que bebi no stand da Miolo durante o Wine Bahia, o Miolo Reserva Pinot Noir 2009. Para quem não sabe, este Pinot na verdade é o antigo e Fortaleza do Seival, também da Miolo. Quando a linha Reserva (Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay) foi transferida da Serra Gaúcha para a Campanha, extinguiram a linha Fortaleza do Seival, e os vinhos com este rótulo se tornaram Miolo Reserva.

Conforme processo que parece padrão entre os vinhos da Miolo, este Pinot Noir passa por seleção manual dos frutos, com desengace total. Maceração pré-fermentativa por 3 dias com 1 pigeage/dia, e fermentação alcoólica e maceração com 6 pigeages/dia. Após maloláctica completa, a maior parte do vinho estagia em inox, e uma pequena parcela em barricas de carvalho francês por 5 a 6 meses.

O vinho tem cor vermelho violácea clara, bem transparente e brilhante. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes.

Tem média intensidade aromática, mostrando aromas frutados como morango e cereja. Leve vegetal e algo lácteo, lembrando iogurte natural.
Tem leve dulçor na boca, com boa acidez, como esperado; álcool um pouco forte, e taninos quase imperceptíveis. Corpo leve, com persistência média (7 segundos), perfumando a boca com muita fruta.

É um vinho fresco, bem alegre. Sem maiores pretensões, mas gostoso! Bom para dias quentes, sendo uma opção aos brancos, espumantes e rosés. Bebo de novo facilmente!

Para os que quiserem ler a nota do extinto Fortaleza do Seival Pinot Noir 2008, última safra antes de se tornar reserva, é só acessar: 

Miolo Reserva Pinot Noir 2009
Região: Campanha Gaúcha (Candiota) - Brasil
Produtor: Miolo Wine Group
Importador: -
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): Pinot Noir
Preço: aprox. R$ 30,00

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

RAR Collezione Pinot Noir 2008


Com este vinho eu abri minha noite da última sexta-feira no Wine Bahia (aguardem a postagem do evento amanhã, foi show!), o que foi ótimo, pois se trata de um vinho da Miolo que não chegou ainda ao mercado baiano, e que já despertava a minha curiosidade há algum tempo.

Elaborado na região de Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul, este Pinot Noir se destaca por ter um perfil um pouco diferente dos demais exemplares nacionais que eu conheço. 

Após seleção manual e desengace dos frutos, o vinho passa por maceração a frio com as bagas inteiras por 4 dias, em seguida ocorre a fermentação alcoólica com pigeage (3 a 4/dia) e délestage, processos que auxiliam na extração de taninos e pigmentos, e estabilização da cor. Por fim, o vinho sofre fermentação maloláctica espontânea e total, e estágio de 1 ano em barricas francesas.

Ao analisar visualmente, é vermelho rubi médio com reflexos violáceos. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, sem cor.

No nariz, aroma intenso, com as frutas de sempre (vermelhas, com destaque para o morango), mas um lácteo e leve tostado, integrado ao conjunto.

Ao provar, a diferença dos outros Pinot nacionais se evidenciam. Corpo médio, mais estruturado do que eu esperava, com boa acidez e álcool bem perceptível, potente. Taninos finos, quase imperceptíveis, persistência em 7 segundos e retro-olfato confirmando a fruta fresca, com leve presença da madeira.

Foi muito interessante, pois se trata de um Pinot Noir brasileiro mais estruturado, além de ser bem gostoso! Vamos esperar agora para ver quando ele entrará no mercado baiano, e a que preço!
Em tempo, se tiverem curiosidade em saber o que achei do RAR Cabernet Sauvignon/Merlot 2005:

RAR Collezione Pinot Noir 2008
Região: Campos de Cima da Serra (RS) - Brasil
Produtor:
Miolo Wine Group - Vinícola RAR
Importador:
-
Teor alcoólico:
14%
Casta(s):
Pinot Noir
Preço: aprox. R$ 50,00 - R% 70,00

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Domaine Parigot Bourgogne AOC 2007

 
Não tem muito jeito, a melhor forma - ou mais acessível - de conhecer os Pinot da Borgonha é começando pelos genéricos! E foi o que eu fiz, provando este exemplar da Domaine Parigot Père et Fils trazido pela Nova Fazendinha.

Como não achei o website do produtor, não consegui a ficha técnica com dados sobre a elaboração. Vamos à nota, pois.

É um vinho vermelho rubi de média intensidade, com alguma transparência, e já mostrando algum reflexo granada leve. Algumas lágrimas rápidas, finas e incolores.

No nariz tem intensidade média, predominando a fruta vermelha, e alguma especiaria leve, lembrando pimenta do reino branca.

Na boca é seco, com grande acidez, álcool equilibrado, corpo leve, persistência nos 6 segundos e retro-olfato confirmando o nariz. Taninos quase imperceptíveis na adstringência, mas com algum amargor no final.

Já ouvi e li muito bem sobre este vinho, mas confesso que não me encantou tanto.  Gostaria de tê-lo bebido mais jovem. Um exemplar da Borgonha que me agradou mais foi o Guy Amiot Bourgogne Pinot Noir 2007.

Domaine Parigot Bourgogne AOC 2007
Região: Bourgogne AOC (Borgonha) - França
Produtor: Domaine Parigot Père et Fils
Importador: Nova Fazendinha
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): Pinot Noir
Preço: R$ 55,00

domingo, 18 de julho de 2010

William Cole Alto Vuelo Pinot Noir 2009

Este já é meu velho velho conhecido, e na verdade não sei porque ainda não tinha postado aqui. Bebi novamente ontem à noite em jantar familiar no Barbacoa, que em minha opinião é a melhor steakhouse de serviço à la carte em Salvador. 

Pedimos este Pinot Noir para abrir os trabalhos, acompanhando alguns frios como presunto parma, combinação que eu particularmente gosto muito. O vinho é elaborado com uvas do Vale de Casablanca, cujas baixas temperaturas consistem em condições climáticas ideais para o cultivo de uvas brancas e da Pinot Noir.

As uvas são colhidas à mão e fermentadas por 11 dias em tanques de inox. Depois o vinho passa por um estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês.

O resultado é um vinho de cor vermelho rubi muito claro, transparente, límpido e brilhante. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, sem cor.

No nariz tem intensidade média, com aromas lembrando cereja, framboesa e muita, mas muita goiaba! Tanto fresca quanto goiabada.

Ao provar, mostrou excelente acidez como esperado, corpo bem leve, com taninos quase imperceptíveis. O problema ficou um pouco por conta do alto teor alcoólico (13,9%), mas como bebemos ele a uma temperatura mais baixa, não incomodou. A 18 graus deve ser muito perceptível. A persistência é boa (8-9 segundos), com retro-olfato confirmando o nariz, e trazendo algo que me lembrou floral. Não apresenta quase nenhum amargor, característica que acho comum em Pinots mal feitos.

É um vinho bem leve e refrescante, ótimo para abrir os trabalhos acompanhando presuntos e outros embutidos em geral, como salames. Fiquei surpreso em saber que passa por 12 meses em barricas de carvalho, pois não consegui sentir nenhum reflexo disso no aroma do vinho.

Vale a pena!
William Cole Alto Vuelo Pinot Noir 2009
Região: Vale de Casablanca - Chile
Produtor: William Cole
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 13,9%
Casta(s): Pinot Noir
Preço: R$ 55,00

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Salton Volpi Pinot Noir 2009


Este vinho eu tinha curiosidade de experimentar desde que ouvi o Arthur Azevedo, presidente da ABS-SP, dizer que era o melhor - ou um dos melhores, não lembro ao certo - Pinot Noir brasileiros. O problema é que nunca consegui encontrar este Pinot aqui em Salvador, até que a Ana Import começou a trazer a safra 2009, e eu finalmente consegui prová-lo na semana passada.

Seguindo a tendência atual de produção de vinhos no Rio Grande do Sul, este Pinot Noir da Salton é elaborado com uvas provenientes da região da Campanha Gaúcha, no município de Bagé. Segundo o site da vinícola, permanece por 12 meses em barricas novas de carvalho francês.

O Volpi Pinot Noir tem cor vermelho violácea bem transparente, límpida e brilhante. Ao agitar, forma lágrimas rápidas, finas e abundantes.

A intensidade olfativa começou baixa, melhorando um pouco com a garrafa aberta e o vinho em taça, mas ainda assim se mostrando discreta (no máximo um média/baixa). Os aromas predominantes são a fruta vermelha, sendo que também foi possível sentir notas do estágio em carvalho (lembrou café), uma ponta vegetal e um aroma que me lembrou algo láctico.

Na boca é seco, com acidez bem viva como era de se esperar, e uma ponta de álcool sobrando. Os taninos são quase imperceptíveis no que diz respeito à adstringência, mas há um pouco de amargor. A persistência é média (7 segundos) e o retro-olfato confirma a fruta vermelha e a nota vegetal.

No geral é um vinho razoável. Certamente mais palatável do que muitos Pinot Noir chilenos e argentinos que se compra ao preço que ele custou (cerca de 33 reais). Em termos de Pinot Noir brasileiro eu tenho pouco parâmetro, na verdade só o Fortaleza do Seival da Miolo, também produzido na Campanha Gaúcha.

A comparação parece inevitável, mas prefiro não fazê-la até degustar os dois em uma mesma ocasião. Posto aqui quando acontecer!

Salton Volpi Pinot Noir 2009
Região: Campanha Gaúcha (Bagé) - Brasil
Produtor: Vinícola Salton
Importador: -
Teor alcoólico: 13,7%
Casta(s): Pinot Noir
Preço: aprox. R$ 33,00

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Guy Amiot Bourgogne Pinot Noir 2007

Este vinho foi servido juntamente com Riesling, para uma comparação de harmonizações com o mesmo prato. É do mesmo produtor do Crèmant de Bourgogne bebido no início da noite.

Infelizmente não consegui encontrar nenhuma foto da garrafa na internet, então desta vez vai ser sem, mesmo. Caso eu esbarre com alguma imagem - ou algum colega enófilo encontrar me passar - eu posto aqui.

É um Pinot Noir de cor vermelho rubi límpido, brilhante e bem transparente, dando para ver claramente através do vinho.

No nariz se mostrou intenso, com uma fruta vermelha deliciosa, bem fresca, fugindo ao padrão de compota que estou acostumado, e também me pareceu haver algum floral. Outro aroma que tive a impressão de sentir foi baunilha, mas foi inconclusivo.

Na boca se mostrou delicado, de corpo leve e muito fresco. Seco, com ótima acidez e álcool integrado. Taninos leves mas perceptíveis, e persistência média (7-8 segundos) com aroma ressaltando o frutado, definindo para morangos frescos e algum aroma que me lembrou algo lácteo, mas posso estar enganado.

Definitivamente um vinho destes explica porquê a Borgonha é a terra do Pinot Noir. É um exemplar genérico de borgonha tinto, e ainda assim muito mais elegante e equilibrado do que boa parte dos Pinot Noir que bebi da América do Sul, que se mostram muito "over". Vale a pena provar.

Guy Amiot Bourgogne Pinot Noir 2007
Região: Bourgogne AOC (Borgonha) - França.
Produtor: Domaine Amiot Guy et Fils
Importador: Grand Cru
Teor alcoólico: -
Casta(s): Pinot Noir
Preço: R$ 112,00

Domaine Amiot Guy et Fils Crèmant de Bourgogne Brut Rosé

Para abrir a noite do jantar enogastronômico de quarta-feira (21/04), a escolha do celebrado sommelier português José Carlos Santanita foi por um Crèmant de Bourgogne Rosé.

Criada em 1975, esta AOC abrange os espumantes produzidos ao longo de toda a região da Borgonha, mas sempre seguindo critérios de elaboração obrigatórios como rendimento limitado das uvas, colheita manual dos cachos, elaboração somente através do método tradicional (champenoise). Os espumantes rosé elaborados nesta AOC podem ser produzidos com Pinot Noir somente, ou ela acompanhada de uma pequena quantidade de Gamay.

Este exemplar da Domaine Amiot, feito à base de Pinot Noir na região da Côte-de-Beaune, tem uma bela cor rosa, bem clara e delicada, com perlage fino de média persistência.

No nariz apresenta média intensidade, com aromas abundantes de fruta vermelha, destacando morango, e de forma secundária algum aroma de fermento de pão.

Ao provar é seco, embora apresente uma pequena sensação de dulçor (não o suficiente para chamar de meio-seco). A acidez é boa, e o álcool bem equilibrado. Absolutamente nenhum amargor. Ótima espuma na boca, conferindo boa cremosidade e volume, com persistência entre 7-8 segundos. O retro-olfato mais uma vez traz muita riqueza em fruta.

É o tipo de espumante que você pode ficar bebendo a noite (ou dia, ou manhã, ou tarde) inteira, sem enjoar ou querer saber de outra coisa. Não é algo que vai te gerar epifanias, ou uma experiência para lembrar para o resto da vida. Mas é simplesmente delicioso do mesmo jeito.

Os Crèmant de Bourgogne são considerados boas opções para substituir o Champagne, devido à sua boa qualidade, e preço mais baixo. E uma pena que aqui no Brasil, embora mais baratos que os Champagne, eles não sejam aquilo que podemos chamar de vinho acessível.

A Grand Cru traz este exemplar a R$ 119,00 pelo site, e em Salvador ele custa R$ 140,00.

PS: Para quem tem curiosidade e pelo menos arranha um pouco de francês, segue o site oficial do crèmant de bourgogne. Tem algumas informações bacanas:
http://www.cremantdebourgogne.fr/


Domaine Amiot Guy et Fils Crèmant de Bourgogne Brut Rosé
Região: Crémant de Bourgogne AOC (Borgonha) - França
Produtor: Domaine Amiot Guy et Fils
Importador: Grand Cru
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): Pinot Noir
Preço: R$ 119,00 (Grand Cru) - R$ 140,00 (preço em Salvador)

terça-feira, 16 de março de 2010

Fortaleza do Seival Pinor Noir 2008


Hoje finalmente posto o último vinho bebido no jantar deste último sábado (13/03). Como gosto de fazer sempre que posso, resolvi prestigiar a prata da casa, e comprei este Fortaleza do Seival Pinot Noir, um vinho que há algum tempo despertava a minha curiosidade.

Esta curiosidade tem dois motivos: o primeiro é que eu nunca havia provado um Pinot Noir nacional, e queria saber qual era a desta uva chata de cultivar quando plantada em solo brasileiro. Em segundo, porque eu tenho um interesse especial em vinhos produzidos na região da Campanha Gaúcha.

E qual a razão deste interesse, se os grandes produtores nacionais estão na Serra Gaúcha? Primeiramente já faz alguns anos que grandes produtores têm projetos na Campanha. Produtores do calibre de Salton e Miolo.

E eles estão lá porque já reconhecem o potencial da região fronteiriça com o Uruguai, por seu clima mais propício ao cultivo de uvas. O grande pulo do gato da Campanha é o índice pluviométrico mais baixo, de 1370 mm ao ano contra 1870 mm ao ano da Serra. Ainda é muita chuva, mas por sorte os verões da região são quentes e secos, favorecendo o momento crucial de desenvolvimento dos frutos. Por essas e outras a Campanha Gaúcha é tida como uma das bolas da vez para a produção de vinhos de qualidade do Brasil.

Quanto ao Fortaleza do Seival, degustado no Sábado, vamos à sua análise:

Mostrou uma coloração vermelho violácea, límpida e brilhante, de intensidade média - achei que fosse mais clarinho - com lágrimas rápidas, finas, incolores e abundantes.

No nariz tinha boa intensidade, mas simples, com muita fruta vermelha madura. Embora o site da Miolo acuse passagem do vinho por barricas de carvalho americano, não percebi nenhuma nota proveniente do estágio em madeira.

Ao provar, o vinho se mostrou seco e com ótima acidez, integrada com o álcool. Apresentou algum amargor, não sei se provocado pelos taninos da própria uva, ou da barrica. Fora isso, persistência ligeira e corpo leve, como esperado, e retro-olfato igual ao nariz.

Para ser bem honesto, não me decepcionei com este vinho simplesmente porque já não esperava muito dele, a despeito da minha curiosidade com Pinot nacional e a Campanha Gaúcha. É um vinho para beber no dia-a-dia, numa situação de happy hour ou coisa do tipo. Nada de mais.

Fortaleza do Seival Pinor Noir 2008
Região: Campanha Gaúcha (Candiota) - Brasil
Produtor: Miolo Wine Group
Importador: -
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): Pinot Noir
Preço: R$ 34,96