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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

#CBE Rar Gewurztraminer Colezzione 2011



O tema deste mês da Confraria Brasileira de Enoblogs foi "um vinho branco brasileiro de qualquer valor", proposto pela confreira Ju Gonçalves, do blog Vou de Vinho. Sou suspeito para falar, pois se tem um tema do qual sou entusiasta é vinho nacional...se for branco então, melhor ainda!

Confesso que provei alguns exemplares (excelentes, por sinal) que vou postar por aqui nas próximas semanas. Mas minha menina dos olhos acabou sendo este RAR Gewurztraminer Colezzione 2011, elaborado pela Miolo em Campos de Cima da Serra. Um belo vinho de altitude, elaborado com uvas sobremaduras (o que confere dulçor) e parcialmente atingidas pela Botrytis cinerea...sim, essa mesma, o fungo que é estrela dos melhores vinhos doces do mundo.

Visual: Amarelo palha puxando para ouro, ganhando intensidade.

Olfativo: Intenso, exuberante. Traz aroma de fruta ultra madura, lembrando lichia, abacaxi em calda e uma ponta de maracujá. Também traz a nota floral típica da Gewurz. Uma pontinha de mel fecha o conjunto, fazendo lembrar um vinho de colheita tardia..

Gustativo: Que equilíbrio!! Um certo dulçor residual não incomoda, porque tem uma bela acidez pra contrapor. Álcool em seu devido lugar. Macio, untuoso, semi licoroso, mas não tão denso quanto os colheita tardia clássicos. Boa persistência, deixando na boca aquele sabor meio que de compota de fruta. 

Opinião: SEM SOMBRA DE DÚVIDA o melhor Gewurztraminer que eu já bebi do Brasil (quiçá, da América do Sul). E provavelmente um dos melhores vinhos brancos do país, também. Vale demais experimentar. 

Rar Gewurztraminer Colezzione 2011
Região:  Campos de Cima da Serra - RS
Produtor: Miolo Wine Group
Importador: -

Teor alcoólico: 
13% 
Casta(s): 
Gewurztraminer
Preço: 
aprox. R$ 50 (Na vinícola Terranova) - Média de R$ 70,00 no mercado de Salvador.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

#CBE Pérez Cruz Limited Edition Cabernet Franc 2012



O tema de setembro da Confraria Brasileira de Enoblogs, escolhido pelo confrade Felipe, do blog BebadoVinho, foi belo desafio: vinho 100% Cabernet Franc de qualquer país e faixa de preço". Desafio porque é muito difícil encontrar um monovarietal da CF, que geralmente é usada em cortes bordaleses, seja em Bordeaux ou qualquer canto do mundo.

A princípio pensei em dar uma de engraçadinho e pegar um Rosé do Loire, uma vez que não houve restrição a tintos, mas a excelente oferta de rótulos de Salvador me forçou a mudar de ideia rapidinho.

Enfim, acabei esquecendo de comprar o vinho e passei numa delicatessen hoje, onde me bati com este Pérez Cruz Limited Edition, que me convenceu por dois motivos:

1 - Gosto muito dos rótulos que já provei da vinícola.

2 - R$ 88,00 por R$ 59,00. P*** argumento!

E acabei de descobrir no site da vinícola que este rótulo, desta safra, levou 92 pontos no descorchados. Bom!

Bem, olhando agora a ficha técnica, vi que ele não é 100% CF. Na real são 94% CF, 3% Carménère e 3% Petit Verdot. Mas isso já basta pra ser considerado varietal no Chile e no fim das contas, são 6%, pelamordedeus!

O vinho é produzido no Maipo, com uvas colhidas já no mês de abril (pense no amadurecimento!) e maceradas por 27 dias. Passa por 14 meses de estágio em barricas de carvalho francês.

Agora que eu li a ficha técnica enquanto o vinho descansava na taça...vamos à degustação:
Visual: Vermelho Rubi com reflexos violáceos, intenso e brilhante.

Olfativo: Intenso. Aroma mescla frutas vermelhas como morangos com uma compota, lembrando goiabada. Especiarias como pimenta do reino e cravo se integram bem ao conjunto, lembrando aquelas geleias de frutas temperadas. Muito interessante!

Gustativo: É aquele típico vinho sul-americano que se equilibra nos superlativos: acidez bem viva; taninos pegando a gengiva, mas de boa qualidade e sem travar demais; álcool potente e até um pouco quente demais, mas conferindo maciez. Muito, muito persistente na boca: o gosto vai ficar lá mais de meio minuto, sendo que nos primeiros 10 segundos é acompanhado pela percepção do álcool e dos taninos.

Opinião: Tá delicioso e vale os 88 reais. Por 59 é um negócio da China. Dá pra beber já, mas vai se beneficiar muito com o passar dos anos. Se no nariz já tá mostrando tanto resultado assim com 2 anos, imagina só com uns 6...quem quiser provar, pode mandar brasa sem medo.

Pérez Cruz Limited Edition Cabernet Franc 2012
Região: Vale do Maipo - Chile
Produtor: Viña Pérez Cruz
Importador: Carballo Faro
Teor alcoólico: 13,7%
Casta(s): 94% Cabernet Franc - 3% Carménère - 3% Petit Verdot
Preço: R$ 88,00

terça-feira, 2 de setembro de 2014

#CBE Monte del Frá Valpolicella Ripasso 2009


No último mês tive a agradável surpresa de ser indicado a escolher o tema de agosto da Confraria Brasileira de Enoblogs, o que é também uma grande responsabilidade: selecionar algo que instigue os confrades e confreiras. 

E como a Itália é uma terra em que, entre os comuns, o Chianti é rei, decidi dar espaço ao tão injustiçado Valpolicella e suas diversas manifestações. 

Eu mesmo escolhi um Ripasso, versão "bombada" do Valpolicella mais simples, que é acrescida de bagaços de uva utilizados na produção do Amarone e do Recioto para uma refermentação. O resultado é um bocado de comida a mais para as leveduras, o que resulta em mais álcool, taninos e polifenóis que conferem maior complexidade ao vinho. Claro, isso é um resumão da coisa.

O rótulo escolhido por mim foi o Monte del Frá Valpolicella Ripasso 2009, produzido pela Tenuta Lena di Mezzo e importado pela Domno do Brasil. O vinho é elaborado com as castas tradicionais do Valpolicella (Corvina e Corvinone 80% e Rondinella 20%) e passa por 18 em barricas de carvalho francês.

O resultado...?

Vejamos:
Visual: Vermelho rubi intenso.

Olfativo: Intenso no nariz. Senti aromas de frutas vermelhas em geleia e algo de couro.

Gustativo: Potente, com muita percepção de álcool e açúcar residual, como era de se esperar. Taninos bem perceptíveis. Achei que a acidez ficou discreta, podia ser maior para contrabalancear. Persistente e com uma nota de pimenta do reino no retro-olfato. 

Opinião: Não sou lá um grande conhecedor dos Valpolicella, ainda mais dos Ripasso. Mas senti falta daquela cereja azeda que sempre percebi nestes vinhos, bem como um toque meio cozido, lembrando vinho do porto. Enfim, acabou sendo diferente do que eu esperava e, embora R$ 65 esteja barato para um Ripasso della Valpolicella, creio que vale mais a pena gastar o mesmo por um bom Valpolicella clássico ou investir um pouco mais, caso queira partir para os Ripasso. Não compraria de novo.

Em tempo, não quis repetir figurinha, mas volta e meia bebo este Ripasso da Zonin, que já postei aqui no blog há muito tempo. Esse sim vale bem a pena! Segue o link.

Monte del Frá Valpolicella Ripasso 2009
Região: 
Valpolicella Superiore DOC (Veneto) - Itália
Produtor: Tenuta Lena di Mezzo
Importador: Domno do Brasil
Teor alcoólico: 
14%
Casta(s): 
80% Corvina/Corvinone - 20% Rondinella)
Preço: 
R$ 65,00


quinta-feira, 19 de junho de 2014

#CBE Carta Vieja Prestige Chardonnay 2009


Novamente com atraso, posto o vinho do mês passado para a Confraria Brasileira de Enoblogs, cujo tema desta vez foi "Branco Barricado". Incrivelmente consegui comprar um Albariño e um Viognier que pensei equivocadamente terem curto estágio em barricas. Vinhos incríveis (que depois postarei por aqui), mas que não tiveram o tal estágio, por isso não se aplicavam à degustação.

Só para constar e participar, acabei caindo um clichê e comprando um Chardonnay. Sem muitas expectativas. E até certo receio, afinal é de safra 2009. O danado passa 12 meses em barrica de carvalho e o estou degustando neste exato momento. Vejamos o que acho:

Visual: Amarelo intenso e brilhante, quase ouro. Mostra que já tem certa idade.

Olfativo: Aroma intenso que evidencia a longa passagem por barris de Carvalho: coco, baunilha, pão torrado e algo amanteigado. Ao fundo o velho abacaxi em calda. Incrivelmente pareceu inteiro, apesar dos 5 anos.

Gustativo: Corpo médio. O álcool se faz notar, conferindo maciez e um certo calor. A acidez ou já esmaeceu um pouco ou é naturalmente moderada neste vinho, mas ainda se mostra bem viva. Algum amargor no final de boca. Persistência longa, com retro-olfato confirmando as notas de fruta madura/compota e tostados. 

Opinião: Paguei R$ 43 reais neste vinho e não tinha absolutamente NENHUMA expectativa positiva em relação a ele. Comprei só para participar da degustação mesmo. Mas me surpreendeu muito positivamente! Em primeiro lugar, para um branco (desta faixa de preço, especialmente) ele sobreviveu muito bem aos seus 5 anos. Para quem gosta de vinho branco BEM barricado, é um ótimo exemplar. Eu, particularmente, acho que um pouco menos de barrica faria bem a ele. Mas pelo preço, pode comprar na boa. Beber de imediato!


Carta Vieja Prestige Chardonnay 2009
Região: Vale de Casablanca - Chile
Produtor:
 Viña Carta Vieja
Importador: 
Carballo Faro
Teor alcoólico: 
13,5% 
Casta(s): 
Chardonnay

Preço: R$ 43,00


quinta-feira, 20 de março de 2014

#CBE Delas Saint-Espirit Blanc Côtes Du Rhône


Postando atrasado o vinho de fevereiro da Confraria Brasileira de Enoblogs, cujo tema proposto pelo Deco Rossi, do EnoDeco, foi "Pra aproveitar o calor e tentar variar um pouco, vamos com um vinho branco de corte de qualquer faixa de preço".

Em termos de vinhos brancos de corte eu acabo recorrendo muito aos portugueses, sobretudo alentejanos e durienses. Então, pra variar um pouco, resolvi aproveitar e aumentar minha bagagem de brancos franceses com este exemplar do sul do Rhône.

São produzidas anualmente 60 mil garrafas e o vinho é um corte de uvas típicas da região: 70% Grenache Blanc, 10% Bourboulenc, 10% Clairette e 10% Viognier. Segundo o site do produtor o vinho não passa nem por barricas nem por fermentação maloláctica, para manter o frescor.

Visual: Amarelo-palha médio, já tendo adquirido alguma intensidade provavelmente devido ao tempo. Límpido.

Olfativo: Aromas de média intensidade, com pêssego/damasco, leve floral e um quê que lembrou baunilha (a despeito de o vinho não passar por barricas). 

Gustativo: Corpo leve, com acidez já moderada, álcool equilibrado. Persistência média e um quê de maciez, adocicado.

Opinião: É um vinho fácil de beber, com aromas interessantes e ainda vivo apesar de ser 2011. Justamente por isso recomendo consumir imediatamente. Daqui pra frente, creio que ele só deve se manter estável ou perder qualidade.

Delas Saint-Espirit Blanc Côtes Du Rhône
Região: Cotes du Rhône AOC
Produtor: Delas Frères
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): 70% Grenache Blanc, 10% Bourboulenc, 10% Clairette e 10% Viognier
Preço: R$ 75,00 no Mercato Di Vino (Salvador) - R$ 69,00 no site da Grand Cru

sexta-feira, 1 de junho de 2012

#CBE Kasaura Montepulciano d'Abruzzo DOC 2009



Vinho degustado pela Confraria Brasileira de Enoblogs este mês, com a proposta "Montepulciano d'Abruzzo de qualquer faixa de preço", sugerida pelo confrade Cristiano Orlandi, do blog Vivendo Vinhos. Para mim, salvo uma ou outra exceção o Montepulciano d' Abruzzo sempre foi um vinho com perfil mais leve e despretensioso, de aromas bem frutados. Então já fui esperando isso.

Minha escolha foi um tanto aleatória devido à falta de tempo para procurar. Peguei um exemplar de supermercado mesmo, o Kasaura 2009, elaborado pela Fattoria Zaccagnini e trazido para o Brasil pela Ravin. Passa por fermentação durante 10 dias e subsequente estágio em tanques de inox durante 6 meses, além de mais um mês em garrafa antes de ser liberado para o mercado.

Degustação:
Visual: Vermelho-rubi intenso, com lágrimas já sem cor.

Olfativo: Média intensidade, com fruta vermelha: framboesa e cereja. Fora isso, uma leve especiaria.

Gustativo: Corpo leve, com acidez já moderada, sensação de dulçor que confere certa maciez. Álcool e taninos quase imperceptíveis. Persistência curta, em 6 segundos. Sem amargor. Retro-olfato lembra cereja.

Opinião: Um vinho franco e até honesto em qualidade, mas sem maiores atrativos. Aromas ok. Acho que poderia ter uma acidez maior. Por quarenta reais não achei uma boa compra.

Kasaura Montepulciano d'Abruzzo DOC 2009 
Região: Montepulciano d' Abruzzo DOC - Itália
Produtor:  Fattoria Zaccagnini 
Importador: Ravin
Teor alcoólico: 12,5%
Casta(s): Montepulciano
Preço: R$ 40,00 - R$ 50,00

quinta-feira, 17 de maio de 2012

#CBE Adobe Reserva Gewurztraminer 2011


Bem, o planejado para a Confraria Brasileira de Enoblogs era degustar o Coyam, um tinto top da vinícola chilena Emiliana, conhecida por produzir vinhos orgânicos e biodinâmicos. O vinho acabou sendo guardado para uma ocasião futura e eu, sem opção. Até ontem, quando vi este Adobe Gewurztraminer 2011, do mesmo produtor. Então, como quem não tem cão caça com gato, aí vai!

O vinho é elaborado com uvas do Vale de Rapel e apesar de ser um varietal segundo a legislação chilena, tem 15% de Sauvignon Blanc. Passa por um estágio de 4 meses em tanques de inox após a fermentação.

Degustação:
Amarelo-palha claro, com reflexos verdes.

Média intensidade, com aromas predominantemente florais e um leve quê cítrico. Simples.

Corpo leve, com alguma maciez, talvez devido ao álcool (14%), que se faz bem percptível. Acidez correta, refrescante. Persistência ligeira, com leve impressão floral em 5, 6 segundos. Deixa sensação de palato limpo.

Leve e fresco. Ao contrário da maioria dos brancos aromáticos não "perfuma" tanto a boca, sendo mais marcado por refrescância do que permanência em boca. Exceto pelo álcool que sobra um pouco é um vinho correto.

Adobe Reserva Gewurztraminer 2011
Região: Vale de Rapel 
Produtor: Emiliana
Importador: Trop Comércio Exterior LTDA
Teor alcoólico: 14,1%
Casta(s): 85% Gewurztraminer - 15% Sauvignon Blanc
Preço: R$ 35,00

quinta-feira, 1 de março de 2012

#CBE Château Kefraya La Dame Blanche 2008


Este tema foi um dos mais legais que já vi na Confraria Brasileira de Enoblogs: "Quanto mais diferente, incomum, curioso e pitoresco melhor", só isso! O autor? O Claudio Werneck, do Le Vin au Blog.

Bem, foi um desafio e tanto conseguir achar algo inusitado aqui em Salvador, por isso minha escolha recaiu sobre um vinho que não é nem considerado tão exótico: O château kefraya la dame blanche 2008, produzido no Vale de Bekaa, região vitivinícola mais relevante no Líbano.

O vinho não passa por carvalho e é o produto de entrada da vinícola, feito para ser bebido jovem, o que me rendeu certa preocupação.

Degustação:
O vinho tem uma cor amarelo-palha meio pálida, de média intensidade.

No nariz, média intensidade. Salta um aroma cítrico ligeiro, que logo some, dando lugar a um abacaxi em calda, bem cozidão. Soa evoluído.

Na boca, confirma a evolução: Acidez já bem moderada, álcool quase imperceptível. Persistência ligeira (5-6 segundos). Corpo leve. Retro-olfato traz as mesmas notas do nariz, com menor intensidade.

Enfim, comprei de teimoso. O vinho já deu o que tinha que dar há algum tempo. Não está morto, certamente, mas já começou a fase de declínio. Ainda assim, fiquei curioso por beber uma safra mais recente, 2010 ou mais jovem.
 
Château Kefraya La Dame Blanche 2008
Região:
Vale de Bekaa - Líbano
Produtor: Château Kefraya
Importador: Zahil
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): Sauvignon Blanc, Ugni Blanc, Viognier, Clairette e Muscat
Preço: R$ 67,00 (Salvador)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

DFE Clássico Branco 2008 #CBE



Este vinho foi degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs, cujo tema da vez foi Vinho Português de até R$ 150,00. Escolhi este duriense da Douro Family Estates, cujas uvas foram fermentadas por 6 meses em carvalho francês. A perspectiva de guarda dada pelo produtor é de 6 anos.

Degustação:
Amarelo-palha claro, com reflexos verdes, brilhante. Cor surpreendentemente jovem para a idade do vinho.

Média intensidade, com impressão de frescor. Aromas cítricos e fundo mineral. Algo de fruta branca. Levíssimo amanteigado.

Corpo leve, grande acidez, surpreendente para a idade. Álcool equilibrado. Persistência média/ligeira (6/7), com retro-olfato mostrando notas cítricas e aquele amanteigado do nariz. Sem amargor.

Agradável, fresco e ainda pode aguentar algum tempo. Não é notável, mas é um bom vinho, que vale a pena ser bebido.

DFE Clássico Branco 2008
Região: 
Douro DOC (Douro) - Portugal

Produtor: Douro Family Estates
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): Castas típicas do Douro não reveladas pelo produtor.
Preço: Aprox. R$ 60,00

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

#cbe Fleur du Cap Bergkelder Selection Chenin Blanc 2010


Este foi o segundo vinho no final do ano para a Confraria Brasileira de Enoblogs. O tema , também escolhido pelo confrade André Rossi do blog EnoDeco, foi "Vinho branco do novo mundo de uvas que não sejam Chardonnay ou Sauvignon Blanc". Como grande apreciador de vinho branco e uvas "estranhas" eu adorei!

Escolhi um exemplar da região de Stellenbosch, na África do Sul, elaborado com uma casta branca que é, cada vez mais, considerada emblemática no país africano: A Chenin Blanc. Uma parcela de 75% do vinho passa por fermentação em barricas de carvalho americano de segundo e terceiro uso, e os outros 25% são fermentados em inox. Há um estágio de três meses sur lies antes de ser engarrafado.

Degustação:
Amarelo palha claro com reflexos verdes bem nítidos. Limpido.


Intenso, mas elegante. Aromas a pêssego e um toque de baunilha que deve vir da fermentação em barricas. Ao fundo, alguma fruta tropical indefinida que cresce em taça.


Corpo leve, mas macio. Acidez média (mas adequada ao conjunto), álcool um pouco ressaltado, mas que não chega a atrapalhar. Persistência média, em 7 segundos, e o retro-olfato define a tal fruta tropical para maracujá.

 Vinho agradável tanto no nariz quanto na boca. O engraçado que ele começa ressaltando os aromas e aspectos mais "gordos", lembrando o estereótipo do Chardonnay barricado, mas fecha com um quê de um Sauvignon Blanc chileno, com bom frescor e aquele aroma de maracujá. Um vinho gostoso e curioso, que vale a pena provar.


Não deixe de conferir também outros vinhos brancos da Fleur du Cap: o
Fleur du Cap Bergkelder Selection Sauvignon Blanc 2008 e o Fleur du Cap Bergkelder Selection Chardonnay 2009.

Fleur du Cap Bergkelder Selection Chenin Blanc 2010
Região: Stellenbosch - África do Sul
Produtor: Bergkelder - DistellImportador: Casa Flora
Teor alcoólico: 13,5% 
Casta(s): Chenin Blanc 
Preço: R$ 45,00

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

#cbe Freixenet Cordón Rosado Brut


Este espumante foi escolhido para a degustação de um dos dois temas de encerramento do ano na Confraria Brasileira de Enoblogs. A escolha foi feita pelo André Rossi (Deco) do blog Enodeco, e o tema foi "Espumante rosé elaborado pelo método Champenoise, de qualquer procedência e preço". 

Depois de considerar algumas opções nacionais e me deparar com a limitada oferta do triste mercado de vinhos baiano, minha escolha acabou recaindo sobre este Cava rosado da Freixenet, empresa que é um dos medalhões da região espanhola do Penedès no que diz respeito à produção de espumantes. 

Fica a dica às vinícolas e representantes/distribuidores nacionais: O consumidor baiano está aprendendo rapidamente a beber vinho e fugir do "lugar comum do Cabernet Sauvignon". O verão local é mais do que propício ao consumo de brancos/espumantes/rosés. Arrumem pontos de venda fora dos restaurantes, pois queremos consumir estes vinhos em casa também!

Retornando ao Cava, é elaborado com as variedades Trepat e Garnacha (Grenache) e o tempo da segunda fermentação na garrafa é de 12 a 18 meses.

Degustação:
Rosado intenso com reflexos levemente alaranjados. Cor bonita. Perlage fino, intenso e abundante.

Intensidade média, com aroma a fruta vermelha com muito frescor, mas sem definir para alguma fruta específica. Um tempo depois fica com um quê de bala de fruta vermelha.

Corpo leve, com excelente acidez, álcool equilibrado, sem amargor. Perlage muito intenso, dando cremosidade à bebida na boca. Retro-olfato mais intenso que o nariz, revelando mais fruta vermelha, algo de floral e também uma leve nota láctea, lembrando iogurte. Boa persistência, se levarmos em conta sua estrutura, em 7 segundos.

É um espumante equilibrado, fresco, com nariz agradável e melhor ainda na boca. Ótimo para acompanhar entradinhas e canapês e abrir os trabalhos da noite. 

O preço? Bem, fomos bons meninos em 2011 e merecíamos o presente de comprá-lo mais barato. Mas moramos no Brasil (e, mais especificamente, Salvador)... Papai-Noel e preço justo são conceitos que ainda não chegaram a estas praias. Quem sabe na Lapônia?

Em tempo, veja também as degustações do Freixenet Cordón Negro Brut, e Freixenet Carta Nevada Semi Seco.

Freixenet Cordón Negro Brut
Região: Penedès - Espanha
Produtor: Freixenet
Importador: Preebor Company do Brasil
Teor alcoólico: 12%
Casta(s):  Trepat e Garnacha
Preço: aprox. R$ 50,00

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

#CBE Zuccardi Série A Malbec 2010


Vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs, último do ano! (A postagem de dezembro é no primeiro dia de 2012). A proposta desta vez foi "Malbec argentino de até 70 reais", escolhida pelo confrade Silvestre Tavares do blog Vivendo a Vida

Minha opção foi pelo Zuccardi Série A Malbec 2010, um tinto com uvas de diversas procedências em Mendoza: La Consulta, Vista Flores e Agrelo. As uvas foram colhidas manualmente durante as duas primeiras semanas de Abril e foram selecionadas e desengaçadas antes da maceração. 

Maceração a frio por sete dias seguida de fermentação alcoólica a temperaturas de 25 a 27 graus. Maceração pós-fermentativa por 20 dias com remontage e delestage diários. 70% do vinho estagiou em barricas de 1o, 2o e 3o uso por 10 meses.

Degustação:
Vermelho violáceo muito intenso, fechado. Lágrimas abundantes e cheias de cor.

Começa já mostrando aromas com intensidade, mas com a sensação de que pdoe abrir mais. Com fruta vermelha (framboesa, morango), floral e um leve tostado que lembra coco queimado e café.

Encorpado, com algum dulçor, acidez adequada. Álcool  mostra certa sobra (normal para os seus 14,8%), taninos muito presentes, mas macios. Sem amargores. Persistência longa, passa dos 10 segundos, perfumando a boca com muita fruta.

Belo vinho, mas muito novo. Precisa de tempo para aparar arestas, abrir mais aromas, afinar enfim. Mas tem um futuro bonito pela frente, nos próximos 3 a 4 anos.

Zuccardi Série A Malbec 2010
Região: Mendoza (Vista Flores, La Consulta, Agrelo) - Argentina
Produtor: Zuccardi
Importador: Ravin
Teor alcoólico: 14,8%
Casta(s): Malbec
Preço: aprox. R$ 40,00

terça-feira, 1 de novembro de 2011

#cbe Pietro Felice Brut Champenoise



A Confraria Brasileira de Enoblogs parece continuar em ritmo de valorização do produto nacional e tendo em vista o verão que vem se anunciando, o tema da vez foi "Espumante brasileiro elaborado pelo método champenoise", escolhido pelo nosso confrade Gustavo Kauffman, do Enoleigos.

A princípio tinha pensado em degustar algum rótulo rosé, mas acabei me deparando com este vinho, cujo produtor nem conhecia. Comprei com receio, claro. O vinho é elaborado pelo método champenoise, mas na ficha técnica não consta o tempo que estagiou na garrafa. O corte não é o clássico: 80% Chardonnay e 20% Riesling Itálico.

Degustação:

Amarelo-palha médio brilhante, de perlage médio em tamanho e número de bolhas. Podia ser mais abundante.

Intensidade média, com abacaxi em calda, floral e leve fermento de pão ao fundo.

Seco, com perlage médio (mais uma vez, podia ter mais bolhinhas), boa acidez. Corpo médio, com alguma sensação tostada no retro-olfato e cítrico, que combinado ao levíssimo amargor final, lembra casca de laranja. Persistência média, entre 6 e 7 segundos.

É gostoso, mas não sei se vale os quase 50 reais que custa. Existem opções nacionais, feitas tanto por método champenoise quanto charmat, que se mostram mais atraentes por um preço semelhante. Ainda assim, vale provar.


Pietro Felice Brut Champenoise
Região: São Marcos/RS - Serra Gaúcha
Produtor: Irmãos Molon
Importador: -
Teor alcoólico: 11,8% 
Casta(s): 80% Chardonnay - 20% Riesling Itálico
Preço: R$ 48,00

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

#CBE: Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay 2009


O tema proposto para a degustação deste mês na Confraria Brasileira de Enoblogs foi "um vinho branco brasileiro de até R$ 80,00", escolha do Marcelo Di Morais. Na falta de alguma novidade no mercado soteropolitano - aqui parece que tudo chega com certo atraso em termos de vinho - decidi ir em algo que já conheço.

O vinho escolhido foi o Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay 2009, um dos melhores, senão o melhor vinho branco nacional que conheço.  Ele passa por todos aqueles cuidados de elaboração, como seleção dos cachos, maceração e fermentação alcoólica em baixas temperaturas. O final da fermentação já é feito nas barricas francesas e romenas, onde o vinho estagia por 6 meses.

Degustação:

Cor amarelo-palha médio, brilhante.

Intensidade aromática média, com fruta em calda (abacaxi), toque lácteo bem amanteigado e com aroma também a pão tostado. Baunilha. Leve mel ao fundo. Tudo bem harmônico e discreto, sem aromas sobressaindo uns aos outros.

Untuoso, com alguma sensação de dulçor. Acidez correta, e álcool potente. Persistência longa (8+), com retro-olfato retomando as notas lácteas e tostadas. Leve amargor acompanha o final de boca, mas sem chegar a atrapalhar ou constituir defeito.

Como já comentei no começo do post, é um dos melhores, senão o melhor branco nacional que conheço: Talvez empate com mais um Chardonnay nacional de mesma proposta (mais estruturado), e  uns outros dois rótulos de propostas diferentes (frescor e juventude). 

Para quem gosta de Chardonnay parrudo, untuoso, cheio de notas de fruta bem madura mescladas aos aromas de carvalho e fermentação maloláctica, é uma festa!

Pelo preço de 55 reais compete tranquilamente com opções de Chardonnay chileno e argentinos do mesmo preço, o que é uma virtude! Mais caro que isso, no entanto, já dá pra ver opções gringas mais em conta.

Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay 2009
Região: Bento Gonçalves (Vale dos Vinhedos) - Brasil
Produtor: Casa Valduga
Importador: -
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Chardonnay
Preço: R$ 55,00

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Freixenet Cordón Negro Brut #cbe

 
Vinho da degustação realizada pela Confraria Brasileira de Enoblogs, cujo tema do mês foi "espumante Cava de qualquer preço", proposto pelo Daniel Perches, do blog Vinhos de Corte. Curiosamente, postamos sobre o mesmo vinho, então não deixem de dar um pulo lá e conferir a impressão do confrade! (Eu mesmo vou lá ver, assim que acabar de escrever aqui, para não me deixar influenciar).

O Cordón Negro é elaborado com as três castas tradicionais do Cava, a Parellada, Xarel-lo e Macabeo, sem a interferência da Chardonnay, que volta e meia acontece em alguns espumantes do tipo. A primeira fermentação ocorre em tanques de inox em temperaturas controladas (14 a 16 graus), e depois ocorre a segunda fermentação na garrafa, onde o vinho permanece por período entre 18 e 24 meses.

Degustação:
Visual: Amarelo-palha quase incolor, com reflexo verde. Bolhinhas pequenas e médias em abundância. Não chegou a formar uma coroa lá muito persistente de bolhas.

Média intensidade. Sobressai fruta branca (não consegui distinguir) e um cítrico bem refrescante, lembrando zest de limão. Cheirinho leve de pão (mas nada muito tostado) ao fundo, bem discreto.

Seco, com boa cremosidade, espuma bem agradável e abundante na boca. Bela acidez, álcool bem equilibrado, corpo leve/médio. Se mostra mais intenso aqui do que no nariz, ampliando todas as sensações olfativas, e trazendo também um leve toque herbáceo agradável, e algo de maçã verde também. Mais uma vez o aroma pão/fermento complementa o conjunto. Tem boa persistência, em 7-8 segundos.

Bem fresco e equilibrado. Aromas agradáveis e com boa intensidade na boca, tanto do ponto de vista gustativo quanto retro-olfativo. Não é à toa que é um clássico, quando se fala em Cava.

Freixenet Cordón Negro Brut
Região: Penedès - Espanha
Produtor: Freixenet
Importador: Preebor Company do Brasil
Teor alcoólico: 12%
Casta(s):  40% Parellada - 35% Macabeo - 25% Xarel-lo
Preço: R$ 62,90

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Club des Sommeliers Sauvignon Blanc 2010 #CBE


Depois de uns 15 dias sem postar por aqui, por conta de trabalho, volto ao blog, escrevendo tardiamente sobre minha degustação para a Confraria Brasileira de Enoblogs. O tema foi proposto pelo Cristiano Orlandi, do blog Vivendo Vinhos, e foi "vinho comprado em redes de supermercados, com preço até 40 reais".

O vinho que escolhi é importado pela Rede Pão de Açúcar sob o rótulo de Club des Sommeliers, mas é produzido pela Yealands Estate.

Degustação:
Amarelo-palha muito, muito claro, quase incolor com reflexos verdes. Límpido e brilhante.

Intensidade média, não tão exuberante quanto outros SB. Aromas predominantemente vegetais, lembrando pimenta e pimentão verde, com algum cítrico ao fundo.

Corpo levíssimo, com acidez cortante e álcool equilibrado. Na boca é mais perfumado de no nariz, confirmando os aromas, mas com muito mais intensidade. Persistência média/curta, em 6-7 segundos. No fundo de boca lembra aquele maracujá típico dos chilenos, mas nem de longe tão pungente (ainda bem).

Despretensioso, mas gostoso. Bom para almocinhos de fim de semana, acompanhando saladas de folhas verdes, ou vagem torta, por exemplo, ou ainda um bom peixe frito (um bom vermelho).  

Club des Sommeliers Sauvignon Blanc 2010
Região: Marlborough - Nova Zelândia
Produtor: Club des Sommeliers (Yealands Estate)
Importador: Companhia Brasileira de Distribuição (Pão de Açúcar)
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): Sauvignon Blanc
Preço:  R$35,90

quarta-feira, 1 de junho de 2011

#cbe Herdade do Esporão Late Harvest 2008

 
Vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs, anunciado, comprado, degustado e postado a toque de caixa. A proposta desta vez era de um "vinho branco de sobremesa de valor até 100 reais", que muito me interessou, uma vez que já andava com saudade de um bom late harvest.

Este exemplar é um Alentejano da DOC de Reguengos, feito com a uva Sémillon. As uvas colhidas tardiamente foram refrigeradas e prensadas para a fermentação à temperaturas controladas em cubas de inox. O vinho não passa por carvalho.

Degustação:
Amarelo-ouro intenso, límpido e brilhante.

Nariz mostrou média intensidade aromática, mas elegante. Aromas minerais bem evidentes. Fruta seca, e leve cítrico. Fundo de taça de mel e fruta cristalizada.

Dulçor bem contrabalanceado por uma boa acidez, evitando que o vinho seja enjoativo. Bela untuosidade, persistência grande, passando dos 10 segundos, e retro-olfato no qual primeiro sobressai o mineral, e em seguida um aroma de frutas como damasco seco.

Me valeu cada centavo. Tinha o que eu espero de um bom colheita tardia: bela acidez, dulçor sem enjoar, untuosidade, persistência. Os aromas, embora mais discretos que outros exemplares que já provei, são muito elegantes, com destaque para a ótima mineralidade, presente no nariz e na boca!

Herdade do Esporão Late Harvest 2008
Região: Reguengos DOC (Alentejo) - Portugal
Produtor: Herdade do Esporão
Importador: Carballo Faro - Qualimpor
Teor alcoólico: 14,5%
Casta(s): Sémillon

Preço:
R$ 49,90 em Salvador / R$ 79,50 no site da Qualimpor

terça-feira, 1 de março de 2011

#cbe Carmen Classic Gewurztraminer 2009



Este é o vinho degustado pelo Notas Etílicas para a Confraria Brasileira de Enoblogs deste mês, cujo tema foi "Gewruztraminer de qualquer procedência e preço". A escolha do mês foi feita pelo confrade Gil, do blog Vinho Para Todos. Na verdade, minha primeira escolha havia sido o Casa Valduga Premium Gewurztraminer 2010, mas como o vinho estava em falta nas lojas, peguei este Carmen.

Se trata de um exemplar elaborado no Vale Central, que curiosamente não consta no site da vinícola. Segundo o site da importadora, a Mistral, o vinho tem uma parcela minoritária de 13% de Sémillon 

Degustação:
Amarelo-palha claro com reflexos verdes, límpido e brilhante. As lágrimas são rápidas, finas em média quantidade.

No nariz mostra certa exuberância e intensidade, mas menos do que eu esperava para um Gewurztraminer, o que não é necessariamente ruim. Aromas a fruta branca e um floral delicado.

Na boca  mostra corpo médio, com acidez moderada, dulçor acentuado e álcool forte, realçando uma sensação de maciez (e um pouco quente demais a princípio).  Apresenta leve amargor.  Retro-olfato floral e de alguma fruta exótica, que me lembrou rambutão, com persistência média (7 segundos).

O vinho é bom, mas achei que custa muito caro aqui em Salvador: Paguei quase 50 reais., valor alto demais por ele. Na importadora o preço é bem melhor, fica por R$ 29,71. Mais do que justo por este produto!

Carmen Classic Gewurztraminer 2009
Região:  Vale Central - Chile
Produtor:
Viña Carmen
Importador:
Mistral
Teor alcoólico:
13%
Casta(s):
Gewurztraminer
Preço:
R$ 48,90

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

#cbe Clos de Torribas Rosé 2009


Vinho degustado este mês pela confraria brasileira de enoblogs, cujo tema foi "Vinho rosé de até 100 reais. A escolha foi feita pelo "Le Vin ao Blog", com a orientação extra de que o vinho deveria ser preferencialmente bebido "em um final de tarde em um ensolarado dia de verão", sugestão que, infelizmente para mim, não pude seguir. Bebi este vinho no horário de happy hour, umas 19h00, em algum dia da semana passada.

Elaboração:
O site da vinícola Pinord está muito desatualizado, de forma que a última safra deste rosé apresentada lá é a 2006, quando ainda se tratava de um corte Tempranillo com Carignan e Grenache. Hoje este assemblage elaborado na região do Penedès (sim, a mesma do Cava) se internacionalizou, sendo elaborado com 50% de Tempranillo, 25% Syrah e 25% Merlot. 

Degustação:
É um rosé de cor intensa, tendendo ao vermelho rubi, mas bem transparente. Límpido e brilhante. Tem lágrimas rápidas, finas em quantidade média/alta, sem cor.

Possui intensidade média, com aromas bem frescos a fruta vermelha. Muito simples.  Mostra morango, cereja.

Corpo Leve. Tende mais ao seco, ao contrário de alguns exemplares sul-americanos. que bebi, que apresentam dulçor acentuado. Ótima acidez, álcool bem equilibrado. Sem amargor. Persistência média/ligeira (cerca de 6 segundos), com retro-olfato frutado.

Creio que muita gente criticaria este exemplar pela sua persistência ligeira e seus aromas simples e diretos, mas sinceramente, para mim é assim que um rosé deve ser: Seco, fresco, leve e abundante em frutas vermelhas! Muito bom! 

Clos de Torribas Rosé 2009
Região:
Penedès D.O. (Espanha)
Produtor: Bodegas Pinord
Importador: Companhia Brasileira de Distribuição (Pão de Açúcar)
Teor alcoólico:
11,5%
Casta(s):
50% Tempranillo - 25% Syrah - 25% Merlot
Preço:
aprox. R$ 25,00