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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Vega Sauco Piedras Crianza 2006


Vinho elaborado com a "Tinta de Toro", como é chamada a Tempranillo na região espanhola de Toro. Passa por maceração com cascas e sementes e um estágio de 14 meses em barricas de carvalho (70% francês e 30% americano).

Degustação:
Vermelho rubi intenso, com reflexos violáceos. Brilhante.

Intenso, com fruta vermelha exuberante, um tostado bem perceptível mas integrado, que traz especiaria (ênfase em cravo) e leve café.

Corpo médio/forte, com bom volume de boca. Acidez muito viva, e álcool totalmente equilibrado. Taninos bem perceptíveis, que secam a boca, mas não trazem amargor. Persistência longa, de mais de 10 segundos, com retro-olfato confirmando os aromas agradáveis.

No site da importadora está a 49,00 reais, um preço justo. Pelos 35 que eu comprei é uma pechincha! Se achar por este preço, corra e compre!

Vega Sauco Piedras Crianza 2006
Região: D.O. Toro - Espanha
Produtor: Vega Saúco
Importador: Ravin
Teor alcoólico: 14%
Casta(s): Tinta de Toro (Tempranillo)
Preço: R$ 49,00

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Aliança Clássico Tinta Roriz 2005

 
O que me chamou a atenção neste vinho foi a dificuldade em achar exemplares monovarietais de castas portuguesas aqui em Salvador, aliada ao preço convidativo deste exemplar, que custou aproximadamente 25 reais no supermercado Extra.

Não tenho dados sobre a elaboração deste tinto, exceto que é um vinho regional de Beiras, monovarietal de Tinta Roriz (forma como se chama a Tempranillo em algumas regiões de Portugal), e que, segundo o contra-rótulo, estagia em barricas de carvalho (sem especificar tempo).

Degustação:
Vermelho-rubi muito intenso. Lágrimas rápidas, finas e abundantes, com muita cor, a despeito da idade.

No nariz é intenso, com aromas de fruta vermelha em geléia, bem integrada à madeira. Depois de algum tempo em taça surge um aroma que lembra chá preto.

Encorpado, tem certo dulçor, com acidez já moderada pelo tempo, álcool um pouco forte, a princípio, taninos finos, bem sedosos e macios. Persistência de 9 segundos, com retro-olfato de fruta cristalizada, framboesa, cereja.

A despeito do leve desequilíbrio no álcool, é um vinho que entrega muito mais do que os 25 reais cobrados nele, e apesar de já mostrar certa evolução, ainda estava bem inteiro.

Aliança Clássico Tinta Roriz 2005
Região:  Vinho Regional de Beiras - Portugal
Produtor:
Vinícola Aliança
Importador:
Companhia Brasileira de Distribuição (Pão de Açúcar)
Teor alcoólico:
14%
Casta(s):
Tinta Roriz (Tempranillo)
Preço:
aprox. R$ 25,00

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Clos de Torribas Crianza 2006



Mais um produto da Pinord que eu posto por estes dias, este é um tinto do Penedès elaborado totalmente com a casta Tempranillo. Por ser um crianza, é armazenado na vinícola por 2 anos, sendo que pelo menos 6 meses devem ser em barricas de carvalho. Não tenho dados sobre esta safra específica, mas a de 2001 passou por 9 meses em carvalho.

Degustação:
É um tinto de cor vermelho-rubi com intensidade média, límpido e brilhante, já sem reflexos violáceos, denotando certa evolução. Lágrimas rápidas, finas e abundantes, quase sem cor.

Possui boa intensidade aromática, mostrando frutas vermelhas (sem definir para alguma específica no início), com aromas de madeira como a baunilha. Após algum tempo em taça a fruta define para cereja.

Tem corpo médio, com acidez já bem moderada, álcool um pouco forte (mas que some após um tempo em taça), taninos finos e sedosos, leve amargor. Persistência em 8 segundos, com retro-olfato confirmando o nariz.

Se trata de um vinho interessante pelo preço. Tem boa tipicidade, e dificilmente se bebe algo tão bom da Espanha a este preço. Pela relação custo x qualidade, este vinho também concorre com muitos exemplares sul-americanos.

Clos de Torribas Crianza 2006
Região:
D.O. Penedès - Espanha
Produtor: Bodegas Pinord
Importador: Companhia Brasileira de Distribuição (Pão de Açúcar)
Teor alcoólico:
12,5%
Casta(s):
100% Tempranillo
Preço:
R$ 28,78

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Artero Tempranillo 2008



Este é um velho conhecido, e um vinho espanhol que considero um bom custo benefício, além de vir de uma D.O que não achamos com facilidade nas gôndolas de mercados e lojas de vinhos. (Ao menos não em Salvador)

O vinho é vermelho violáceo intenso e brilhante, com lágrimas rápidas, finas e abundantes.
No nariz é intenso, com aromas a frutas vermelhas em geléia (sem distinções), e algo lácteo.

Na boca mostra algum dulçor leve, corpo médio, boa acidez e álcool bem perceptível, mas coerente com a estrutura do vinho. Taninos finos, mas ainda perceptíveis em adstringência. Persistência de 8 segundos e retro-olfato ressaltando a fruta.

Como dito anteriormente, é um bom custo x benefício. Gostoso, macio, aromas agradáveis. Preço camarada.
Artero Tempranillo 2008
Região:
D.O. La Mancha - Espanha
Produtor:
Bodegas Muñoz
Importador:
Decanter
Teor alcoólico:
14%
Casta(s):
Tempranillo
Preço:
R$ 34,20

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Don Román Tinto 2007

Este tinto espanhol da Rioja é provavelmente o vinho de entrada da Unión de Viticultores Riojanos, produtor responsável pelo Marqués de Tomares, também já postado aqui no blog.

Trata-se de um corte de 90% Tempranillo e 10% Graciano, do qual 55% do mosto passa pelo processo de maceração carbônica. O vinho estagia por apenas 3 meses em barricas de carvalho americano, e mais 9 em garrafa antes de ir para o mercado. Segundo a legislação espanhola, o vinho pode ser considerado um varietal de Tempranillo.

Ao analisar visualmente achei estranho, pois o vinho apresenta coloração vermelho rubi intensa, já com reflexos granada, a despeito de ter apenas 3 anos. (Na verdade, 2 de lançado ao mercado). As lágrimas são rápidas, finas e abundantes.

No nariz é intenso, com aroma a frutas vermelhas em compota, couro, algum aroma empireumático que não consegui distinguir no momento e uma ponta perfumada bem leve, lembrando flor, mas que também deixou dúvida.

É um vinho seco, com acidez marcante e álcool sobrando um pouco. Taninos marcando muito a boca, mas sem apresentar amargor, o que confere uma certa rusticidade, mas como aspecto positivo. Corpo médio, com persistência retro-olfativa de cerca de 8 segundos, sendo que a persistência dos taninos na boca continua depois disso, passando dos 10. O retro-olfato amplia o aroma tostado.


Confesso que achei este vinho mais interessante que o seu irmão maior, o Marqués de Tomares. Mas já prometi a um amigo entusiasta deste vinho uma segunda chance a ele, então creio que será uma boa oportunidade para degustar tanto o Marqués quanto o Don Román juntos.


Don Román 2007
Região:
D.O. Rioja - Espanha
Produtor: Unión de Viticultores Riojanos
Importador: Casa Flora
Teor alcoólico:
13%
Casta(s):
90% Tempranillo - 10% Graciano
Preço:
aprox. R$ 35,00
Site da vinícola: http://www.marquesdetomares.com

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Marqués de Tomares Crianza 2006


Este espanhol da Rioja me despertou a curiosidade desde que li uma nota de degustação de um amigo aqui de Salvador, muito ativo nas comunidades de vinho do Orkut, o Ade. Mas não sei por qual motivo, sempre adiei a compra, dando preferência a outras coisas.

Hoje me decidi a levá-lo, não apenas por curiosidade, mas para aumentar um pouco a minha quilometragem etílica de vinhos espanhóis, que é bem baixa, e sobretudo, de vinhos da Rioja. Adquiri a garrafa no Sam's Club, que trabalha com este e muitos outros rótulos da Casa Flora. Inclusive, fica a dica pra quem é de Salvador: O Sam's Club trabalha com alguns vinhos que, aqui em Salvador, só podem ser encontrados lá, e além disso, tem ótimos preços para alguns rótulos.

Trata-se de um vinho de classificação Crianza, o que significa que ele precisa ficar pelo menos dois anos na vinícola, sendo que no mínimo 6 meses deste tempo precisa ser de estágio em madeira. O restante pode ser em tanques de inox ou envelhecimento em garrafa. No caso do Marqués de Tomares Crianza o estágio em barricas foi de 12 meses em carvalho americano.

No exame visual mostrou uma coloração ainda violácea, bem intensa, límpida e brilhante, com lágrimas rápidas, finas, abundantes e incolores.

O nariz é de média intensidade, com aromas do estágio em barricas extremamente perceptíveis, sobretudo na forma de baunilha. Aparecendo de forma secundária, um aroma de fruta vermelha, lembrando cerejas.

Ao provar, a primeira coisa que se destacou foi a acidez. Chegou a incomodar, o que eu acho difícil em um vinho tinto. Já o álcool estava equilibrado. O corpo do vinho é algo entre médio e forte, com taninos bem perceptíveis, com muita adstringência logo após abrir a garrafa (depois deu uma amaciada). A persistência é boa, batendo nos 10 segundos e passando, mas o retro-olfato não rende muito mais do que o aroma de baunilha e até mesmo madeira pura.

A acidez do vinho claramente pede por comida, preferencialmente com alguma gordura. De fato, o meu incômodo com essa acidez diminuiu sensivelmente quando acompanhei a bebida de uma moela ao molho com pão. Não foi nem uma tentativa de harmonização, mas acabou valendo a pena para segurar a onda do vinho.

Valeu a pena beber e conhecer, mas definitivamente não é algo que eu faço questão de ter em casa. Pra quem gosta de vinho com notas de estágio em madeira bem presentes, é um prato cheio, já a mim não agradou tanto. Mas é um vinho certinho sim.

Marqués de Tomares Crianza 2006
Região:
D.O. Rioja - Espanha
Produtor: Unión de Viticultores Riojanos
Importador: Casa Flora
Teor alcoólico:
13,5%
Casta(s):
90% Tempranillo - 7% Mazuelo - 3% Graciano
Preço:
R$ 49,00

segunda-feira, 15 de março de 2010

Herdade do Esporão Monocastas Aragonês 2004


Degustado na noite do último Sábado (13/03) num jantar em família, este vinho faz parte da linha Monocastas, da Herdade do Esporão, cuja proposta, ao que parece, é apresentar ao consumidor as características varietais de cada casta portuguesa separadamente, uma vez que a maior parte dos vinhos portugueses disponíveis no mercado são blends de diversas uvas.

Um detalhe bem bacana sobre ele - atenção, vocês que moram em Salvador - é o seguinte: A importadora que traz os vinhos da Herdade do Esporão em SP é a Qualimpor, e no site deles este mesmo vinho custa R$ 102,50. Acontece que a Carballo Faro, braço de importação própria da Perini, também traz este vinho, diretamente para a Bahia. O preço? R$ 48,00!

O exemplar que eu comprei desta linha é o Aragonês, que na verdade é o nome que dão à espanhola Tempranillo na região do Alentejo. Já na região do Douro, também em Portugal, esta casta é chamada de Tinta Roriz. E ainda na Espanha, há pelo menos mais uns 3 nomes diferentes para esta uva, variando de uma região para outra.

Mas sem mais delongas, vamos à degustação: É um vinho vermelho rubi intenso, brilhante e límpido, com lágrimas rápidas, finas, abundantes e bem vermelhas também.

O aroma se mostrou um pouco fechado a princípio, com geléia de frutas vermelhas e algum aroma que pareceu animal - mas não era couro - além de notas do estágio em madeira, muito leves.

Na boca é seco, com corpo médio, boa acidez, álcool equilibrado e taninos muito presentes. A persistência era média, com retro-olfato carecendo de fruta, a princípio.

Guardamos a garrafa com metade do vinho e abrimos um Pinot Noir - para acompanhar um salmão - e após o jantar, retornamos ao Aragonês, mais ou menos uma hora depois. E para a nossa surpresa a intensidade aromática estava bem melhor, dando espaço a muita fruta na forma daquela geléia já citada.

Na boca o vinho também ganhou: em maciez, com os taninos suavizados e fruta mais intensa deixando o retro-olfato mais agradável.

Foi uma boa compra, mas da próxima vez, com certeza este vinho vai passar uma meia hora no decanter antes de ir para a taça!

Herdade do Esporão Monocastas Aragonês 2004
Região: Vinho Regional Alentejano - Portugal
Produtor: Herdade do Esporão
Importador: Carballo Faro ou Qualimpor
Teor alcoólico: 14%
Casta(s): Aragonês
Preço: R$ 48,00 - R$ 102,50