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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Daimon White Barrel Fermented 2011


Vinho importado pela Adega Tio Sam e que já era meu conhecido. Resolvi comprar uma garrafa essa semana e estou degustando neste exato momento...sabe aquela sensação de "poxa, eu tinha esquecido como esse vinho é bom!"? Pois é, estou vivenciando ela!

Como o nome mesmo diz, trata-se de um branco fermentado em barricas e estagiado por 3 meses. É produzido na região espanhola da Rioja com as uvas Viúra (60%), Malvásia (30%) e Tempranillo Blanco (10%).

Visual: Tem um amarelo-palha de intensidade média, ainda com reflexos esverdeados, apesar da idade.

Olfativo: Média intensidade, evidenciando de cara notas que "denunciam" a fermentação em barricas: um tostado com amanteigado, bem pão com manteiga; baunilha e um fundo de fruta bem madura, como abacaxi em calda ou cristalizado.

Gustativo: Corpo médio, bem macio, com certa sensação de dulçor. Álcool bem equilibrado e acidez moderada. Tem um leve amargor, mas que não atrapalha a prova. Persistência média/alta, confirmando os aromas no retro-olfato e acrescentando uma leve notinha cítrica no fim de boca.

Opinião: Geralmente esse vinho saía por uns R$ 40 na Adega Tio Sam. Comprei ele por R$ 23 (acho que uma promo). Vale tranquilamente os R$ 40 e ainda dá pra achar que fez uma pechincha na boa. Interessante nos aromas e quase sedutor na boca. Tem certa potência e encara bem pratos mais estruturados como um bacalhau na nata ou um molho branco. Se você gosta de vinho branco mesmo no frio, também é ótima pedida! Vá na fé que é muito bom!

Daimon White Barrel Fermented 2011
Região: Rioja - Espanha
Produtor: Bodegas Tobía
Importador: Adega Tio Sam
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): 60% Viúra - 30% Malvásia - 10% Tempranillo Blanco 
Preço: R$ 40 (Adega Tio Sam - Salvador Shopping)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Pittacum 2007



Vinho espanhol que degustei há algum tempo. É da região de Bierzo, feito com a uva típica local: Mencía. Passa por estágio de 8 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Visual: Vermelho violáceo muito intenso, sem transparência.

Olfativo: Intenso, com aroma de fruta escura, notas de café, folhas secas de chá.

Gustativo: Robusto, encorpado. Acidez boa, sem exageros, mas fazendo frente à estrutura do vinho. Álcool pesado, ainda perceptível. Taninos marcando a boca, mas com qualidade, sem amargores desnecessários ou adstringência demasiada, apenas dando impacto. Cheio de sabor, com uma explosão de fruta (que lembra ameixa e ginja) e um quê de erva aromática, notadamente tomilho. Persistência longa, passando dos 10 segundos.

Opinião: É um vinho robusto, ainda muito musculoso, mas com potencial para se tornar elegante com o tempo, quem sabe. Paleta aromática interessante. Apesar dos 6 anos se mostrou não só vivíssimo como novo. Agradável para quem gosta de vinhos encorpados e ideal para acompanhar churrascos ou carnes ensopadas. 

Pittacum 2007
Região: D.O. Bierzo - Espanha
Produtor: Bodegas Terras Gauda
Importador: Carballo Faro
Teor alcoólico: 14%
Casta(s): Mencía
Preço: aprox. R$ 70,00

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ramón Roqueta Garnacha Crianza 2007

Vinho tinto espanhol da região da Catalunha, elaborado com a casta Garnacha (Grenache), com estágio de 6 meses em barricas de carvalho americano. Sem maiores detalhes a respeito dos métodos de produção.

Degustação
Vermelho-rubi com reflexos violáceos, intenso e brilhante.

Intensidade média, algo de fruta escura. Cânfora, especiaria. Leve chocolate.

Corpo médio, com álcool potente, mas no lugar. Grande acidez, taninos com bastante adstringência. A nota de chocolate amplia na boca, bem como um gosto de ameixa. Persistência em 8 segundos.

Vinho gostoso. Vale os  quase 40 reais que teria custado. Ainda rende mais tempo, apesar dos 5 anos que já tem. Raçudo. Pode parecer "difícil" na boca. 

Ramón Roqueta Garnacha Crianza 2007
Região: Catalunya D.O. - Espanha
Produtor: Ramon Roqueta
Importador: Decanter
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s):  Garnacha (Grenache)
Preço: R$ 30,00 a R$ 40,00

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

#cbe Freixenet Cordón Rosado Brut


Este espumante foi escolhido para a degustação de um dos dois temas de encerramento do ano na Confraria Brasileira de Enoblogs. A escolha foi feita pelo André Rossi (Deco) do blog Enodeco, e o tema foi "Espumante rosé elaborado pelo método Champenoise, de qualquer procedência e preço". 

Depois de considerar algumas opções nacionais e me deparar com a limitada oferta do triste mercado de vinhos baiano, minha escolha acabou recaindo sobre este Cava rosado da Freixenet, empresa que é um dos medalhões da região espanhola do Penedès no que diz respeito à produção de espumantes. 

Fica a dica às vinícolas e representantes/distribuidores nacionais: O consumidor baiano está aprendendo rapidamente a beber vinho e fugir do "lugar comum do Cabernet Sauvignon". O verão local é mais do que propício ao consumo de brancos/espumantes/rosés. Arrumem pontos de venda fora dos restaurantes, pois queremos consumir estes vinhos em casa também!

Retornando ao Cava, é elaborado com as variedades Trepat e Garnacha (Grenache) e o tempo da segunda fermentação na garrafa é de 12 a 18 meses.

Degustação:
Rosado intenso com reflexos levemente alaranjados. Cor bonita. Perlage fino, intenso e abundante.

Intensidade média, com aroma a fruta vermelha com muito frescor, mas sem definir para alguma fruta específica. Um tempo depois fica com um quê de bala de fruta vermelha.

Corpo leve, com excelente acidez, álcool equilibrado, sem amargor. Perlage muito intenso, dando cremosidade à bebida na boca. Retro-olfato mais intenso que o nariz, revelando mais fruta vermelha, algo de floral e também uma leve nota láctea, lembrando iogurte. Boa persistência, se levarmos em conta sua estrutura, em 7 segundos.

É um espumante equilibrado, fresco, com nariz agradável e melhor ainda na boca. Ótimo para acompanhar entradinhas e canapês e abrir os trabalhos da noite. 

O preço? Bem, fomos bons meninos em 2011 e merecíamos o presente de comprá-lo mais barato. Mas moramos no Brasil (e, mais especificamente, Salvador)... Papai-Noel e preço justo são conceitos que ainda não chegaram a estas praias. Quem sabe na Lapônia?

Em tempo, veja também as degustações do Freixenet Cordón Negro Brut, e Freixenet Carta Nevada Semi Seco.

Freixenet Cordón Negro Brut
Região: Penedès - Espanha
Produtor: Freixenet
Importador: Preebor Company do Brasil
Teor alcoólico: 12%
Casta(s):  Trepat e Garnacha
Preço: aprox. R$ 50,00

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Vega Sauco Piedras Crianza 2006


Vinho elaborado com a "Tinta de Toro", como é chamada a Tempranillo na região espanhola de Toro. Passa por maceração com cascas e sementes e um estágio de 14 meses em barricas de carvalho (70% francês e 30% americano).

Degustação:
Vermelho rubi intenso, com reflexos violáceos. Brilhante.

Intenso, com fruta vermelha exuberante, um tostado bem perceptível mas integrado, que traz especiaria (ênfase em cravo) e leve café.

Corpo médio/forte, com bom volume de boca. Acidez muito viva, e álcool totalmente equilibrado. Taninos bem perceptíveis, que secam a boca, mas não trazem amargor. Persistência longa, de mais de 10 segundos, com retro-olfato confirmando os aromas agradáveis.

No site da importadora está a 49,00 reais, um preço justo. Pelos 35 que eu comprei é uma pechincha! Se achar por este preço, corra e compre!

Vega Sauco Piedras Crianza 2006
Região: D.O. Toro - Espanha
Produtor: Vega Saúco
Importador: Ravin
Teor alcoólico: 14%
Casta(s): Tinta de Toro (Tempranillo)
Preço: R$ 49,00

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Freixenet Cordón Negro Brut #cbe

 
Vinho da degustação realizada pela Confraria Brasileira de Enoblogs, cujo tema do mês foi "espumante Cava de qualquer preço", proposto pelo Daniel Perches, do blog Vinhos de Corte. Curiosamente, postamos sobre o mesmo vinho, então não deixem de dar um pulo lá e conferir a impressão do confrade! (Eu mesmo vou lá ver, assim que acabar de escrever aqui, para não me deixar influenciar).

O Cordón Negro é elaborado com as três castas tradicionais do Cava, a Parellada, Xarel-lo e Macabeo, sem a interferência da Chardonnay, que volta e meia acontece em alguns espumantes do tipo. A primeira fermentação ocorre em tanques de inox em temperaturas controladas (14 a 16 graus), e depois ocorre a segunda fermentação na garrafa, onde o vinho permanece por período entre 18 e 24 meses.

Degustação:
Visual: Amarelo-palha quase incolor, com reflexo verde. Bolhinhas pequenas e médias em abundância. Não chegou a formar uma coroa lá muito persistente de bolhas.

Média intensidade. Sobressai fruta branca (não consegui distinguir) e um cítrico bem refrescante, lembrando zest de limão. Cheirinho leve de pão (mas nada muito tostado) ao fundo, bem discreto.

Seco, com boa cremosidade, espuma bem agradável e abundante na boca. Bela acidez, álcool bem equilibrado, corpo leve/médio. Se mostra mais intenso aqui do que no nariz, ampliando todas as sensações olfativas, e trazendo também um leve toque herbáceo agradável, e algo de maçã verde também. Mais uma vez o aroma pão/fermento complementa o conjunto. Tem boa persistência, em 7-8 segundos.

Bem fresco e equilibrado. Aromas agradáveis e com boa intensidade na boca, tanto do ponto de vista gustativo quanto retro-olfativo. Não é à toa que é um clássico, quando se fala em Cava.

Freixenet Cordón Negro Brut
Região: Penedès - Espanha
Produtor: Freixenet
Importador: Preebor Company do Brasil
Teor alcoólico: 12%
Casta(s):  40% Parellada - 35% Macabeo - 25% Xarel-lo
Preço: R$ 62,90

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Clos de Torribas Blanc de Blancs 2009


Tenho degustado muitos rótulos da espanhola Pinord, localizada na região do Penedès. O último destes vinhos foi o Clos de Torribas Blanc de Blancs 2009, que, a despeito do nome, que a princípio sugere um espumante pelo "blanc de blancs", na verdade é um vinho branco tranquilo. 

O grande pulo do gato aqui - e que talvez meio que explique o nome - é que este vinho branco é justamente elaborado com um blend das três castas conhecidas no Penedès por darem origem ao seu mais famoso produto: o espumante Cava. Sim, estou falando da Macabeo, da Parellada e da Xarel-lo. Como nunca havia bebido um vinho branco elaborado com estas uvas, fiquei muito curioso!

Degustação:
Tem cor amarelo-palha claro, límpido e brilhante, com lágrimas rápidas e finas, em média quantidade.

Média intensidade aromática, com aroma a fruta branca, cítrico e algo mineral também bem presente.

Levíssimo, acidez cortante, álcool quase imperceptível, frescor ótimo, persistência média/ligeira (6 segundos), com retro-olfato ampliando a mineralidade.

Um vinho leve, correto e gostoso. Os aromas remetem a muito frescor, sobretudo a nota mineral, e a acidez ótima, correspondendo às expectativas geradas no exame olfativo. Um vinho de verão simpático por um ótimo preço!

Clos de Torribas Blanc de Blancs 2009
Região:
D.O. Penedès - Espanha
Produtor: Bodegas Pinord
Importador: Companhia Brasileira de Distribuição (Pão de Açúcar)
Teor alcoólico:
11,5%
Casta(s):
Parellada - Macabeo - Xarel-lo
Preço:
aprox. R$ 25,00

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Perinet Priorat DOQ 2004



O susto...
Este vinho me causou um belo susto esses dias aqui em casa, e me fez abri-lo mais por necessidade do que por vontade. Comprei esta garrafa em uma promoção da Ana Import pela pechincha de 50 reais (custa 215 na importadora, a Península), e na semana passada tive aquela impressão de "vem fácil, vai fácil": A garrafa estava vazando na adega!

Por isso, resolvi abrir logo o vinho, certo de que iríamos encarar a decepção de um vinho totalmente oxidado. Cortei a capsula, e mais um susto, além de totalmente infiltrada, a rolha tinha entrado pelo menos dois dedos pelo gargalo da garrafa. Não consegui nem furar  a rolha com a espiral do saca-rolhas, ela simplesmente escorregou para dentro! 

A degustação...
Passei o conteúdo todo para um decanter, e o aroma invadiu a mesa de jantar. Parecia correto!

Não resisti e servi em uma taça: Cor vermelho-rubi com reflexos violáceos ainda bem intensos para os seis anos e meio do vinho. As lágrimas eram rápidas, finas e muito abundantes e cheias de cor, tingindo a borda da taça toda. Antes, ao passar para o decanter, pude notar que o vinho apresentava sedimentos.

No nariz, a primeira coisa que chamou a atenção foi a intensidade aromática: MUITO INTENSO (primeira vez que digo isso em caixa alta e negrito neste blog). A segunda coisa que me chamou a atenção?! Estava vivo! Nenhuma nota oxidativa!

No início, os brutais 15% de álcool atrapalharam a prova ao aproximar a taça do nariz, mas o decanter ajudou muito neste quesito, em médio prazo. Muita fruta (cereja, ameixa e figo em calda) junto a um floral bem elegante e especiaria (cravo). Também alguns aromas do estágio em madeira, como café e defumado.

Na boca era encorpado, macio, com acidez correta, mas álcool muito, muito forte. Taninos macios, e aveludado, álcool, persistência absurda, passando de 1 minuto!! E mais álcool! Retro-olfato confirmou a complexidade do nariz.

Uma pausa para dados técnicos...
Elaborado na região do Priorato (localizada na Catalunha), este vinho vem de plantas tanto jovens (com 6 a 8 anos de idade), quanto antigas (35 a 80 anos). É um blend de 45% Cariñena, 35% Garnacha, 10% Cabernet Sauvignon, 7% Merlot e 3% Syrah. Segundo a ficha técnica, a safra de 2004 foi considerada excepcional, o que eu confirmei pela tabela de safras da Mistral.

Teve colheita selecionada manual no vinhedo durante a colheita, que ocorreu entre o fim de setembro e o começo de novembro, e seleção dupla (de cachos e depois de frutos após o desengace) em mesas.

Passou por fermentação a 25 graus celsius durante 18 a 22 dias, com pigeage e maceração adequadas a cada variedade. O vinho estagiou sur lies por 15 meses em barricas de carvalho francês de 300 e 400 litros, com fermentação maloláctica. Foi clarificado com claras de ovo, e não foi filtrado (o que se evidencia pelos sedimentos).

Um parecer final...
Bem, este foi o meu primeiro Priorato, e a primeira vez a gente nunca esquece! De fato não é um vinho de dia a dia, tanto pelo preço quanto pela qualidade e estrutura. Já mostrou certa complexidade com 6 anos, e também muita força pra atravessar ainda alguns anos. 

Senti pena de tê-lo bebido tão novo, pois estava com muitas arestas para aparar, sobretudo no que diz respeito ao álcool. Mas com a rolha infiltrada do jeito que estava, não tinha jeito. E por outro lado, me senti muito grato por, mesmo no estado em que a garrafa estava, o vinho ter se mantido inteiro!

Conseguiu tornar uma sexta-feira qualquer em um dia especial!

Perinet Priorat DOQ 2004
Região:  Priorat DOQ - Espanha
Produtor:
Mas Perinet
Importador:
Península
Teor alcoólico:
15%
Casta(s):
45% Cariñena - 35% Garnacha - 10% Cabernet Sauvignon - 7% Merlot - 3% Syrah
Preço: R$ 215,00

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Clos de Torribas Crianza 2006



Mais um produto da Pinord que eu posto por estes dias, este é um tinto do Penedès elaborado totalmente com a casta Tempranillo. Por ser um crianza, é armazenado na vinícola por 2 anos, sendo que pelo menos 6 meses devem ser em barricas de carvalho. Não tenho dados sobre esta safra específica, mas a de 2001 passou por 9 meses em carvalho.

Degustação:
É um tinto de cor vermelho-rubi com intensidade média, límpido e brilhante, já sem reflexos violáceos, denotando certa evolução. Lágrimas rápidas, finas e abundantes, quase sem cor.

Possui boa intensidade aromática, mostrando frutas vermelhas (sem definir para alguma específica no início), com aromas de madeira como a baunilha. Após algum tempo em taça a fruta define para cereja.

Tem corpo médio, com acidez já bem moderada, álcool um pouco forte (mas que some após um tempo em taça), taninos finos e sedosos, leve amargor. Persistência em 8 segundos, com retro-olfato confirmando o nariz.

Se trata de um vinho interessante pelo preço. Tem boa tipicidade, e dificilmente se bebe algo tão bom da Espanha a este preço. Pela relação custo x qualidade, este vinho também concorre com muitos exemplares sul-americanos.

Clos de Torribas Crianza 2006
Região:
D.O. Penedès - Espanha
Produtor: Bodegas Pinord
Importador: Companhia Brasileira de Distribuição (Pão de Açúcar)
Teor alcoólico:
12,5%
Casta(s):
100% Tempranillo
Preço:
R$ 28,78

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

#cbe Clos de Torribas Rosé 2009


Vinho degustado este mês pela confraria brasileira de enoblogs, cujo tema foi "Vinho rosé de até 100 reais. A escolha foi feita pelo "Le Vin ao Blog", com a orientação extra de que o vinho deveria ser preferencialmente bebido "em um final de tarde em um ensolarado dia de verão", sugestão que, infelizmente para mim, não pude seguir. Bebi este vinho no horário de happy hour, umas 19h00, em algum dia da semana passada.

Elaboração:
O site da vinícola Pinord está muito desatualizado, de forma que a última safra deste rosé apresentada lá é a 2006, quando ainda se tratava de um corte Tempranillo com Carignan e Grenache. Hoje este assemblage elaborado na região do Penedès (sim, a mesma do Cava) se internacionalizou, sendo elaborado com 50% de Tempranillo, 25% Syrah e 25% Merlot. 

Degustação:
É um rosé de cor intensa, tendendo ao vermelho rubi, mas bem transparente. Límpido e brilhante. Tem lágrimas rápidas, finas em quantidade média/alta, sem cor.

Possui intensidade média, com aromas bem frescos a fruta vermelha. Muito simples.  Mostra morango, cereja.

Corpo Leve. Tende mais ao seco, ao contrário de alguns exemplares sul-americanos. que bebi, que apresentam dulçor acentuado. Ótima acidez, álcool bem equilibrado. Sem amargor. Persistência média/ligeira (cerca de 6 segundos), com retro-olfato frutado.

Creio que muita gente criticaria este exemplar pela sua persistência ligeira e seus aromas simples e diretos, mas sinceramente, para mim é assim que um rosé deve ser: Seco, fresco, leve e abundante em frutas vermelhas! Muito bom! 

Clos de Torribas Rosé 2009
Região:
Penedès D.O. (Espanha)
Produtor: Bodegas Pinord
Importador: Companhia Brasileira de Distribuição (Pão de Açúcar)
Teor alcoólico:
11,5%
Casta(s):
50% Tempranillo - 25% Syrah - 25% Merlot
Preço:
aprox. R$ 25,00

sábado, 15 de janeiro de 2011

Freixenet Carta Nevada Semi Seco


Esta é a versão demi-sec da linha básica da Freixenet, uma das marcas mais conhecidas de produtores de Cava, o famoso espumante elaborado na região do Penedès, Espanha. É um espumante simples, mas que vale a pena!

Elaboração:
Este vinho é elaborado no Penedès com as três uvas autóctones tradicionais do Cava em quantidades iguais, a saber, Parellada, Xarel-lo e Macabeo. O vinho passa pela primeira fermentação em tanques de inox durante 10 a 12 dias, e depois é engarrafado, para receber a segunda fermentação pelo método tradicional

O vinho passa entre 12 e 18 meses em fermentação na garrafa. O licor de expedição adicionado ao final do processo é feito com o mesmo vinho do Cava, mas com estágio de 12 meses em barricas de carvalho.

Degustação:
É um Cava amarelo-palha claro, com reflexos verdes, perlage fino e de média intensidade e persistência.

Mostra aromas delicados de fruta cítrica, e florais. Após algum tempo é possível perceber leve fermento.
O açúcar residual é bem perceptível, mas sem se fazer enjoativo devido à boa acidez do Cava. Boa espuma, com cremosidade, persistência média (7-8 segundos) e retro-olfato lembrando levemente coco e abacaxi.

É um espumante bem leve, fresco e despretensioso. Uma boa opção aos que têm algum preconceito com espumantes demi-sec, pois este passa longe de ser enjoativo. Pelo contrário, é um daqueles que você consegue ficar bebendo sem parar.

Freixenet Carta Nevada Semi Seco
Região:
D.O. Cava (Penedès) - Espanha
Produtor: Freixenet
Importador: First S.A. - Preebor Company do Brasil
Teor alcoólico:
12%
Casta(s):
33,3% Macabeo - 33,3% Parellada - 33,3% Xarel-lo
Preço:
aprox. R$ 55,00

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Pionero Mundi Albariño 2009


Primeiro Albariño de Rias Baixas que eu posto por aqui, e acho que é até o primeiro "Alvarinho" que eu posto no blog!

Mostra cor amarelo-palha com reflexos verdes, lágrimas rápidas finas e esparsas.

No nariz, aroma de média intensidade, com cítricos, fruta branca (lembra pêssego) e alguma mineralidade.

Na boca, boa acidez, mas nada extremo quanto se vê nos Alvarinhos de vinhos verdes, um leve dulçor acompanha, conferindo certa untuosidade. Álcool equilibrado, corpo médio, 7 segundos de persistência com retro-olfato confirmando.

Um vinho agradável para o verão de matar que está chegando por aí! 

Catamayor Reserva de la Familia Sauvignon Blanc 2008
Região: Rias Baixas - Espanha
Produtor: Viña Almirante
Importador: (a conferir)
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): Albariño
Preço: R$54,90

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Protos Verdejo 2008


Um branco muito refrescante e gostoso que provei outro dia, este Protos é elaborado com a casta Verdejo na D.O de Rueda, localizada na região de Castilla y León, que por sua vez é fronteiriça com Portugal (mais especificamente, o Douro). A D.O em si é conhecida justamente pelos brancos elaborados com esta casta, da qual este foi um belo primeiro exemplar para mim.

O vinho tem perfil bem fresco, não passa por carvalho e passou por maceração e fermentação a temperatura controlada de 14 graus celsius.

Na análise visual, se mostrou amarelo-palha de média intensidade e brilhante, com reflexos verdes, e lágrimas rápidas, finas e abundantes.


No nariz, intensidade média, com aroma predominante a frutas cítricas e algo de fruta branca. Singelo, mas gostoso, sem exageros em exuberância.

Ao provar, mostrou corpo levíssimo, com acidez marcante, álcool no lugar, persistência média (7-8 segundos), sem amargor algum. Retro-olfato traz aromas nítidos de maracujá, e um leve mineral, lembrando pedra molhada no final de boca.

Um vinho delicioso para dias quentes, que lembra um sauvignon blanc, mas talvez mais delicado e sem exageros. Revela na boca nuances que não consegui perceber no nariz. O finalzinho mineral bem leve é o grande toque deste vinho.


Aproveite que o verão vai chegar, e compre um para o almoço de domingo!

Protos Verdejo 2008
Região: D.O. Rueda (Castilla y León) - Espanha
Produtor:
Bodegas Protos
Importador:
Península
Teor alcoólico:
13%
Casta(s):
Verdejo
Preço:
R$ 51,00

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Artero Tempranillo 2008



Este é um velho conhecido, e um vinho espanhol que considero um bom custo benefício, além de vir de uma D.O que não achamos com facilidade nas gôndolas de mercados e lojas de vinhos. (Ao menos não em Salvador)

O vinho é vermelho violáceo intenso e brilhante, com lágrimas rápidas, finas e abundantes.
No nariz é intenso, com aromas a frutas vermelhas em geléia (sem distinções), e algo lácteo.

Na boca mostra algum dulçor leve, corpo médio, boa acidez e álcool bem perceptível, mas coerente com a estrutura do vinho. Taninos finos, mas ainda perceptíveis em adstringência. Persistência de 8 segundos e retro-olfato ressaltando a fruta.

Como dito anteriormente, é um bom custo x benefício. Gostoso, macio, aromas agradáveis. Preço camarada.
Artero Tempranillo 2008
Região:
D.O. La Mancha - Espanha
Produtor:
Bodegas Muñoz
Importador:
Decanter
Teor alcoólico:
14%
Casta(s):
Tempranillo
Preço:
R$ 34,20

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Artero Macabeo 2008

Este é um exemplo de vinho branco espanhol simples e acessível, mas muito agradável. Bom para situações cotidianas, como o almoço do domingo, jogar conversa fora no happy hour de quinta feira, para beber na praia, ou abrir os trabalhos em um jantar.

Oriundo da D.O. La Mancha, este Artero é elaborado com 100% de Macabeo(também conhecida como Viura), uma das castas brancas autorizadas na região, além da autóctone Airén e das francesas Sauvignon Blanc e Chardonnay. E caso ainda não tenham notado, esta Macabeo é a mesma utilizada na elaboração dos Cavas, belos espumantes da região do Penedès.

O vinho é amarelo palha claro, com reflexos verdes e lágrimas rápidas, finas e abundantes.

No nariz, começa com baixa intensidade crescendo em taça até chegar em um médio/baixo. O aroma é predominantemente frutado, com pêssegos e maçã verde. Também é perceptível discreto aroma floral.

Ao provar é macio, com boa acidez, álcool bem equilibrado, corpo leve, persistência curta (máx. 6 segundos) e retro-olfato apenas confirmando as impressões olfativas. Não apresenta nenhum amargor.

É um vinho bem básico, e que deve ser muito barato na Espanha. Mas não faz feio no dia-a-dia, sendo fácil de beber. Apesar de ter apresentado bom frescor e estado de conservação, gostaria de provar uma safra mais nova, pois tenho certeza de que teria se saído ainda melhor.

Artero Macabeo 2008
Região:
D.O. La Mancha - Espanha
Produtor:
Bodegas Muñoz
Importador:
Decanter
Teor alcoólico:
12,5%
Casta(s):
Macabeo
Preço:
R$ 34,20

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Cava Cristalino Brut

Um espumante bacana para abrir os trabalhos em um jantar feito em casa, ou receber os amigos para o happy hour de quinta-feira. Simples e despretensioso, mas bem feito e com ótimo custo x benefício. Aqui em Salvador custa R$ 32,00, pela importação própria da Perini.

É um cava de cor amarelo-palha de média intensidade, com perlage fino, lento e em média quantidade.

No nariz, também de intensidade média, são perceptíveis os aromas cítricos, de abacaxi, e também um leve aroma lácteo.

Se mostra seco, com ótima acidez, álcool equilibrado, e não apresenta amargor. A espuma é fina e cremosa, mas podia apresentar mais persistência na boca. O retro-olfato mostra os mesmos aromas do nariz, em uma persistência razoável, de 7 a 8 segundos.

Pelo preço, como eu disse, é das melhores opções em espumantes, para acompanhar alguns acepipes e receber os amigos em casa. É uma alternativa para ter sempre uma ou duas garrafas prontas na geladeira!

Cava Cristalino Brut
Região:
D.O. Cava (Penedès) - Espanha
Produtor: Jaume Serra
Importador: Carballo Faro
Teor alcoólico:
11,5%
Casta(s):
50% Macabeo - 25% Parellada - 25% Xarel-lo
Preço:
R$ 32,00


sexta-feira, 28 de maio de 2010

Don Román Tinto 2007

Este tinto espanhol da Rioja é provavelmente o vinho de entrada da Unión de Viticultores Riojanos, produtor responsável pelo Marqués de Tomares, também já postado aqui no blog.

Trata-se de um corte de 90% Tempranillo e 10% Graciano, do qual 55% do mosto passa pelo processo de maceração carbônica. O vinho estagia por apenas 3 meses em barricas de carvalho americano, e mais 9 em garrafa antes de ir para o mercado. Segundo a legislação espanhola, o vinho pode ser considerado um varietal de Tempranillo.

Ao analisar visualmente achei estranho, pois o vinho apresenta coloração vermelho rubi intensa, já com reflexos granada, a despeito de ter apenas 3 anos. (Na verdade, 2 de lançado ao mercado). As lágrimas são rápidas, finas e abundantes.

No nariz é intenso, com aroma a frutas vermelhas em compota, couro, algum aroma empireumático que não consegui distinguir no momento e uma ponta perfumada bem leve, lembrando flor, mas que também deixou dúvida.

É um vinho seco, com acidez marcante e álcool sobrando um pouco. Taninos marcando muito a boca, mas sem apresentar amargor, o que confere uma certa rusticidade, mas como aspecto positivo. Corpo médio, com persistência retro-olfativa de cerca de 8 segundos, sendo que a persistência dos taninos na boca continua depois disso, passando dos 10. O retro-olfato amplia o aroma tostado.


Confesso que achei este vinho mais interessante que o seu irmão maior, o Marqués de Tomares. Mas já prometi a um amigo entusiasta deste vinho uma segunda chance a ele, então creio que será uma boa oportunidade para degustar tanto o Marqués quanto o Don Román juntos.


Don Román 2007
Região:
D.O. Rioja - Espanha
Produtor: Unión de Viticultores Riojanos
Importador: Casa Flora
Teor alcoólico:
13%
Casta(s):
90% Tempranillo - 10% Graciano
Preço:
aprox. R$ 35,00
Site da vinícola: http://www.marquesdetomares.com

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Marqués de Tomares Crianza 2006


Este espanhol da Rioja me despertou a curiosidade desde que li uma nota de degustação de um amigo aqui de Salvador, muito ativo nas comunidades de vinho do Orkut, o Ade. Mas não sei por qual motivo, sempre adiei a compra, dando preferência a outras coisas.

Hoje me decidi a levá-lo, não apenas por curiosidade, mas para aumentar um pouco a minha quilometragem etílica de vinhos espanhóis, que é bem baixa, e sobretudo, de vinhos da Rioja. Adquiri a garrafa no Sam's Club, que trabalha com este e muitos outros rótulos da Casa Flora. Inclusive, fica a dica pra quem é de Salvador: O Sam's Club trabalha com alguns vinhos que, aqui em Salvador, só podem ser encontrados lá, e além disso, tem ótimos preços para alguns rótulos.

Trata-se de um vinho de classificação Crianza, o que significa que ele precisa ficar pelo menos dois anos na vinícola, sendo que no mínimo 6 meses deste tempo precisa ser de estágio em madeira. O restante pode ser em tanques de inox ou envelhecimento em garrafa. No caso do Marqués de Tomares Crianza o estágio em barricas foi de 12 meses em carvalho americano.

No exame visual mostrou uma coloração ainda violácea, bem intensa, límpida e brilhante, com lágrimas rápidas, finas, abundantes e incolores.

O nariz é de média intensidade, com aromas do estágio em barricas extremamente perceptíveis, sobretudo na forma de baunilha. Aparecendo de forma secundária, um aroma de fruta vermelha, lembrando cerejas.

Ao provar, a primeira coisa que se destacou foi a acidez. Chegou a incomodar, o que eu acho difícil em um vinho tinto. Já o álcool estava equilibrado. O corpo do vinho é algo entre médio e forte, com taninos bem perceptíveis, com muita adstringência logo após abrir a garrafa (depois deu uma amaciada). A persistência é boa, batendo nos 10 segundos e passando, mas o retro-olfato não rende muito mais do que o aroma de baunilha e até mesmo madeira pura.

A acidez do vinho claramente pede por comida, preferencialmente com alguma gordura. De fato, o meu incômodo com essa acidez diminuiu sensivelmente quando acompanhei a bebida de uma moela ao molho com pão. Não foi nem uma tentativa de harmonização, mas acabou valendo a pena para segurar a onda do vinho.

Valeu a pena beber e conhecer, mas definitivamente não é algo que eu faço questão de ter em casa. Pra quem gosta de vinho com notas de estágio em madeira bem presentes, é um prato cheio, já a mim não agradou tanto. Mas é um vinho certinho sim.

Marqués de Tomares Crianza 2006
Região:
D.O. Rioja - Espanha
Produtor: Unión de Viticultores Riojanos
Importador: Casa Flora
Teor alcoólico:
13,5%
Casta(s):
90% Tempranillo - 7% Mazuelo - 3% Graciano
Preço:
R$ 49,00

terça-feira, 6 de abril de 2010

Cava Codorníu Selección Raventós

Esta garrafa foi um presente de aniversário meu para a minha irmã, e também foi bebida no feriado da sexta-feira (02/04), mas já no final da tarde, depois do almoço e de uma bela pausa para um cochilo.

Surpreendentemente o vinho acompanhou um...jogo de banco imobiliário! Sim, resolvemos fazer um começo de noite de diversões em família, acompanhado de vinhos. A princípio fiquei receoso em distribuir as atenções entre jogo e vinho, mas esta cava se mostrou bem adequada a momentos despretensiosos!

Trata-se de um cava com corte menos ortodoxo, no qual 50% de castas autóctones (Xarel-lo e Macabeo) dividem espaço com 50% da francesa Chardonnay.

A cor é amarelo-palha, com perlagem fina, rápida e bem abundante.

No nariz se mostrou intenso, com aromas frutados predominantes, dos quais destaco os cítricos.

Também havia, de forma secundária, aromas tostados como açúcar queimado e de fermento de pão também (dos quais talvez eu esperasse maior intensidade). Ao provar mostrou-se bem seca, com ótima acidez, bom equilíbrio do álcool e nenhum amargor. Corpo médio, com espuma conferindo ótima cremosidade, abundante e persistente. Persistência média (6-7s) e retro-olfato mais puxado pras frutas cítricas do que tostados, reafirmando o perfil de frescor.

Confesso que me surpreendeu, talvez por eu ter esperado um pouco mais de corpo, estrutura. Mas não foi, de forma alguma, uma surpresa negativa. Combinou muito mais com a ocasião na qual foi bebida, e o equilíbrio e frescor desta cava compensaram qualquer outra expectativa que eu tivesse. Acho que dei um bom presente!

Cava Codorníu Selección Raventós
Região:
D.O. Cava (Penedès) - Espanha
Produtor: Codorníu
Importador: Interfood
Teor alcoólico:
11,5%
Casta(s):
50% Macabeo/Xarel-lo - 50% Chardonnay
Preço:
R$ 62,00