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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Dr. L Riesling Dry 2012



Vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs, cujo tema do mês foi "vinho da casta Riesling de qualquer região e faixa de preço", sugerido pela confreira Evelyn Fligeri do blog Taças e Rolhas. Particularmente, adorei o tema, pois sou fã de vinhos brancos e um grande curioso pela riesling.

Escolhi um exemplar seco e bem simples, que apesar de fazer parte da linha de entrada do produtor, é um vinho muito bem feito. Confira a nota de degustação:

Visual: Amarelo muito claro com reflexos verdes.

Olfativo: Média intensidade, com os aromas de casca de cítricos (lima da pérsia/limão) em primeiro plano. Leve nota mineral. 

Gustativo: Corpo leve, excelente acidez, álcool quase imperceptível, leve sensação de dulçor. Perfuma a boca com o aroma cítrico e levemente floral. Média persistência. 

Opinião: Muito refrescante e equilibrado na boca. Aromas agradáveis, embora eu tenha sentido falta de uma mineralidade mais marcante. Excelente companhia para comida japonesa. Apesar de toda a qualidade, infelizmente é um vinho pouco acessível para um exemplar de linha de entrada, sem grande complexidade. É um problema dos vinhos alemães aqui no Brasil...

Dr. L Riesling Dry 2012
Região: Mosel - Alemanha
Produtor: Dr. Loosen
Importador: Inovini
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): Riesling
Preço: R$ 75,00 (Bistrô du Vin)


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Angove Long Row Riesling 2008



Este Riesling australiano foi bebido na semana passada e agradou a todos aqui em casa. É uma pena que seja tão difícil encontrar rótulos desta casta aqui em Salvador a preços acessíveis, pois ela dá origem a vinhos brancos deliciosos! A linha Long Row produz alguns dos vinhos básicos da Angove, pelo que pude ver. São feitos para serem bebidos jovens dando ênfase ao frescor.

Elaboração:
Feito no Sul da Austrália, este Riesling é um blend elaborado com uvas dos vinhedos da Angove em Riverland (Nanya Vineyard) e Clare Valley. É fermentado em tanques de inox a baixas temperaturas.

Degustação:
O vinho é amarelo-palha com reflexos verdes, límpido e brilhante. As lágrimas são rápidas, finas e esparsas.

Tem aromas intensos, com muita mineralidade (lembrou pedra molhada, de rio, e também querosene), e também algo de cítrico. Muito agradável. 

Na boca é seco, com acidez muito viva, corpo leve e álcool bem balanceado. Não apresentou nenhum amargor. Tem persistência média (7 segundos), com retro-olfato confirmando as notas minerais, ampliando o cítrico e revelando uma leve nota floral.

Delicioso! Não sei se a sensação se amplifica devido ao fato de eu não beber Riesling com a frequência que gostaria, mas adorei este vinho. Não é um daqueles Rieslings encorpados, longevos, e sim um exemplar, como eu dissse no início, que prima pelo frescor e juventude. As notas minerais e sua maravilhosa acidez o tornam uma excelente opção para refrescar este verão soteropolitano!

Angove Long Row Riesling 2008
Região: South Australia - Austrália
Produtor: Angove
Importador: Real Comercial Ltda
Teor alcoólico: 12,5%
Casta(s): Riesling
Preço: R$ 55,00

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Fritz Haag Trocken 2007

Para mim, este vinho foi a bola da vez no jantar de quarta-feira! Mas eu sou suspeito, pois mesmo com a minha pouca experiência com a uva, já adoro Riesling, e a coloco seguramente como uma das minhas uvas brancas preferidas (e na verdade, uma das preferidas no geral também).

Elaborado na região do Mosel, na Alemanha, este Riesling recebeu 90 pontos do Parker segundo o site da Grand Cru, que o importa. Não que eu ache a nota do Parker um fator determinante para a compra de um vinho, mas sem dúvidas ele entende muito do assunto, do contrário não estaria onde está hoje (nem ele nem a equipe que avalia vinhos pela Wine Advocate, que acabam assinados como se tivessem nota do Parker em pessoa).

Logo, pode não ser uma opinião definitiva sobre vinhos, mas também não vejo motivo para ser uma opinião ignorada... Acho que falar mal do Parker está tão na moda quanto os vinhos 90+ dele.

Mas, notas do Parker à parte, vamos ao vinho, que tem cor amarelo-palha clara, é límpido e brilhante com algumas lágrimas lentas e espessas.

No nariz é bem intenso, com presença marcante do aroma mineral de pedra de isqueiro característico da Riesling, acompanhado pelo frescor delicioso do aroma de maçã verde. Procurei algum floral mas não achei.

O frescor se confirmou na boca, com um vinho seco, de corpo médio, acidez muito viva, álcool no lugar, e uma leve sensação de agulha no início, semelhante a de alguns vinhos verdes. Muito fragrante, com retro-olfato ampliando a fruta e persistência média (7-8 segundos).

Gostaria muito de conseguir beber mais Rieslings alemães (e/ou Alsacianos), mas infelizmente, o preço acaba sendo meio proibitivo. Este exemplar delicioso é vendido a R$ 94,00 no site da Grand Cru, e a R$ 121,50 na Casa dos Vinhos em Salvador.

Para mim, só mesmo em uma data especial, ou em algum evento enogastronômico para beber um vinho destes.

PS: Vai levar um marcador "Mais de R$ 100", me baseando no fato de que deve custar mais de R$ 100,00 em qualquer loja que não seja a matriz da Grand Cru.

Fritz Haag Trocken 2007

Região: Mosel - Alemanha
Produtor: Fritz Haag
Importador: Grand Cru
Teor alcoólico: 11%
Casta(s): Riesling
Preço: R$ 94,00 (Grand Cru) - R$ 121,50 (Casa dos Vinhos)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Cono Sur Bicicleta Riesling 2006

A bola da vez de hoje foi este Riesling chileno com o simpático rótulo da bicicletinha, produzido pela Cono Sur, uma subsidiária da gigantesca Concha y Toro.

O vinho é feito no Vale de Bio Bio, atualmente a região vinícola mais ao sul do Chile, caracterizada por suas temperaturas baixas (média de 13 a 14º) e grande amplitude térmica, o que favorece a produção de uvas de clima frio, como as castas brancas em geral, e a tinta Pinot Noir.


Esta garrafa, especificamente, foi comprada no mesmo "cemitério de vinhos" que o Salton Volpi Gewurztraminer, que inaugurou este blog. Ao levar em consideração o preço (R$ 22,70), e os 4 anos de idade da criança - tratando-se de um vinho branco de linha básica - confesso que fiquei com receio, na verdade já admitindo a idéia de ter comprado um vinho em franco declínio.

Pois minha surpresa começou na análise visual, que mostou um vinho ainda amarelo-palha, com reflexos verdes, límpido e brilhante, com lágrimas rápidas, finas e abundantes. A cor já foi um bom sinal!

No nariz se mostrou ainda franco e com boa intensidade. O aroma mais perceptível foi o mineral - clássico nos Riesling - sobre o qual ainda não sei discorrer mais. Além dele, havia frutas cítricas (lima) e uma ponta de floral.

Ao provar o vinho, confirmou-se a surpresa: Seco, com acidez ótima e álcool equilibrado.Totalmente em forma. Corpo médio, com certa maciez, persistência também média, e retro-olfato confirmando o nariz, dando mais espaço ao aroma floral. E sem aquela ponta de amargor desagradável, muito comum em vinhos brancos desta faixa de preço.

Não tenho como dar uma opinião técnica mais acurada pois minha quilometragem em Riesling é extremamente baixa, logo não sei o que seria o ideal esperado de um destes.

Mas já dou pontos a este Cono Sur por não apresentar defeitos básicos tão comuns em vinhos mais baratos, como desequilíbrio de álcool e amargor. Mais pontos por ser um vinho básico de 4 anos e estar com a acidez perfeita.

Certamente recomendo como uma alternativa para aqueles que querem fugir um pouco do clichê de Chardonnay/Sauvignon Blanc!

Cono Sur Bicicleta Riesling 2006
Região: Vale de Bio Bio - Chile
Produtor: Viña Cono Sur
Importador: Vinexport
Teor alcoólico: 12,5%
Casta(s): Riesling
Preço: R$ 22,70