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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

#CBE Rar Gewurztraminer Colezzione 2011



O tema deste mês da Confraria Brasileira de Enoblogs foi "um vinho branco brasileiro de qualquer valor", proposto pela confreira Ju Gonçalves, do blog Vou de Vinho. Sou suspeito para falar, pois se tem um tema do qual sou entusiasta é vinho nacional...se for branco então, melhor ainda!

Confesso que provei alguns exemplares (excelentes, por sinal) que vou postar por aqui nas próximas semanas. Mas minha menina dos olhos acabou sendo este RAR Gewurztraminer Colezzione 2011, elaborado pela Miolo em Campos de Cima da Serra. Um belo vinho de altitude, elaborado com uvas sobremaduras (o que confere dulçor) e parcialmente atingidas pela Botrytis cinerea...sim, essa mesma, o fungo que é estrela dos melhores vinhos doces do mundo.

Visual: Amarelo palha puxando para ouro, ganhando intensidade.

Olfativo: Intenso, exuberante. Traz aroma de fruta ultra madura, lembrando lichia, abacaxi em calda e uma ponta de maracujá. Também traz a nota floral típica da Gewurz. Uma pontinha de mel fecha o conjunto, fazendo lembrar um vinho de colheita tardia..

Gustativo: Que equilíbrio!! Um certo dulçor residual não incomoda, porque tem uma bela acidez pra contrapor. Álcool em seu devido lugar. Macio, untuoso, semi licoroso, mas não tão denso quanto os colheita tardia clássicos. Boa persistência, deixando na boca aquele sabor meio que de compota de fruta. 

Opinião: SEM SOMBRA DE DÚVIDA o melhor Gewurztraminer que eu já bebi do Brasil (quiçá, da América do Sul). E provavelmente um dos melhores vinhos brancos do país, também. Vale demais experimentar. 

Rar Gewurztraminer Colezzione 2011
Região:  Campos de Cima da Serra - RS
Produtor: Miolo Wine Group
Importador: -

Teor alcoólico: 
13% 
Casta(s): 
Gewurztraminer
Preço: 
aprox. R$ 50 (Na vinícola Terranova) - Média de R$ 70,00 no mercado de Salvador.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Giuseppe Garibaldi Brut e as maravilhas do charmat longo!



Quinta feira, dia de beber um bom espumante, sem compromissos, certo....?

É nesses dias que a gente pode ter uma boa surpresa! Comprei este Giuseppe Garibaldi, de rótulo todo espetaculoso, da Vinícola Garibaldi, por uns 30 mangos (acho que 27), para abrir hoje mesmo.

É um brut feito com 85% de chardonnay e 15% de pinot noir, através do método charmat longo....peraí...charmat longo? Sim, uma forma marota de deixar o vinho repousar alguns meses sur lies nos tanques de inox após a segunda fermentação, para ganhar uma complexidade maior sem precisar passar pelo custo de um champenoise.


Trapaça?? De jeito algum! 

É uma forma maravilhosa de conseguir um resultado diferenciado com um ótimo custo x benefício, em minha opinião.

Veja o que achei deste rótulo:


Visual: Amarelo-palha clarinho, com bolhas mais finas e abundantes do que a média dos charmat que vemos por aí (a maioria charmat curto).

Olfativo: Média intensidade aromática. Frutas brancas se mesclam àquelas notas amanteigadas (pipoca do cinema, pão com manteiga) e tostadas, evidenciando uma complexidade um pouco maior.

Gustativo: Corpo médio, bem mais estruturado que os espumantes mais simples do Brasil. Espuma mostra cremosidade razoável. Seco, mas nota-se uma pontinha de açúcar residual bem leve, que ajuda a amaciar o conjunto. Acidez viva, álcool no lugar. Persistência média, com o retro-olfato transitando bem entre fruta e aromas mais complexos. Leve amargor no final, mas que acho que compõe mais o conjunto do que constitui defeito.

Opinião: Fazia tempo que eu não via um espumante apresentar características tão diferenciadas (corpo/estrutura, complexidade aromática, equilíbrio) a um preço competitivo como este. Abençoado seja o charmat longo, e se encontrar com ele, compre logo uma caixa para o dia a dia!

Giuseppe Garibaldi Brut 
Região: Garibaldi (Serra Gaúcha) - Brasil
Produtor: Cooperativa Vinícola Garibaldi
Importador: -
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): 85% Chardonnay - 15% Pinot Noir
Preço: Em média R$ 25 - R$ 30

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Quinta do Seival Castas Portuguesas 2011



Eu sou completamente suspeito - e assumo - pra falar deste vinho. Por que? Simplesmente porque o acho um dos tintos nacionais mais empolgantes do mercado dos grandes produtores. Muito mais interessante do que certos medalhões que custam o dobro do preço. 

Elaborado na Campanha Gaúcha, no município de Candiota-RS, o Castas Portuguesas leva uma combinação de duas clássicas uvas lusitanas: a Touriga Nacional e a Tinta Roriz (Tempranillo na Espanha). Passa por estágio de 12 meses em barricas novas de carvalho francês.

Visual: Vermelho violáceo muito intenso, mostrando sua juventude.

Olfativo: Muita intensidade aromática, com caráter extremamente frutado de ameixas em calda e framboesas. Algo levemente tostado, lembrando cacau e caramelo. Fechando o conjunto, uma nota floral típica da Touriga Nacional.

Gustativo: Corpo médio, com acidez bem acentuada, álcool quente e taninos médios, com alguma adstringência, mostrando que ainda se trata de um vinho jovem. Retro-olfato confirma o nariz. Bem seco e com certo amargor no fim de boca. Persistência em cerca de 8s. 

Opinião: Falta afinar na boca, evoluir e deve virar um vinho excelente. Mas já pelo nariz é empolgante! Confesso que gostava bastante do corte antigo, no qual usavam a Alfrocheiro Preto, mas continua um vinho interessante, mostrando que nem só de Cabernet Sauvignon e Merlot vive o tinto brasileiro! 

Quinta do Seival Castas Portuguesas 2011
Região: Campanha Gaúcha (Candiota-RS) - Brasil
Produtor: Miolo Wine Group
Importador: -
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Touriga Nacional - Tinta Roriz
Preço: R$ 65,00 (Makro - Salvador)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Rio Sol Winemaker Selection Touriga Nacional 2009



Tinto produzido no Vale do São Francisco, do lado pernambucano pela Rio Sol (ViniBrasil). Elaborado com a portuguesa Touriga Nacional, o vinho passa por esmagamento com desengace total dos frutos e fermentação em inox com temperaturas entre 28 e 30 graus. 

Passa por maceração durante 2 semanas com remontagem para extração de cor. Em seguida, fermentação maloláctica e estágio de 8 meses em barricas francesas de segundo uso.

Degustação:
Visual: Vermelho violáceo intenso, opaco, com lágrimas abundantes e cheias de cor.

Olfativo: Intenso. No nariz se evidenciam notas de frutas vermelhas, pimenta e o floral característico da Touriga Nacional. Algo de café ao fundo. 

Gustativo: Corpo médio, com acidez correta, álcool equilibrado. Taninos médios, mas com alguma qualidade, sem serem muito rascantes ou trazerem amargor. Tem certa maciez. Persistência em 7 segundos, confirmando o nariz e trazendo leve nota vegetal, típica dos tintos do VSF.

Opinião: O melhor tinto do Rio São Francisco que já provei até agora. Equilibrado na boca, aromas agradáveis, não traz aqueles taninos desagradáveis da maioria dos tintos do VSF. Se destaca também pelo álcool mais correto.

Rio Sol Winemaker Selection Touriga Nacional 2009
Região: Vale do São Francisco - Brasil
Produtor:
 ViniBrasil - Dão Sul
Importador: 
-
Teor alcoólico: 
13%
Casta(s): 
Touriga Nacional
Preço: aprox. R$ 35,00

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Pericó Basalto 2008



Mais um exemplar - desta vez tinto - que pude provar da Vinícola Pericó. Trata-se de um corte de 60% de Cabernet Sauvignon e 40% Merlot plantadas a uma altitude de 1.300 metros na Serra Catarinense, com curto estágio em barricas de carvalho francês (não especificado).

Degustação:
Vermelho-rubi muito intenso e brilhante, já sem toques violáceos.

No nariz é intenso, e abre com um aroma forte de estrebaria que some rapidamente, dando lugar a fruta escura, café e uma nota vegetal.

Tem corpo médio/forte, com alta acidez, álcool perceptível mas sem desequilibrar. Taninos com muita adstringência e algum amargor meio verde no final, numa persistência de 8 - 9 segundos. Fruta escura predomina no retro-olfato.

Tem aromas interessantes (até a tal estrebaria), mas ainda pesa na boca em tudo: Taninos, acidez, álcool. Precisa afinar. Só não sei dizer se em termos de aromas ele envelheceria com qualidade. O amargor persiste muito, chegou a lembrar flor de lúpulo na boca (quem já comeu sabe).

Pericó Taipa Rosé 2010
Região: São Joaquim (Serra Catarinense) - Brasil
Produtor: Vinícola Pericó
Importador: -
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): 60% Cabernet Sauvignon - 40% Merlot
Preço: R$ 40,00 - R$ 60,00 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Pericó Taipa Rosé 2010



Mais um vinho da Serra Catarinense elaborado pela Vinícola Pericó comentado aqui, desta vez um rosé composto de 60% Cabernet Sauvignon e 40% Merlot, que passa 30 dias sur lies e mais cerca de um mês em barricas de carvalho francês. 

Degustação:
Rosa-alaranjado de média intensidade, brilhante.

Média intensidade, com bastante fruta, mas lembrando algo mais tropical e não berries. Uma pegada de acerola, pitanga. Leve vegetal. Uma baunilha como pano de fundo. Interessante.

Corpo leve, com grande acidez, álcool no lugar. Intensidade aromática na boca boa, com a nota de baunilha predominando e persistência boa, em 7 ou 8 segundos. O problema aqui fica por conta de um amargor chato a ponto de prejudicar a prova.

Aromas interessantes, bela acidez, que confere frescor ao vinho. Infelizmente, o amargor consegue estragar a experiência. Bateu na trave, mas desta vez não foi gol.

Pericó Taipa Rosé 2010
Região: São Joaquim (Serra Catarinense) - Brasil
Produtor: Vinícola Pericó
Importador: -
Teor alcoólico: 12,5%
Casta(s): 60% Cabernet Sauvignon - 40% Merlot
Preço: R$ 40,00 - R$ 60,00

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pericó Taipa Vigneto Sauvignon Blanc 2010



Por muito tempo exaltei o potencial da Chardonnay no Brasil, não apenas para a elaboração de espumantes, mas também de vinhos tranquilos. Por outro lado, sempre pensei ser praticamente impossível ter algum resultado relevante com a Sauvignon Blanc por aqui. Desta vez paguei a língua!

Este Sauvignon Blanc é elaborado em São Joaquim (Serra Catarinense) pela Vinícola Pericó, a  uma altitude de 1.300 metros.

Degustação:
Amarelo-palha muito claro, quase incolor. Brilhante.

Discreto no nariz, com aromas tradicionais do SB: maracujá, leve nota herbácea, zest de limão.

Corpo levíssimo, com grande acidez, álcool bem equilibrado. Persistência média, em 6-7 segundos, deixando o palato com uma sensação limpa e refrescante. Convida a mais um gole.

Paguei a língua com relação aos Sauvignon Blanc: se faz vinho decente com esta uva no Brasil! Mas há uma ressalva: o preço. Ele custa entre 50 e 65 reais a depender do lugar, preço pelo qual se compra exemplares muito superiores de SB dos Vales de Leyda, Casablanca, Limarí e Bio-Bio, por exemplo. Se custasse R$ 35 seria uma opção competitiva, compatível com boa parte dos SB na mesma faixa. 

Ainda assim, vale provar.

Pericó Taipa Vigneto Sauvignon Blanc 2010
Região: São Joaquim (Serra Catarinense) - Brasil
Produtor: Vinícola Pericó
Importador: -
Teor alcoólico: 11,5%
Casta(s): Sauvignon Blanc
Preço: R$ 50,00 - R$ 65,00


terça-feira, 1 de maio de 2012

Cave Pericó Rosé Demi-Sec 2010



Este é o espumante rosé da vinícola Pericó, elaborado com o mesmo corte do rosé brut (60% Cabernet Sauvignon e 40% Merlot) e refermentado em autoclaves (método Charmat), com 2 meses de estágio sur lies.

Me surpreendeu muito, provando que os espumantes da Serra Catarinense têm muito o que oferecer em termos de qualidade.

Degustação
Cor rosa intensa levemente puxada para um alaranjado. Perlage média em quantidade e tamanho das bolhas.

Intenso. Aromas de frutas vermelhas, vegetal e algo que lembrou acerola e goiaba. Lembra algo de tinto no nariz.

Corpo médio, com bela espuma na boca. Ótima acidez, álcool equilibrado. Persistência média (6-7), sem amargor. Dulçor muito bem equilibrado à acidez, sem ser enjoativo.

Aromas diferentes, instigante. O frutado remete a elementos mais conhecidos de nós brasileiros do que as tradicionais berries. Na boca tem ótimo equilíbrio, boa espuma, sem defeitos e não é enjoativo. Boa opção!

Cave Pericó Rosé Demi-Sec 2010
Região: São Joaquim (Serra Catarinense) - Brasil
Produtor: Vinícola Pericó
Importador: -
Teor alcoólico: 12,6%
Casta(s): 60% Cabernet Sauvignon - 40% Merlot
Preço: R$ 30,00 a R$ 40,00

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Cave Pericó Rosé Brut 2010



Um bom espumante de Santa Catarina que tive a oportunidade de degustar outro dia, no início do feriado de Semana Santa e achei que vale falar sobre. É elaborado na Serra Catarinense, a uma altitude de 1.300 metros com um corte interessante: 60% Cabernet Sauvignon e 40% Merlot. 

O Cave Pericó Brut Rosé é elaborado através do método Charmat, com a segunda fermentação em autoclaves, à temperatura controlada de 12 graus. Fica 2 meses em contato com as leveduras para apurar textura e aromas. 

Degustação:
Tem uma cor rosa bonita, com leve alaranjado claro. Ao servir, forma uma coroa fina e surpreendentemente persistente. Perlage bastante abundante.

No nariz a fruta vermelha é bem evidente e fresca, lembrando morango. Traz também uma leve nota vegetal, que deve incomodar muita gente, mas me agradou.

Ao provar, mostrou perlage abundante e cremoso. A acidez é muito viva e o álcool bem equilibrado. Grande presença aromática na boca, com fruta vermelha, pimenta e pimentão verde. Persistência em 7 segundos, sem amargor. No final, uma pontinha do aroma lembra café.

Adorei este espumante! Ele incrivelmente preserva muitas das características aromáticas varietais do Cabernet Sauvignon, mas com muita leveza, frescor e equilíbrio. É certamente um espumante diferente do que você está acostumado a beber e vale a pena provar.

Cave Pericó Rosé Brut 2010
Região: São Joaquim (Serra Catarinense) - Brasil
Produtor: Vinícola Pericó
Importador: -
Teor alcoólico: 12,5%
Casta(s): 60% Cabernet Sauvignon - 40% Merlot
Preço: R$ 30,00 a R$ 40,00

quarta-feira, 28 de março de 2012

Miolo Cuvée Tradition Brut Rosé 2010


Espumante simples de coração mas até gostosinho, feito pela Miolo. A depender do preço vale muito a pena, como foi o meu caso, que paguei RS 25. Infelizmente chegam a cobrar até uns R$ 40 por ele, preço abusivo.

Feito através do método champenoise com as uvas Chardonnay e Pinot Noir no Vale dos Vinhedos. Curiosamente, apesar das descrições técnicas metódicas no site da Miolo, este produto tem uma informação truncada: Na mesma ficha técnica é dito que ele passa 6 meses nas caves da vinícola e depois dizem que o tempo de envelhecimento na garrafa na verdade foi de um ano. Vai entender.

Degustação:
Tem uma coloração rosa intensa, até escura. Perlage médio na quantidade e no tamanho das bolhas.

No nariz é discreto, com aromas a morango e algo que me lembrou acerola.

Tem corpo leve, espuma média. Equilibrado na acidez e no álcool e, uma grande virtude pela falta de defeito: sem amargor! Persistência ligeira.

Acho que faltou intensidade aromática e espuma, mas é agradável. Para uma faixa até R$ 30 está de bom tamanho. Pelos mais de R$ 40 que andam cobrando por aí, fica aquém. 

Miolo Cuvée Tradition Brut Rosé 2010
Região: Bento Gonçalves (Vale dos Vinhedos) - Brasil
Produtor: Miolo Wine Group
Importador: -
Teor alcoólico: 11,5%
Casta(s): Pinot Noir - Chardonnay
Preço: Em média R$ 35,00.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Salton Intenso


Outro dia finalmente tive a oportunidade de provar o tal do Salton Intenso, um vinho branco fortificado da gigante Salton. O vinho é feito com uvas Chardonnay fermentadas parcialmente em barricas de carvalho e fortificado com álcool vínico. Permanece sur lies durante um ano antes de ser engarrafado.

Degustação:
Amarelo ouro escuro, tendendo ao âmbar, brilhante.

Tal como o nome, é intenso no nariz, com notas de frutas em calda, floral, mel.

Mais uma vez, intenso! Textura encorpada devido ao açúcar. Chega a ser xaroposo. Acidez poderia ser maior para contrabalancear. Muito doce. Na boca revela uma nota tostada, que deve vir de estágio em barricas. Persistente na boca, lembrando fruta em calda. A persistência se dá em muito pelo açúcar. Parece uma mistura de colheita tardia com porto branco.

Não é ruim, mas acaba ficando enjoativo pelo excesso de açúcar e falta de acidez. Talvez eu tenha bebido o meu exemplar um pouco mais velho do que devia (não faço ideia de quanto tempo ele ficou na gôndola ou no armazém e o vinho não é safrado ainda por cima). Enfim, o conceito é interessante, mas carece de ajustes, acho.

Salton Intenso
Região: Serra Gaúcha (Tuiuty - Bento Gonçalves) - Brasil
Produtor: Vinícola Salton
Importador: -
Teor alcoólico: 15%
Casta(s): Chardonnay
Preço: entre R$ 30,00 e R$ 35,00

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Casa Valduga Reserva Brut 2009


Foi com este espumante que brindamos na ceia de natal aqui em casa. Velho conhecido, mas que não provava há muitas safras. Está com rótulo novo, elegante e que agrega o conceito de mostrar o tempo de estágio na garrafa, que neste caso foi de 25 meses.

O espumante é elaborado no Vale dos Vinhedos com um corte de 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir, através do método champenoise. Como dito anteriormente, após a segunda fermentação o vinho passou 25 meses em contato com as leveduras, o que agregou complexidade e estrutura.

Degustação:
Amarelo-palha intenso, com perlage fino e abundante.

Aromas a abacaxi em calda, leve lácteo e fermento, pão tostado.

Médio corpo, boa acidez, álcool equilibrado. Leve amargor. Perlage bastante abundante, dando boa cremosidade ao conjunto. Retro-olfato remete à fruta cristalizada e leve fermento.

Gostoso, desempenho melhor em boca do que no nariz, que é muito discreto. Boa textura e espuma. Só o amargor atrapalha um pouquinho no final. Vale a pena provar, embora ache um pouco caro.

PS: Talvez devido à alegria do natal e da reunião familiar, me esqueci de tirar foto. Infelizmente desta vez vai ser de divulgação mesmo.

Casa Valduga Reserva Brut 2009
Região: Bento Gonçalves (Vale dos Vinhedos) - Brasil
Produtor: Casa Valduga
Importador: -
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): 70% Chardonnay
 - 30% Pinot Noir
Preço: 
aprox. R$ 45,00

terça-feira, 1 de novembro de 2011

#cbe Pietro Felice Brut Champenoise



A Confraria Brasileira de Enoblogs parece continuar em ritmo de valorização do produto nacional e tendo em vista o verão que vem se anunciando, o tema da vez foi "Espumante brasileiro elaborado pelo método champenoise", escolhido pelo nosso confrade Gustavo Kauffman, do Enoleigos.

A princípio tinha pensado em degustar algum rótulo rosé, mas acabei me deparando com este vinho, cujo produtor nem conhecia. Comprei com receio, claro. O vinho é elaborado pelo método champenoise, mas na ficha técnica não consta o tempo que estagiou na garrafa. O corte não é o clássico: 80% Chardonnay e 20% Riesling Itálico.

Degustação:

Amarelo-palha médio brilhante, de perlage médio em tamanho e número de bolhas. Podia ser mais abundante.

Intensidade média, com abacaxi em calda, floral e leve fermento de pão ao fundo.

Seco, com perlage médio (mais uma vez, podia ter mais bolhinhas), boa acidez. Corpo médio, com alguma sensação tostada no retro-olfato e cítrico, que combinado ao levíssimo amargor final, lembra casca de laranja. Persistência média, entre 6 e 7 segundos.

É gostoso, mas não sei se vale os quase 50 reais que custa. Existem opções nacionais, feitas tanto por método champenoise quanto charmat, que se mostram mais atraentes por um preço semelhante. Ainda assim, vale provar.


Pietro Felice Brut Champenoise
Região: São Marcos/RS - Serra Gaúcha
Produtor: Irmãos Molon
Importador: -
Teor alcoólico: 11,8% 
Casta(s): 80% Chardonnay - 20% Riesling Itálico
Preço: R$ 48,00

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

#CBE: Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay 2009


O tema proposto para a degustação deste mês na Confraria Brasileira de Enoblogs foi "um vinho branco brasileiro de até R$ 80,00", escolha do Marcelo Di Morais. Na falta de alguma novidade no mercado soteropolitano - aqui parece que tudo chega com certo atraso em termos de vinho - decidi ir em algo que já conheço.

O vinho escolhido foi o Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay 2009, um dos melhores, senão o melhor vinho branco nacional que conheço.  Ele passa por todos aqueles cuidados de elaboração, como seleção dos cachos, maceração e fermentação alcoólica em baixas temperaturas. O final da fermentação já é feito nas barricas francesas e romenas, onde o vinho estagia por 6 meses.

Degustação:

Cor amarelo-palha médio, brilhante.

Intensidade aromática média, com fruta em calda (abacaxi), toque lácteo bem amanteigado e com aroma também a pão tostado. Baunilha. Leve mel ao fundo. Tudo bem harmônico e discreto, sem aromas sobressaindo uns aos outros.

Untuoso, com alguma sensação de dulçor. Acidez correta, e álcool potente. Persistência longa (8+), com retro-olfato retomando as notas lácteas e tostadas. Leve amargor acompanha o final de boca, mas sem chegar a atrapalhar ou constituir defeito.

Como já comentei no começo do post, é um dos melhores, senão o melhor branco nacional que conheço: Talvez empate com mais um Chardonnay nacional de mesma proposta (mais estruturado), e  uns outros dois rótulos de propostas diferentes (frescor e juventude). 

Para quem gosta de Chardonnay parrudo, untuoso, cheio de notas de fruta bem madura mescladas aos aromas de carvalho e fermentação maloláctica, é uma festa!

Pelo preço de 55 reais compete tranquilamente com opções de Chardonnay chileno e argentinos do mesmo preço, o que é uma virtude! Mais caro que isso, no entanto, já dá pra ver opções gringas mais em conta.

Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay 2009
Região: Bento Gonçalves (Vale dos Vinhedos) - Brasil
Produtor: Casa Valduga
Importador: -
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Chardonnay
Preço: R$ 55,00

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pizzato Reserva Chardonnay 2010


Quem acompanha o Notas Etílicas ou conhece meu gosto para vinhos sabe que eu sou louco por Chardonnay! Este exemplar eu já conhecia de eventos como a Expovinis, mas nunca consegui degustar e escrever uma nota...até agora!

O exemplar da Pizzato tem cor amarelo-palha médio, com reflexos verdes, brilhante.

No nariz, média intensidade, com abacaxi, pêssego, um leve toque tostado que me fez pensar em estágio em carvalho, além de um amanteigado da maloláctica. O curioso é que o site diz que o vinho não estagia em barricas. 

É surpreendentemente seco (pelo nariz, achei que fosse se mostrar com algum dulçor, maciez), com acidez muitíssimo viva. Álcool bem integrado, corpo leve a médio. Persistência média, com o tostado e amanteigado predominando em 7 segundos. Leve amargor no final de boca.

Gostoso, mui fresco. Aromas agradáveis. Bela acidez. Esperava só um pouco mais de estrutura e untuosidade, talvez pelo que ele mostrou no nariz. Ainda assim, é um dos bons exemplares de Chardonnay nacional. Se destaca pelo equilíbrio.

Pizzato Reserva Chardonnay 2010
Região: Vale dos Vinhedos - Brasil
Produtor: Vinícola Pizzato
Importador: -
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): Chardonnay
Preço: 
R$ 35,00

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pizzato Concentus 2002


Comprei este vinho sem botar muita fé, certo de que estaria morto, devido aos seus 9 anos. Trata-se de um corte de Merlot, Tannat, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, elaborado em Bento Gonçalves, no Vale dos VInhedos.

Degustação:
Vermelho-rubi intenso, com ligeiro halo granada. Lágrimas rápidas, finas e abundantes, com pouca cor.

Intensidade média, com fruta já passada, como ameixa em calda e uva passa. Toques de madeira, como café, e especiaria perceptível. Fundo de erva seca, tipo folhas de chá preto.

Seco, com acidez ainda viva, álcool perceptível, taninos também perceptíveis, com adstringência e, infelizmente, algum amargor. Persistência média (7s), com retro-olfato confirmando o nariz.

Procurei resenhas sobre este vinho, e achei algumas datadas de 2008. Elas já acusavam o declínio dele, o que me surpreendeu. Apesar de o vinho  mostrar que já evoluiu tudo o que podia, e estar claramente em declínio, ele ainda se encontra surpreendentemente vivo para os 9 anos que tem, e ainda tem algo a oferecer em termos de prazer, na minha opinião. Compre agora e beba para ontem.

Pizzato Concentus 2002
Região: Bento Gonçalves (Serra Gaúcha)
Produtor: Vinícola Pizzato
Importador: -
Teor alcoólico: 13%
Casta(s): Merlot - Tannat - Cabernet Sauvignon - Cabernet Franc

Preço:
aprox. R$ 25,00 (preço promocional)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Casa Perini Marselan 2007


Este é o primeiro exemplar de Marselan que tive a oportunidade de experimentar. A uva é um cruzamento de Cabernet Sauvignon e Grenache, comumente plantada na região do Languedoc, na França. 

Degustação:
Tem coloração vermelho-rubi intensa, com reflexos violáceos. Lágrimas rápidas, finas e abundantes, com cor.

Nariz de média intensidade. Aromas a frutas, tanto vermelhas (cassis, cereja) quanto escuras (ameixa em calda). No fundo, um leve defumado, bem integrado. Abre um agradável aroma leve de café em taça.

Dulçor perceptível, macio, com corpo médio. Taninos finos, álcool um tanto ressaltado (mas talvez tenha sido por conta datemperatura de serviço). Boa acidez. Persistência média (8 segundos), com retro-olfato frutado e floral. Sem amargor.

Vinho gostoso, com uma relação custo x benefício excelente. É uma escolha interessante, que mostra que há vinhos brasileiros capazes de concorrer com argentinos e chilenos na faixa até 30 reais.

Casa Perini Marselan 2007
Região: Vale Trentino (Serra Gaúcha) - Brasil
Produtor: Vinícola Perini
Importador: -
Teor alcoólico: -
Casta(s): Marselan
Preço: R$ 28,00

terça-feira, 12 de abril de 2011

Miolo Gamay 2011

Depois de um longo hiato (quase um mês), estou de volta com o Notas Etílicas! Algumas demandas de trabalho, e uma certa preguiça de passar por aqui (confesso), me fizeram passar um tempo distante, e estou em débito com a postagem de diversos vinhos que tenho degustado, ao longo deste tempo. Tentarei deixar tudo meio atualizado nos próximos dias!

O vinho de hoje é a mais nova safra do Miolo Gamay, o primeiro vinho do ano no Brasil! Ele ainda não foi lançado no mercado, ou pelo menos não havia sido até a semana passada, quando o provei em degustação promovida pela vinícola aqui em Salvador.

Sem entrar em detalhes técnicos, mesmo porque creio que a vinificação foi realizada de forma semelhante à dos anos anteriores, vou direto para a nota de degustação. 

Degustação:
É um vinho vermelho-violáceo de intensidade média de cor, límpido e brilhante. 

No nariz, intensidade igualmente média, se mostrando melhor do que nos anos anteriores. Muita fruta vermelha, bala de framboesa, tutti-frutti (aquele cheirinho de chiclete). Enfim, uma coisa bem alegre. Tem um quê de fruta verde também, ou algo herbáceo no fundo.

Na boca se mostrou bem leve, seco, com ótima acidez, álcool quase imperceptível. Taninos também não se mostram aqui, e há apenas um leve amargor final. Persistência média (6 segundos), com retro-olfato trazendo de novo as notas de fruta vermelha, aquele quê verde, e um descritor bem comum dos beaujolais novos: um leve toque de banana madura, que não havia se mostrado no nariz.

Foi uma grata surpresa. Tenho acompanhado este vinho aqui no blog desde a  safra 2009, e digo que ele melhorou ano após ano. Já conseguiu driblar o problema do álcool ressaltado, e também não tem mais tanto amargor na boca. Mostrou ainda melhora significativa na intensidade aromática, com relação a 2010.

É um vinho simples e barato, que dá para ser bebido muito bem sem maiores intenções de degustação: apenas devidamente resfriado, na piscina ou na praia, em um dia quente.

Confira aqui as notas de safras anteriores:
Miolo Gamay 2009
Miolo Gamay 2010

Miolo Gamay 2011
Região: Campanha Gaúcha - Brasil
Produtor:
Miolo Wine Group
Importador:
-
Teor alcoólico:
12%
Casta(s):
Gamay
Preço:
R$ 17,00 - R$ 22,00
OBS: Fico devendo o rótulo para vocês. O burrinho aqui não tirou fotos no evento!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Miolo Seleção Chardonnay Viognier 2010


Vinho branco da linha de entrada da Miolo, a conhecidíssima "Miolo Seleção", mas agora elaborado na região da Campanha Gaúcha, no projeto Seival Estate. Mais uma vez, peço que provem o vinho, antes de tirar conclusões baseadas em senso comum dos enófilos.

Elaboração:
Elaborado com as castas Chardonnay e Viognier na região da Campanha Gaúcha, este vinho é passa por desengace total dos frutos e maceração peculiar a frio durante 4 horas, seguida de prensagem em prensa pneumática. O mosto é clarificado a frio (8-10 graus Celsius) por 1 a 2 dias. Depois passa por fermentação a temperatura controlada de 13-15 graus, por 14 a 18 dias, sendo conservado em tanques de inox, sem fermentação maloláctica.

Degustação:
Tem cor amarelo-palha clara, com reflexos verdes, límpido e brilhante. Lágrimas rápidas, finas e abundantes.

Aromas de média intensidade, lembrando fruta branca, leve amanteigado, floral delicado. Me surpreendeu ver que este vinho não sofre fermentação maloláctica, devido à presença do amanteigado. Ainda assim, mostra muito frescor no nariz.

Corpo leve, mostra leve sensação frisante no início e algum dulçor. Boa acidez, bem adequada, álcool equilibrado. Sem amargor. Persistência ligeira (6 segundos), com retro-olfato confirmando o nariz.

Exceto o leve frisante, que logo se dissipou, o vinho não mostrou nenhum defeito. Pelo contrário, tem aromas bem agradáveis, e é bem gostoso e fácil de beber, demonstrando que a ida para a Campanha Gaúcha fez muito bem aos vinhos da linha Miolo Seleção! Vale a pena abrir a cabeça e experimentar.

Miolo Seleção Chardonnay Viognier 2010
Região:  Campanha Gaúcha - Brasil
Produtor:
Vinícola Miolo - Seival Estate
Importador:
-
Teor alcoólico:
12%
Casta(s):
Chardonnay - Viognier
Preço:
aprox. R$ 20,00

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Jota Pe Varietal Moscato Seco


Já no título vocês devem ter ficado assustados: "Como assim, esse cara está postando sobre o Jota Pe? Aquele vinho baratinho elaborado com uva de mesa? Ele ficou maluco!"

Pois é meus caros. A tal linha Jota Pe, produzida pela vinícola Perini, não só produz vinhos com uvas viníferas (além da Moscato também tem Riesling Itálico, Cabernet Sauvignon e Merlot), como este Moscato foi recentemente eleito pelo 1o guia de vinhos da Revista Gula como o melhor branco de 2010, em um painel de 30 rótulos degustados às cegas!

Surpreendente, não? Até mesmo incrível (no sentido mais puro da palavra). Mas como uma característica fundamental a qualquer degustador é tentar se manter distante de preconceitos, tratei de me apressar e comprar uma garrafa do tal Jota Pe, que me custou 14 reais (fica por 9,70 no site da vinícola, que também vende garrafão de 2 l e bag in box de 3 l). 


Degustação:
O vinho é amarelo-palha quase incolor, com reflexos verdes. Límpido e brilhante. Forma algumas poucas lágrimas, rápidas e finas.

No nariz começa a surpresa: Franco e bem intenso. Mostra os aromas clássicos da Moscato, um frutado lembrando pêra, e muito floral. Prometia muito frescor na boca, e os aromas eram bem agradáveis, sem serem enjoativos!

Na boca, corpo levíssimo, ótima acidez, álcool quase imperceptível (10,6%) e quase sem amargor. Persistência ligeira (5-6 segundos), mas perfumando muito a boca. Retro-olfato é floral puro. Bem refrescante!

Quanto à minha opinião...bem, não é o melhor branco nacional que já provei, isso é fato. Me causou espanto alguns produtos da Valduga como o Chardonnay Gran Reserva (este sim, pra mim é o melhor branco nacional), e mesmo o Chardonnay e Gewurztraminer Premium não terem entrado no páreo. Também estranhei a posição de produtos  bons como o Dádivas Chardonnay, da Lídio Carraro (se bem que ainda não conheço a safra 2010). Mas cada degustador com seu ponto de vista: respeito os da Gula.
 
À parte destes estranhamentos, acho digna sim a menção do tal Jota Pe - muitas vezes desprezado sem uma prova sequer - no Guia da Gula. É um vinho correto, despretensioso,  fresco e muito aromático, que sinceramente dá pau em alguns Torrontés argentinos de 30 reais que encontramos por aí no mercado. Um excelente custo benefício para quem estiver disposto a abrir a cabeça! 

Jota Pe Varietal Moscato Seco
Região: Serra Gaúcha - Brasil
Produtor: Vinícola Perini
Importador: -
Teor alcoólico: 10,6%
Casta(s): Moscato
Preço: R$ 9,70 - R$ 14,00