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sexta-feira, 23 de março de 2012

Corte Alla Flora Syrah Toscana IGT 2008



Outro vinho da Corte Alla Flora, desta vez de uma série de monovarietais produzidos  na Toscana com uvas francesas como a Cabernet Sauvigon, a Merlot, e, neste caso a Syrah. O chato aqui é que não consegui localizar nem no site da vinícola nem no da importadora dados ou ficha técnica sobre este produto. Sequer vi referência, ao contrário do CS e Merlot.

Degustação:
Vermelho-violáceo bem intenso, impenetrável pela luz.

Começa já aberto, intenso. Aroma exuberante de frutas vermelhas (framboesa, cerejas), leve tostado bem integrado e pimenta do reino. Mas o que ressalta mesmo é a fruta.

Encorpado, potente, com boa acidez, álcool bem pronunciado ainda. Taninos médios. Enche a boca com aroma de fruta. Persistência longa, em 9 segundos onde a sensação de fruta fresca predomina com suculência. Álcool acompanha a persistência.

Bom exemplar de Syrah italiano, mas ainda novo e cheio de arestas. Tende a evoluir bem por alguns anos, pois tem acidez, álcool, taninos e muita fruta.

Corte Alla Flora Syrah Toscana IGT 2008 
Região: Toscana IGT - Itália 
Produtor: Corte Alla Flora
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 14%
Casta(s): Syrah
Preço: entre R$ 80,00 e R$ 90,00

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Landélia Syrah 2005

 
Mais um vinho da Bodega Landélia, cujo portólio é trazido ao Brasil pela Ana Import. Como sempre, este exemplar argentino do Alto Agrelo (Mendoza) impressionou. Segundo o site da importadora, o produto passa por 14 a 16 meses por barricas francesas de 1o e 2o uso, e mais 12 em garrafa, antes de ser liberado para o mercado.

Degustação:
Vermelho-rubi intenso, límpido e brilhante. 

Intenso, com fruta vermelha (cassis) e também escura (amora, ameixa em calda), leve mentol, pimenta do reino bem intensa. Chocolate e baunilha. 

Encorpado, com álcool bem perceptível, potente. Acidez também muito viva. Taninos já maduros, se fazem notar, mas bem finos. Persistência média (8-9 segundos). 

Já está em um bom momento para ser bebido, mas pela estrutura, sobretudo álcool e acidez, ainda consegue aguentar mais um ou dois anos bem, eu acho. Talvez até se desenvolva mais. Não demonstrou sinais de cansaço. Ótimo vinho.

Do mesmo produtor, confira também outros dois belos vinhos: o Landélia Petit Verdot 2006, Landélia Merlot 2006 e o Landélia Cabernet Sauvignon 2008. 

Landélia Syrah 2005
Região: Alto Agrelo - Luján de Cuyo (Mendoza) - Argentina
Produtor: Landélia 
Importador: Ana Import 
Teor alcoólico: 14,5% 
Casta(s): Syrah
Preço: R$ 59,00

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Yves Cuilleron Syrah Rosé "Sybel" 2008


Vin de Pays rosé trazido pela Ana Import. Comprei um tanto receoso pela idade. Este exemplar é produzido no norte do Rhône, na comuna de Chavanay, e é classificado como Vin de Pays des Collines Rhodaniennes.

Elaborado totalmente com a Syrah, submetida a leve maceração e sangria. A fermentação alcoólica e maloláctica ocorre em tanques de inox, e depois o vinho passa por estágio de 6 meses, parte em inox e outra em barricas.

Degustação:
Rosé alaranjado, límpido e brilhante, de média intensidade.

Média intensidade, com cítrico predominante, lembrando tangerina. Também tem algo leve de fruta branca. Depois de algum tempo, surge uma nuance de fruta vermelha, mais leve do que o comum. Pecou na persistência dos aromas, que perdem força depois de aberta a  garrafa.

Grande acidez, álcool quase imperceptível. Corpo levíssimo. Confirma a tangerina na boca. Fresco. Persistência curta (5s).

Totalmente diferente dos rosé que costumo beber, por isso é difícil emitir uma opinião mais técnica, isenta (em suma, tudo o que eu disse aqui é pura opinião pessoal). Não tem aquela exuberância em fruta vermelha, nem aquele resquício lácteo, comum nos rosés sul -americanos, nem aquela cor "quase tinto leve".

Achei a paleta aromática inusitada, e embora o vinho seja ligeiro, não penso nisso como defeito. Só penso que esta garrafa talvez já tenha visto melhores dias, embora a previsão de guarda do produtor seja de 3-4 anos. Tenho certeza de que um exemplar novo oferece  mais. 

Paguei cerca de 39 reais em uma promoção, e o preço normal dele é cerca de 68 reais. Neste caso, prefiro não opinar sobre se vale o preço original. 

Yves Cuilleron Syrah Rosé "Sybel" 2008
Região: Vin de Pays des Collines Rhodaniennes - França 
Produtor: Cave Yves Cuilleron
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 12%
Casta(s): Syrah
Preço: R$ 68,00

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Nederburg Shiraz 2009


Exemplar de Syrah (ou Shiraz, como queiram) sul-africano produzido por uma das marcas da Distell, gigante do ramo do vinho no país. Se seguiu o exemplo de elaboração da safra anterior, o vinho foi elaborado com uvas de 4 terroirs diferentes (Paarl, Durbanville, Philadelphia e Stellenbosch) e passou entre 12 e 18 meses em barricas novas, de 2o e 3o uso, francesas, americanas e do leste europeu, após fermentação maloláctica completa.

Degustação:
Vermelho-violáceo intenso, límpido e brilhante.

Intensidade média, com aquela fruta vermelha bem adocicada, e algo de especiaria perceptível. Tostado remetendo a borracha queimada.

Corpo médio, acidez correta, álcool sobressai um pouco, precisa arrefecer. Pouca estrutura de taninos, persistência curta/média (6-7 segundos), com retro-olfato ressaltando um aroma tostado. Algum amargor.

Acho que o aroma "queimado" de forma exacerbada acaba matando este vinho. Na verdade, é uma característica percebi ser bem comum em vinhos tintos sul-africanos mais baratos. Fora isso, e para quem gosta, fácil de beber, mas sem nenhum atrativo. Não me deu vontade de repetir.

Nederburg Shiraz 2009
Região:
Paarl/Durbanville/Philadelphia/Stellenbosch - África do Sul

Produtor: Nederburg
Importador:
Casa Flora
Teor alcoólico: 14,5%
Casta(s):
Shiraz

Preço:
aprox. R$ 35,00

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Tamaya Reserva Syrah 2007

 
Vinho produzido no norte do Chile, na região do Vale de Limarí, que produz alguns Syrah interessantes, como o da Tabalí. Não achei dados sobre a safra 2007, mas se a elaboração foi semelhante à de 2009, ele conta com uma parcela de 5% de Viognier, e passa por barricas durante 9 meses. 

Degustação:
Vermelho-rubi intenso, límpido e brilhante, com reflexos violáceos. Muitas lágrimas bastante rápidas, finas e abundantes, com cor forte.

Começa com média intensidade aromática, misto de fruta vermelha e escura, e floral. Notas tostadas também muito perceptíveis, que definem para café e defumado na taça. A especiaria tradicional da Syrah aqui aparece bem mais discreta do que em outros exemplares chilenos.

Na boca é potente, com muita concentração de fruta, álcool exageradamente perceptível (14,5%), atrapalhando a prova no início. Boa acidez, taninos bem presentes, mas macios, elegantes. Persistência longa (10 s). Retro-olfato de fruta vermelha e cafe, levemente atrapalhado pelo álcool.

É um vinho que se beneficiaria do uso de decanter, por pelo menos 30 minutos. (Gostei dele após mais de 1h aberto na garrafa) Infelizmente, como não aerei no utensílio, o vinho demorou muito a se mostrar. Também vale observar que deve melhorar com mais algum tempo. Possivelmente em 2 a 3 anos vai estar ótimo! 

Tamaya Reserva Syrah 2007
Região: Vale de Limarí - Chile
Produtor:
Viña Casa Tamaya
Importador: 
Del Maipo Comércio e Representações
Teor alcoólico:
13,5%
Casta(s):
Syrah
Preço:
aprox. R$ 50,00

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Two Oceans Shiraz Rosé 2010


Rosé sul-africano bem baratinho, destes para beber no dia-a-dia enquanto ainda durar o verão. Está à venda nos supermercados da rede Pão de Açúcar (Extra em Salvador).

Elaboração:
Feito 100% com uvas Syrah, este rosé vem de vinhedos localizados nas regiões de Stellenbosch e Malmesbury, em altitudes que variam entre 110 e 160 metros acima do nível do mar, com rendimento entre 5 e 8 mil quilos por hectare.

O mosto foi fermentado em tanques de inox, à temperatura de 15 graus celsius. 

Degustação:
Tem cor rosada de média intensidade, formando algumas lágrimas finas e sem cor.

Boa intensidade olfativa, com fruta vermelha e algo lembrando cítrico (achei estranho pra um rosé, além de leve herbáceo.

Corpo levíssimo, ótima acidez, álcool no lugar. Leve dulçor. Sem amargor. Persistência ligeira, em 5 segundos, com retro-olfato confirmando. 

Sem defeitos, com algumas qualidades, embora despretensioso. Mostra boa relação custo x benefício. 

Two Oceans Shiraz Rosé 2010
Região:  Malmesbury e Stellenbosch - África do Sul
Produtor:
Distell - Two Oceans
Importador:
Companhia Brasileira de Distribuição (Pão de Açúcar)
Teor alcoólico:
11,6%
Casta(s):
Syrah
Preço:
R$ 19,00

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Rio Sol Brut Grand Prestige 2008


Mais uma vez fico devendo informações sobre elaboração. Não encontro nada nem no site do projeto ViniBrasil e nem da Dão Sul. Bebi este espumante na semana passada e vou só postar uma nota rapidinha. 

Sobre o vinho, só sei que foi elaborado pelo método Charmat, e, um dado curioso: é um espumante feito com Syrah vinificada em branco. Sim, um blanc de blancs de Syrah, algo que eu nunca havia visto antes!

Degustação:
É um espumante quase incolor, não apresentando nem bem reflexos palha. As bolhas são médias, rápidas e abundantes a princípio, formando uma coroa fina. O problema é que o perlage definitivamente não é persistente.

No nariz tem intensidade média, e achei meio...intrigante. Algo nítidamente frutado (fruta branca), e tenho a impressão de ter sentido leve especiaria também. Mas pode ter sido placebo, por saber ser um espumante de Syrah. Fazia tempo que não tinha uma prova tão inconclusiva. 

Ao provar mostrou algum dulçor, boa acidez apesar da idade avançada para um espumante mais simples, álcool e corpo leves. Mostrou algum amargor. Espuma média em volume, mas com baixa persistência. Persistência retro-olfativa curta (5 segundos).

Não me arrependo de ter bebido, e até pretendo provar novamente, pois mostrou aspectos interessantes, a despeito dos defeitos. Como custou 22 reais, não contra-indicaria, mas realmente preciso de mais uma prova para falar de forma mais conclusiva. 

Rio Sol Brut Grand Prestige 2008
Região: Vale do São Francisco - Brasil
Produtor: ViniBrasil/Dão Sul
Importador: -
Teor alcoólico:
Casta(s): Syrah
Preço: R$ 22,00

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Santa Rita Gran Hacienda Shiraz 2008


Bebi este Syrah no final do ano passado, em algum dia de semana. Happy hour em casa mesmo, com a família. É um vinho ainda básico da conhecida Viña Santa Rita. 

Elaboração:
Elaborado com uvas do Vale do Maipo, este Syrah passa por estágio de 4 meses em carvalho, segundo o site da importadora, a Grand Cru. Não consegui mais dados sobre o processo de elaboração deste vinho, pois o site da vinícola está fora do ar.

Degustação:
O vinho tem cor vermelho-violácea muito intensa, impenetrável pela luz. Ao girar forma lágrimas rápidas, finas e abundantes, cheias de cor também violácea.

O nariz é intenso, com aromas abundantes de frutas vermelhas (não distingui algo específico, me pareceu uma geléia de frutas vermelhas misturadas), acompanhadas pela típica especiaria da Syrah. Também são perceptíveis baunilha e um leve defumado. 

Ao provar, se mostra seco, até encorpado (corpo médio/forte). Tem certa maciez, acidez adequada, álcool levemente desequilibrado, e taninos um tanto duros, precisando amaciar e mostrando adstringência e amargor. A persistência é de cerca de 8 segundos, com retro-olfato lembrando fruta vermelha, com o toque defumado descrito no nariz.

É agradável no nariz, mas o desequilíbrio na boca estraga um pouco. É vendido por R$ 39,00 no site da Grand Cru, e deve estar uns R$ 45,00 aqui em Salvador (comprei por R$ 30,00 em promoção). Vale o preço promocional, mas não o normal.

Santa Rita Gran Hacienda Shiraz 2008
Região: Vale do Maipo - Chile
Produtor: Viña Santa Rita
Importador: Grand Cru
Teor alcoólico: 14%
Casta(s): Syrah
Preço: R$ 39,00 - R$ 45,00

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Callia Alta Shiraz 2009

 
Depois de um intervalo maior do que eu gostaria, volto à atividade no Notas Etílicas!

Postando um vinho básico, é verdade, mas bem interessante pelo preço. Produzido no Vale de Tulum, na região argentina de San Juan, este vinho vem de vinhedos plantados a 650 metros de altitude. 

É um Syrah - ou Shiraz, como eles preferem chamar - elaborado com colheita manual e maceração pré-fermentativa a frio (12 graus celsius) de 72 horas. A fermentação dura 10 dias, a 25 graus celsius, e é seguida de estágio de 7 meses em tanques de inox.

O resultado é um vinho que, no auge de sua juventude, mostra cor vermelho violácea intensa, límpida e brilhante, com lágrimas rápidas, finas e abundantes, cheias de cor.

No nariz, de boa intensidade, predomina a clássica especiaria da Syrah, acompanhada por ameixa, geléia de frutas vermelhas, e um leve esfumaçado, lembrando borracha queimada.

Na boca é seco e mostra corpo médio, com alta acidez (bastante gastronômico), álcool perceptível, mas sem atrapalhar o conjunto. Os taninos tem média adstringência, e algum amargor. A persistência é boa, passando dos 8 segundos. O retro-olfato confirma o nariz, sem trazer novidades.

Me custou 35 reais, e confesso que fazia tempo que não bebia algo interessante do novo mundo, sobretudo nesta faixa de preço. Apesar do amargor meio chato em boca, acho que vale a pena provar, e beber de novo!

Outro Syrah argentino que vale muito a pena, mas é totalmente diferente, é o Serrera Reserva Syrah 2005

Callia Alta Shiraz 2009
Região: Vale de Tulum (San Juan) - Argentina
Produtor: Bodegas Callia
Importador: Decanter
Teor alcoólico: 14%
Casta(s): Syrah
Preço: R$ 35,00 (Mercato Di Vino)

domingo, 7 de novembro de 2010

Tall Horse Shiraz 2009


Vinho com meu pai ao fundo


Um exemplar bem simples e honesto de vinho sul-africano, esse Tall Horse. Do rótulo engraçadinho com uma girafa estilizada (o tal do "cavalo alto"), com aparência casual, até o estilo do vinho, amigável, direto, sem maiores sutilezas.

O Tall Horse Shiraz passa por fermentação alcoólica durante 7 dias, seguida de estágio breve de 3 meses em barricas de carvalho francês e americano, e fermentação maloláctica.

É um vinho de cor vermelho-violáceo com média intensidade, límpido, brilhante e transparente. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, sem cor.

No nariz tem média intensidade, com muita fruta vermelha fresca, lembrando framboesa e morango, e um toque de pimenta do reino, bem colocada no conjunto.

Na boca, corpo leve, com dulçor bem acentuado, acidez moderada (o que pesa um pouco o vinho), e álcool bem equilibrado (13,5%).Persistência média (7 segundos), com retro-olfato muito frutado.

Como disse antes, um exemplar totalmente despretensioso, mas que vale a pena beber. É uma ótima pedida para quem ainda não está acostumado a beber vinhos e quer começar!
Tall Horse Shiraz 2009
Região: Western Cape - África do Sul

Produtor: Tall Horse Wines
Importador: Expand
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Syrah
Preço: aprox. R$ 30,00

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Casillero del Diablo Shiraz 2008


A linha Casillero del Diablo dispensa apresentações para o enófilo brasileiro. Elaborados pela gigante chilena Concha y Toro, e vendidos no mundo inteiro, os vinhos Casillero del Diablo já passaram pelas taças da maioria dos apreciadores de vinhos do país.
E nas taças de alguns, como eu, é presença constante, pois se trata de uma opção segura e relativamente barata (já foi mais, infelizmente), com qualidade constante e boa tipicidade das castas, sendo um ótimo "vinho didático" para quem quer aprender a perceber as características específicas de cada uva.

Elaborado no Vale de Rapel, o Casillero del Diablo Shiraz estagia durante 8 meses em barricas de carvalho americano. O vinho ganhou pontuações entre 86 e 89 de veículos como Wine Enthusiast (89), Wine Spectator (87), Guia Descorchados (89) e Wine Advocate (86), em sua safra anterior, de 2007. 

É um vinho vermelho violáceo e intenso, com lágrimas rápidas, finas e abundantes, com cor.

No nariz, média intensidade, com aromas a fruta vermelha, ameixa, especiaria típica da Syrah bem evidente (pimenta do reino preta), e algum tostado.

Na boca, boa acidez, álcool bem perceptível, mas arrefece em taça. Taninos de boa qualidade, mas precisando afinar um pouco. Corpo médio, boa maciez. Persistência média (8 segundos) e retro-olfato confirma o nariz.

Como eu disse anteriormente, é um vinho bom para brincar de aprender as características da casta. Fora isso, eu acho o vinho mais agradável entre os tintos da Casillero del Diablo, a despeito de todo o marketing em torno do Cabernet Sauvignon deles. 

Como era de se esperar, peca um pouco ao tornar o estágio em carvalho muito perceptível no nariz, mas também não é nada que torne o vinho ruim. É uma tendência de mercado para os vinhos sul-americanos, e temos que lembrar que o Casillero é um vinho de grande produção.

Acho sim uma boa opção de dia-a-dia! 

Leia aqui outras notas de vinhos da linha Casillero del Diablo:

Casillero del Diablo Shiraz 2008
Região: Vale de Rapel - Chile
Produtor: Viña Concha y Toro
Importador: VCT Brasil (Concha y Toro)
Teor alcoólico: 13,%
Casta(s): Syrah
Preço: R$ 28,00

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Terranova Shiraz 2008

Primeiro vinho degustado dos dois tintos produzidos pela Miolo na Fazenda Ouro Verde. Como é comum ver no Vale do São Francisco - e raro nas demais regiões do Brasil - é um monovarietal de Syrah, ou Shiraz.

A cor é violácea de média intensidade, límpida e brilhante, com lágrimas rápidas, finas e abundantes, com alguma cor.

No nariz tem intensidade média, com aroma a frutas vermelhas - não consegui distinguir nenhuma específica - uma especiaria muito leve, um curioso aroma lembrando algo tostado (curioso porque o vinho não estagia em barricas).

Na boca é de corpo leve, com taninos médios, acidez moderada/baixa, álcool no lugar,  e algum amargor. A persistência é média (7 segundos) e o retro-olfato confirma o nariz.

Confesso que desta linha mais básica de vinhos tranquilos da Terranova, a versão branca com Chenin Blanc ganha com folga. Ah, e este aqui também vem em versão bag in box, útil para servir em taça nos restaurantes e para bebedores extremamente moderados.

Terranova Shiraz 2008
Região: Vale do São Francisco - Brasil
Produtor:
Miolo Wine Group
Importador:
-
Teor alcoólico:
13%
Casta(s):
Syrah
Preço: R$ 18,00

terça-feira, 25 de maio de 2010

Serrera Reserva Syrah 2005

Bebido no jantar do último sábado (22/05), este vinho me surpreendeu muito positivamente, e pelo preço - sai por cerca de 50 reais - se trata de um ótimo custo x benefício para quem é fã de Syrah como eu.

Produzido pela Bodega Marton Andina, este Syrah de Luján de Cuyo passa por carvalho durante 6 meses, sendo que não encontrei especificação de tipo de carvalho no site da vinícola ou importadora. Além disso, o vinho passou por maceração e fermentação a baixas temperaturas.

Visualmente é vermelho-rubi intenso, com lágrimas rápidas, finas e abundantes.

No nariz se mostrou intenso, com muita fruta vermelha, e mais uma vez a pimenta do reino recorrente em vinhos de Syrah. Confesso não ter atentado para qualquer tipo de aroma empireumático aqui.

Ao degustar, mostrou boa acidez, uma ponta de álcool sobrando, mas sem incomodar tanto. Corpo médio/forte, com taninos finos e presentes, e persistência nos 8 segundos. O retro-olfato confirma as impressões olfativas.

Como eu disse acima, é um bom custo benefício para quem consegue encontrar ele a 50 reais, que é o preço da importadora, a Hannover. Aqui em Salvador preciso checar quanto ele custa em loja - bebi em restaurante - mas o preço deve ser sensivelmente mais alto.

Serrera Reserva Syrah 2005
Região: Luján de Cuyo (Mendoza) - Argentina
Produtor: Bodega Marton Andina
Importador: Hannover
Teor alcoólico: 14%
Casta(s): Syrah
Preço: R$ 50,00 (Na importadora)

Ventisquero Queulat Syrah 2006

Tenho uma certa história com este gran reserva da Ventisquero, que foi talvez o primeiro vinho "inesquecível" da minha vida, há uns 2 anos e meio. Sim, minha história com vinhos é recente, nada daquela coisa de "vovô molhava minha chupeta com vinho quando eu tinha 3 anos e foi aí que tudo começou".

A primeira vez que o provei, foi da safra 2005, num jantar com a minha família no Barbacoa. Em seguida tive a oportuniade de beber o 2004. De lá pra cá, bebi novamente a safra 2005 em algumas ocasiões. Este 2006 eu achei no começo do ano numa ponta da Vinhos do Mundo, em encomenda conjunta com meus amigos enófilos Ade e Adilson, aqui de Salvador.

O Ventisquero Queulat Syrah 2006 é elaborado com uvas do Vale do Maipo, e estagiou por 14 meses em barricas de carvalho francês e mais 6 meses em garrafa.

Ao olhar, se mostrou um vinho de cor vermelho rubi intensa, ainda com reflexos violáceos.

Os aromas também mostraram boa intensidade, com aquela especiaria típica da Syrah - muita pimenta do reino, e talvez alguma coisa de cravo - saltando em primeiro plano. Também é perceptível aroma de geléia de frutas vermelhas e algo que lembrou baunilha, e mais algum aroma empireumático, que não consegui distinguir.

Na boca mostrou bom corpo, acidez correta e álcool sobressaindo (14,5%). Taninos finos, mas muito presentes, textura macia, persistência entre 8-9 segundos e retro-olfato confirmando o nariz, mas com mais aromas tostados do que seria agradável.

Enfim, ainda mantenho o meu respeito e minha "história afetiva" com este vinho. Para a época que o bebi pela primeira vez, não me admira que eu tenha achado um grande vinho, e na verdade, ainda o acho muito bom até hoje, sobretudo pelo preço atual (R$ 54,90). Mas já sem o fascínio que ele exerceu há 2 anos e meio...

Talvez a safra 2006 não esteja tão boa. Ou talvez ele precise de mais um ou dois anos de adega. Ou talvez simplesmente eu esteja mais exigente do que eu era quando bebi este Syrah pela primeira vez...independente do que seja, ainda recomendo este vinho!

Ventisquero Queulat Syrah 2006
Região: Vale do Maipo - Chile
Produtor: Viña Ventisquero
Importador: Cantu
Teor alcoólico: 14,5%
Casta(s): Syrah
Preço: R$ 54,90