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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Camino Real Cabernet Sauvignon 2009


Vinho bem interessante produzido no Vale de Cachapoal, no Chile. É um Cabernet Sauvignon que passa por colheita à mão ao amanhecer, para aproveitar as baixas temperaturas, e passa por maceração pré-fermentativa a frio (10 graus) durante 7 dias. A fermentação ocorre em temperaturas entre 28 e 30 graus, em tanques de inox. Passa por uma curta maceralçao pós-fermentativa e estagia durante 6 meses em inox e barricas americanas e francesas usadas.

Degustação:
Vermelho-rubi intenso com reflexos violáceos, lágrimas rápidas, finas e abundantes, com cor. Límpido e brilhante.

Intenso no olfato, com aromas bem perceptíveis de especiarias mescladas a um mentolado agradável. Fruta vermelha, define para cereja em taça.

Corpo médio, bela acidez (surpreendeu, encheu a boca d'água), álcool potente, mas sem tanto exagero. Taninos perceptíveis, mas finos. Macio. Leve amargor, mas que combina com o estilo do vinho. Retro-olfato com especiaria e fruta, mais uma vez cereja, e às vezes, café. Persistência média (8 s).

É um vinho muito gostosinho, fácil e o mais importante: embora seja 2009, está pronto para beber! As arestas não chegam a atrapalhar, e o vinho já mostra muito. Ótimo custo x benefício, e um dos melhores Cabernet Sauvignon Chilenos que se encontra a este preço!

Do mesmo produtor, vale muito a pena provar também o Chardonnay.

Camino Real Cabernet Sauvignon 2009
Região: Vale de Cachapoal - Chile
Produtor:
Viña Camino Real
Importador:
Giava Perini do Brasil
Teor alcoólico:
14,5%
Casta(s):
Cabernet Sauvignon
Preço:
R$ 38,00

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Rio Sol Winemakers Selection Cabernet Sauvignon 2008


Antes de falar sobre o vinho, queria fazer uma observação: Curiosamente, é muito difícil achar os produtos Rio Sol nas gôndolas de mercados e lojas de vinho baianas, embora os mesmos sejam elaborados no Vale do São Francisco, na divisa entre Pernambuco e Bahia. Os que estão disponíveis aqui são das linhas mais básicas; produtos mais elaborados como este Cabernet Sauvignon não chegam por estas bandas.

Elaboração:
Não consegui achar quase nenhuma informação a respeito da elaboração deste vinho, nem no site do projeto Vini Brasil, nem no da Dão Sul, que só dispõe de dados a respeito do Alicante Bouschet.

Segundo dados da distribuidora Winebrands, este exemplar de Cabernet Sauvignon do Rio São Francisco passa por estágio de 6 meses em barricas de carvalho francês. 


Degustação:
Este Cabernet Sauvignon apresenta cor vermelho-rubi intensa, límpida e brilhante, com lágrimas rápidas, finas e abundantes, mostrando alguma cor.

No nariz é intenso, mostrando aroma a geléia de frutas vermelhas define para framboesa. em taça Mostra tostado e baunilha também. Após algum tempo surge um aroma de especiaria. O defeito aqui fica na interferência do álcool na percepção dos aromas.

É um vinho de corpo médio, com acidez moderada (característica que já espero em vinhos do Vale do São Francisco), e álcool sobressaindo. Os taninos são médios, com amargor  um pouco persistente na boca. Persistência de uns 8 segundos, com retro-olfato trazendo algo de vegetal, junto com o amargor.

Para mim fica difícil avaliar este vinho. Achei o nariz dele interessante, mas ainda apresenta defeitos na análise gustativa. Defeitos estes que são característicos dos tintos do Vale do São Francisco, a saber: desequilíbrio entre álcool (sobressai) e acidez (baixa), e taninos muito rústicos (amargor, adstringência excessiva).

Por outro lado, estes vinhos apresentam uma clara - e significativa - melhora na qualidade da produção do Vale do São Francisco. E sinceramente, é um vinho que dá para beber e tirar algum prazer, relevando estes defeitos (ou talvez seja mania minha, fazer isso).

De qualquer forma, mesmo com todos os defeitos em boca, vejo este vinho de forma positiva!

Rio Sol Winemakers Selection Cabernet Sauvignon 2008
Região: Vale do São Francisco - Brasil
Produtor:
ViniBrasil - Dão Sul
Importador:
-
Teor alcoólico:
13%
Casta(s):
Cabernet Sauvignon
Preço: R$ 39,00

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Penedo Borges Reserva Cabernet Sauvignon 2007

Percebam que meu pai gosta de aparecer no blog!

Esse é um vinho argentino com legítimo DNA tupiniquim: Os cinco sócios da vinícola são brasileiros, e um deles, o que dá nome ao vinho, Euclides Penedo Borges, é o atual presidente da ABS-RJ.

Tive a oportunidade de beber este vinho algumas vezes, inclusive em degustação guiada com o próprio Euclides Penedo Borges (na época este blog ainda não existia). Só esta semana, no entanto, decidi postá-lo, embora sempre tenha achado este um bom vinho.

Este Cabernet Sauvignon é elaborado com uvas provenientes de Luján de Cuyo, Mendoza, e teve colheita manual das uvas, com fermentação de 25 dias a temperaturas controladas (15 a 17 graus). O vinho passou por estágio em barricas de carvalho francês.

É um vinho de cor vermelho-rubi, com intensidade média; límpido e brilhante, com certa transparência e reflexos violáceos. Tem lágrimas rápidas, finas e abundantes, com alguma cor.

Tem boa intensidade aromática, com muita fruta vermelha (lembra cassis), além de aromas a tabaco, leve pimenta do reino e algo mentolado.

Possui corpo médio/forte, com dulçor acentuado, acidez moderada (mas coerente com o conjuntos), álcool bem potente (14%), taninos finos, mas bem presentes; persistência longa, passando dos 10 segundos, e retro-olfato com as notas frutadas voltando, e madeira bem presente.

É um vinho gostoso, mas bem ao estilo sul-americano! Os que gostam deste estilo de vinho vão adorar, com certeza. Os que não são fãs....melhor ficarem longe!

Outro vinho Penedo Borges postado aqui no Notas Etílicas é o Penedo Borges Chardonnay 2008. Confiram!

Penedo Borges Reserva Cabernet Sauvignon 2007
Região:
Luján de Cuyo (Mendoza) - Argentina
Produtor: Finca don Otaviano
Importador: Yuhan Sudamerica
Teor alcoólico:
14%
Casta(s):
Cabernet Sauvignon
Preço:
aprox. R$ 55,00

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Don Melchor 2005

Vinhos especiais pedem ocasiões especiais. Pode parecer um pensamento de pouca reverência ao vinho de minha parte, mas acho que um grande vinho ganha muito, quando apreciado ao lado das pessoas certas, em dias significativos. Não me agrada tanto a idéia de um vinho ser um evento, por si só.

E este Don Melchor 2005 que estava há um par de anos guardado não podia ter sido aberto em melhor ocasião. Aniversário de 55 anos de minha mãe, ao lado de minha família e namorada, aqui em casa.

Quanto ao vinho, dispensa grandes apresentações. Elaborado pelo renomado enólogo Enrique Tirado, este é um dos grandes vinhos-ícone do Chile e da gigante Concha y Toro.

colheita foi feita bem tarde, entre 19 de abril e 17 de maio, resultando em grande amadurecimento dos frutos. O corte de 2005 conta com 97% de Cabernet Sauvignon e 3% de Cabernet Franc (a proporção de Cabernet Franc varia ano a ano), passando por estágio de 15 meses em barricas de carvalho francês. 

As vinhas tem idade média de 20-27 anos, e ficam em uma altitude de 650 metros acima do nível do mar. Grande amplitude térmica (diferença de temperatura entre dia e noite) e solos pobres contribuem para o amadurecimento adequado das uvas.

Esta safra foi considerada excelente no Chile, e o Don Melchor 2005 contou com altas pontuações da crítica especializada, recebendo 94 pontos da Wine Advocate (revista do Robert Parker) e 96 pontos da Wine Spectator. 

Dando fim à expectativa de dois anos, abrimos o vinho! Ficou por quase uma hora em decanter antes de ser servido, mas é claro que separei uma tacinha logo depois de aberto, para degustar e notar a evolução.

A cor vermelho rubi é muito intensa e brilhante, e mostra ainda alguns reflexos violáceos, dando sinais de ser um vinho ainda jovem. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, com muita cor.

Destaca-se a intensidade aromática, muito, muito forte. Fruta exuberante, dentre as quais distingui ameixa e cassis. Notas de menta também muito perceptíveis. Fecham o conjunto uma especiaria (lembrou cravo) e notas tostadas e de café muito bem integradas ao conjunto, que foram se mostrando depois que começamos a beber, e continuaram bem presentes, em uma grande persistência aromática.

Depois da análise visual e olfativa, não poderia esperar menos do que um vinho muito potente, e não recebi menos do que esperava! Um vinho de encher a boca, com muito corpo, álcool extremamente perceptível, ótima acidez para equilibrar o conjunto superlativo. Taninos muito abundantes, adstringentes, mas de qualidade, sedosos e finos, sem travas excessivas ou amargores. 

O resultado é um vinho muito macio, apesar da potência e robustez. A persistência passou dos 30 segundos antes que eu parasse de contar, e o retro-olfato trouxe toda aquela fruta suculenta, as notas de menta, especiarias e tostado de volta, e também um quê meio terroso, que me agradou.

Conversei com pessoas que já conheciam este vinho antes de beber, e me disseram que aguenta chegar aos 10 anos tranquilamente, com ganhos. Concordo, e acho que vai melhorar. Mas sinceramente, para quem não se importa com vinhos "superlativos", cheios de fruta e muito potentes, este daqui está pronto para beber.

É delicioso, certamente um vinho especial, daqueles que não se toma todo dia (inclusive pelo preço). E este vinho coroou um dia que não merecia nada menos do que ele! 

Um brinde à minha mãe!

Don Melchor 2005
Região: Puente Alto (Vale do Maipo) - Chile
Produtor: Viña Concha y Toro
Importador: VCT Brasil (Concha y Toro)
Teor alcoólico: 14,5%
Casta(s): 97% Cabernet Sauvignon - 3% Cabernet Franc
Preço: R$ 350,00 - R$ 500,00

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Almadén Cabernet Sauvignon 2009

Mais uma vez, leiam antes de torcer o nariz, por favor!

Sim, cá estou eu, novamente postando um vinho da linha Almadén em sua safra 2009, a primeira produzida após a compra pela Miolo Wine Group. O primeiro que postei foi o Almadén Riesling 2010, que foi um sucesso em comentários e leitores. 
Ainda não havia provado outros rótulos da nova safra do Almadén porque, infelizmente, ainda não estavam disponíveis em Salvador. Hoje finalmente encontrei mais um, o Cabernet Sauvignon. 

Confesso que comprei com o pé atrás, pois sou muito menos tolerante com vinhos tintos do que brancos, e acho que já deixei clara aqui a minha posição de que a nossa vocação é mais voltada para a elaboração de brancos e espumantes, e não tintos.

Ainda com receio, a curiosidade falou mais alto. E me prometi beber todos os vinhos da Almadén. Estou cumprindo pouco a pouco.
O vinho é elaborado com uvas provenientes da Campanha Gaúcha, região que talvez seja a mais promissora do Rio Grande do Sul, atualmente. Após colheita manual, o vinho passa por maceração pré-fermentativa a frio durante 4 dias em tanques de inox, antes da fermentação alcoólica, com remontagem e pigeage. O vinho passa por fermentação maloláctica total.

Na degustação se mostrou um vinho simples. A cor é ainda vermelho bem violáceo, de média intensidade, brilhante. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, com alguma cor.

No nariz mostrou fruta vermelha em abundância mas sem distinção de qual fruta, com aroma de intensidade média. Também senti uma pontinha vegetal, parte que não me agradou aqui.

Ao provar, a primeira coisa que se destacou foi o corpo muito ralo, mostrando baixa persistência na boca (5-6 segundos), ainda que com taninos mostrando um pouco de adstringência. A acidez é boa (bem alta, até) e o álcool equilibrado. Um amargorzinho chato no final de boca atrapalha também. Retro-olfato frutado, mas pouco intenso.

O vinho mostrou algum defeito com o amargor, e uma característica que achei fora de contexto, que foi o aroma vegetal. O corpo e a persistência...bem, eu já esperava.

Quanto às qualidades, é um vinho franco, os aromas frutados são agradáveis, e a acidez e o álcool estão ok.
 
No balanço geral, é um vinho que não diz muita coisa. Pequenos defeitos, pequenas virtudes, e termina zerado. O que pende a balança positivamente é o preço: R$ 16,00. Na vinícola ou no sul do país deve ser mais barato ainda. E pra falar a verdade, por este preço, acho difícil encontrar coisa melhor.
Ainda assim, creio que o leitor deve dar uma chance e experimentar. Gostaria de saber a opinião de mais pessoas que beberam este vinho.
Ah, fica bonzinho acompanhando massas com molhos leves à base de tomate, pela boa acidez e corpo leve, além de um leve dulçor na boca.



Almadén Cabernet Sauvignon 2009
Região: Santana do Livramento (Campanha Gaúcha) - Brasil
Produtor:
Vinícola Almadén - Miolo Wine Group
Importador:
-
Teor alcoólico:
12%
Casta(s):
Cabernet Sauvignon
Preço:
R$ 16,00

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Antonini Ceresa Cabernet Sauvignon Veneto IGT 2008

Este vinho faz parte do estoque que minha família trouxe para o interior do Tocantins. Comprei em promoção por R$ 20,00 na Ana Import, sendo que o preço normal é de cerca de R$ 30,00 - R$ 35,00. 

No site do produtor não há maiores informações sobre a elaboração dos vinhos, e pelo que percebi, ele não planta seus vinhedos (ou a maioria deles), apenas compra lotes de viticultores locais para elaborar seus vinhos.

A cor do vinho é vermelho de baixa intensidade, bem transparente e brilhante. É possível notar a presença leve de bolhas aderidas à parede da taça logo após a abertura da garrafa.

No nariz mostra baixa intensidade aromática, com aromas predominantes a frutas vermelhas, licor de cereja, ameixa. É possível notar leve especiaria.
Na boca é seco e muito, mas muito ácido (excessivamente). O álcool (11%) é quase imperceptível. Corpo muito leve, persistência curta (5s), com retro-olfato confirmando o nariz, e trazendo alguma coisa lembrando defumado, bem lve.

Confesso que nunca havia bebido um Cabernet Sauvignon tão ácido e magro. Até gosto deste estilo leve e bem frutado de vinho, e a despeito da baixa intensidade aromática, o vinho era agradável no nariz. Mas acidez excessiva matou o vinho, e foi necessário beber a uma temperatura muito baixa para que ela parasse de incomodar tanto. Eu não tentaria novamente.
Antonini Ceresa Cabernet Sauvignon Veneto IGT 2008
Região: IGT Veneto - Itália
Produtor:
Antonini Ceresa
Importador:
Ana Import
Teor alcoólico:
11%
Casta(s):
Cabernet Sauvignon
Preço: R$ 30,00 - R$ 35,00

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Luna Benegas Cabernet Sauvignon 2006

Este foi o segundo vinho bebido no jantar de sábado no Barbacoa, escolhido para acompanhar as carnes. É um Cabernet Sauvignon argentino, produzido no departamento de Luján de Cuyo em Mendoza e trazido para o Brasil pela importadora Vinhos do Mundo.

Até o presente momento o site da vinícola está fora do ar, e na ficha técnica disponibilizada pela importadora há apenas uma nota de degustação, nenhum dado técnico sobre a elaboração do vinho. Fico devendo essa ao leitor.

É um vinho vermelho rubi intenso e brilhantes, com lágrimas rápidas, finas e abundantes, de coloração leve.

Tem média intensidade no nariz, com aromas a frutas como cereja, cassis (ambos parecendo licor), alguma coisa remetendo a folhas de chá, e um aroma tostado.

Encorpado, com acidez moderada, álcool muito perceptível no início. Taninos finos, mas mostrando bastante adstringência. Quase nenhum amargor. A persistência está entre 8 e 9 segundos, com retro-olfato confirmando a percepção anterior. 

O vinho melhora em taça, ganhando um pouco em intensidade aromática e revelando algumas nuances (as tais folhas de chá, por exemplo) e o álcool, desequilibrado de início, arrefece um pouco parando de incomodar e se integrando ao conjunto. (Continua alto, mas a estrutura do vinho comporta)

Pela rápida pesquisa que fiz, o preço de loja deste vinho está na faixa dos R$ 45,00 reais. Acho que vale a pena experimentar, sobretudo pelo aspecto olfativo.

Em tempo, não foi intenção harmonizar, mas o vinho acompanhou um bife de chorizo para mim, e até onde me lembro, um miolo de alcatra para a minha mãe. Embora seja um vinho com certa estrutura, acho que ele se deu melhor com o miolo de alcatra. Não chegou a sumir com o bife de chorizo, mas eu escolheria um Cabernet Sauvignon mais potente ainda, ou quem sabe até um Tannat.

Luna Benegas Cabernet Sauvignon 2006
Região: Luján de Cuyo (Mendoza) - Argentina
Produtor: Bodega Benegas
Importador: Vinhos do Mundo
Teor alcoólico: 14,5%
Casta(s): Cabernet Sauvignon
Preço: aprox. R$ 45,00

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Santa Helena Selección del Directorio Cabernet Sauvignon 2008

 

Estou bebendo este agora. Postando a degustação em tempo real, coisa que dificilmente faço aqui. Trata-se de um Cabernet Sauvignon da linha "Gran Reserva" de uma das gigantes do Chile, a Santa Helena. 

Em tempo, legalmente a denominação Gran Reserva não representa nada no Chile, mas é uma espécie de distinção informal entre as vinícolas, que significa que é um vinho de qualidade um pouco melhor. Geralmente também tem estágio em barricas, mais alto do que as linhas básicas ou os Reserva, o que não significa que vinho barricado seja melhor. É simplesmente uma questão de atender às demandas do mercado por estes vinhos.

Elaborado com 100% de Cabernet Sauvignon do Vale de Colchagua, este vinho passa por maceração pós-fermentativa de 10 dias para extração de taninos e pigmentos, e depois um estágio de 8 meses em barricas (sem especificação de procedência ou uso). 
É vermelho rubi intenso, com reflexos violáceos ainda muito evidentes e lágrimas muito rápidas, finas e abundantes, ainda repletas de cor.

No nariz começa fechado, levando tempo para abrir em taça. A intensidade é média, com aromas a fruta vermelha, licor de cassis e muita, mas muita madeira. Alguma baunilha, uma ponta de chocolate, mas predominantemente madeira queimada, defumado mesmo. Muito carregado neste aspecto.

Ao provar, mostra-se bem encorpado, potente e macio. Apresenta sensação de dulçor bem acentuada, acidez correta e álcool muito evidente, de forma que é necessário resfriar abaixo dos 18 graus para que o vinho não incomode. Os taninos são muito presentes, mostrando grande adstringência e uma ponta de amargor. Persistência longa (9-10 segundos), com retro-olfato ressaltando os aromas defumados e definindo melhor a baunilha. Os taninos continuam marcando a boca por mais tempo ainda.

Bem, o que dizer sobre este vinho? Ele é feito para atender às demandas de um mercado grande. Eu diria que é a cara do público nacional médio, que gosta de vinhos com muita extração de cor e taninos, encorpados, meio adocicados e com a fruta muito mesclada a aromas abundantes derivados de estágio em barricas.

Eu confesso que já gostei muito disto, mas ultimamente o estilo tem me enjoado. Ainda gosto de beber alguns vinhos "bombados" às vezes, mas este conseguiu levar o estilo a um superlativo. É realmente enjoativo. Costuma custar uns R$ 45,00, mas confesso que não pretendo pagar novamente nem os R$ 30,00 que ele me custou.

Respeito quem gosta, e creio que deve ter muito público para ele. Mas não é a minha praia.

Santa Helena Selección del Directorio Cabernet Sauvignon
Região: Vale de Colchágua - Chile
Produtor:
Viña Santa Helena
Importador:
Interfood
Teor alcoólico:
14%
Casta(s):
Cabernet Sauvignon
Preço:
R$ 30,00 - R$ 45,00

terça-feira, 22 de junho de 2010

Domaine Conté Selección de Barricas Cabernet Sauvignon 2007

Elaborado pelo braço chileno da gigantesca Beringer Blass, que produz também nos EUA e Austrália, este Cabernet Sauvignon traz traços bem típicos do que se espera da casta no Chile.

Na análise visual apresenta cor vermelho rubi de intensidade média, bem transparente, límpido e brilhante. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, apresentando ainda alguma cor.

No nariz é intenso, com os aromas que se espera de um Cabernet Sauvignon chileno. Fruta vermelha, notas mentoladas muito nítidas (bom vinho para quem quer acrescentar este aroma à sua biblioteca olfativa de vinhos) e algo remetendo a tostado, mas indistinto.

Tem corpo médio, taninos finos, acidez adequada, álcool sobrando um pouco, persistência média e retro-olfato confirmando todas as impressões do nariz.

Enfim, típico, gostoso, sem nada de novo ou surpreendente, mas também sem defeitos. É um vinho para quem quer um "perfil geral" do Cabernet Sauvignon chileno, ou simplesmente levar para casa um vinho seguro de que fez uma boa compra.

Pelos R$ 38,00 que ele custa no site da Zahil é uma bela compra. Pelos 50 e poucos que deve custar na loja da Zahil aqui em Salvador...ainda vale, mas já abre as portas pra muita concorrência.


Domaine Conté Selección de Barricas Cabernet Sauvignon 2007
Região:
Vale Central - Chile
Produtor:
Beringer Blass Chile
Importador:
Zahil
Teor alcoólico:
13,5%
Casta(s):
Cabernet Sauvignon
Preço:
R$ 38,00

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ventisquero Queulat Cabernet Sauvignon 2007

Bebi ontem este Ventsiquero da linha Queulat, que é uma espécie de Gran Reserva da vinícola. Da mesma linha já conheço - e gosto muito - do Ventsiquero Queulat Syrah, já postado aqui no blog. Este Cabernet Sauvignon, desta mesma safra, recebeu 87 pontos da Wine Advocate.

Elaborado com uvas provenientes do Vale do Maipo, embora possa ser rotulado como um monovarietal pela legislação chilena, na verdade este Cabernet Sauvignon apresenta uma parcela de 15% de Syrah. O vinho passa por estágio de 14 meses em barricas de carvalho francês e mais 6 meses em garrafa antes da venda.

É um fermentado de cor vermelho rubi intensa, com lágrimas muito rápidas, finas e abundantes.

No nariz é intenso, com aroma a frutas vermelhas em geléia, especiaria (pimenta do reino preta) e baunilha. O álcool (14,5%) atrapalha um pouco a percepção olfativa, mesmo depois de algum tempo com a garrafa aberta.

Ao provar se mostrou muito seco, com textura mais áspera do que macia. Muita acidez, álcool bem perceptível (mas incomodando menos na boca do que no nariz), taninos ainda agressivos, apresentando muita adstringência, mas sem amargores ruins. A persistência é longa, passando dos 10 segundos, e o retro-olfato confirma o nariz, revelando também notas de café.

A ficha técnica no site abre uma perspectiva de guarda de 7 anos para este vinho. De fato, a julgar pelo teor alcoólico, acidez ainda marcante e taninos duros, este vinho ainda precisa de um tempo para amaciar e aparar estas arestas.

Creio de deve melhorar em 2 a 3 anos.
Por ora, é um vinho extremamente agressivo, que pode ser um tanto incômodo se degustado sozinho. Pede por comida, como um bom churrasco, onde a suculência e a gordura da carne ajudam a diminuir a sensação meio superlativa do vinho.


Ventisquero Queulat Cabernet Sauvignon 2007
Região: Vale do Maipo - Chile
Produtor: Viña Ventisquero
Importador: Cantu
Teor alcoólico: 14,5%
Casta(s): 85% Cabernet Sauvignon - 15% Syrah
Preço: R$ 54,00

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Landélia Cabernet Sauvignon 2008

Este vinho acompanhou o segundo prato da noite de ontem (28/04), e foi uma surpresa proposta pelo sommelier da Ana Import, o Marcelo Bastos. O vinho foi degustado às cegas primeiro, sendo revelado apenas após o prato.

Mais uma vez, a iluminação do ambiente não ajudou a análise visual. O vinho me pareceu de cor violácea intensa, impenetrável. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes.

No nariz é intenso, com aromas a fruta escura, alguma especiaria e notas vegetais. Depois de algum tempo surgem com mais força aromas derivados do estágio em barricas, especificamente café.

É seco, com acidez muito intensa, e álcool sobrando (14,2%). O corpo é médio/forte, com taninos ainda muito verdes, trazendo adstringência, amargor e aquele herbáceo no retro-olfato. A persistência é boa, entre 8-9 segundos, e além do herbáceo, o retro-olfato traz mais fruta.

Achei que o vinho ainda precisa de algum tempo para amaciar os taninos e arrefecer um pouco o álcool e a acidez. Se a opção for por beber agora, certamente o vinho pedirá comida, de preferência carne das suculentas e gordurosas. Sugiro uma costela, ou picanha, por exemplo. Vai ajudar com a acidez e os taninos.

Por outro lado, acho que vai evoluir bem, e ficar até bem elegante. Vale a pena provar em uns dois anos, creio eu.

Landélia Cabernet Sauvignon 2008
Região: Luján de Cuyo (Mendoza) - Argentina
Produtor: Landélia
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: 14,2%
Casta(s): Cabernet Sauvignon
Preço: R$ 59,00


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Miolo Reserva Cabernet Sauvignon 2008


Outro vinho que já conhecia, e que na verdade não sou muito chegado, mas acabo bebendo às vezes no dia-a-dia por falta de opção. Hoje foi o caso: Eu tenho algumas garrafas melhores aqui, mas por se tratar de um dia ordinário, não queria queimar nenhuma. Este Cabernet Sauvignon estava dando sopa na parte de baixo da geladeira, então foi ele mesmo.

Os vinhos da linha reserva da Miolo que estão no mercado são provenientes do Vale dos Vinhedos. No entanto, li em algum enoblog (não me recordo qual agora), que a partir de 2010, esta linha será transferida para a Campanha Gaúcha, o que certamente melhorará a qualidade dos vinhos.

Segundo o contra-rótulo este Cabernet estagia por cerca de um ano em barricas de carvalho francês e americano.


Na análise visual, é vermelho rubi intenso, ainda bom fortes reflexos violáceos. As lágrimas são rápidas, finas, abundantes e também de cor violeta.

O nariz é de média intensidade, com aromas a fruta vermelha, notas claras de madeira como baunilha e um pouco de café, e também alguma coisa vegetal. Confesso que é agradável até aqui.

Na boca o vinho é seco, com boa acidez mas álcool sobrando. Os taninos muito verdes, marcam a boca com adstringência e amargor excessivo e desnecessário. A persistência é média (7 segundos) e o retro-olfato confirma o nariz, evidenciando mais a nota vegetal.

Trata-se de um vinho passável até chegar na boca. Aí o álcool sobrando e o tanino grosseiro estragam tudo. Confesso que ainda bebo às vezes pois compro ele a uma média de R$ 16,00 a R$ 20,00 no Sam's Club, e para este preço, tais defeitos se tornam toleráveis, uma vez que é difícil achar vinho melhor pelo mesmo valor.

Pela média de R$ 33,00 a R$ 40,00 que vejo ele ser vendido por aí? Fique com o Casillero, ou com o Nederburg Cabernet Sauvignon que postei outro dia. Melhores e mais baratos.

PS: Da mesma linha, vale a pena provar o Chardonnay. Um dia posto sobre ele.

Miolo Reserva Cabernet Sauvignon 2008
Região: Vale dos Vinhedos - Brasil
Produtor: Miolo
Importador: -
Teor alcoólico: 13,5%
Casta(s): Cabernet Sauvignon
Preço: aprox. R$ 33,00

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Nederburg Twenty10 Cabernet Sauvignon 2008

Poisé pessoal, pra quem ainda não ouviu falar, este é o vinho da Copa do Mundo da África do Sul! Sim, sim, é um vinho OFICIAL da copa, com rótulo diferenciado, e um selo atestando que é um produto licenciado pela Fifa a usar a marca do maior evento do futebol no mundo.

E o que futebol tem a ver com vinho? Bem, nada. Mas como a África do Sul é um dos grandes produtores mundiais e a Copa do Mundo vai ser lá, seria no mínimo estupidez não aproveitar para fazer uma ação de marketing unindo as duas coisas, então, voilá! Um vinho da copa!

O que eu acho disso? Sinceramente, muito bom! Sobretudo em um país como o Brasil, que gosta de futebol e começa a desenvolver um bom mercado consumidor de vinho, a estratégia pode ajudar a aguçar a curiosidade das pessoas para a bebida.

Assim como o Nederburg Pinotage 2007 degustado anteriormente e postado aqui, este vinho foi comprado no Sam's Club, que por sinal traz muitos rótulos importados pela Casa Flora.

É um vinho de tom vermelho rubi intenso, com alguns reflexos violáceos. As lágrimas são rápidas, finas, abundantes e vermelhas.

No nariz começa bem fechado, com alguma fruta escura e uma ponta de couro, que some depois de pouco tempo. A intensidade aumenta na taça, e a fruta abre e define para ameixa, surge também uma nota tostada, a princípio indefinida, que depois se mostra lembrando café. Por fim, um ligeiro aroma vegetal, remetendo a pimentão que - ainda bem - não demora muito a sumir.

Se mostra encorpado e relativamente macio na boca, com boa acidez, mas álcool sobrando. Taninos bem presentes, e até finos (nem finíssimos, nem tão rústicos). Persistência nos 8 segundos, com retro-olfato a princípio ressaltando demais a nota vegetal, mas depois mudando para a combinação de fruta e tostado.

É um vinho razoável, mas sem maiores atrativos. Bom para tomar no dia a dia, sem dúvida, e potencialmente para acompanhar uma carne grelhada - nem muito magra nem muito gorda - feita de forma simples, sem frescuras. Definitivamente neste caso o preço interfere em favor da análise qualitativa.

É uma boa escolha para conhecer um vinho sul-africano, e para variar um pouco do velho Casillero del Diablo - rei do custo x benefício - mas não espere muito mais do que isso.

Nederburg Twenty10 Cabernet Sauvignon 2008

Região:
Western Cape (Paarl) - África do Sul

Produtor: Nederburg
Importador:
Casa Flora
Teor alcoólico: 14,5%
Casta(s):
Cabernet Sauvignon

Preço:
R$ 24,98

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Viu Manent Cabernet Sauvignon Reserva 2004

Finalmente, o último vinho da sexta-feira santa! Foi tanta coisa que ficou difícil postar tudo de uma vez só. Pra variar um pouco do que foi o dia inteiro, mandamos um tinto à noite, que comprei numa ponta de estoque da Vinhos do Mundo (por um preço que, confesso, não me lembro, mas foi camarada).

Este tinto é elaborado - como diz o nome - pela Viu Manent, que é uma ótima vinícola do Chile, e certamente uma das minhas preferidas. As uvas são da região do Vale de Colchágua, provenientes de vinhas de cerca de 50 anos, e o vinho estagiou por 16 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Visualmente mostrou um vermelho rubi intenso, já com alguns reflexos granada, denunciando os seis anos de idade do cara, também confirmados pela presença de algum halo evolutivo. As lágrimas são rápidas, finas e abundantes, com uma leve coloração vermelha.

No nariz é um vinho intenso, com aromas tanto a ameixas quanto frutas vermelhas em geléia, além de especiaria muito abundante e notas tostadas lembrando café moído, muito bem integradas ao conjunto, sem matar a fruta, que cresce mais ainda depois de algum tempo na taça.

Ao provar, é seco, com acidez e álcool bem equilibrados. Encorpado e potente, com taninos presentes, mas muito sedosos, conferindo ótima maciez na boca. O retro-olfato traz mais fruta madura e em geléia, além das notas de café, em uma persistência grande, que bate nos 10 segundos e continua (parei de contar nos 10).

Embora o contra-rótulo (nunca confie neles!) diga que este vinho tem perspectiva de guarda de 5 anos, esta garrafa se mostrou em plena forma. Estou longe de ter qualquer experiência em guarda de vinhos, e se, por um lado este Viu Manent já apresentava reflexos granada, halo aquoso e fruta já em geléia, por outro, a fruta ainda é abundante, com grande intensidade aromática, e o álcool e a acidez ainda estão muito presentes.

Mas não sei se apostaria em guardar mais ele. Parece que está exatamente no ponto para oferecer o que tem de melhor. Se eu tivesse outra garrafa, mataria por agora mesmo.

Minha opinião final? Um ótimo vinho, com certeza! Tô ansioso por abrir o Reserva Carménère 2007, que também peguei nesta ponta! Quando rolar, posto aqui!

Viu Manent Cabernet Sauvignon Reserva 2004
Região: Vale de Colchágua - Chile
Produtor: Viu Manent
Importador: Hannover
Teor alcoólico: 14,5%
Casta(s): Cabernet Sauvignon
Preço: R$ 65,80 (preço da Vinhos do Mundo fora da promoção)