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sexta-feira, 23 de maio de 2014

LaFleur Mallet Sauternes 2009


Sauternes por R$ 49,90 não é algo que se encontra todo dia, por isso mesmo eu não pensei duas vezes antes de comprar essa garrafinha em promoção na Adega Tio Sam. Justamente pelo preço - ok, é preconceito, mas tem um fundo de verdade - não fui esperando grande coisa. Por outro lado, sempre há a expectativa de que, pela apelação de origem, o vinho entregue sim alguma qualidade. Veja o que achei:

Visual: amarelo ouro brilhante.

Olfativo: frutas como abacaxi e maracujá bem maduro, mel e floral. 

Gustativo: Corpo médio, com certa untuosidade, ótima acidez equilibrando o dulçor, evitando que o conjunto fique enjoativo. Algum amargor na boca e boa persistência.

Opinião: elegante, com aroma agradável, mas sem tanta pungência tanto no nariz quanto ao beber. Na boca, a acidez ajuda a manter o drinkability, fazendo o vinho ter vivacidade e não ficar enjoativo. É um bom vinho, que vale o que pesa no bolso.

LaFleur Mallet Sauternes 2009
Região: Sauternes AOC (Bordeaux) - França
Produtor: Cheval Quancard
Importador: Adega Tio Sam
Teor alcoólico: -
Casta(s): 50% Sémillon - 30% Muscadelle - 20% Sauvignon Blanc 
Preço: R$ 69,90 por R$ 49,90 (Adega Tio Sam - Salvador Shopping)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Margan Botrytis Sémillon 2005



Ontem decidimos eu e a Daniela - minha digníssima - passar o Dia dos Namorados tranquilamente aqui em casa. Já foram muitas as experiências de peregrinação restaurante em restaurante sem achar uma mesa e atendimentos péssimos devido a estabelecimentos lotados. Fiz uma massa com molho de cogumelos shitake, paris e porcini; tomamos algumas cervejas especiais e para fechar...um belo vinho de sobremesa!

Acredito piamente que os vinhos doces de colheita tardia são os de sabor/aroma/textura mais românticos e sensuais do mundo do vinho. Me falem em champagnes, pinot noirs e etc. Concordo com tudo, mas nada bate um belo e untuoso colheita tardia!

Esse exemplar australiano de Hunter Valley é feito com uvas Sémillon afetadas pelo podridão nobre, ou seja, pelo fungo Botrytis cinerea. Devido aos seus 8 anos de idade, minha descrição difere um bom tanto da nota de degustação da safra 2005 que consta no site da vinícola e descreve uma abundância de aromas cítricos. Confira minha opinião sobre este vinho! ;)

Visual: Marrom. Âmbar. A clássica cor do último estágio de evolução do vinho, que vaticina a decrepitude. A morte anunciada.

Olfativo: Aromas igualmente evoluídos. Começa com um quê de borracha queimada que logo passa e dá lugar a mel, frutas secas e um distante maracujá ultra maduro, que é a nota mais próxima de "fresca" que se pode notar. Ainda assim, muito interessante!

Gustativo: Aqui vem a surpresa...acidez?? Sim! Já bem moderada pelos 8 anos em garrafa, mas ainda presente, dando um sopro de vida ao vinho. Dulçor bem acentuado, já ganhando um pouco a briga para a acidez. Os 10,5% de álcool ficam de fora da contenda, mantendo-se em seu devido lugar. Muito untuoso, aveludado, mas sem ser chato. Grande persistência na boca e retro-olfato licoroso, lembrando licores de jenipapo e tamarindo!

Opinião: Como não tenho larga experiência sobre vinhos de colheita tardia, sobretudo os botrytizados, fica difícil dar um parecer definitivo. Meu chute é de que ele já cruzou o ponto alto na curva de evolução e, embora ainda esteja repleto de qualidades, deve ser bebido de imediato. Inegavelmente o açúcar contribuiu decisivamente para a longevidade deste vinho. Apresenta aromas bem instigantes e sua textura aveludada é exatamente o que pede uma noite de dia dos namorados! 

Margan Botrytis Sémillon 2005
Região: Hunter Valley, Austrália
Produtor:  Margan 
Importador: 
Teor alcoólico: 10,5%
Casta(s): Sémillon
Preço: aprox R$ 110,00 (comprado por R$ 50,00 em queima de estoque da Adega Tio Sam)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

#cbe Herdade do Esporão Late Harvest 2008

 
Vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs, anunciado, comprado, degustado e postado a toque de caixa. A proposta desta vez era de um "vinho branco de sobremesa de valor até 100 reais", que muito me interessou, uma vez que já andava com saudade de um bom late harvest.

Este exemplar é um Alentejano da DOC de Reguengos, feito com a uva Sémillon. As uvas colhidas tardiamente foram refrigeradas e prensadas para a fermentação à temperaturas controladas em cubas de inox. O vinho não passa por carvalho.

Degustação:
Amarelo-ouro intenso, límpido e brilhante.

Nariz mostrou média intensidade aromática, mas elegante. Aromas minerais bem evidentes. Fruta seca, e leve cítrico. Fundo de taça de mel e fruta cristalizada.

Dulçor bem contrabalanceado por uma boa acidez, evitando que o vinho seja enjoativo. Bela untuosidade, persistência grande, passando dos 10 segundos, e retro-olfato no qual primeiro sobressai o mineral, e em seguida um aroma de frutas como damasco seco.

Me valeu cada centavo. Tinha o que eu espero de um bom colheita tardia: bela acidez, dulçor sem enjoar, untuosidade, persistência. Os aromas, embora mais discretos que outros exemplares que já provei, são muito elegantes, com destaque para a ótima mineralidade, presente no nariz e na boca!

Herdade do Esporão Late Harvest 2008
Região: Reguengos DOC (Alentejo) - Portugal
Produtor: Herdade do Esporão
Importador: Carballo Faro - Qualimpor
Teor alcoólico: 14,5%
Casta(s): Sémillon

Preço:
R$ 49,90 em Salvador / R$ 79,50 no site da Qualimpor

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Terranova Late Harvest 2005

Último vinho degustado na Fazenda Ouro Verde, este late harvest da linha Terranova é elaborado com uvas Moscatel. Após fermentação alcoólica e maloláctica,  o vinho estagia em barricas de carvalho americano de média tosta (por tempo não determinado na ficha técnica) antes de ir para o mercado. 

Visualmente, este late harvest está naquele ponto entre o amarelo palha forte e o ouro, com lágrimas grossas e lentas.

No nariz é intenso, com os aromas do estágio em barricas de carvalho americano muito evidentes, mostrando coco e baunilha, e um tostado que lembra muito o brandy também elaborado na Fazenda Ouro Verde, o Osborne. Também é possível notar algum aroma frutado, que me lembrou maracujá, mas ficou em segundo plano.

Na boca, como era de se esperar, dulcíssimo, e com álcool no lugar, num conjunto de maciez razoável. O problema aqui foi a acidez muito baixa, que talvez deixe o vinho enjoativo para se beber mais de uma taça. Persistência de 8 segundos e retro-olfato confirmando impressões do nariz.

É um vinho gostoso, tanto no nariz quanto na boca. Mas poderia ter mais acidez - o que na verdade, é o calcanhar de aquiles do Vale do São Francisco - e também ser mais untuoso. Mas não deixa de ser interessante. Comprarei novamente aqui em Salvador.

Terranova Late Harvest 2005
Região: Vale do São Francisco - Brasil
Produtor:
Miolo Wine Group
Importador:
-
Teor alcoólico:
(a confirmar)
Casta(s):
Moscatel
Preço: aprox. R$ 30,00


quinta-feira, 29 de abril de 2010

Viticoltori Arquatesi Colli Piacentini DOC Arquatum 2004

Este passito de Malvásia de Candia foi o vinho escolhido para acompanhar a sobremesa no jantar de ontem (28/04). Como o próprio nome sugere, este vinho do norte da Itália é elaborado com uvas passificadas da casta Malvásia, com o objetivo de aumentar a concentração de açúcar nos frutos, para a elaboração de um vinho doce ideal para escoltar sobremesas ou ser bebido sem acompanhamentos.

É um vinho amarelo-ouro intenso, límpido e brilhante, com lágrimas rápidas, finas e abundantes.

No nariz mostra-se bem fresco, com aromas a pêssego, damasco seco e floral, com ótima intensidade.

Ao provar, evidentemente é doce, com acidez muito boa, álcool integrado ao conjunto, e alguma untuosidade (poderia ter mais). Persistência na casa dos 10 segundos, com retro-olfato confirmando as impressões do nariz, e revelando um outro aroma frutado, que me lembrou torta de maçã.

Muito boa, a oportunidade de beber um vinho de sobremesa italiano. Vou querer repetir a dose, com certeza!

Viticoltori Arquatesi Colli Piacentini DOC Arquatum 2004
Região: Colli Piacentini DOC (Emília Romana) - Itália
Produtor: Viticoltori Arquatesi
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: -
Casta(s): Malvásia de Candia
Preço: -

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Tuniche Late Harvest 2007


Último vinho do jantar do dia (20/04) no restaurante Couvert, este late harvest do Vale do Cachapoal, elaborado com as castas Riesling e Gewurztraminer, mostrou um belo visual amarelo ouro, límpido e bem brilhante, com lágrimas rápidas, finas e abundantes.

No nariz tem média intensidade, com aroma a alguma fruta amarela (não consegui distinguir exatamente, mas lembrou maracujá também) em compota, um pouco de especiarias e muito mel.

Ao provar, tem acidez moderada, álcool equilibrado e média persistência (8s), com retro-olfato ressaltando muito o mel, no final. Corpo médio, com alguma untuosidade.

Agradável para degustar tanto com algumas sobremesas frescas, mas com algum teor de açúcar, quanto para bebericar puro, sem acompanhar comida.

Tuniche Late Harvest 2007
Região: Vale do Cachapoal - Chile
Produtor: Tuniche
Importador: Ana Import
Teor alcoólico: -
Casta(s): Riesling - Gewurztraminer
Preço: R$ 27,90